COMENTANDO
Cinema
por Maria João

Programação do Circuito Estação
Festival do Rio BR 2000
Em Produção


23/Setembro/2000

OS DOIS LADOS DO BURACO

O primeiro dia do ano 2000 se aproxima e as perspectivas não são as melhores, uma epidemia assola um bairro de Formosa, chove e a água está prestes a findar, seria possível viver apenas com a misericórdia da água da chuva? E chove, chove muito.

Um encanador faz a vistoria nos prédios à procura de vazamentos. Quando encontra não consegue consertá-lo e ainda deixa um buraco no meio da sala permitindo a visão do apartamento de baixo.

O cenário é desolador, goteiras por toda parte, ao sentar no vaso sanitário a moradora coloca uma bacia sobre a cabeça para se proteger das implacáveis goteiras, o papel de parede está se soltando em todo apartamento, o apartamento aparenta estar derretendo.

O morador do andar de cima possui uma banca num mercado popular, a única que ainda não fechou as portas, seus colegas foram atacados pelo vírus. Tsai Ming Liang mostra a rotina do homem, das incontáveis latas de comida oferecidas a um gato, sua única companhia, os hábitos comuns, o cardápio do andar de cima é repetido pela moradora do andar de baixo, ao lazer. Ele enfrenta a monotonia bebendo e ela sonhando com um encontro com ele onde cantam e dançam.A epidemia se alastra, ao chegar para abrir o estabelecimento o homem se depara com um colega rastejando que resiste à sua companhia até encontrar um lugar escuro para se refugiar.

Um médico europeu suspeita que um vírus seja o causador da tragédia, o vírus de Taywan.

As vítimas sofrem de fotofobia e rastejam a procura de lugares escuros. Tal comportamento leva à suspeitar das baratas como hospedeiras do vírus.Tsai tem uma concepção formal da cena, a câmera admira a claustrofobia, por vezes tenta segui-la mas esbarra nos limites sempre muito próximos. As cenas com o casal de moradores são mostradas sob a ótica de cada um dos personagens, angústia e frustração são os sentimentos predominantes.O BURACO serve como fim para aqueles acometidos da doença e também como perspectiva de mudança, de alteração de rotina e finalmente, de fuga.A comparação com o romance, não o filme rodado na Argentina, de Albert Camus é inevitável onde o escritor sintetizou a terrível peste política que aniquilava a humanidade:o nazismo. A costumeira descrença inicial da ocorrência da epidemia, a resistência na aceitação de medidas perventivas são utilizadas por Tsai Ming como a metáfora do individualismo cada vez mais excludente, do egoísmo cruel, da satisfação em oprimir o semelhante, o morador do andar de cima vomita no buraco.Ao mesmo tempo, as situações adversas também podem patrocinar a solidariedade e o amor. Semelhante ao romance de Camus, onde o médico ateu e o padre unem suas forças na luta contra a morte, o casal de moradores sabe que só lhes resta uma saída: a união.

Tsai a exemplo do escritor argelino "faz história com aqueles que não têm história" e O BURACO aprofunda seu parentesco com A PESTE na cena final. Enquanto no romance o padre Paneloux estende a mão ao médico Rieux e diz "agora nem Deus pode nos separar", o morador do andar de cima, utilizando-se do buraco, oferece sua mão salvadora à moradora do andar de baixo livrando-a da escuridão da peste, e a necessidade que um tem do outro talvez não permitam jamais a separação.

FICHA TÉCNICA
Seleção oficial de cannes 1998
direção: tsai ming liang
produção: peggychiao-ying, tsai ming liang
elenco: yang kuei-mei, lee kang-sheng
35mm - cor
95 minutos

PLUMAS DO RESSENTIMENTO

A separação, mesmo que momentânea, de pessoas que se amam é sempre incômoda e a ausência, via de regra, é preenchida pela tristeza. O divórcio deixa uma cicatriz dolorida, a morte é uma cicatriz anunciada, eterniza-se sem dor, mas um pai que se separa da filha carrega uma ferida aberta. É uma dor anunciada no nascimento, o passar dos anos apressa a separação. As filhas carregam para longe o melhor pedaço dos seus pais. E quando a filha frustra a expectativa e parte para um mundo desprezado? E se esse pai já carrega a cicatriz da viuvez?

Suzzane e Marie perderam a mãe e o pai que elas sabem, não é um modelo de equilíbrio exigirá séria vigilância da parte delas. Por sua vez ele insiste que as meninas estudem, devem se preparar para enfrentar a vida que não está nada fácil e para tanto se faz necessário que sejam as melhores.Sem a mulher a vida não tem mais interesse. As filhas representam o elo com o passado feliz.

"Faça uma lista de suas mágoas" ordena uma das filhas oferecendo-lhe papel e lápis. Ele obedece, lista feita, ela passa a borracha e apaga.

As meninas crescem, angústia e amargura do pai também crescem, conflitos esfacelam a família. Adolescentes com um mundo a descobrir e o pai tentando destruir seu mundo sem graça e sem objetivo. O ressentimento governa tanto as ações quanto as reações e transforma o pai, ele é assumidamente uma vítima das circunstâncias, repetitivo em suas reclamações está cada vez mais só. Não precisa de contato, recusa a vida (tentara se afogar no lago vizinho à sua casa).

O pai ressentido transmite fragilidade e seu isolamento se justifica por ele acreditar ser moralmente melhor que o resto da humanidade.Ele é simples, não é atormentado por questionamentos, sua consciência nunca está dividida, ele necessita vingar-se, do mundo, do deus que levou sua esposa, da filha que contribuiu para torná-lo ainda mais melancólico.

O QUE A LUA REVELA mostra uma família esquisita e triste onde o espectro da amargura é ampliado na razão direta do acréscimo de outros componentes: genro e neto .

Todos sofrem, todos reprimem, dissimulam. A realidade é pintada com cores suaves mas para fugir da realidade o pai veste camisa vermelha na tentativa patética de atrair para si a ferocidade de uma vaca (seria um touro?). A câmera às suas costas mostra suas várias tentativas e o resultado inutil, ao virar-se percebemos que tem o rosto pintado da cor da camisa. Na sequência um carro bate, outro intento frustrado de suicídio.

O neto pergunta se seu avô é maluco e escuta como resposta: "Ele não é maluco, é imprevisível". O garoto cresce escutando definições que atenuam a realidade, as explicações beiram os contos de fada. Tudo é falso, dos sentimentos reprimidos a realidade idealizada, assim se equilibra o fracasso.O pai pode representar a versão masculina da mulher de O PIANO que se utiliza da filha para mostrar ao marido opressor a importância do piano em sua vida. Ele, em sua última e frustrada incursão pelo terreno do suicídio dependerá de uma iniciativa das filhas para voltar ao passado e se permitir arriscar um mergulho no futuro.

FICHA TÉCNICA
O que a lua revela (qui plume la lune?)
França 1999
direção/roteiro: Cristine Carrière
produção: ciné valse
fotografia: pierre david
Elenco
jean- pierre darroussin, garrance clavel, elsa dourdet, michéle ernou,michéle brousse
35mm/cor/100min

EM PRODUÇÃO

Filme em fase de produção "SONHOS TROPICAIS" de André Sturm

Apresentação
“Sonhos Tropicais ” é um longa-metragem histórico que enfoca um período da vida de Oswaldo Cruz e os eventos relacionados a essa época de intensas mudanças no Brasil do início do século XX. O filme parte da adaptação livre do livro homônimo de Moacyr Scliar.

O roteiro, de Fernando Bonassi e Victor Navas, tem como pano de fundo as transformações ocorridas no Rio de Janeiro, após a posse de Rodrigues Alves na Presidência da República. O Rio, então capital do país, era um caos urbano, uma cidade devastada por epidemias como febre amarela, varíola, peste bubônica. As tentativas de alterar esse quadro levarão à insurreição civil e militar em 1904, conhecida como a “Revolta da Vacina”. Dessa forma, personagens desconhecidos da história oficial ganham destaque, mostrando a atmosfera e o sentimento das pessoas tendo suas vidas modificadas pelos eventos narrados.

É o caso de Esther - judia polonesa -, principal personagem do filme, que chega ao Rio no mesmo navio em que Oswaldo Cruz volta da França. Ela viera para se casar. No entanto, ao chegar, a realidade é bem diferente e é obrigada a se prostituir, passando a viver num cabaré. O personagem de Esther se relaciona com todos os principais fatos do filme, ao lado de Prata Preta, o retrato do negro digno, pobre, recém liberto e Amar al, um malandro “da gema” que vive de trambiques e biscates.

Essa história oferece uma rara possibilidade: unir informação e entretenimento. Todos os diversos personagens, ricos e pobres, poderosos e oprimidos, acabam envolvidos no turbilhão dos acontecimentos, numa trama que cria interesse no destino dos personagens, ao mesmo tempo que conta um importante trecho da História do Brasil.

SINOPSE

“Sonhos Tropicais ” trata das possibilidades sempre perdidas do Brasil. A história inicia com a chegada de Esther ao Rio de Janeiro, que vem com o sonho de se casar e iniciar uma nova vida. Ela aporta no mesmo navio em que retorna de Paris Oswaldo Cruz, em 1899, após alguns anos estudando no Instituto Pasteur, cheio de sonhos de transformar a saúde pública do país. O filme acompanha a trajetória desses dois personagens até o episódio que ficou conhecido como “A Revolta da Vacina”.

O país está à beira de um colapso: endividado com bancos internacionais pela simples razão de não conseguir exportar seu principal produto, o café. Isto se deve ao fato de o Rio de Janeiro encontrar–se devastado por pestilências diversas. Vemos Esther que vem ao Brasil para se casar, mas as coisas não acontecem como ela pensa e é obrigada a se prostituir. Sua única amiga é Vânia, outra judia polaca, já há alguns anos no Brasil. Nessa vvida Seu algoz é Rotchilds, dono do cabaré em que ela é obrigada a trabalhar.

Amaral, malandro da gema e trambiqueiro, apaixona-se por Esther e faz de tudo para estar ao seu lado. Cardoso de Castro, Chefe de Polícia, também se encanta pela bela judia e usa de seu poder para seduzí-la e “protegê-la” do mundo.

Em 1903, o Presidente Rodrigues Alves resolve colocar uma pessoa capacitada no comando da Diretoria de Saúde Pública - órgão correspondente ao atual Ministério da Saúde - e indica Oswaldo Cruz, que aceita. Três jornalistas boêmios Tibério, Macedo e Sílvio permeiam o filme comentando as ações de políticos importantes, principalmente de Oswaldo Cruz.

Muito convicto do que tem que ser feito, Oswaldo Cruz organiza campanhas sanitárias com o intuito de erradicar doenças, mas enfrenta dificuldades. Isso nada impede, entretanto, que ele forme batalhões de “mata-mosquitos” entrando nas casas em busca de focos de insetos. Amaral, oportunista, alista-se na Brigada Mata-Mosquitos.

Apoiado pelo prefeito Pereira Passos, Oswaldo Cruz resolve que a Diretoria de Saúde Pública deve comprar roedores mortos para controlar a peste causada pela pulga do rato. Isso dá margem a um lucrativo negócio para os picaretas de plantão. O maior deles é Amaral.

A crise, porém, eclode com decreto obrigando a vacinação anti-variólica. A população, apoiada por forças políticas, se revolta por desconfiar da própria vacina e dos vacinadores que poderiam se aproveitar para expor braços e pernas das mulheres. Tudo isso somado transforma a antiga capital federal em verdadeiro campo de batalha.

Prata Preta, negro altaneiro e digno é um dos personagens que simboliza o homem simples, urbano e recém liberto do final do século passado, transforma-se em artífice da revolta Popular. O cenário de “Sonhos Tropicais ” é de intenso movimento, centrado nos personagens de Oswaldo Cruz e Esther.

HISTÓRICO

Oswaldo Cruz não é apenas um importante vulto histórico, é também uma figura paradigmática que resume, em sua trajetória, todas as contradições pelas quais passou o Brasil no tumultuado processo de sua modernização.

O que temos é um jovem médico, animado por uma profunda crença na ciência como missão. Movido por esta crença, ele, recém-formado, dirige-se a Paris, onde estagia no famoso Instituto Pasteur, e testemunha alguns dos mais importantes movimentos políticos e culturais do “fin-du-siècle”, notadamente o caso Dreyfus. Volta ao Brasil num momento crucial. O pais está à beira de uma grave crise: endividado com bancos internacionais, não dispõe de divisas, pela simples razão de que não consegue exportar o seu principal produto, o café. E não consegue exportar porque os navios estrangeiros recusam-se a aportar no Rio de Janeiro, cidade devastada por pestilências de vários tipos: febre amarela, peste bubônica, varíola. O presidente eleito, Rodrigues Alves, precisa de alguém de pulso para colocar à frente da Diretoria de Saúde Pública, órgão correspondente ao atual Ministério da Saúde. O desconhecido Oswaldo Cruz é indicado para o cargo, aceita - e neste momento tem início um dos períodos mais tumultuados (e ao mesmo tempo, dos mais interessantes) na história do Brasil.

Firmemente convicto do que deve fazer, Oswaldo de imediato organiza campanhas sanitárias destinadas a combater as várias doenças. Já de início enfrenta feroz oposição: os professores da Faculdade de Medicina contestam as suas idéias: não acreditam, por exemplo, que a febre amarela seja transmitida por um mosquito. Isso não impede que os batalhões de “mata-mosquitos” entrem nas residências em busca de focos do inseto, o que causa muita celeuma. Celeuma também causa o combate a peste, veiculada pela pulga do rato: a Diretoria de Saúde Pública passa a comprar roedores mortos (o que, de imediato, dá origem a um lucrativo negócio..). A crise porém eclodirá com o decreto tornando obrigatória a vacinação anti-variólica. Revoltada com o “bota-abaixo”, a violenta reforma urbana empreendida por Pereira Passos para transformar o centro do Rio num equivalente à Paris do Barão Hausman, a população protesta, com o apoio de um importante, e estranho, arco político: monarquistas, positivistas, oposicionistas, anarquistas, médicos. Há desconfiança quanto à vacina e há desconfiança de que os vacinadores aproveitarão a oportunidade para expor braços e pernas das senhoras e senhoritas, violando assim o pudor de uma sociedade que tem muito de conservadora. Eclode então a Revolta da Vacina, que transformou o Rio de Janeiro num verdadeiro campo de batalha.

Deixando o cargo de Diretor de Saúde Pública, Oswaldo Cruz dedica-se ao Instituto que fundou e que hoje leva seu nome. Posteriormente, e já bastante enfermo, torna-se prefeito de Petrópolis, onde, de novo, a sua administração gera polêmicas que só terminarão com sua precoce morte, em 1.917.

MOACYR SCLIAR
(Autor do Livro “Sonhos Tropicais”)

André Sturm
Iniciou seu trabalho com cinema ainda na Faculdade, como programador do Cineclube da GV em 1984, realizando vários eventos de destaque no panorama cultural da cidade. Após terminar a faculdade, e por conseqüência sair do Cineclube, foi convidado a trabalhar na Cinemateca Brasileira como Chefe do departamento de Programação, tendo como principal atribuição a Sala Cinemateca, em Pinheiros. Diversos eventos, tais como Retrospectivas dos cineastas Orson Welles, Fritz Lang e Alfred Hitchcock, entre outros movimentaram a Sala Cinemateca na época, com grande destaque na imprensa.

Em 1989 criou a distribuidora cinematográfica PANDORA FILMES, especializada em filmes de arte e clássicos do cinema. Como atestam algumas das críticas, a distribuidora criou uma excelente reputação, como responsável pelo lançamento de grandes filmes no país. Alguns destaques foram: “Não Amarás” (o primeiro filme do diretor polonês Kieslowski a ser lançado no Brasil), “Paisagem na Neblina”, “Os Imorais”, “Trainspotting”, entre muitos outros. No setor de clássicos, as versões restauradas de “O Leopardo” de Visconti e “Bonequinha de Luxo” com Audrey Hepburn, além de “Lolita”, “Jules e Jim” e “Nós que nos amávamos tanto” em cópias novas.

Dirigiu três filmes de curta-metragem
“ARREPIO” em 1987 - com Rosi Campos e Joel Barcellos
“NEM TUDO QUE É SONHO DESMANCHA NO AR” em 1989 - com Cassio Gabus Mendes, Antônio Calloni e Ana Maria N. Silva
“DOMINGO NO CAMPO” em 1994 - com Osmar Prado e Guilherme Karam

Os filmes foram selecionados para diversos festivais no Brasil tais como : Gramado, RioCine, Brasília, São Paulo, São Luís do Maranhão, Salvador, Cuiabá e no exterior: Havana, Caracas, Berlim, Leipzig, Santiago, Montevidéu, entre outros.

Os filmes também receberam diversos prêmios, entre eles “Domingo no Campo” recebeu os de Melhor Diretor e Melhor Ator (Osmar Prado) no Festival de Gramado 94 (o mais importante festival do Brasil).

“Sonhos Tropicais ” é seu primeiro filme de longa metragem.

Características
Filme de longa-metrgaem de época, com 100 minutos de duração, rodado em 35mm.

Produzido pela Providence e Cooperativa Cinema & Mídias Digitais, co-produzido pela TV Cultura, com incentivo da Lei Audiovisual.

Filmagens

As filmagens de “Sonhos Tropicais ” passarão pelas cidades paranaenses de Castro, Lapa, Antonina e Paranaguá e serão finalizadas no Rio de Janeiro. A data de abertura de câmera está prevista para a terceira semana de setembro de 2000 ..

O elenco
Bruno Giordano, no papela de Oswaldo Cruz; Carolina Kasting, como Esther; Lu Grimaldi, no papel de Vânia; Gracindo Jr. como Cardoso de Castro; e Antônio Petrin, que fará o cáften Rotchilds.

Lançamento
A data de lançamento do filme está prevista para maio de 2001.

Produtoras
CENTRO DE CULTURA CINEMATOGRÁFICA PROVIDENCE
Rua Arizona, 433, Brooklin Novo, São Paulo - SP, 04567-001
Tels: 11-530-0839 / 241-0133

Filmografia:
Arrepio (CM, 10 minutos, cor, 1987 )
Direção: André Sturm
Elenco : Rosi Campos, Joel Barcellos
Prêmio Estímulo - Secretária de Estado da Cultura de São Paulo.

Nem Tudo que é Sonho Desmancha no Ar (CM, 15 minutos, cor, 1989)
Direção: André Sturm
Elenco : Cássio Gabus Mendes, Ana Maria Nascimento e Silva, Antônio Calloni.

Domingo no Campo (CM, 10 minutos, cor, 1994)
Direção: André Sturm
Elenco : Osmar Prado, Guilherme Karam.
Prêmios de Melhor Direção e Melhor Ator (Osmar Prado) Festival de Gramado.

Outras Atividades:
Primeira Distribuidora Independente de Filmes, no Brasil.
Criada em 1989 para trazer filmes específicos, que outras distribuidoras não se interessavam. Nossos primeiros filmes distribuídos foram: Vozes Distantes (Prêmio da Crítica em Cannes), Sugar Baby (Percy Adlon), A Pequena Vera, O Estado das Coisas (Wim Wenders). Em seguida tivemos dois sucessos: Não Amarás, de K. Kieslovski, diretor polonês até então desconhecido no Brasil, e Paisagem na Neblina de Theo Angelopoulos, primeiro filme do diretor grego distribuído no Brasil.

A partir de 1991, fizemos acordo com uma empresa de vídeo, que possibilitou o lançamento de filmes maiores, tais como Os Imorais (Stephen Frears), Cães de Aluguel (Quentin Tarantino), e A Voz da Lua, último filme de Fellini.

Após o final desse acordo, lançamos diversos filmes que fizeram bastante sucesso, tais como Trainspotting, O Doce Amanhã, Minha Vida em Cor-de-Rosa, O Prisioneiro das Montanhas, Denise Está Chamando, Bem Vindo a Casa de Bonecas, Na Companhia dos Homens.

Outra linha de nosso trabalho é o relançamento de filmes clássicos em cópias restauradas como Os Guarda-Chuvas do Amor, Morangos Silvestres, O Sétimo Selo, Jules e Jim, O Leopardo, Bonequinha de Luxo, A Marca da Maldade, Noites de Cabíria, Rocco e seus Irmãos, Morte em Veneza, e mais recentemente A Doce Vida.

COOPERATIVA CINEMA & MÍDIAS DIGITAIS

cooperativacm@convoy.com.br

CIRCUITO ESTAÇÃO - Programação de 22 a 28/09/00

PROGRAMAÇÃO
(Rio de Janeiro)

ESTRÉIAS

O BURACO
(Dong), de Tsai Ming Liang, diretor de "O Rio" e "Viva o Amor". Estação.
Estação Botafogo 1.

O QUE A LUA REVELA
(Qui Plume La Lune), de Christine Carrière. Estação
Estação Botafogo 3.

ESTAÇÃO BOTAFOGO 1
Voluntários da Pátria 88 - Tel: 286-0893 - 280 lug/Dolby SR

O BURACO
14h10 € 16h € 17h50 € 19h40 € 21h30
Estação - 95 min - Cor (Plano) 18 anos
Terça 26/9 não tem 19h40 e 21h30
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ESTAÇÃO BOTAFOGO 2
Voluntários da Pátria 88 - Tel: 286-0893 - 41 lug/Stereo

A MULHER E O ATIRADOR DE FACAS
14h30 € 16h20 € 18h10 € 20h € 21h50
Estação - 90 min - P&b (Scope) 14 anos
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ESTAÇÃO BOTAFOGO 3
Voluntários da Pátria 88 - Tel: 286-0893 - 66 lug/Dolby Stereo

O QUE A LUA REVELA?
14h40 € 16h30 € 18h20 € 20h10 € 22h
Estação - 100 min - Cor (Plano)
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ESPAÇO UNIBANCO 1
Voluntários da Pátria 35 - Tel: 266-4491 - 267 lug/Dolby SR

OS 5 SENTIDOS
15h40 € 17h40 € 19h40 € 21h40
Art Films - 105 min - Cor (Plano) 18 anos
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ESPAÇO UNIBANCO 2
Voluntários da Pátria 35 - Tel: 266-4491 - 228 lug/Dolby SR

NINGUÉM ESCREVE AO CORONEL
14h20 € 16h40 € 19h € 21h20
Art Films - 118 min - Cor (Plano) 12 anos
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ESPAÇO UNIBANCO 3
Voluntários da Pátria 35 - Tel: 266-4491 - 102 lug/Dolby SR

EU TU ELES
14h € 16h € 18h € 20h € 22h
Columbia - 110 min - Cor (Scope) 12 anos
Sexta 22/9 não tem 22h
Quarta 27/9 e Quinta 28/9 somente às 14h e 16h
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ESTAÇÃO PAISSANDU
Rua Senador Vergueiro 35 - Tel: 557-4653 - 435 lug/Dolby SR

O AUTO DA COMPADECIDA
15h € 17h10 € 19h20 € 21h30
Columbia - 104 min - Cor (Plano)
Sex/Dom: R$ 9,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 7,00

ESTAÇÃO IPANEMA 1
Visconde de Pirajá 605 - Tel 540 6445 - 141 lugares - som dolby digital

ZONA DE CONFLITO
14h € 18h € 22h
Estação - 99 min - Cor (Scope) 18 anos
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

BUENA VISTA SOCIAL CLUB
16h € 20h
Estação - 101 min - Cor (Plano) Livre
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ESTAÇÃO IPANEMA 2
Visconde de Pirajá 605 - Tel 540 6445 - 163 lugares - som dolby digital

AMÉLIA
14h40 €19h20
RioFilme - 130 min - Cor (Plano) 12 anos
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

LAÇOS SAGRADOS
17h € 21h40
Estação - 110 min - Cor (Plano) 14 anos
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ESTAÇÃO BARRA POINT 1
Av Armando Lombardi 350 - Tel: 494-6209 - 165 lug/Dolby SR

ASSÉDIO
15h30 € 19h30
Pandora - 97 min - Cor (Plano) 14 anos
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ALMAS GÊMEAS
17h30 € 21h30
de Peter Jackson - 99 min - Cor - 18 anos
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ESTAÇÃO BARRA POINT 2
Av Armando lombardi 350 - Tel: 494-6209 - 165 lug/Dolby SR

A DOCE VIDA
14h20 € 17h40 € 21h
Pandora - 183 min - P&b (Scope) 14 anos
Sex/Dom: R$ 10,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 8,00

ESTAÇÃO ICARAÍ
Tel: 710-0320 - 171 lug/Dolby Stereo

AMÉLIA
14h20 € 19h
RioFilme - 130 min - Cor (Plano) 12 anos
Sex/Dom: R$ 8,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 6,00

EU TU ELES
16h40 € 21h20
Columbia - 110 min - Cor (Scope) 12 anos
Sex/Dom: R$ 8,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 6,00

NOVO JÓIA
Av Nossa Senhora de Copacabana 680 - 95 l - 95 lugares - Mono

EU TU ELES
14h40 € 16h50 € 19h € 21h10
Columbia - 110 min - Cor (Scope) 12 anos
Sex/Dom: R$ 7,00 - Seg/Qui (Exc. Feriados): R$ 6,00

ESTAÇÃO MUSEU
Rua do Catete, 153 - Tel: 826-1850 - 90 lugares / Stereo

KIRIKU E A FEITICEIRA
Sáb (23) e Dom (24) às 11h
Imovision - 71 min - Cor (Plano - Cópia Dublada) Livre
Sex/Dom: R$ 8,00

INSTITUTO DE BELEZA VÊNUS
Somente Sex (22/9) às 15h € 17h € 19h € 21h
Pandora - 105 min - Cor (Plano) 14 anos
Sex/Dom: R$ 8,00

7ª MOSTRA INTERNACIONAL DO FILME ETNOGRÁFICO
de Sab (23/9) a Quin (28/9) - ver programação em anexo - entrada franca

ESTAÇÃO PAÇO
Tel: 533-4407 - 64 lugares - Dolby Stereo

ASSÉDIO
13h
Pandora - 97 min - Cor (Plano) 14 anos
Todos os dias: R$ 6,00

CRONICAMENTE INVIÁVEL
15h
RioFilme - 101 min - Cor (Plano) 18 anos
Todos os dias: R$ 6,00

QUASE NADA
17h
RioFilme - 94 min - Cor (Plano) 12 anos
Todos os dias: R$ 6,00

ESTAÇÃO PAÇO - CLÁSSICOS DO EXPRESSIONISMO ALEMÃO
Sempre às 19h, com acompanhamento de Cadu Pereira ao piano e tradução simultânea. - Todos os dias: R$ 4,00

Sexta (22/9): "O GABINETE DAS FIGURAS DE CERA", de Paul Leni
Sábado (23/9): "DA AURORA À MEIA-NOITE", de Karl Heinz Martin; e "ESCADA DE SERVIÇO", de Leopold Jessner
Domingo (24/9): "CASTELO VOGELÖD", de F. W. Murnau; e "O GABINETE DO DR. CALIGARI", de Robert Wiene
Segunda (25/9): "DR. MABUSE, O INFERNO DO CRIME", de Fritz Lang
Terça (26/9): "DR. MABUSE, O JOGADOR", de Fritz Lang
Quarta (27/9): "O ÚLTIMO HOMEM/ A ÚLTIMA GARGALHADA", de F. W. Murnau
Quinta (28/9): "SEGREDOS DE UMA ALMA". De George W. Pabst

PROGRAMAÇÃO DA 7 MOSTRA INTERNACIONAL DO FILME ETNOGRÁFICO
Estação Museu

sábado 23/9
- "AO SUL DA PAISAGEM. CAMINHOS DA PAISAGEM" - 14h
de Paschoal Samora, Paraná, 26 min., 2000; e
" JEAN ROUCH SUBVERTENDO FRONTEIRAS" - 16h
de Ana L. Ferraz, Edgar T. da Cunha, Paula Morgado e Renato Sztutman, S P, 41min., 2000
- "FILHOS DE GANDHY" - 16h - de Lula Buarque de Hollanda, Bahia, 78 min., 2000
-"RIO 40 GRAUS" - 18h30 - de Nelson Pereira dos Santos, Rio de Janeiro, 100min., P/B, 1955; e
"NELSON FILMA: TRAJETÓRIA"
Dir.: Luís Carlos Lacerda, 10 min., P/B, 1971

domingo, 24/09
- "COMING TO LIGHT ­ EDWARD S. CURTIS AND THE NORTH AMERICAN INDIANS" - 14h
de Anne Makepeace, EUA, 85 min., 1999, inglês
- "NELSON 40 GRAUS" - 16h - de Carlos Sanches, Rio de Janeiro, 16 min., 1999; e
"GILBERTIANAS" - Ricardo Miranda, Recife, 56 min., 2000
- "MANO A MANO - 18h30 - Ricardo Nauemberg, SP/RJ, 78 min., cor e P&B, 1999
- "VILLAGE OF WIDOWS" - 20h30 - Peter Blow, Canadá/Japão, 52 min., 1999, inglês

segunda 25/09
- "HAIRDO" - 14h - de Genevieve Leyh, EUA, 5 min., 1998, inglês; e
"THE COW JUMPED OVER THE MOON" de Christopher Walker, 52 min., 1999, inglês; e
"BLOC DE BLACKS" de Thomas Sady, França, 50 min., francês
- "MÚSICA PARA ANTROPOFAGIA CULTURAL" - 16h - de Belisário Franca, Brasil, 50 min., 1999
- "DIMANCHE, ON IRA AU BAL...!" - 18h30 - de Thierry Compain, França, 53 min., 1999, francês
- "AO SUL DA PAISAGEM. PAISAGEM E MEMÓRIA" - 20h30
de Paschoal Samora, Brasil, 26 min., 2000; e
"DJANDJON!" - de Sophie Hoffelt, Mali/França, 58 min., 1999, francês

terça 26/09
- "NOS SERTÕES DE MATO GROSSO" - 14h - de Luis Thomas Reis, Brasil, 10 min, P/B, 1912; e
"TEMPO DE RONDON" - de Joel Pizzini, Mato Grosso, 60 min., 2000
- "SONG OF THE HAMAR HERDSMEN" - 16h - de Ivo Strecker, Etiópia, 44 min., 1979, inglês; e
"THE FATHER OF THE GOATS" - de Ivo Strecker, Etiópia, 50 min., 1979, inglês
- "BOA VIAGEM IBANTU" - 18h30 - da série Vídeo nas Aldeias, Brasil, 18 min., 2000 ; e
"QUANDO DEUS VISITA A ALDEIA" - da série Vídeo nas Aldeias, Brasil, 18 min., 2000 ; e
"NO TEMPO DAS CHUVAS" - de Isaac, Valdete, Tsirotsi Ashaninka, Llullu Manchineri, Maru Kaxinawá,
Nelson Kulina, Fernado Katukina e André Kanamari, Acre, 38 min., 2000
- "SOMOS TODOS FILHOS DA TERRA" - 20h30 - de Daniela Thomas,Walter Salles, João M. Salles e Kátia Lund, Rio de Janeiro, 8 min., 1999; e
"SANTA CRUZ" - de João Moreira Salles, Rio de Janeiro, 50 min., 2000

quarta 27/09
- "FOLIA DE REIS" - 14h - de Maurício Mulim, Rio de Janeiro, 23 min., 2000; e
"BUBULA, O CARA VERMELHA" - de Luiz Eduardo Jorge, Goiás, 28 min., 1999; e
"RETRATO PRIMEIRO" - de Waldir de Pina, Goiás, 32 min., 1999/2000
- "MÚSICA PARA SANTOS BRANCOS" - 16h - de Belisário Franca, Brasil, 50 min., 1999
- "1500" - 18h - de Maurício Squarisi, São Paulo, 8 min., 2000; e
"O CICLO DO CARANGUEJO" - de Adolfo Lachtermacher, Recife, 24 min., 1999; e
"PRETO NO BRANCO" - de Joel de Almeida, Bahia, 25 min., 2000
-"BRIDEWEALTH FOR A GODDESS" - 19h - de Chris Owen, Austrália/ Papua Nova Guiné, 72 min., 1999, inglês
- "SERVANT OF THE ANCESTORS" - 20h30 - de Malla Nunn, Swaziland, 52 min., 1998, inglês

quinta 28/9
- "A HUTSAJ RITO PROHIBIDO" - 14h - de Alejandro Arroz, Argentina, 48 min., 2000; e
"LA CREACIÓN" - de Ana Maria Zanotti, Argentina, 28 min., 2000
- "A INVENÇÃO DA INFÂNCIA" - 16h - de Liliana Sulzbach, Rio Grande do Sul, 12min., 2000; e
"UMA NAÇÃO DE GENTE" - de Margarida Hernández e Tibico Brasil, Ceará, 17 min., 1999; e
"PEDRO OLIVEIRA, O CEGO QUE VIU O MAR" - de Rosemberg Cariri, Ceará, 22 min., 2000
- "VISITORS OF THE NIGHT" - 20h30 - de An van Dienderen, China, 34 min., 1998, inglês; e
"REGOPSTAAN¹S DREAM" - de Christopher Walker, EUA, 2000, inglês

Mais informações: Liliam H. (0xx21 - 286 6336 / 539 1505)

FESTIVAL DO RIO BR 2000

Segue lista dos 14 filmes selecionados para a PREMIÈRE BRASIL, concorrendo ao Prêmio BR.
Foram 7 longas selecionados na categoria ficção, 6 na categoria documentário e um HORS CONCOURS.
Os filmes serão apresentados em sessões de gala no ODEON BR e terão sessões públicas onde os espectadores escolherão os melhores filmes em cada categoria.

Os vencedores receberão o Prêmio BR para lançamento coemrcial do filme no valor de R$200.000,00 para ficção e R$100.000,00 na categoria documentário.

FILMES:
DOCUMENTÁRIO
- O RAP DO PEQUENO PRÍNCIPE CONTRA AS ALMAS SEBOSAS - direção Paulo Caldas e Marcelo Luna
- SAUDADES DO FUTURO - direção: Cesar Paes
- SENTA A PUA - direção e produção: Erick de Castro
- O SONHO DE ROSE - direção e produção: Tetê Moraes
- 2000 NORDESTES -direção: Vicente Amorim e David F. Mendes
- ANÉSIA - UM VÔO NO TEMPO - direção e produção: Ludmila Ferolla

HORS CONCOURS
- MILAGRE EM JUAZEIRO - direção: Wolney da Oliveira

FICÇÃO
- A HORA MARCADA - direção: Marcelo Taranto
- BRAVA GENTE BRASILEIRA - direção: Lúcia Murat
- BUFO & SPALLANZANI - direção: Flávio Tambellini
- DEUS JR. - direção: Mauro Lima
- TAINÁ ­ UMA AVENTURA AMAZÔNICA - direção: Tânia Lamarca e Sérgio Bloch
- TOLERÂNCIA - direção: Carlos Gerbase
- BICHO DE SETE CABEÇAS - direção: Laís Bodanski

FESTIVAL DO RIO BR 2000 - ASSESSORIA DE IMPRENSA
imprensa@estacaovirtual.com
Liège Monteiro - 522 6843 / 267 3485
Regina Zappa, Eduardo Graça e Liliam Hargreaves - 286-6336 / 539-1505 / 537-9222

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Maria João viaja e vai ao cinema.


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