Cinema
por Maria João

Programação do Circuito Estação
Em Produção


14/Outubro/2000

8 1/2 MULHERES MAIS UM JOGO DE EXCESSOS DE GREENAWAY

Filme de Greenaway é antes de tudo obsessão pela simetria. Basta da sonolenta justificativa que o cara era pintor antes de optar pelo cinema e que as artes plásticas influenciam seus filmes!Que vejam "Caravaggio" de Derek Jarman e saberão como se trabalha cor e cenário. Sendo assim é lógico e se é lógico é também previsível, não tem graça. Resumindo: excluindo "Contrato de Amor", "A Barriga do Arquiteto" , "Quedas" e "O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante", seus filmes são um tédio só. Na trilha obscura de A ZED AND TWO NOUGHTS - (Um Z e Dois Zeros) surge "8 ½ women" - (8 ½ Mulheres) incluído na Mostra Foco Reino Unido dentro do Festival do Rio BR 2000.

O enredo, como ocorre na maioria dos filmes de Greenaway, é o que menos importa, o que está em discussão é o jogo, a falta de ética e o consequente desrespeito pelo ser humano. Aqui o desrespeito consentido é uma constante. Deixa-se desrespeitar, concorda-se com a opressão e sublima-se, ah, como se sublima! Como já fizera em "Afogando em Números"Greenaway mostra o caminho, o espectador pode dormir e acordar em qualquer ponto da exibição que não terá perdido o fio da meada.

Em "The Belly of an Architet"- (A Barriga do Arquiteto) de 1986 Greenaway também joga, coloca no tabuleiro, frente a frente, homem e arquitetura com o embate definido. Mas nada é tão simples, o arquiteto sofre com sua doença (tumor maligno na barriga), não dá atenção à sua mulher, grávida, que passa a ter um caso com outro arquiteto. Percebia-se um cineasta arrojado, ninguém apostaria no cienasta repetitivo que usa a pintura barroca como bengala.

O uso de imagens extremamente elaboradas não implicam em cinema de qualidade, ao contrário resulltam na estética do artifício, a utilização da mais requintada tecnologia pode até romper com a estética que ele repudia mas não rompe com a prática de se utilizar dos mais gastos recursos: o sexo e o erotismo.

Parte da história se passa no Japão (seria uma justificativa para tanta tecnologia?), onde um homem recebe oito salões e meio de um jogo. A seguir morre sua mulher e o filho tenta trazer o pai à vida.Como? Fazendo uso do sexo, as mulheres dos filmes de Fellini (Fellini também é barroco em "Na Estrada da Vida") servem de referência.

Mulheres são atraídas para a mansão do velho, uma com o seu cavalo, outra personifica a fantasia de uma religiosa devassa, etc.. Não poderiam faltar as representantes orientais e a ½ mulher do título.

O final é no mínimo patético: sexo e morte das marionetes. Como sempre.

Outra obsessão de Greenaway é o corpo. Nu. E nem sempre como uma introdução ao sexo. Numa cena o filho, nu em frente ao espelho do quarto, pede ao pai que também fique nu para que ele fique sabendo como será seu corpo quando ficar velho. Como se pode ver, nem tudo está perdido. Lego engano, na sequência pai e filho deitam-se nus na mesma cama, quase ao final suspeitaremos do que possa ter acontecido naquela noite.

Enfim, 120 minutos de excessos


Direção
Peter Greenaway

Roteiro
Peter Greenway

Elenco
John Standing
Matthew Delamere
Amanda Plummer

Fotografia
Sacha Vierny

Montagem
Elmer Leupen

País
Reino Unido

Ano
1999

Duração
120mim

FIDELIDADE: ANDRZEJ ZULAWSKI FILMA A BELEZA TRISTE
Clélia, jovem fotógrafa, viaja em companhia da mãe e confessa nunca ter amado ninguém, demonstrando conhecimento da matéria a mãe responde: "também nunca amei seu pai".

Pelo balanço do trem o espectador adivinha que aquele será um espetáculo de submissão, frustração e, consequentemente, dor. FIDELIDADE - "La Fidélité-França-1999 - também pode ser visto através da lente do ciúme e do individualismo "Bonito e triste". Também acredito ser essa a melhor forma de expressar o belo.

Clélia (Sophie Marceau) trabalha para um jornal sensacionalista, o escândalo representa beleza e lucro para Lucien Mac Roi, o poderoso e inescrupuloso dono do jornal que não consegue ser amado sequer pela (s) filha (s) e vive cercado por uma caterva de cinicos e ambiciosos.

Clélia encontra Clève (Pascal Greggory- um Luis Trintignhat não tão canastrão) em uma floricultura, ele é a face clara da lua,editor, honesto, culto, admira e cita Auden nas mais diversas ocasiões, o primeiro encontro acaba no sofá de Clève.

Apaixonado pede Clélia em casamento e ela aceita. O bispo, irmão de Clève, realiza o casamento. Sem escudos não esconde suas fraquezas e num segundo casamento-"o amor surpreende o homem"- o monsenhor "colocará as manguinhas de fora"

Clélia fotografa tudo, a máquina é o olho potente permitindo que a tudo observe com cinismo e ao mesmo tempo escudo que intimida o suposto agressor. Até o momento em que encontra Nemo, um destemido reporter do submundo que faz uso das mesmas armas.Tem início a trilha da hesitação da fotógrafa, amar quem a atrai ou resignar-se com quem a ama? E Clélia se vê acuada. Tem em Clève o amor seguro, tranqüilo, quando se sente ameaçada por Nemo que a espiona e fotografa corre para o marido pedindo que ele lhe "faça um filho". É necessário algo sólido em que ela possa apoiar aquele quase amor ou uma relação amigável. Zulawski faz lembrar Eric Rommer, muitos de seus filmes contam a história de alguém inerte ante a dúvida: amar ou não amar. Porém "tudo que é amigável não interessa a ninguém" e Clélia sente-se cada vez mais ligada a Nemo.

Clève, que ama sua mulher de uma forma superlativa, não suporta a distância gelada aumentando e numa atitude desesperada resolve partir. A dúvida o transforma em um solitário e ele sofre, é obsessivo. Ela pede que ele a ame: "e o que mais tenho feito?", humilhado responde. No espelho, com batom, escreve sua carta de despedida, um poema de Auden. Conclui: "...e eu submisso/ me senti indesejado/ e parti." O amor é mesmo tão fugaz! Aqui outro expoente da nouvelle vague salta à memória: Jaques Rivette que tratou do tema em "A Religiosa"

Zulawski arma o tabuleiro e distribui a esmo as peças da reflexão filosófica, religiosa e existencial, o jogo será tenso e dinâmico, sem treguas, e passará rápido, belo e triste como todas as coisas boas, embora os 160 minutos de duração-Rivette mais uma vez.


Direção:
Andrzej Zulawski
Roteiro:
Andrzej Zulawski,
Madame De Lafayette
(Do Romance La Princesse De Clèves)
Elenco:
Sophie Marceau,
Pascal Greggory,
Guillaume Canet
Fotografia:
Patrick Blossier
Montagem:
Marie- Sophie Dubus
França / 99
Duração: 160m

PANORAMA DO CINEMA MUNDIAL
EM EXIBIÇÃO
Domingo (08/10) Odeon BR - 21:30h
Quarta (11/10) Estação Botafogo 1 - 19h
Sexta (13/10) Espaço Unibando 3 - 15:30h

EM PRODUÇÃO

Filme em fase de produção "SONHOS TROPICAIS" de André Sturm

Apresentação
“Sonhos Tropicais ” é um longa-metragem histórico que enfoca um período da vida de Oswaldo Cruz e os eventos relacionados a essa época de intensas mudanças no Brasil do início do século XX. O filme parte da adaptação livre do livro homônimo de Moacyr Scliar.

O roteiro, de Fernando Bonassi e Victor Navas, tem como pano de fundo as transformações ocorridas no Rio de Janeiro, após a posse de Rodrigues Alves na Presidência da República. O Rio, então capital do país, era um caos urbano, uma cidade devastada por epidemias como febre amarela, varíola, peste bubônica. As tentativas de alterar esse quadro levarão à insurreição civil e militar em 1904, conhecida como a “Revolta da Vacina”. Dessa forma, personagens desconhecidos da história oficial ganham destaque, mostrando a atmosfera e o sentimento das pessoas tendo suas vidas modificadas pelos eventos narrados.

É o caso de Esther - judia polonesa -, principal personagem do filme, que chega ao Rio no mesmo navio em que Oswaldo Cruz volta da França. Ela viera para se casar. No entanto, ao chegar, a realidade é bem diferente e é obrigada a se prostituir, passando a viver num cabaré. O personagem de Esther se relaciona com todos os principais fatos do filme, ao lado de Prata Preta, o retrato do negro digno, pobre, recém liberto e Amar al, um malandro “da gema” que vive de trambiques e biscates.

Essa história oferece uma rara possibilidade: unir informação e entretenimento. Todos os diversos personagens, ricos e pobres, poderosos e oprimidos, acabam envolvidos no turbilhão dos acontecimentos, numa trama que cria interesse no destino dos personagens, ao mesmo tempo que conta um importante trecho da História do Brasil.

SINOPSE

“Sonhos Tropicais ” trata das possibilidades sempre perdidas do Brasil. A história inicia com a chegada de Esther ao Rio de Janeiro, que vem com o sonho de se casar e iniciar uma nova vida. Ela aporta no mesmo navio em que retorna de Paris Oswaldo Cruz, em 1899, após alguns anos estudando no Instituto Pasteur, cheio de sonhos de transformar a saúde pública do país. O filme acompanha a trajetória desses dois personagens até o episódio que ficou conhecido como “A Revolta da Vacina”.

O país está à beira de um colapso: endividado com bancos internacionais pela simples razão de não conseguir exportar seu principal produto, o café. Isto se deve ao fato de o Rio de Janeiro encontrar–se devastado por pestilências diversas. Vemos Esther que vem ao Brasil para se casar, mas as coisas não acontecem como ela pensa e é obrigada a se prostituir. Sua única amiga é Vânia, outra judia polaca, já há alguns anos no Brasil. Nessa vvida Seu algoz é Rotchilds, dono do cabaré em que ela é obrigada a trabalhar.

Amaral, malandro da gema e trambiqueiro, apaixona-se por Esther e faz de tudo para estar ao seu lado. Cardoso de Castro, Chefe de Polícia, também se encanta pela bela judia e usa de seu poder para seduzí-la e “protegê-la” do mundo.

Em 1903, o Presidente Rodrigues Alves resolve colocar uma pessoa capacitada no comando da Diretoria de Saúde Pública - órgão correspondente ao atual Ministério da Saúde - e indica Oswaldo Cruz, que aceita. Três jornalistas boêmios Tibério, Macedo e Sílvio permeiam o filme comentando as ações de políticos importantes, principalmente de Oswaldo Cruz.

Muito convicto do que tem que ser feito, Oswaldo Cruz organiza campanhas sanitárias com o intuito de erradicar doenças, mas enfrenta dificuldades. Isso nada impede, entretanto, que ele forme batalhões de “mata-mosquitos” entrando nas casas em busca de focos de insetos. Amaral, oportunista, alista-se na Brigada Mata-Mosquitos.

Apoiado pelo prefeito Pereira Passos, Oswaldo Cruz resolve que a Diretoria de Saúde Pública deve comprar roedores mortos para controlar a peste causada pela pulga do rato. Isso dá margem a um lucrativo negócio para os picaretas de plantão. O maior deles é Amaral.

A crise, porém, eclode com decreto obrigando a vacinação anti-variólica. A população, apoiada por forças políticas, se revolta por desconfiar da própria vacina e dos vacinadores que poderiam se aproveitar para expor braços e pernas das mulheres. Tudo isso somado transforma a antiga capital federal em verdadeiro campo de batalha.

Prata Preta, negro altaneiro e digno é um dos personagens que simboliza o homem simples, urbano e recém liberto do final do século passado, transforma-se em artífice da revolta Popular. O cenário de “Sonhos Tropicais ” é de intenso movimento, centrado nos personagens de Oswaldo Cruz e Esther.

HISTÓRICO

Oswaldo Cruz não é apenas um importante vulto histórico, é também uma figura paradigmática que resume, em sua trajetória, todas as contradições pelas quais passou o Brasil no tumultuado processo de sua modernização.

O que temos é um jovem médico, animado por uma profunda crença na ciência como missão. Movido por esta crença, ele, recém-formado, dirige-se a Paris, onde estagia no famoso Instituto Pasteur, e testemunha alguns dos mais importantes movimentos políticos e culturais do “fin-du-siècle”, notadamente o caso Dreyfus. Volta ao Brasil num momento crucial. O pais está à beira de uma grave crise: endividado com bancos internacionais, não dispõe de divisas, pela simples razão de que não consegue exportar o seu principal produto, o café. E não consegue exportar porque os navios estrangeiros recusam-se a aportar no Rio de Janeiro, cidade devastada por pestilências de vários tipos: febre amarela, peste bubônica, varíola. O presidente eleito, Rodrigues Alves, precisa de alguém de pulso para colocar à frente da Diretoria de Saúde Pública, órgão correspondente ao atual Ministério da Saúde. O desconhecido Oswaldo Cruz é indicado para o cargo, aceita - e neste momento tem início um dos períodos mais tumultuados (e ao mesmo tempo, dos mais interessantes) na história do Brasil.

Firmemente convicto do que deve fazer, Oswaldo de imediato organiza campanhas sanitárias destinadas a combater as várias doenças. Já de início enfrenta feroz oposição: os professores da Faculdade de Medicina contestam as suas idéias: não acreditam, por exemplo, que a febre amarela seja transmitida por um mosquito. Isso não impede que os batalhões de “mata-mosquitos” entrem nas residências em busca de focos do inseto, o que causa muita celeuma. Celeuma também causa o combate a peste, veiculada pela pulga do rato: a Diretoria de Saúde Pública passa a comprar roedores mortos (o que, de imediato, dá origem a um lucrativo negócio..). A crise porém eclodirá com o decreto tornando obrigatória a vacinação anti-variólica. Revoltada com o “bota-abaixo”, a violenta reforma urbana empreendida por Pereira Passos para transformar o centro do Rio num equivalente à Paris do Barão Hausman, a população protesta, com o apoio de um importante, e estranho, arco político: monarquistas, positivistas, oposicionistas, anarquistas, médicos. Há desconfiança quanto à vacina e há desconfiança de que os vacinadores aproveitarão a oportunidade para expor braços e pernas das senhoras e senhoritas, violando assim o pudor de uma sociedade que tem muito de conservadora. Eclode então a Revolta da Vacina, que transformou o Rio de Janeiro num verdadeiro campo de batalha.

Deixando o cargo de Diretor de Saúde Pública, Oswaldo Cruz dedica-se ao Instituto que fundou e que hoje leva seu nome. Posteriormente, e já bastante enfermo, torna-se prefeito de Petrópolis, onde, de novo, a sua administração gera polêmicas que só terminarão com sua precoce morte, em 1.917.

MOACYR SCLIAR
(Autor do Livro “Sonhos Tropicais”)

André Sturm
Iniciou seu trabalho com cinema ainda na Faculdade, como programador do Cineclube da GV em 1984, realizando vários eventos de destaque no panorama cultural da cidade. Após terminar a faculdade, e por conseqüência sair do Cineclube, foi convidado a trabalhar na Cinemateca Brasileira como Chefe do departamento de Programação, tendo como principal atribuição a Sala Cinemateca, em Pinheiros. Diversos eventos, tais como Retrospectivas dos cineastas Orson Welles, Fritz Lang e Alfred Hitchcock, entre outros movimentaram a Sala Cinemateca na época, com grande destaque na imprensa.

Em 1989 criou a distribuidora cinematográfica PANDORA FILMES, especializada em filmes de arte e clássicos do cinema. Como atestam algumas das críticas, a distribuidora criou uma excelente reputação, como responsável pelo lançamento de grandes filmes no país. Alguns destaques foram: “Não Amarás” (o primeiro filme do diretor polonês Kieslowski a ser lançado no Brasil), “Paisagem na Neblina”, “Os Imorais”, “Trainspotting”, entre muitos outros. No setor de clássicos, as versões restauradas de “O Leopardo” de Visconti e “Bonequinha de Luxo” com Audrey Hepburn, além de “Lolita”, “Jules e Jim” e “Nós que nos amávamos tanto” em cópias novas.

Dirigiu três filmes de curta-metragem
“ARREPIO” em 1987 - com Rosi Campos e Joel Barcellos
“NEM TUDO QUE É SONHO DESMANCHA NO AR” em 1989 - com Cassio Gabus Mendes, Antônio Calloni e Ana Maria N. Silva
“DOMINGO NO CAMPO” em 1994 - com Osmar Prado e Guilherme Karam

Os filmes foram selecionados para diversos festivais no Brasil tais como : Gramado, RioCine, Brasília, São Paulo, São Luís do Maranhão, Salvador, Cuiabá e no exterior: Havana, Caracas, Berlim, Leipzig, Santiago, Montevidéu, entre outros.

Os filmes também receberam diversos prêmios, entre eles “Domingo no Campo” recebeu os de Melhor Diretor e Melhor Ator (Osmar Prado) no Festival de Gramado 94 (o mais importante festival do Brasil).

“Sonhos Tropicais ” é seu primeiro filme de longa metragem.

Características
Filme de longa-metrgaem de época, com 100 minutos de duração, rodado em 35mm.

Produzido pela Providence e Cooperativa Cinema & Mídias Digitais, co-produzido pela TV Cultura, com incentivo da Lei Audiovisual.

Filmagens

As filmagens de “Sonhos Tropicais ” passarão pelas cidades paranaenses de Castro, Lapa, Antonina e Paranaguá e serão finalizadas no Rio de Janeiro. A data de abertura de câmera está prevista para a terceira semana de setembro de 2000 ..

O elenco
Bruno Giordano, no papela de Oswaldo Cruz; Carolina Kasting, como Esther; Lu Grimaldi, no papel de Vânia; Gracindo Jr. como Cardoso de Castro; e Antônio Petrin, que fará o cáften Rotchilds.

Lançamento
A data de lançamento do filme está prevista para maio de 2001.

Produtoras
CENTRO DE CULTURA CINEMATOGRÁFICA PROVIDENCE
Rua Arizona, 433, Brooklin Novo, São Paulo - SP, 04567-001
Tels: 11-530-0839 / 241-0133

Filmografia:
Arrepio (CM, 10 minutos, cor, 1987 )
Direção: André Sturm
Elenco : Rosi Campos, Joel Barcellos
Prêmio Estímulo - Secretária de Estado da Cultura de São Paulo.

Nem Tudo que é Sonho Desmancha no Ar (CM, 15 minutos, cor, 1989)
Direção: André Sturm
Elenco : Cássio Gabus Mendes, Ana Maria Nascimento e Silva, Antônio Calloni.

Domingo no Campo (CM, 10 minutos, cor, 1994)
Direção: André Sturm
Elenco : Osmar Prado, Guilherme Karam.
Prêmios de Melhor Direção e Melhor Ator (Osmar Prado) Festival de Gramado.

Outras Atividades:
Primeira Distribuidora Independente de Filmes, no Brasil.
Criada em 1989 para trazer filmes específicos, que outras distribuidoras não se interessavam. Nossos primeiros filmes distribuídos foram: Vozes Distantes (Prêmio da Crítica em Cannes), Sugar Baby (Percy Adlon), A Pequena Vera, O Estado das Coisas (Wim Wenders). Em seguida tivemos dois sucessos: Não Amarás, de K. Kieslovski, diretor polonês até então desconhecido no Brasil, e Paisagem na Neblina de Theo Angelopoulos, primeiro filme do diretor grego distribuído no Brasil.

A partir de 1991, fizemos acordo com uma empresa de vídeo, que possibilitou o lançamento de filmes maiores, tais como Os Imorais (Stephen Frears), Cães de Aluguel (Quentin Tarantino), e A Voz da Lua, último filme de Fellini.

Após o final desse acordo, lançamos diversos filmes que fizeram bastante sucesso, tais como Trainspotting, O Doce Amanhã, Minha Vida em Cor-de-Rosa, O Prisioneiro das Montanhas, Denise Está Chamando, Bem Vindo a Casa de Bonecas, Na Companhia dos Homens.

Outra linha de nosso trabalho é o relançamento de filmes clássicos em cópias restauradas como Os Guarda-Chuvas do Amor, Morangos Silvestres, O Sétimo Selo, Jules e Jim, O Leopardo, Bonequinha de Luxo, A Marca da Maldade, Noites de Cabíria, Rocco e seus Irmãos, Morte em Veneza, e mais recentemente A Doce Vida.

COOPERATIVA CINEMA & MÍDIAS DIGITAIS

cooperativacm@convoy.com.br


Dê sua opinião.

  Luiz em meio à sua paixão

Lula Rodrigues (interino) viaja com a Maria João (foto) e vai ao cinema.