Cinema
por Maria João

Programação do Circuito Estação
Em Produção


07/Outubro/2000

A CELEBRIDADE DE SEMPRE

Parece que foi combinado: os filmes de Woody Allen aterrissarão no Brasil com, no mínimo, dois anos de atraso. Ultimamente o acordo tem sido honrado: Desconstruindo Harry de 1997 só chegou ao Brasil no prazo estabelecido e agora acontece o mesmo com Celebrity de 1998. O Festival do Rio BR 2000 dentro do Panorama do Cinema Mundial estará apresentandoos dois mais recentes filmes do diretor: " Celebridades" e "Poucas e Boas", este de 1999. Já "Small time crooks", produção deste ano, fica sem previsão de lançamento na Terra Brasilis.
Em "Celebridades" Woody Allen atua exclusivamente como diretor, seu alter ego é Kenneth Branagh interpretando o jornalista Lee Simon que ambiciona ser roteirista, um tipo comum sempre buscando se relacionar com pessoas famosas. Na tentativa de oferecer um roteiro aproxima-se de Nicole (Melanie Griffith) que se diz fiel ao marido "do pescoço para baixo" e presenteia Lee com uma amostra de suas habilidades. Celebridades é uma comédia romantica e politicamente correta, várias etnias (são 5128 figurantes) desfrutam seus segundos de fama, excepcionalmente fotografada em preto e branco por Sven Nykvist onde a obsessão de Lee Simon e sua necessidade de estar entre as "celebridades" traz à tona sua solidão e melancolia.

Com o escárino habitual Woody Allen desvenda os cínicos e glamurosos meandros dos mercados de moda, editorial, cinema e TV onde sentimentos são inventados e escrupulos sucumbem ante as esqualidas possibilidades de abandonar o anonimato.

Enquanto Robin ( Judy Davis) , a ex- mulher de Lee, torna-se uma celebridade televisiva sem que para isso faça qualquer esforço, paralelamente encontra o amor e casa com Tony Gardella (Joe Mantegna) um executivo da televisão; Lee acumula frustrações profissionais e afetivas. Seu olhar denuncia a incapacidade para suportar a convivência pacífica de uma bem sucedida vida afetiva e profissional.

O solipsismo de Allen tranqüiliza seus fãs, ruptura não é seu forte, a temática não se afasta da entediante lista:religião, sexo, psicanálise, caóticas relações amorosas , o mal do momen

to, no caso, cirurgia plástica e Nova York tudo sob a ótica de um grande fotógrafo, preferencialmente em preto e branco. Impressiona. Mas cansa!

Com "Celebridades" Allen insinua que fama e amor são cabeças de um mesmo corpo descontrolado e futil. Nem sempre. Não fossem os momentos do mais inteligente humor, o cinema de prosa narrativa de Allen já teria desmoronado. Mas ouse discordar na sua roda de amigos, todos eles acharão o máximo as imagens de Nova York, o preto e branco, gargalharão com as piadas sobre a igreja católica, os judeus, os negros. Antes mesmo de verem o filme.

Enfim, Celebridades é o 27 filme de Woody Allen, seis vezes indicado ao Oscar de melhor diretor, ganhou com Noivo Neurótico Noiva Nervosa, treze vezes indicado na categoria de roteirista e recebeu a estatueta por Noivo Neurótico Noiva Nervosa e Hannah e Suas Irmãs. Noivo Neurótico Noiva Nervosa também ganhou o prêmio como melhor filme em 1978. O que não justifica o cansaço.

Acertando no alvo que Allen mira merece detido olhar GENTE FAMOSA- "Famous" .De Griffin Dune também participando do Festival do Rio -BR 2000 faz parte da mostra Via Digital. Conta a história de uma jovem atriz que protagonizou um comercial de cereais e pensa ter dado o primeiro passo na direção da fama. Vale o ingresso.
FIDELIDADE: ANDRZEJ ZULAWSKI FILMA A BELEZA TRISTE
Clélia, jovem fotógrafa, viaja em companhia da mãe e confessa nunca ter amado ninguém, demonstrando conhecimento da matéria a mãe responde: "também nunca amei seu pai".

Pelo balanço do trem o espectador adivinha que aquele será um espetáculo de submissão, frustração e, consequentemente, dor.FIDELIDADE- "La Fidélité-França-1999- também pode ser visto através da lente do ciúme e do individualismo "Bonito e triste". Também acredito ser essa a melhor forma de expressar o belo.

Clélia (Sophie Marceau) trabalha para um jornal sensacionalista, o escândalo representa beleza e lucro para Lucien Mac Roi, o poderoso e inescrupuloso dono do jornal que não consegue ser amado sequer pela (s) filha (s) e vive cercado por uma caterva de cinicos e ambiciosos.

Clélia encontra Clève (Pascal Greggory- um Luis Trintignhat não tão canastrão) em uma floricultura, ele é a face clara da lua,editor, honesto, culto, admira e cita Auden nas mais diversas ocasiões, o primeiro encontro acaba no sofá de Clève.

Apaixonado pede Clélia em casamento e ela aceita. O bispo, irmão de Clève, realiza o casamento. Sem escudos não esconde suas fraquezas e num segundo casamento-"o amor surpreende o homem"- o monsenhor "colocará as manguinhas de fora"

Clélia fotografa tudo, a máquina é o olho potente permitindo que a tudo observe com cinismo e ao mesmo tempo escudo que intimida o suposto agressor. Até o momento em que encontra Nemo, um destemido reporter do submundo que faz uso das mesmas armas.Tem início a trilha da hesitação da fotógrafa, amar quem a atrai ou resignar-se com quem a ama? E Clélia se vê acuada. Tem em Clève o amor seguro, tranqüilo, quando se sente ameaçada por Nemo que a espiona e fotografa corre para o marido pedindo que ele lhe "faça um filho". É necessário algo sólido em que ela possa apoiar aquele quase amor ou uma relação amigável. Zulawski faz lembrar Eric Rommer, muitos de seus filmes contam a história de alguém inerte ante a dúvida: amar ou não amar. Porém "tudo que é amigável não interessa a ninguém" e Clélia sente-se cada vez mais ligada a Nemo.

Clève, que ama sua mulher de uma forma superlativa, não suporta a distância gelada aumentando e numa atitude desesperada resolve partir. A dúvida o transforma em um solitário e ele sofre, é obsessivo. Ela pede que ele a ame: "e o que mais tenho feito?", humilhado responde. No espelho, com batom, escreve sua carta de despedida, um poema de Auden. Conclui: "...e eu submisso/ me senti indesejado/ e parti." O amor é mesmo tão fugaz! Aqui outro expoente da nouvelle vague salta à memória: Jaques Rivette que tratou do tema em "A Religiosa"

Zulawski arma o tabuleiro e distribui a esmo as peças da reflexão filosófica, religiosa e existencial, o jogo será tenso e dinâmico, sem treguas, e passará rápido, belo e triste como todas as coisas boas, embora os 160 minutos de duração-Rivette mais uma vez.

Direção:
Andrzej Zulawski
Roteiro:
Andrzej Zulawski,
Madame De Lafayette
(Do Romance La Princesse De Clèves)
Elenco:
Sophie Marceau,
Pascal Greggory,
Guillaume Canet
Fotografia:
Patrick Blossier
Montagem:
Marie- Sophie Dubus
França / 99
Duração: 160m

PANORAMA DO CINEMA MUNDIAL
EM EXIBIÇÃO
Domingo (08/10) Odeon BR - 21:30h
Quarta (11/10) Estação Botafogo 1 - 19h
Sexta (13/10) Espaço Unibando 3 - 15:30h

EM PRODUÇÃO

Filme em fase de produção "SONHOS TROPICAIS" de André Sturm

Apresentação
“Sonhos Tropicais ” é um longa-metragem histórico que enfoca um período da vida de Oswaldo Cruz e os eventos relacionados a essa época de intensas mudanças no Brasil do início do século XX. O filme parte da adaptação livre do livro homônimo de Moacyr Scliar.

O roteiro, de Fernando Bonassi e Victor Navas, tem como pano de fundo as transformações ocorridas no Rio de Janeiro, após a posse de Rodrigues Alves na Presidência da República. O Rio, então capital do país, era um caos urbano, uma cidade devastada por epidemias como febre amarela, varíola, peste bubônica. As tentativas de alterar esse quadro levarão à insurreição civil e militar em 1904, conhecida como a “Revolta da Vacina”. Dessa forma, personagens desconhecidos da história oficial ganham destaque, mostrando a atmosfera e o sentimento das pessoas tendo suas vidas modificadas pelos eventos narrados.

É o caso de Esther - judia polonesa -, principal personagem do filme, que chega ao Rio no mesmo navio em que Oswaldo Cruz volta da França. Ela viera para se casar. No entanto, ao chegar, a realidade é bem diferente e é obrigada a se prostituir, passando a viver num cabaré. O personagem de Esther se relaciona com todos os principais fatos do filme, ao lado de Prata Preta, o retrato do negro digno, pobre, recém liberto e Amar al, um malandro “da gema” que vive de trambiques e biscates.

Essa história oferece uma rara possibilidade: unir informação e entretenimento. Todos os diversos personagens, ricos e pobres, poderosos e oprimidos, acabam envolvidos no turbilhão dos acontecimentos, numa trama que cria interesse no destino dos personagens, ao mesmo tempo que conta um importante trecho da História do Brasil.

SINOPSE

“Sonhos Tropicais ” trata das possibilidades sempre perdidas do Brasil. A história inicia com a chegada de Esther ao Rio de Janeiro, que vem com o sonho de se casar e iniciar uma nova vida. Ela aporta no mesmo navio em que retorna de Paris Oswaldo Cruz, em 1899, após alguns anos estudando no Instituto Pasteur, cheio de sonhos de transformar a saúde pública do país. O filme acompanha a trajetória desses dois personagens até o episódio que ficou conhecido como “A Revolta da Vacina”.

O país está à beira de um colapso: endividado com bancos internacionais pela simples razão de não conseguir exportar seu principal produto, o café. Isto se deve ao fato de o Rio de Janeiro encontrar–se devastado por pestilências diversas. Vemos Esther que vem ao Brasil para se casar, mas as coisas não acontecem como ela pensa e é obrigada a se prostituir. Sua única amiga é Vânia, outra judia polaca, já há alguns anos no Brasil. Nessa vvida Seu algoz é Rotchilds, dono do cabaré em que ela é obrigada a trabalhar.

Amaral, malandro da gema e trambiqueiro, apaixona-se por Esther e faz de tudo para estar ao seu lado. Cardoso de Castro, Chefe de Polícia, também se encanta pela bela judia e usa de seu poder para seduzí-la e “protegê-la” do mundo.

Em 1903, o Presidente Rodrigues Alves resolve colocar uma pessoa capacitada no comando da Diretoria de Saúde Pública - órgão correspondente ao atual Ministério da Saúde - e indica Oswaldo Cruz, que aceita. Três jornalistas boêmios Tibério, Macedo e Sílvio permeiam o filme comentando as ações de políticos importantes, principalmente de Oswaldo Cruz.

Muito convicto do que tem que ser feito, Oswaldo Cruz organiza campanhas sanitárias com o intuito de erradicar doenças, mas enfrenta dificuldades. Isso nada impede, entretanto, que ele forme batalhões de “mata-mosquitos” entrando nas casas em busca de focos de insetos. Amaral, oportunista, alista-se na Brigada Mata-Mosquitos.

Apoiado pelo prefeito Pereira Passos, Oswaldo Cruz resolve que a Diretoria de Saúde Pública deve comprar roedores mortos para controlar a peste causada pela pulga do rato. Isso dá margem a um lucrativo negócio para os picaretas de plantão. O maior deles é Amaral.

A crise, porém, eclode com decreto obrigando a vacinação anti-variólica. A população, apoiada por forças políticas, se revolta por desconfiar da própria vacina e dos vacinadores que poderiam se aproveitar para expor braços e pernas das mulheres. Tudo isso somado transforma a antiga capital federal em verdadeiro campo de batalha.

Prata Preta, negro altaneiro e digno é um dos personagens que simboliza o homem simples, urbano e recém liberto do final do século passado, transforma-se em artífice da revolta Popular. O cenário de “Sonhos Tropicais ” é de intenso movimento, centrado nos personagens de Oswaldo Cruz e Esther.

HISTÓRICO

Oswaldo Cruz não é apenas um importante vulto histórico, é também uma figura paradigmática que resume, em sua trajetória, todas as contradições pelas quais passou o Brasil no tumultuado processo de sua modernização.

O que temos é um jovem médico, animado por uma profunda crença na ciência como missão. Movido por esta crença, ele, recém-formado, dirige-se a Paris, onde estagia no famoso Instituto Pasteur, e testemunha alguns dos mais importantes movimentos políticos e culturais do “fin-du-siècle”, notadamente o caso Dreyfus. Volta ao Brasil num momento crucial. O pais está à beira de uma grave crise: endividado com bancos internacionais, não dispõe de divisas, pela simples razão de que não consegue exportar o seu principal produto, o café. E não consegue exportar porque os navios estrangeiros recusam-se a aportar no Rio de Janeiro, cidade devastada por pestilências de vários tipos: febre amarela, peste bubônica, varíola. O presidente eleito, Rodrigues Alves, precisa de alguém de pulso para colocar à frente da Diretoria de Saúde Pública, órgão correspondente ao atual Ministério da Saúde. O desconhecido Oswaldo Cruz é indicado para o cargo, aceita - e neste momento tem início um dos períodos mais tumultuados (e ao mesmo tempo, dos mais interessantes) na história do Brasil.

Firmemente convicto do que deve fazer, Oswaldo de imediato organiza campanhas sanitárias destinadas a combater as várias doenças. Já de início enfrenta feroz oposição: os professores da Faculdade de Medicina contestam as suas idéias: não acreditam, por exemplo, que a febre amarela seja transmitida por um mosquito. Isso não impede que os batalhões de “mata-mosquitos” entrem nas residências em busca de focos do inseto, o que causa muita celeuma. Celeuma também causa o combate a peste, veiculada pela pulga do rato: a Diretoria de Saúde Pública passa a comprar roedores mortos (o que, de imediato, dá origem a um lucrativo negócio..). A crise porém eclodirá com o decreto tornando obrigatória a vacinação anti-variólica. Revoltada com o “bota-abaixo”, a violenta reforma urbana empreendida por Pereira Passos para transformar o centro do Rio num equivalente à Paris do Barão Hausman, a população protesta, com o apoio de um importante, e estranho, arco político: monarquistas, positivistas, oposicionistas, anarquistas, médicos. Há desconfiança quanto à vacina e há desconfiança de que os vacinadores aproveitarão a oportunidade para expor braços e pernas das senhoras e senhoritas, violando assim o pudor de uma sociedade que tem muito de conservadora. Eclode então a Revolta da Vacina, que transformou o Rio de Janeiro num verdadeiro campo de batalha.

Deixando o cargo de Diretor de Saúde Pública, Oswaldo Cruz dedica-se ao Instituto que fundou e que hoje leva seu nome. Posteriormente, e já bastante enfermo, torna-se prefeito de Petrópolis, onde, de novo, a sua administração gera polêmicas que só terminarão com sua precoce morte, em 1.917.

MOACYR SCLIAR
(Autor do Livro “Sonhos Tropicais”)

André Sturm
Iniciou seu trabalho com cinema ainda na Faculdade, como programador do Cineclube da GV em 1984, realizando vários eventos de destaque no panorama cultural da cidade. Após terminar a faculdade, e por conseqüência sair do Cineclube, foi convidado a trabalhar na Cinemateca Brasileira como Chefe do departamento de Programação, tendo como principal atribuição a Sala Cinemateca, em Pinheiros. Diversos eventos, tais como Retrospectivas dos cineastas Orson Welles, Fritz Lang e Alfred Hitchcock, entre outros movimentaram a Sala Cinemateca na época, com grande destaque na imprensa.

Em 1989 criou a distribuidora cinematográfica PANDORA FILMES, especializada em filmes de arte e clássicos do cinema. Como atestam algumas das críticas, a distribuidora criou uma excelente reputação, como responsável pelo lançamento de grandes filmes no país. Alguns destaques foram: “Não Amarás” (o primeiro filme do diretor polonês Kieslowski a ser lançado no Brasil), “Paisagem na Neblina”, “Os Imorais”, “Trainspotting”, entre muitos outros. No setor de clássicos, as versões restauradas de “O Leopardo” de Visconti e “Bonequinha de Luxo” com Audrey Hepburn, além de “Lolita”, “Jules e Jim” e “Nós que nos amávamos tanto” em cópias novas.

Dirigiu três filmes de curta-metragem
“ARREPIO” em 1987 - com Rosi Campos e Joel Barcellos
“NEM TUDO QUE É SONHO DESMANCHA NO AR” em 1989 - com Cassio Gabus Mendes, Antônio Calloni e Ana Maria N. Silva
“DOMINGO NO CAMPO” em 1994 - com Osmar Prado e Guilherme Karam

Os filmes foram selecionados para diversos festivais no Brasil tais como : Gramado, RioCine, Brasília, São Paulo, São Luís do Maranhão, Salvador, Cuiabá e no exterior: Havana, Caracas, Berlim, Leipzig, Santiago, Montevidéu, entre outros.

Os filmes também receberam diversos prêmios, entre eles “Domingo no Campo” recebeu os de Melhor Diretor e Melhor Ator (Osmar Prado) no Festival de Gramado 94 (o mais importante festival do Brasil).

“Sonhos Tropicais ” é seu primeiro filme de longa metragem.

Características
Filme de longa-metrgaem de época, com 100 minutos de duração, rodado em 35mm.

Produzido pela Providence e Cooperativa Cinema & Mídias Digitais, co-produzido pela TV Cultura, com incentivo da Lei Audiovisual.

Filmagens

As filmagens de “Sonhos Tropicais ” passarão pelas cidades paranaenses de Castro, Lapa, Antonina e Paranaguá e serão finalizadas no Rio de Janeiro. A data de abertura de câmera está prevista para a terceira semana de setembro de 2000 ..

O elenco
Bruno Giordano, no papela de Oswaldo Cruz; Carolina Kasting, como Esther; Lu Grimaldi, no papel de Vânia; Gracindo Jr. como Cardoso de Castro; e Antônio Petrin, que fará o cáften Rotchilds.

Lançamento
A data de lançamento do filme está prevista para maio de 2001.

Produtoras
CENTRO DE CULTURA CINEMATOGRÁFICA PROVIDENCE
Rua Arizona, 433, Brooklin Novo, São Paulo - SP, 04567-001
Tels: 11-530-0839 / 241-0133

Filmografia:
Arrepio (CM, 10 minutos, cor, 1987 )
Direção: André Sturm
Elenco : Rosi Campos, Joel Barcellos
Prêmio Estímulo - Secretária de Estado da Cultura de São Paulo.

Nem Tudo que é Sonho Desmancha no Ar (CM, 15 minutos, cor, 1989)
Direção: André Sturm
Elenco : Cássio Gabus Mendes, Ana Maria Nascimento e Silva, Antônio Calloni.

Domingo no Campo (CM, 10 minutos, cor, 1994)
Direção: André Sturm
Elenco : Osmar Prado, Guilherme Karam.
Prêmios de Melhor Direção e Melhor Ator (Osmar Prado) Festival de Gramado.

Outras Atividades:
Primeira Distribuidora Independente de Filmes, no Brasil.
Criada em 1989 para trazer filmes específicos, que outras distribuidoras não se interessavam. Nossos primeiros filmes distribuídos foram: Vozes Distantes (Prêmio da Crítica em Cannes), Sugar Baby (Percy Adlon), A Pequena Vera, O Estado das Coisas (Wim Wenders). Em seguida tivemos dois sucessos: Não Amarás, de K. Kieslovski, diretor polonês até então desconhecido no Brasil, e Paisagem na Neblina de Theo Angelopoulos, primeiro filme do diretor grego distribuído no Brasil.

A partir de 1991, fizemos acordo com uma empresa de vídeo, que possibilitou o lançamento de filmes maiores, tais como Os Imorais (Stephen Frears), Cães de Aluguel (Quentin Tarantino), e A Voz da Lua, último filme de Fellini.

Após o final desse acordo, lançamos diversos filmes que fizeram bastante sucesso, tais como Trainspotting, O Doce Amanhã, Minha Vida em Cor-de-Rosa, O Prisioneiro das Montanhas, Denise Está Chamando, Bem Vindo a Casa de Bonecas, Na Companhia dos Homens.

Outra linha de nosso trabalho é o relançamento de filmes clássicos em cópias restauradas como Os Guarda-Chuvas do Amor, Morangos Silvestres, O Sétimo Selo, Jules e Jim, O Leopardo, Bonequinha de Luxo, A Marca da Maldade, Noites de Cabíria, Rocco e seus Irmãos, Morte em Veneza, e mais recentemente A Doce Vida.

COOPERATIVA CINEMA & MÍDIAS DIGITAIS

cooperativacm@convoy.com.br


Dê sua opinião.

  Luiz em meio à sua paixão

Lula Rodrigues (interino) viaja com a Maria João (foto) e vai ao cinema.