A VIDA É CHEIA DE MESMICE
Qual seria o resultado da seguinte soma: texto ágil, repleto de piadinhas "inteligentes",um ator
mediano cercado de coadjuvantes nada mais que razoáveis, cenografia adequada e criativa, iluminação
correta mais trilha sonora inquestionável? Entretenimento, nada mais.
"A VIDA É CHEIA DE SOM E FÚRIA", em cartaz no Teatro do Leblon- Sala Fernando Montenegro
no Rio de Janeiro é um espetáculo baseado no livro "High Fidelity" de Nick Hornby,
conta uma história das mais batidas e previsíveis para não dizer que trata-se de uma grande
bobagem. Afinal de contas quantos livros, filmes e peças já se ocuparam do tema "fazer um balanço
da vida até aqui"? Lembrar as bobagens cometidas e tentar remendá-las. Resumindo: A VIDA É
CHEIA DE SOM E FÚRIA é cheia disso: bobagens. Um detalhe importante não pode ser esquecido,
caso você apenas ame música, não seja um obcecado por música e músicos, não
cultive radicalismos no que se refere a gêneros , não sabe o nome de nehuma música do Elvis
Costelo, não sabe o nome do guitarrista do The Clash, tampouco gosta ou deixa de gostar do Sting, com certeza
você não achará muita graça do que estará vendo. E sem provocar risos A VIDA
É CHEIA DE SOM E FÚRIA resulta cheia de tédio.
Rob Fleming (Guilherme Weber) é DJ no Groucho Marx Clube, apaixonado por música, e acaba de ser abandonado
por sua namorada Laura (Fernanda Farah). Em meio a crise provocada pela rejeição faz a lista das
suas cinco separações mais doloridas. Rob e seus amigos tem por hábito fazer listas: as cinco
melhores faixas 3 do lado A dos anos 90, as cinco melhores músicas para um manhã chuvosa, as cinco
melhores músicas para enterro.Rob faz a lista das cinco mulheres que o ajudariam esquecer de Laura. A VIDA
É CHEIA DE SOM E FÚRIA é um espetáculo perfeito para quem gosta de música, um
certo tipo de música, e para uma corriqueira catarse, uma catarse das mais "pops" possíveis.A
VIDA É CHEIA DE... arrebatou prêmios e elogios, foi eleita a melhor peça pela critica especializada
no Festival de Curitiba de 2000. Pesa? Pesa mas nem tanto, vamos com calma.
O cenário cumpre o seu papel, a luz milimétricamente operada é um dos pontos fortes do espetáculo,
as projeções conferem um ritmo ágil e pouco convencional ao espetáculo e a trilha sonora
é a protagonista.Mas tudo isso não traz novidade alguma à forma cênica. O que também
não é uma obrigação, mas qual o valor em reproduzir..reproduzir...reproduzir? |

INSPIRADO NA OBRA DE NICK HORNBY
A VIDA É CHEIA DE SOM E FÚRIA
DIREÇÃO: FELIPE HIRSCH
COM:
GUILHERME WEBER - ROB FLEMING
FERNANDA FARAH - LAURA
MAUREEN MIRANDA - ALISON/CAROLINA
ERICA MIGON - PENNY/MÃE
ROSANA STAVIS - JACKIE/PATTI SMITH
MAÍRA WEBER - CHARLIE
FABÍOLA WERLANG - SARAH
MARCIO ABREU - BARRY
CAIO MARQUES - DICK
EDSON ROCHA - JOHNNY
CENÁRIO: FELIPE HIRSCH
FIGURINOS: ERICA MIGON
ILUMINAÇÃO: BETO BRUEL
TRILHA SONORA ORIGINAL/SONOPLASTIA: RODRIGO BARROS HOMEM DEL REI E L.A.FERREIRA
PESQUISA DE TRILHA SONORA: FELIPE HIRSCH
COMPUTAÇÃO GRÁFICA (PROJEÇÕES) E PROJETO GRÁFICO: FOCA
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: GUILHERME WEBER
ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA/DIREÇÃO DE CENOTÉCNICA: SERGIO RICHTER
OPERADOR DE SOM: LUIZ GUSTAVO GEVAERD
OPERADOR DE LUZ E VíDEO: DANIELE REGIS
FOTOGRAFIA CARTAZ: MILLA JUNG
FOTOGRAFIAS DE CENA: LENISE PINHEIRO
TRADUÇÃO DO MATERIAL DE PESQUISA/REVISÃO:
ERICA DE ALMEIDA REGO MIGON E URSULA DE ALMEIDA REGO MIGON
PRODUÇÃO: JOYCE PRODUCOES CULTURAIS LTDA
UM ESPETÁCULO CRIADO PELA
SUTIL COMPANHIA DE TEATRO
|
Mas vamos ao teatro própriamente dito.
O texto: inteligente porém pra lá de batido, as listas conferem originalidade mas é tanta
lista! E por lidar com uma realidade contemporânea, os sofrimentos, as angústias geradas pelas rejeições
deveria ser menos cômico. Afinal de contas todos ali são "desajustados", principalmente
os que fazem listas e são radicais na defesa de valores tão insignificantes. Pelo menos para adultos.
Talvez não seja para adultos insignificantes. Enfim, o espectador encontrará graça até...Até
que cansa!O aspecto derrisório chega a ser constrangedor quando reduz a lixo o que não merece estar
nas listas. E quantos admiradores de Simon and Garfunkel aplaudiram o descaso com a dupla? O riso nem sempre justifica
os meios. É como negro rir de piada que humilha negro.
O cara rejeitado já foi feito por Woody Allen com muito mais propriedade e Guilherme Weber, embora não
comprometa, fica longe do ator apropriado para o papel. Aqui cabe o desconto devido ao tamanho do texto do rapaz,
A VIDA É.. é quase um monólogo, mas não seria um esforço insuportável
buscar nuances.
Os atores:
Guilherme Weber não compromete, desfia seu monólogo com razoável competência. Já
seus coadjuvantes, pelo menos não atrapalham. O que já é muito para tamanha harmonia em tão
pouco talento.
A direção é formal.
A VIDA É CHEIA DE SOM E FÚRIA e no Teatro do Leblon, a vida é... sem surpresa.
Rio de Janeiro
Teatro do Leblon - Sala Fernanda Montenegro
Rua Conde Bernadote 26 - Leblon. Tel.: 294-0347
Temporada: 5ª a Sábado às 21:00 e Domingo às 19:00
Ingresso: 5ª, 6ª e Domingo R$20,00/ Sábado R$25,00 |
QUASE NELSON RODRIGUES
"A Menina sem Estrela" ed. Companhia das Letras é um livro de memórias de Nelson Rodigues
onde ele discorre sobre a função da platéia no teatro- para ele retratada na imagem de uma
senhora gorda comendo pipocas: "Afinal eu escrevera (A Mulher sem Pecado) para ela e pensando nela".
Nelson afirmava que cada sujeito da platéia era um co-autor do texto pois o público pensa, sente,influi
e vaia. " O autor não tem nada a ver com o sucesso. Quem o faz é o público." Mas
Nelson também afirmava que " o espectador jamais consegue ser inteligente. Está inserido na
multidão: é um contra os demais. Essa inferioridade numérica esmaga um gênio. Como se
pode ser lúcido se, ao lado está a tal senhora gorda comendo pipocas?"
Pois tive a infelicidade de asistir A MULHER SEM PECADO em cartaz de quinta a domingo noTeatro Nelson Rodrigues
- Rio de Janeiro junto a uma senhora gorda disposta a muitos risos e ...só. Ao final, como já é
de praxe sem que a qualidade seja avaliada, a platéia aplaudiu de pé.
Creio, talvez solitariamente, que Nelson deve muito de sua fama a comovente escassez de bons espetáculos
naquela época,estes só aconteciam quando alguma companhia francesa a caminho de Buenos Aires concedia
uma esmola cultural parando alguns dias por aqui.
A MULHER SEM PECADO é o primeiro texto de Nelson para o teatro e conta a história de um marido que
tem como único obejtivo testar a fidelidade da esposa. Nelson escreveu ,em sua coluna no jornal Última
Hora, mais de duas mil histórias abordando o mesmo tema com renitência doentia: o adultério.
Agora Luiz Arthur Nunes,de posse da obsessão de Nelson, apresenta a encenação do quase,embora
acentue os pontos que trariam notoriedade ao autor mesmo que discutíveis, senão vejamos: a estrutura
da peça quase revela os diversos planos narrativos, entre o quase medodrama e o quase folhetinesco resulta
a quase comédia, os figurinos de Beth Filipeck são quase figurinos de época.
O cenário de Hélio Eichbauer é o ponto alto da encenação atuando em conjunto
com a iluminação precisa e criativa de Maneco Quinderé que em momentos chaves faz uso de projeções
de grades e labirintos acentuando a dramaticidade resultante da obsessão e pouca, ou nenhuma ,perspectiva
de realização dos personagens. A música de David Tygel, adequada em poucos momentos, é
quase uma intrusa na maior parte do espetáculo sugerindo um tom dramático inexistente.
Olegário, preso a uma cadeira de rodas, duvida da fidelidade de sua mulher Lídia: "a fidelidade
devia ser uma virtude facultativa." Ele deseja que ela lhe seja fiel mas não acredita, ainda mais levando
em conta que ele se encontra inválido, por que razão ela se manteria fiel?
"a vida da mulher honesta é tão vazia!" Entre o ciúme e a certeza da necessidade
da fidelidade, assim como sua impossibilidade, Olegário praticamente empurra Lídia ao adultério.
Ao ver sua tese confirmada o desepero toma conta de Olegário, só que agora de forma definitiva.
A MULHER SEM PECADO envelheceu e , sua estréia foi na década de 40, Luiz Arthur Nunes faz uma plástica
incompleta tentando transformá-la através de uma linha entre o melodramático e o folhetinesnco
numa "menina engraçadinha". Quase...Cria UMA MULHER SEM PECADO diante do espelho do absurdo.
José de Abreu beirando o exagero busca o tom para um Olegário indeciso entre o ranzinza e o malicioso,
Vanda Lacerda em sua silenciosa atuação confere legitimidade através da sua obsessão
e relutância a obsessão do filho.Isabel Themudo, a empregada, e Duze Naccarati, a sogra, têm
atuação burocrática beirando o constrangimento. Camilo Bevilaqua está confortável,
com o tempo exato da interpretação, na pele do asqueroso Joel. Rocco Pitanga tem atuação
de principiante com muito a aprender, criou um motorista linear sem qualquer atrativo.Fernando Alves Pinto tentou
mas não conseguiu sustentar com precião o tormento inexplicável do irmão de Lídia.
Exageros à parte percebe-se o potencial dramático de um solitário talento. Daniele Monte,
a menina, tem atuação sonolenta devido a falta de criatividade que comanda suas entradas, quase desfiles,
em cena. Luciana Braga tenta fazer de Lídia uma mulher maliciosa mas não arrisca, prefere uma atuação
contida. Enfim, faltou ousadia.
Quase... |

Atores
JOSÉ DE ABREU
LUCIANA BRAGA
FERNANDO ALVES PINTO
ISABEL THEMUDO
DANIELE MONTE
apresentando
ROCCO PITANGA
atores convidados
DUZE NACCARATI e
CAMILO BEVILACQUA
e VANDA LACERDA
como D. aninha

Equipe Técnica
direção
LUIZ ARTHUR NUNES
cenário
HELIO EICHBAUER
música
DAVID TYGEL
figurino
BETH FILIPECK
iluminação
MANECO QUINDERÉ
preparação vocal
JANE CELESTE
|
El Khela, o assombro do vazio - po Elaine Pauvolid
Na performance de Gabriela Lírio dirigida por Celina Sodré, Tanestruft, o país do medo, realizada
a partir do método Stanislavski, onde se dá atenção ao corpo e a emoção
de cada ator, método, continuado por Jerzy Grotowski, criou-se junto ao texto e o talento de Gabriela Lírio,
dramaturga e atriz, um espetáculo de mergulho na obra da escritora Clarice Lispector, A paixão segundo
G.H.
Gabriela L. é mestre em Literatura, onde defendeu dissertação a respeito da mulher de rosto
de coração que veio da Ucrânia passar a infância em Recife e acabou tornando-se uma das
maiores escritoras deste século. Lispector, naturalizada brasileira, antecipou muitas idéias que
só mais tarde vieram a tomar corpo em teorias sólidas como é o caso da psicanálise
lacaniana.
A atriz fez um apanhado de trechos do livro, costurando-os num texto que parece ter sido pinçado inteiro
do livro. Conseguiu dar forma a outro escrito, utilizando-se apenas de fragmentos, não fazendo nenhuma adaptação
senão a do corte. Isto eleva ainda mais a obra de C.L., revelando a genialidade de uma escritura passível
de recortes e "collages" um sem número de vezes sem perder a clareza e a singularidade presente
na obra original.
Só depois de ver a peça e reler o livro, percebemos o trabalho de artesã que a atriz e dramaturga
empreendeu. Não é fácil ler a obra de Clarice, muito mais difícil, reconstrui-la ,
o que G.L. conseguiu.
Trabalho vocal, corporal, luzes, cenário, tudo oferece aos espectadores a idéia de que a performance
foi milimetricamente pensada e nada se nota fora do foco das talentosas mulheres.
A peça estava em cartaz no Studio Stanislavski. Agora é torcer para que retorne para lá ou
em outra casa e você não poderá perder. |
Serviço
Tanestruft, o país do medo.
Fragmentos de A paixão segundo G.H de Clarice Lispector
Direção:
Celina Sodré
Dramaturgia e interpretação:
Gabriela Lírio.
Assistência de direção e participação:
Aercio Bloris
Programação visual:
Fernando Bueno
Luz: Maurício Cardoso
Vídeo:
Sombras de Martha Niklaus
Última temporada no:
Studio Stanislaviski, Centro de pesquisa e formação teatral, Rua Tavares
Bastos, 21, casa 24, Catete, cep: 22221030, Rio de Janeiro, RJ, tel/fax.: 55 21 225-5512, e-mail: csodre@domain.com.br
Informações sobre outros trabalhos ou próximas temporadas:
csodre@domain.com.br
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OSCAR WILDE DESPERDIÇADO
...com amor Oscar Wilde em cartaz no Teatro do SESI no Rio de Janeiro é um tiro na água para
não dizer um gol contra. Num determinado momento Oscar adverte que "nada moderado é bom".
Discutível como toda a obra de Oscar que em sua quase totalidade é direcionada à um público
específico, cativo e atualmente pouco afeito a reflexão.
Em tempos de proliferação de pitty-boys e seus congêneres ...com amor Oscar Wilde despreza
o potencial da obra do autor irlandes quando se demora ao detalhar o homossexualismo evitando aprofundar-se na
análise do autoritarismo e do preconceito que ainda vigora. A vítima (Oscar) é a figura central,
como não poderia deixar de ser, deste patético e equivocado drama enquanto seus opressores são
mostrados de maneira simplista sem que sobre eles recaia análise significativa. Desta forma não faltarão
defensores para os intolerantes visto que Oscar é apresentado como um devasso que em sua necessidade de
consumir o novo - "sou um amante da juventude"- relega a planos inferiores mulher, filhos e compromissos.
O autor e também protagonista Mauriciom Souza Lima perpetrou um texto confuso, de cronologia acrobática,
que veio a completar o conjunto de equívocos. É um espetáculo, não para iniciados em
Oscar Wilde mas para profundos e aguerridos adoradores deste ícone do homossexualismo deslumbrado. Não
resta outra análise, graças ao enfoque do espetáculo, a não ser a da defesa da homossexualidade
e sua aceitação pela maioria hetero.
A sucessão de equívocos começa pelo texto que tem narrativa linear, a direção
que não se faz notar, a iluminação sóbria, acentuando o tom supostamente grave do que
deveria ser mostrado, é desperdiçada visto o tom arco-íris predominante do espetáculo,
o cenário simples acaba se tornando um obstáculo para uma cronologia desordenada, o elenco é
por demais afinado em sua ambiguidade. Alguns exageram na má atuação: Mauriciom Souza Lima
defende seu Oscar com irregularidade, demais afetado em momentos de conflito que beiram o patético. Estaria
à vontade num baile de máscaras, Eron Cordeiro faz de Alfred Douglas, o amante de Oscar, um tipo
sem nuances, numa linha de interpretação totalmente avessa às exigências de um amante
de Oscar.
Nem nos momentos extremos, onde é fácil até para atores sem talento, o rapaz se impõe.
Renata Versari tenta dar sentido a presença de Constance, a esposa submissa relegada a segundo plano, embora
seu reduzido papel. Talvez seja Renata a única interpretação coerente neste...com amor Oscar
Wilde. Perry Sales tenta dar um tom grave ao Marquês de Queensberry, pai de Alfred, beirando o caricato.
As demais atuações não são sentidas a não ser a constrangedora presença
de uma sonolenta criança submetida a uma exposição sem sentido.
...com amor Oscar Wilde não chega a ser um mau espetáculo, antes de tudo é um exercício.
De interpretação para o elenco e para o público, de paciência.
Mesmo assim, como diz Oscar no espetáculo em questão: "Se não houver aplausos, haverá
sim o silêncio." |

"...Com amor Oscar Wilde"
Teatro SESI
Rua Graça Aranha, 1- Centro
(563 4163)
Lugares: 350+50 extra
Horário
Quinta, sexta e domingo às 19h30m
Preços
Quinta, sexta => R$ 15,00
Sábado e domingo => R$ 20,00
Autor
Maurício Souza Lima
Direção
Ivone Hoffmann
Elenco
Mauríciom Souza Lima- Oscar Wilde
Perry Salles - Marquês de Queensberry
Erom Cordeiro - Alfred Douglas
Sílvio Pozzato - Rob
Marcus Toledo -Promotor
Flávio Mota - Juiz
Cenário e Figurino
Rosa Magalhões
Iluminação
Aurélio de Simone
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CAL inicia projeto de parceria com o SESC Rio
A CAL Casa das Artes de Laranjeiras apresenta, com o Apoio Cultural do SESC Rio de Janeiro, a programação
do REPERTORIO CAL 2000, que cumprirá temporada nos Teatros I e II do SESC Tijuca Rua Barão
de Mesquita, 539 Tel. 238-4566, no período de 9 de novembro a 17 de dezembro de 2000.
Este Projeto que reúne quatro montagens simultâneas e um quarteto talentoso de diretores com
realizações artísticas de qualidade reconhecida é o resultado de um processo
de três anos de trabalho envolvendo 52 novos atores recém-formados no Curso de Qualificação
Profissional da CAL, e que agora serão apresentados ao mercado de trabalho.
Calendário de Estréia dos Espetáculos
"A Mentecapta"
de Mauro Rasi, direção de Ivone Hoffmann. Um dos ícones da nova dramaturgia (autor contemporâneo,
consagrado por peças como a " A Cerimônia de Adeus" e " Pérola". Apresenta
uma versão bem-humorada e ácida de um consultório de psiquiatria. "A Mentecapta",
dirigida por Ivone Hoffmann, com 35 anos de teatro atuando como atriz e diretora, traz para o palco 15 atores
". "Uma seção de terapia de apoio, onde são tratados os costumes sociais e o comportamento
psicológico das pessoas", explica a diretora. O espetáculo é uma sátira aos costumes
tão a gosto das platéias cariocas, dando ao público a oportunidade de rever a comédia
musical e nacional que se chamou durante alguns anos de "besteirol". As músicas são compostas
por Daniel Belquer.
Temporada: de 9 a 19 de novembro, de quinta-feira à domingo, às 21h, no Teatro I do SESC Tijuca.
"Como Passa o Tempo Quando a Gente se Diverte"
adaptação, roteiro e direção de Ana Kfouri, que visa discutir e intensificar a solidão
humana, como revela a diretora: " Ao mesmo tempo que o homem quer estar só, também quer estar
com outras pessoas. Ele não se abandona". Ana Kfouri que já foi indicada para o Prêmio
Shell em 93, como melhor direção pela peça " A Lua que Me Instrua", dirige o espetáculo
"Como Passa o Tempo Quando a Gente se Diverte", livremente inspirado em Esperando Godot, a peça
mais conhecida de Samuel Beckett, onde os personagens Gogo e Didi são interpretados por 5 duplas de atores.
O patético da impotência humana confere ao texto comicidade, levando o espectador a sentir a angústia
da existência humana ao mesmo tempo em que ri dela, pois Beckett trata o tema sem sentimentalismo, numa nudez
absoluta de sofrimento e compaixão.
Temporada: de 10 de novembro a 17 de dezembro, de sexta-feira a domingo, às 19h, no Teatro II do SESC Tijuca.
"A Rússia de Tchekov"
roteiro, adaptação e direção de Bárbara Heliodora. O espetáculo retrata
passagens marcantes da vida de Anton Tchekov, um dos maiores nomes do Teatro, e trechos de algumas de suas mais
importantes obras: O Aniversário do Banco, A Gaivota, Tio Vania, As Três Irmãs e O Cerejal.
Anton Tchekov é um daqueles poucos atores teatrais absolutamente inesgotáveis: a cada leitura vêm
novas descobertas e se pode sentir mais profundamente a paixão e a compaixão com que ele olhou
seu país e seu tempo.
Temporada: de 23 de novembro a 3 de dezembro, de quinta-feira à domingo, às 21h, no Teatro I do SESC
Tijuca.
"Homens de Papel"
de Plínio Marcos, direção de Maurício Lencasttre diretor paulista, responsável
por diversas montagens, destacando-se "Beckett in White", que cumpriu um ano de temporada de sucesso
em São Paulo os personagens principais são catadores de papel, tema essencialmente urbano
e contemporâneo. Escrita em 1967, a peça retrata a situação de homens e mulheres catadores
de papel das ruas de São Paulo, pessoas da mais baixa escala social, exploradas até as últimas
forças. Vários conflitos de poder tecem a trama da peça e discutem questões ainda atuais,
como: a violência sexual contra menores, a competição entre pessoas da mesma classe social,
a luta pela sobrevivência, a exploração sexual no ambiente de trabalho e a insatisfação
dos trabalhadores, que caminha para uma rebelião em favor de seus direitos.
Temporada: de 7 a 17 de dezembro, de quinta-feira a domingo, às 21h, no Teatro I do SESC Tijuca.
Preço dos ingressos: R$6,00 (inteira) e R$3,00 (estudantes, classe e idosos).
SESC Tijuca Rua Barão de Mesquita, 539 Tel. 238-4566, no período de 9 de novembro a
17 de dezembro de 2000.
Jeanne Duarte Assessoria em Comunicação
Tel:21-826-1059 Fax:21-558-8062 |