28/Outubro/2000
QUASE NELSON RODRIGUES
"A Menina sem Estrela" ed. Companhia das Letras é um livro de memórias de Nelson Rodigues
onde ele discorre sobre a função da platéia no teatro- para ele retratada na imagem de uma
senhora gorda comendo pipocas: "Afinal eu escrevera (A Mulher sem Pecado) para ela e pensando nela".
Nelson afirmava que cada sujeito da platéia era um co-autor do texto pois o público pensa, sente,influi
e vaia. " O autor não tem nada a ver com o sucesso. Quem o faz é o público." Mas
Nelson também afirmava que " o espectador jamais consegue ser inteligente. Está inserido na
multidão: é um contra os demais. Essa inferioridade numérica esmaga um gênio. Como se
pode ser lúcido se, ao lado está a tal senhora gorda comendo pipocas?"
Pois tive a infelicidade de asistir A MULHER SEM PECADO em cartaz de quinta a domingo noTeatro Nelson Rodrigues
- Rio de Janeiro junto a uma senhora gorda disposta a muitos risos e ...só. Ao final, como já é
de praxe sem que a qualidade seja avaliada, a platéia aplaudiu de pé.
Creio, talvez solitariamente, que Nelson deve muito de sua fama a comovente escassez de bons espetáculos
naquela época,estes só aconteciam quando alguma companhia francesa a caminho de Buenos Aires concedia
uma esmola cultural parando alguns dias por aqui.
A MULHER SEM PECADO é o primeiro texto de Nelson para o teatro e conta a história de um marido que
tem como único obejtivo testar a fidelidade da esposa. Nelson escreveu ,em sua coluna no jornal Última
Hora, mais de duas mil histórias abordando o mesmo tema com renitência doentia: o adultério.
Agora Luiz Arthur Nunes,de posse da obsessão de Nelson, apresenta a encenação do quase,embora
acentue os pontos que trariam notoriedade ao autor mesmo que discutíveis, senão vejamos: a estrutura
da peça quase revela os diversos planos narrativos, entre o quase medodrama e o quase folhetinesco resulta
a quase comédia, os figurinos de Beth Filipeck são quase figurinos de época.
O cenário de Hélio Eichbauer é o ponto alto da encenação atuando em conjunto
com a iluminação precisa e criativa de Maneco Quinderé que em momentos chaves faz uso de projeções
de grades e labirintos acentuando a dramaticidade resultante da obsessão e pouca, ou nenhuma ,perspectiva
de realização dos personagens. A música de David Tygel, adequada em poucos momentos, é
quase uma intrusa na maior parte do espetáculo sugerindo um tom dramático inexistente.
Olegário, preso a uma cadeira de rodas, duvida da fidelidade de sua mulher Lídia: "a fidelidade
devia ser uma virtude facultativa." Ele deseja que ela lhe seja fiel mas não acredita, ainda mais levando
em conta que ele se encontra inválido, por que razão ela se manteria fiel?
"a vida da mulher honesta é tão vazia!" Entre o ciúme e a certeza da necessidade
da fidelidade, assim como sua impossibilidade, Olegário praticamente empurra Lídia ao adultério.
Ao ver sua tese confirmada o desepero toma conta de Olegário, só que agora de forma definitiva.
A MULHER SEM PECADO envelheceu e , sua estréia foi na década de 40, Luiz Arthur Nunes faz uma plástica
incompleta tentando transformá-la através de uma linha entre o melodramático e o folhetinesnco
numa "menina engraçadinha". Quase...Cria UMA MULHER SEM PECADO diante do espelho do absurdo.
José de Abreu beirando o exagero busca o tom para um Olegário indeciso entre o ranzinza e o malicioso,
Vanda Lacerda em sua silenciosa atuação confere legitimidade através da sua obsessão
e relutância a obsessão do filho.Isabel Themudo, a empregada, e Duze Naccarati, a sogra, têm
atuação burocrática beirando o constrangimento. Camilo Bevilaqua está confortável,
com o tempo exato da interpretação, na pele do asqueroso Joel. Rocco Pitanga tem atuação
de principiante com muito a aprender, criou um motorista linear sem qualquer atrativo.Fernando Alves Pinto tentou
mas não conseguiu sustentar com precião o tormento inexplicável do irmão de Lídia.
Exageros à parte percebe-se o potencial dramático de um solitário talento. Daniele Monte,
a menina, tem atuação sonolenta devido a falta de criatividade que comanda suas entradas, quase desfiles,
em cena. Luciana Braga tenta fazer de Lídia uma mulher maliciosa mas não arrisca, prefere uma atuação
contida. Enfim, faltou ousadia.
Quase... |

Atores
JOSÉ DE ABREU
LUCIANA BRAGA
FERNANDO ALVES PINTO
ISABEL THEMUDO
DANIELE MONTE
apresentando
ROCCO PITANGA
atores convidados
DUZE NACCARATI e
CAMILO BEVILACQUA
e VANDA LACERDA
como D. aninha

Equipe Técnica
direção
LUIZ ARTHUR NUNES
cenário
HELIO EICHBAUER
música
DAVID TYGEL
figurino
BETH FILIPECK
iluminação
MANECO QUINDERÉ
preparação vocal
JANE CELESTE
|
El Khela, o assombro do vazio - po Elaine Pauvolid
Na performance de Gabriela Lírio dirigida por Celina Sodré, Tanestruft, o país do medo, realizada
a partir do método Stanislavski, onde se dá atenção ao corpo e a emoção
de cada ator, método, continuado por Jerzy Grotowski, criou-se junto ao texto e o talento de Gabriela Lírio,
dramaturga e atriz, um espetáculo de mergulho na obra da escritora Clarice Lispector, A paixão segundo
G.H.
Gabriela L. é mestre em Literatura, onde defendeu dissertação a respeito da mulher de rosto
de coração que veio da Ucrânia passar a infância em Recife e acabou tornando-se uma das
maiores escritoras deste século. Lispector, naturalizada brasileira, antecipou muitas idéias que
só mais tarde vieram a tomar corpo em teorias sólidas como é o caso da psicanálise
lacaniana.
A atriz fez um apanhado de trechos do livro, costurando-os num texto que parece ter sido pinçado inteiro
do livro. Conseguiu dar forma a outro escrito, utilizando-se apenas de fragmentos, não fazendo nenhuma adaptação
senão a do corte. Isto eleva ainda mais a obra de C.L., revelando a genialidade de uma escritura passível
de recortes e "collages" um sem número de vezes sem perder a clareza e a singularidade presente
na obra original.
Só depois de ver a peça e reler o livro, percebemos o trabalho de artesã que a atriz e dramaturga
empreendeu. Não é fácil ler a obra de Clarice, muito mais difícil, reconstrui-la ,
o que G.L. conseguiu.
Trabalho vocal, corporal, luzes, cenário, tudo oferece aos espectadores a idéia de que a performance
foi milimetricamente pensada e nada se nota fora do foco das talentosas mulheres.
A peça estava em cartaz no Studio Stanislavski. Agora é torcer para que retorne para lá ou
em outra casa e você não poderá perder. |
Serviço
Tanestruft, o país do medo.
Fragmentos de A paixão segundo G.H de Clarice Lispector
Direção:
Celina Sodré
Dramaturgia e interpretação:
Gabriela Lírio.
Assistência de direção e participação:
Aercio Bloris
Programação visual:
Fernando Bueno
Luz: Maurício Cardoso
Vídeo:
Sombras de Martha Niklaus
Última temporada no:
Studio Stanislaviski, Centro de pesquisa e formação teatral, Rua Tavares
Bastos, 21, casa 24, Catete, cep: 22221030, Rio de Janeiro, RJ, tel/fax.: 55 21 225-5512, e-mail: csodre@domain.com.br
Informações sobre outros trabalhos ou próximas temporadas:
csodre@domain.com.br
|
OSCAR WILDE DESPERDIÇADO
...com amor Oscar Wilde em cartaz no Teatro do SESI no Rio de Janeiro é um tiro na água para
não dizer um gol contra. Num determinado momento Oscar adverte que "nada moderado é bom".
Discutível como toda a obra de Oscar que em sua quase totalidade é direcionada à um público
específico, cativo e atualmente pouco afeito a reflexão.
Em tempos de proliferação de pitty-boys e seus congêneres ...com amor Oscar Wilde despreza
o potencial da obra do autor irlandes quando se demora ao detalhar o homossexualismo evitando aprofundar-se na
análise do autoritarismo e do preconceito que ainda vigora. A vítima (Oscar) é a figura central,
como não poderia deixar de ser, deste patético e equivocado drama enquanto seus opressores são
mostrados de maneira simplista sem que sobre eles recaia análise significativa. Desta forma não faltarão
defensores para os intolerantes visto que Oscar é apresentado como um devasso que em sua necessidade de
consumir o novo - "sou um amante da juventude"- relega a planos inferiores mulher, filhos e compromissos.
O autor e também protagonista Mauriciom Souza Lima perpetrou um texto confuso, de cronologia acrobática,
que veio a completar o conjunto de equívocos. É um espetáculo, não para iniciados em
Oscar Wilde mas para profundos e aguerridos adoradores deste ícone do homossexualismo deslumbrado. Não
resta outra análise, graças ao enfoque do espetáculo, a não ser a da defesa da homossexualidade
e sua aceitação pela maioria hetero.
A sucessão de equívocos começa pelo texto que tem narrativa linear, a direção
que não se faz notar, a iluminação sóbria, acentuando o tom supostamente grave do que
deveria ser mostrado, é desperdiçada visto o tom arco-íris predominante do espetáculo,
o cenário simples acaba se tornando um obstáculo para uma cronologia desordenada, o elenco é
por demais afinado em sua ambiguidade. Alguns exageram na má atuação: Mauriciom Souza Lima
defende seu Oscar com irregularidade, demais afetado em momentos de conflito que beiram o patético. Estaria
à vontade num baile de máscaras, Eron Cordeiro faz de Alfred Douglas, o amante de Oscar, um tipo
sem nuances, numa linha de interpretação totalmente avessa às exigências de um amante
de Oscar.
Nem nos momentos extremos, onde é fácil até para atores sem talento, o rapaz se impõe.
Renata Versari tenta dar sentido a presença de Constance, a esposa submissa relegada a segundo plano, embora
seu reduzido papel. Talvez seja Renata a única interpretação coerente neste...com amor Oscar
Wilde. Perry Sales tenta dar um tom grave ao Marquês de Queensberry, pai de Alfred, beirando o caricato.
As demais atuações não são sentidas a não ser a constrangedora presença
de uma sonolenta criança submetida a uma exposição sem sentido.
...com amor Oscar Wilde não chega a ser um mau espetáculo, antes de tudo é um exercício.
De interpretação para o elenco e para o público, de paciência.
Mesmo assim, como diz Oscar no espetáculo em questão: "Se não houver aplausos, haverá
sim o silêncio." |

"...Com amor Oscar Wilde"
Teatro SESI
Rua Graça Aranha, 1- Centro
(563 4163)
Lugares: 350+50 extra
Horário
Quinta, sexta e domingo às 19h30m
Preços
Quinta, sexta => R$ 15,00
Sábado e domingo => R$ 20,00
Autor
Maurício Souza Lima
Direção
Ivone Hoffmann
Elenco
Mauríciom Souza Lima- Oscar Wilde
Perry Salles - Marquês de Queensberry
Erom Cordeiro - Alfred Douglas
Sílvio Pozzato - Rob
Marcus Toledo -Promotor
Flávio Mota - Juiz
Cenário e Figurino
Rosa Magalhões
Iluminação
Aurélio de Simone
|
| |
|
|
QUARTO CIRCUITO DAS ARTES DO JARDIM BOTÂNCIO
Heloisa Frederico, artista plástica e diretora da Companhia de Teatro Medieval, participa do quarto Ciruito
Das Artes do Jardim Botânico e abre seu atelier dias 27, 28, 29 de outubro das 11 às 21 horas. Estarão
à mostra figurinos, máscaras, aguadas de nanquim e aquarelas.
Heloisa Frederico
Formação
Artes plásticas: Autodidata, catalogada como desenhista no Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos,
Instituto Nacional do Livro - MEC
I Exposição Individual - Galeria Montmartre Jorge, 1970
Línguas neolatinas: Bacharel - PUC RJ, 1962
Licenciatura - PUC RJ, 1963
Cursos de extensão: História, Arte e Literatura na Espanha Medieval - PUC RJ, 1961
Inglês: Universidade de Michigan, 1960
Atividade Profissional
Companhia de Teatro Medieval - 1988 ao presente
Membro do Núcleo de Criação da Companhia desde 91.
Supervisora de pesquisa, orientadora artística e tradutora - 88/91.
Diretora de arte e coordenadora de pesquisa: Enganado, Surrado e Contente - 91.
Tradutora, aderecista (incluindo criação/execução de acessórios de figurino:
chapéus, máscaras, jóias e sapatos), coordenadora de pesquisa, professora e programadora visual:
O Segredo Bem Guardado, O Elixir do Amor, Mestre por um Triz, Shakuntalá - O Anel Perdido e A Farsa de Inês
Pereira - 91 ao presente. |
 |
Diretora de arte, figurinista e cenógrafa: Projeto Ouvi Dizer - O Teatro Sem Palco, O Médico Camponês,
Os Gregos, O Pescador e a Tartaruga, A Rainha e o Flautista, O Rei Midas, O Reizinho Mandão, Por Que o Mar
Tanto Chora e Papagaio, Terra à Vista! - 95 ao presente.
Professora: adereços e máscaras - Núcleo de Teatro das Escolas Municipais (implantação
do núcleo-matriz na Escola Municipal José de Alencar), Secretaria Municipal de Educação,
RJ - 93; figurino, cenário, adereços, história e arte medievais - Oficina Coca-Cola de Teatro
Infantil (curso de férias), Centro Cultural Cândido Mendes - 94; máscaras - SESC Rio Preto,
SP - 97.
Membro da mesa do I Encontro de Profissionais da Cultura e do Teatro voltados para a Infância e a Juventude,
Centro Cultural Banco do Brasil, 93.
Teatro - outros trabalhos
Figurinista assistente (acessórios) de O Cortiço e o Cortiço e aderecista (máscara
da Morte) de Carmen de Sérgio Britto, Teatro Delfin.
Exposições - cenografia
Cenógrafa das exposições: A Moda Vê a Arte - São Conrado Fashion Mall, 95; As
Cores do Teatro - Teatro Glauce Rocha, 97; Fábulas, Cruzadas, Bufões e Parábolas - SESC Rio
Preto, SP, 97; Figurinos de Teatro - Arte & Cia., Casa de Cultura Estácio de Sá, 98.
Cinema
Diretora de arte, cenógrafa e figurinista do curta-metragem Vencido, 96, de Flavio Frederico: VII Festival
Internacional de Curta-metragem de São Paulo (eleito um dos dez melhores pelo público); convidado
para IV Festival Internacional do Chile; um dos três curtas brasileiros selecionados para a XX Mostra Internacional
de Cinema de São Paulo; seleção oficial XIII Chicago Latino Film Festival, IV Festival de
Cinema de Cuiabá, I Festival de Cinema do Recife, II Toronto Crossing Borders Film Festival, XXXII International
Film Festival in Kraków; pré-selecionado para o Festival Internacional de Curta-metragem de Vila
do Conde, Portugal; veiculação no Canal Bravo Brasil, TVA.
Diretora de arte do curta-metragem Todo Dia Todo, 98, de Flavio Frederico. Prêmios: Melhor Filme de Ficção
e Direção, XXV Jornada de Cinema da Bahia (Brasil, set/98); Melhor filme Íbero-americano,
Festival Int. de Doc. e Curtas de Bilbao (Espanha, nov/98); "Silver Spire" de curta narrativo, Golden
Gate Awards Competition (San Francisco Int. Film Festival). Festivais: IX Festival Internacional de Curtas de São
Paulo (Brasil, ago/98), 36th New York Film Festival (EUA, set/98), Festival International de Biarritz (França,
set/98), Drama International Short Film Festival (Grécia, set/98), 47 Internationales Filmfestival Mannheim-Heidelberg
(Alemanha, out/98), Siena International Short Film Festival (Itália, nov/98), Festival del Nuevo Cine Latinoamericano
de La Habana (Cuba, dez/98), Festival Internacional de Documentário e Curtas de Bilbao (Espanha, dez/98),
Roterdam International Film Festival (Holanda, jan/99), Sundance International Film Festival (EUA, jan/99), Brussels
International Film Festival (Bélgica, jan/99), Bradford Film Festival (Inglaterra, março/99), Festival
de Cinema do Recife (Brasil, mar/99), 41st San Francisco Int. Film Festival/Golden Gate Awards Comp. (EUA, abr/99).
Ilustração
Ilustradora do livro infantil O Passeio das Nuvenzinhas (em produção);
da série infanto-juvenil Festas Populares (em produção).
Heloisa Frederico integra o Núcleo de Criação da Companhia de Teatro Medieval,
junto com Marcia Frederico, Ricardo Venancio e Marcos Edom. |
|
TECENDO O AMANHÃ
O projeto TECENDO O AMANHÃ, é um programa de leitura do SESC- RIO que, além de uma Feira
de Livros, promove ocontato com autores e textos teatralizados. No SESC TIJUCA será apresentada pela Companhia
de Teatro Medieval a peça POR QUE O MAR TANTO CHORA - No dia 22 de outubro às 15:30h.
No último final de semana de outubro, a Feira de Livros será no Campo de São Bento em Niterói,
sendo que no dia 28 às 11 horas será aprsentada POR QUE O MAR TANTO CHORA e no dia 29 às 11
horas O REIZINHO MANDÃO. A atriz e autora Marcia Frederico estará autografando seu livro O SEGREDO
BEM GUARDADO após a apresentação.
Por que o Mar Tanto Chora ou A Cinderela Brasileira
"Por que o Mar tanto chora" foi registrado por Sílvio Romero em Contos Populares do Brasil
e faz parte dos Contos de Encantamento do folclore Brasileiro, sendo muitas vezes conhecido como "A Cinderela
Brasileira".
Adaptada para ser dramatizada, a história é contada e interpretada por Marcia Frederico e Marcos
Edom, que se dividem nos mais de 12 personagens, convidando muitas vezes a platéia a participar das cenas.
Com elementos cênicos que se transformam, várias imagens são montadas para ilustrar a encantadora
história que, além de lírica, é contada de forma bem humorada.
A história é de uma Princesa, Maria do Brasil, que nasce com uma cobra enrolada no pescoço
e esta, além de sua irmã, é sua melhor amiga e é quem lhe ajuda a se desvencilhar de
um Rei, feio, estranho e rabugento que quer com ela se casar...Fugas, Navegações para Reinos distantes,
Bailes de Carnaval e Príncipes apaixonados fazem parte do desenrolar da narrativa. E, ainda, uma referência
à Nêga Fulô (personagem tema do poema de Jorge de Lima).
Marcia Frederico, Marcos Edom e Heloisa Frederico (que assina a direção de arte da Companhia - cenários,
figurinos e adereços), são os fundadores da COMPANHIA de TEATRO MEDIEVAL que desde 1988 pesquisa
o gênero popular da Farsa Medieval, e obtiveram neste período mais de 45 indicações
e 12 Prêmios, entre SATED, SHELL, SHARP, COCA-COLA, MAMBEMBE e MOLIÈRE, sendo que este último
a própria Marcia foi vencedora na categoria Melhor Atriz, também premiada na categoria Autora, foi
júri do Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem, no Rio, durante 2 anos. |

Ficha Técnica
Atriz / Autora / Produtora
Marcia Frederico
Diretor / manipulador cênico / técnico som, luz, cenário
Marcos Edom
Diretora de Arte / cenógrafa, figurinista, aderecista
Heloisa Frederico
|
O Reizinho Mandão
Estréia: Universidade Estácio de Sá, RJ - 1998
Adaptado do livro homônimo de Ruth Rocha, é uma história de tradição oral, que
fala do excesso de autoritarismo de um pequeno Rei. De tanto mandar os outros calarem a boca, ele se surpreende
com o silêncio absoluto de seu reino: todos desaprenderam a falar. Sentindo-se solitário e arrependido,
o reizinho parte em busca da solução...
A história é introduzida pelo Contador de Histórias (Marcia Frederico) e seu ajudante (Marcos
Edom), figuras tiradas do folclore brasileiro. O Contador tem em sua capa o universo infantil: chocalho, peões,
cataventos, passarinhos, boneca de pano e bolas. O Ajudante vem na burrinha, com o chapéu de fitas e espelhos,
inspirado no maracatu, nas congadas e no bumba-meu-boi. |
|
|