Concordância Homeopática - observações

ALGUMAS OBSERVAÇÕES ÀS RUBRICAS REPERTORIAIS

 

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Dr. Elias Carlos Zoby - Médico Veterinário Homeopata - Docente da APH

Trabalho apresentado no XXIII Congresso Brasileiro de Homeopatia (Campo Grande,MS, 1996).

Revista de Homeopatia APH, v. 62, n. 1-2, 1997. São Paulo, APH.

 

RESUMO

O autor tece comentários e críticas sobre diversas rubricas mentais do repertório, baseado em outro trabalho seu chamado TAXIONOMIA HOMEOPÁTICA. Todas as observações são feitas a partir da verificação nas matérias médicas e repertórios originais. Conclui que é necessário o estabelecimento de uma taxionomia e concordância homeopática e a verificação completa das fontes de informação, não se podendo confiar apenas no que dizem os dicionários para o entendimento das rubricas. Diz também que o repertório é indispensável para a prática da homeopatia e que seus erros devem ser corrigidos mas são falhas normais numa obra humana.

 

UNITERMOS: Repertório. Homeopatia. Rubrica Repertorial.

 

SUMMARY

The author makes commentaries and critiques about several mental rubrics from repertory, born up another work of he entitled TAXIONOMIA HOMEOPÁTICA. All observations are made from verification in materia medica and original repertories. He concludes that it is need a definition of a homoeopathic taxonomy and concordance and complete verification of information’s fonts, to understanding of rubrics it can’t only to rely on what say the dictionaries. He says that repertory is indispensable to the homoeopathic practice and its mistakes should to be corrected but they are normal failures in an human made work.

 

UNITERMS: Repertory. Homeopathy. Repertorial Rubric.

 

 

I INTRODUÇÃO

 

1.1 APRESENTAÇÃO DO TEMA, JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS

 

Este artigo foi composto a partir de alguns comentários feitos pelo autor em um trabalho que desenvolve a respeito da definição das rubricas repertoriais do capítulo mente. O título do trabalho de origem é TAXIONOMIA HOMEOPÁTICA (32), sendo um texto bastante grande no qual se faz a verificação de como estão descritas as rubricas repertoriais nas matérias médicas puras [principalmente] e clínicas, para o maior número possivel de medicamentos em cada rubrica, excetuando-se as rubricas muito amplas e comuns como ANXIETY, FEAR etc. mas tomando-se suas sub-rubricas.

Foram citados aqui apenas alguns comentários que o autor julgou mais importantes, não sendo citados os sintomas de cada medicamento, pois o espaço é limitado. Pelo mesmo motivo não será abordada a questão dos medicamentos que possuem o sintoma na matéria médica e não constam no repertório, embora tenham sido coletados muitos destes casos, isto ficará para outra oportunidade.

Verificou-se que muitos sintomas com significado igual estão descritos em rubricas diferentes, com os mesmos medicamentos ou não [o que não é novidade]. Mas também ficou patente que muitas rubricas têm um significado totalmente diferente para cada medicamento [adiantando o assunto, HELPLESSNESS para Helleborus niger é um sentimento de desamparo e desproteção, mas para Jasminum, Kali bromatum e Taxus baccata é simplesmente um estado de debilidade, falta de força, fraqueza física.] e outras observações apostas mais abaixo.

O artigo visa enfatizar, por exemplos documentados, a imperiosidade de fazer-se o estudo e utilização do repertório suportado pela matéria médica e verificação nas fontes de origem das rubricas, para que não se fique elocubrando sobre a diferença entre FEAR OF BEING ALONE [medo de ficar sozinho] e FEAR OF SOLITUDE [medo da solidão]. Quando na verdade elas significam a mesma coisa e a diferença de palavras deve-se ao fato de serem originárias de autores diversos, como ficará provado à continuação. E também para que os novos repertórios que estão surgindo, bem como novas edições dos antigos, tenham subsídios para correção, se os autores concordarem.

Não se pretende fazer uma crítica definitiva, mas colocar o assunto apoiado na matéria médica e repertórios de origem das rubricas e ou medicamentos.

 

1.2 DEFINIÇÃO DE TERMOS, ABREVIATURAS E CONVENÇÕES

 

- V. - Ver. Indica que o leitor deve procurar o ítem seguinte ao ponto.

- Nem sempre foram traduzidas as palavras inglesas referentes aos períodos do dia, por não terem correspondentes em português. Aqui vão definidas como estão no volume II do Synthetic Repertory (4).

-- Morning - (5-9 h)

-- Forenoon - (9-12 h)

-- Noon - (12-13 h)

-- Afternoon - (13-18 h)

-- Evening - (18-21 h)

-- Night - (21-5 h)

- [ ] - Colchetes. Utilizado exclusivamente para inserir notas deste autor. Como, por ex., incluir medicamentos que não constam na rubrica mas o autor acha que devem ser comparados.

- As referências bibliográficas, no capítulo COMENTÁRIOS ÀS RUBRICAS, são citadas em letras e não algarismos. Este procedimento foi adotado para facilitar a identificação da fonte pelo leitor, já que as letras lembram os nomes dos autores. Aqui vai a equivalência:

-- A1 - T. F. ALLEN (03).

-- B - Novo Dicionário Barsa das Línguas Inglesa e portuguesa (18).

-- BG2 - C. M. BOGER. Boenninghausen's Characteristics Materia Medica and Repertory (08).

-- BR1 - W. BOERICKE. Materia Medica (Repertório por O. BOERICKE) (06).

-- C1 - J. H. CLARKE (10).

-- GL - J.-P. GALLAVARDIN (13).

-- H1 - C. F. S. HAHNEMANN. Materia Medica Pura (14).

-- H2 - _____. The Chronic Diseases (15).

-- HR1 - C. HERING. Guiding Symptoms (16).

-- K2 - J. T. KENT. Materia Médica Homeopática (20).

-- K4 - _____. New Remedies (21).

-- NH1 - E. B. NASH (24).

-- VH2 - G. VITHOULKAS. Talks on Classical Homoeopathy (30).

-- W - N. WEBSTER (31).

 

1.3 METODOLOGIA

 

A pesquisa foi através da leitura dos materiais disponíveis na biblioteca do autor. Com ênfase para as matérias médicas de T. F. ALLEN (03), C. F. S. HAHNEMANN (14, 15) e de C. HERING (16). As demais referências foram usadas quando: 1) indicadas pelo repertório como fonte para inclusão do medicamento na rubrica; 2) quando o autor lembrava-se de encontrar o sintoma bem descrito na mesma.

O repertório base para o estudo foi o SYNTHETIC REPERTORY (4) e posteriormente a notação das rubricas [e principais abreviaturas] foi modificada de acordo ao SYNTHESIS (27). O SYNTHETHIC REPERTORY tem a vantagem de ser trilíngue [inglês, francês e alemão], o que facilita muito o entendimento.

A tradução dos textos foi feita com ajuda de dicionários (18, 22, 31).

 

 

II REVISÃO DA LITERATURA

 

Walter SOARES DA CUNHA e Maria Suzel SOARES DA CUNHA [Homeopatia - Rubricas Repertoriais. Salvador: Inst. Homeopático da Bahia, 1990. 75 p.] fazem a definição de boa parte das rubricas mentais, baseados principalmente em dicionários, não utilizam matéria médica. Marcus Zulian TEIXEIRA [Estudo das Rubricas Repertoriais em Homeopatia. São Paulo: Robe, 1995. 334 p.] fez a mesma coisa com um número maior de rubricas e ateve-se mais fielmente aos dicionários. Ambos faltam a verificação na matéria médica.

 

III COMENTÁRIOS ÀS RUBRICAS

ANGER; CONTRADICTION, FROM- Cólera por contradição

Esta rubrica deve ser somada a RAGE; CONTRADICTION, FROM, a qual é originária do repertório de KNERR, feito sobre os GUIDING SYMPTOMS de HERING. Veja-se apenas alguns exemplos de uma e de outra, comprovando que são a mesma coisa:

ALOE -A1-23) Imediatamente forte exibição de vontade; briga com todos que o contradizem; parece como se permitiria ser rasgado em pedaços, antes que ceder sua vontade. HR1-12)// Estado mental facilmente excitado, colérico, vingativo, não podia tolerar oposição, desejava destruir o objeto da ira...

ARS -A1-99) Ela torna-se furiosamente louca quando lhe oferecem alguma coisa para comer, sem ter o mínimo apetite.

AUR -A1-34) Rabugento e veemente; a mínima contradição excita sua ira. 43) Se deixado sozinho, senta quieto, taciturno, aparentemente melancólico, num canto por si mesmo; mas a mais leve contradição excita sua ira, a qual ele manifesta brigando e falando muito, depois por emitir umas poucas palavras isoladas.

RAGE; CONTRADICTION, FROM- Raiva por contradição

LAC-C -HR1-18)// Ataques de raiva, xingando à mais leve provocação.

OLND -HR1-5) Não pode suportar contradição, torna-se enraivecido.

ANXIETY; OTHERS, FOR- Ansiedade pelos outros

Rubrica original de Kent. Deve ser somada a CARES; OTHERS, ABOUT [GL], são as mesmas rubricas mas de autores diversos. Veja-se :

COCC -A1-6) Sério e pouco preocupado com a própria saúde; muito ansioso pela enfermidade dos outros.

Fazer o mesmo com ANXIETY; FAMILY, ABOUT HIS e CARES; RELATIVES, ABOUT.

COURAGEOUS- Corajoso

Em KENT, AUDACITY contém apenas ACON, AGAR, MERC E OP; COURAGEOUS contém esses e mais outros. Quase certamente em muitos dos agregados não foi feita a diferenciação. Em BG2 é BOLD, AUDACIOUS, BRAZEN, DARING; em A1, COURAGE inclui "boldness" e "intrepidity"; em BRO1 é FEARLESSNESS, DARING; em PHATAK [A Concise Repertory of Homoeopathic Medicines. 2ª ed. New Delhi: B. Jain, 1996.] é BOLDNESS, DARING, COURAGEOUS. Não há nenhum agregado de BG2 e BRO1 em COURAGEOUS, nem a rubrica, o que corrobora a idéia de que eles juntaram como a mesma coisa. CALAD foi agregado pessoal de KENT em COURAGEOUS e do repertório de Knerr em AUDACITY. No SYNTHETIC REPERTORY, "boldness" é tomada como AUDACITY.

ALCO -A1-38) O fraco torna-se forte, e o desanimado audaz/corajoso [bold].

BED, AVERSION TO, SHUNS BED- Aversão, evita a cama

CUPR -HR1-21)/ Medo de e recua de todos que se aproximam; medo de cair; agarra firmemente a babá; não quer ficar na cama, mas no colo; consciente, conhece as pessoas; língua dardejando para a frente e para trás com grande rapidez, como uma serpente.

[CUPR-ACT -HR1-14-/ Amedrontado de cair; segura no cabelo da babá, abraça-se estreitamente a ela, medo de ser ferido, não permanecerá na cama. q escarlatina]

HERING publicou uma monografia de CUPR, juntando-o a CUPR-ACT, dada a grande semelhança entre ambos. Como ocorre entre outros acetatos e seu elemento principal, vide CALC e CALC-ACT em A1. Mas, C. G. RAUE, C. B. KNERR e C. MOHR, editores dos GUIDING SYMPTOMS (16) a partir do meio do volume 3, preferiram separá-los. A1 também fez o mesmo, mas H2 manteve-os juntos.

Esta dúvida ocorre em muitas rubricas, algumas incluem os dois; outras só um deles, embora o outro também tenha o mesmo sintoma.

BENEVOLENCE- Benevolência

O sintoma de COFF [HR1-8] consta, dividido, como de COFF-T em A1.

COFF -HR1-8) Grande loquacidade, sente o cérebro claro e está ativo, sente-se forte bastante para fazer qualquer coisa, sente-se impelido a empurrar coisas; veneração pelo Supremo Ser e amor pela família; benevolência excitada.

COFF-T -A1-3) Grande loquacidade. 4) Amor pela família.

5) Desejo de realizar boas ações intensificado (Benevolência excitada). 6) Veneração pelo Supremo Ser. 10) Cérebro sente claro, e está muito ativo. 14) Sente-se impelido a empurrar coisas; deseja manter-se continuando/indo avante [keep going ahead] e fazendo alguma coisa. [Todos de Dr. H. V. Miller]

BITE, DESIRE TO- Desejo de morder

CUPR-ACT -A1-1) Ataques de raiva frequentemente retornando; ela tentava morder os circunstantes. [=CUPR-H2-30]

CHEERFUL; EATING, WHILE- Alegria enquanto comendo

Nos 4 medicamentos não foi encontrado "cheerful while e.", apenas "after e.", como segue abaixo. Enquanto na rubrica CHEERFUL AFTER EATING só constam CARB-V e MEZ.

ANAC -A1-3) No "afternoon" está mais alegre do que no "forenoon"; tão logo como a sonolência depois do almoço é passada ele está mais alegre e mais disposto a trabalhar.

BELL -A1-134) grande alegria após o jantar, os poderes vitais foram aumentados a um extraordinário grau por 1/4 de hora, após o que tornou-se sonolento.

CARB-AC -A1-532) Alívio de todos os sintomas, exceto cefaléia frontal, após um substancial lanche.

CIST -A1-1) *Após o jantar, até a hora de ir para a cama, alegria.

DELUSIONS; BLIND, HE IS- Ilusão que ele é cego

DELUSIONS; DEAF AND DUMB- Ilusão que ele é surdo e mudo

DELUSIONS; DISEASE; DEAF, DUMB AND HAS CANCER; HE IS- Ilusão de doença, que ele é surdo, mudo e tem câncer

DELUSIONS; DUMB, HE IS- Ilusão que ele é mudo

VERAT -A1-12) Ele pensa que ele é mudo e cego, e tem um câncer.

H1-673) Ele assevera que ele é surdo e cego e que ele tem câncer.

São o mesmo sintoma com duas versões diferentes, a primeira do próprio T. F. ALLEN está errada e a segunda de R. E. DUDGEON.

DELUSIONS; CHAIR; REPAIRING OLD CHAIRS; HE IS- Ilusão que ele está consertando velhas cadeiras

O sintoma de CUPR-ACT consta, dividido, como de CUPR em H2. CUPR é original de Kent, CUPR-ACT é agregado de A1.

CUPR-ACT -A1-2) Ataques de mania; ele fantasia que ele é um oficial militar [Cupr-H2-23]; uma fantasia que ele está vendendo vegetais verdes [Cupr-H2-24]; uma fantasia que ele está reparando velhas cadeiras [Cupr-H2-25]. Alegre cantar [Cupr-H2-26]. Ele cospe na face dos atendentes, e ri às gargalhadas disto [laughs heartly at it] [Cupr-H2-27].

DELUSIONS; COMMANDER; BEING A- Ilusão de ser um comandante

CUPR -H2-23) Ataques de insanidade, imaginando que ele é um comandante militar. [ Por acetato de cobre na comida - Hughes]

Compare com CUPR-ACT -A1-2 na rubrica anterior, só CUPR foi incluído.

EAT, REFUSES TO- Recusa comer

KALI-M -HR1-3)/ Habitual perda de apetite; absolutamente recusa tomar alimento, ou imagina que deve morrer de fome. q insanidade

No SYNTHETIC REPERTORY consta KALI-CHL. O qual HR1 junta com KALI-M como um só medicamento. C1 discorda desta união e diz ser melhor mantê-los separados, pois KALI-M tem a fórmula química KCl e KALI-CHL tem a fórmula KClO3, e sob KALI-M diz: Paciente imagina que deve morrer de fome. Coincidindo com o sintoma de HR1. Na versão impressa do SYNTHESIS estão os dois mas na versão 6.0 para o programa RADAR® o problema foi corrigido.

FEAR; ALONE, OF BEING- Medo de ficar sozinho

FEAR; SOLITUDE, OF- Medo da solidão

Esta segunda rubrica é originária do repertório de A1, equivale a FEAR OF BEING ALONE [de Kent]. A1 coloca nesta rubrica, indiscriminadamente, as duas palavras: ALONE e SOLITUDE. O único medicamento que não consta em FEAR; ALONE/ é Gal-ac, embora tenha o sintoma expresso literalmente, conforme assinalado abaixo e já incluído no SYNTHESIS. Certamente há diferença entre temor de ficar sozinho e temor à solidão, mas não foi isto que T. F. ALLEN quis dizer, PARA ELE ERAM A MESMA COISA.

[Onde no original está escrito "alone" aqui está como "sozinho" e onde está "solitude" aqui está como "solidão".]

ALL-S -A1-2) Tristeza; inquietude quando sozinho.

ANT-T -A1-12) Apavorado de ser deixado sozinho mesmo por uns poucos momentos, que ele 'deve ficar terrivelmente nervoso e não sabe o que fazer consigo mesmo'.

ARS -A1-83) *Pavor da morte vindo subitamente quando deixado sozinho, ou ao ir para a cama. 91) Sua disposição natural tem mudado muitíssimo desde o envenenamento (quatro meses atrás); *sua natural alegria foi inteiramente banida, ela estava amedrontada da solidão e da morte; a mais leve causa era suficiente para pô-la em cólera e raiva, o que ocorria especialmente quando lhe falavam de sua completa recuperação, a qual ela considerava totalmente impossível. Às vezes também uma indescritível melancolia atacava-a.

ARS-S-F -K4-28) Sua mente está cheia de medo "at night"; medo de uma multidão, da morte, do mal/dano, de fantasmas, das pessoas, da solidão.

BELL -A1-124) Pavor da solidão, de fantasmas e ladrões.

BISM -A1-1) Solidão é insuportável.

BUFO -A1-7) Deseja solidão, e porém está amedrontado de ser deixado sozinho e morrer abandonado.

CADM-S -A1-1) Horror à solidão.

CAMPH -A1-46) ... eu não podia suportar ficar sozinho.Temendo algum novo infortúnio, eu agarrei meu vizinho e segurei-o firme, para que não pudesse deixar-me... implorei que conversasse comigo, para que eu pudesse ficar livre delas [torturantes fantasias]... meus próprios pensamentos absorviam-me. ... Cl-371) Amedrontado de seus próprios pensamentos; deseja ser divertido dos pensamentos de si mesmo. Teme ser deixado sozinho.

CLEM -A1-19) Irritável, colérico, encrespado, evitando a todos, evitando suas ocupações usualmente agradáveis, temendo ficar sozinho, cansado da vida... HR1-5)/ Medo de ficar sozinho, mas desinclinado a reunir-se mesmo com agradável companhia.

DROS -K2-555) Medo de ficar só e desconfiado de seus amigos mais íntimos. HR1-4) Pavor de fantasmas e de ficar sozinho.

ELAPS -A1-13) Temor, pavor de ficar sozinha, como se alguma coisa aconteceria, ou como se desordeiros irromperiam.

GAL-AC -A1-1) Delírio selvagem, fala estranhamente; está muito inquieto, pula da cama, sua profusamente; está amedrontado de ser deixado sozinho, insiste constantemente em ser vigiado; excessivamente rude e insulta a todos, mesmo seus melhores amigos; ciumento de sua babá e xinga a todos que falam com ela.

KALI-C -HR1-11)/ Temor de ficar sozinha; teme que ela morrerá.

LYC -K2-779-0) "Medo aos homens e medo da solidão; irritabilidade e melancolia." Este temor aos homens não é sempre o temor que sentem as mulheres. É o temor às pessoas... teme a presença de novas pessoas, ou a chegada de amigos ou visitas; quer estar somente com os que a rodeiam constantemente; não deseja estar totalmente só; deseja ter a sensação de que há alguém mais na casa, porém não quer companhia; HR1-14)// Pavor: de homens; da solidão, irritabilidade e melancolia.

LYSS -HR1-92) Estado exaltado do olfato, paladar e tato, com um sentimento de ansiedade e medo de ficar sozinho.

RAN-B -A1-1) Temerosidade no 'evening", ela não deseja permanecer sozinha, está amedrontada que possa ser assombrada por fantasmas.

SEP -A1-55) Ele não ousa estar/ficar sozinho por um momento.

STRAM -A1-206) *Medo de estar no escuro e, em menor extensão, de ficar sozinho, no "evening" após o por do sol.

TAB -A1-41)... por qualquer ruído ordinário ele era sobressaltado e atirado em tremulosidade e amedrontado de estar sozinho "at night".

FECES; SWALLOWS HIS OWN- Engole suas próprias fezes

CAMPH -HR1-82)/ Mania após sobre esforço mental... conversa desconectadamente, recusa responder; quer deitar no chão puro e chafurda [wallows] em sua própria sujeira [filth].

Parece que há um engano no repertório, en HR1 se lê: "wallows in his own filth", e não "swallows his" como no repertório. Talvez devesse haver outra sub-rubrica: WALLOWS IN HIS OWN FILTH, a ser colocada aqui e em DIRTY, ou agregar ao lado de HYOS em DIRTY - PLAYS WITH DIRT. "Swallows" significa engole e "wallows" significa chafurda.

FIRE; NEAR THE FIRE, DESIRE TO BE- Deseja estar próximo ao fogo

NAJA -A1-444) Considerável depressão dos poderes físicos e mentais, ansioso para fazer muitas coisas, mas não inclinado a mover-se por elas; sentia-se inclinado a aconchegar-se perto do fogo e ruminar sobre seus negócios.

STAPH não consta na rubrica mas lê-se em HR1-15-//... constante frio, senta-se perto do fogo por horas sem se aquecer, distrai-se em atirar ao fogo qualquer artigo próximo à mão, a despeito do valor...

Talvez a rubrica refira-se a querer estar próximo ao fogo sem estar com frio, já que seria esperado querer aquecer-se quem esteja com frio e vários outros medicamentos se incluiriam, como Staph. Ou talvez seja apenas mais uma rubrica incompleta.

FLATTERER- Adulador

A rubrica é originária de GL, FLATTEUR, onde não constam: NUX-V, PLAT, SIL e SULPH. Talvez tenha havido erro de Barthel, que foi repetido por outros. O erro pode ter sido na colocação dos medicamentos, ou simplesmente na referenciação.

HELPLESSNESS, FEELING OF- Sentimento de impotência, fraqueza, desamparo

HELL -A1-674)... disposição a deitar e rolar a cabeça de um lado para outro; sente-se indefeso/desamparado como um bebê, gostaria de deitar-se nos braços da mãe; disposição a erguer os pés como um bebê. 685) No "evening" náusea, com extrema prostração, aliviada por vômito amargo, seguido por um sentimento de indefeso/desamparo; indisposição a que lhe falem ou encarem.

JASM -A1-9) Débil e quase impotente [almost helpless].

KALI-BR -A1-33) Embotado, deprimido, marcha irregular, "in the morning"; "at afternoon" completamente impotente [helpless].

TAX -A1-10) Estado de profundo estupor e impotência [helplessness].

[W - HELPLESS = Lacking help or strength; defenseless; weak; affording no help; perplexed or bewildered; as, a helpless expression. HELP = To provide assistance to; to contribute aid to; to cooperate with; to succor, to relieve; to remedy; to benefit; to promote; to be of use to; to facilitate; to avoid or prevent, usu. with cannot, as: You can't help but laugh. To serve; to furnish with; to appropriate for use; as, help myself to. - v.i. To be of use;...; to give aid or assistance, as: Every little bit helps. - n. Aid; assistance;one who gives assistance. ...- interj. A call for aid.]

Parece que no caso de JASM, KALI-BR e TAX, o sentido de HELPLESS é "lacking strength, weak" e não "defenseless, affording no help".

HIGH-SPIRITED- [FOUGUEUX, em francês] Espírito corajoso ou nobre, alegre, vivo, fogoso, bem humorado

HYDR -A1-3) Sentia-se animado/alegre/vivo [high-spirited] e de boa natureza. 4) Em bom humor [high spirits]; tudo parecia radiante; sentia-se feliz e desejava cantar.

OP -GL-51) Aptidão para os negócios, impulso/ânimo [entrain], ausência de medo, coragem, intrepidez [intrépidité] para o perigo, magnanimidade. [?] H1-619) Alegria, inclinação para o trabalho, destemor, coragem. [comedores de ópio] 620) Coragem, intrepidez, magnanimidade. [?]

[W- HIGH-SPIRITED= Having a courageous spirit; bold; energetic; elated B- HIGH SPIRITS= alegria, bom humor. TO BE IN H.= estar bem humorado.]

Parece que no caso de HYDR o termo HIGH-SPIRITED refere-se a animado, bem humorado, e não a corajoso, audaz. O termo não foi encontrado em outros medicamentos, embora seja rubrica de Kent.

INSOLENCE - Insolência

IMPERTINENCE - Impertinência

Dos medicamentos encontrados em A1 e HR1, o único que tem sintomas diferentes para IMPERTINENCE e INSOLENCE é SPONG. Em GL, LACH e STAPH só constam em IMPERTINENCE; ANAC só consta, com interrogação, em EFFRONTÉ [IMPERTINENCE]; mas os três medicamentos são referenciados a GL em ambas as rubricas. Parece difícil separá-las e todos os medicamentos de IMPERTINENCE estão em INSOLENCE, mas a recíproca não é verdadeira.

KISSES; CARESSES AND KISSES CHILDREN- Beija e acaricia crianças

PULS -HR1-39)/ Crianças são extremamente afetuosas, o que elas manifestam por beijos e carícias.

Parece que no repertório está mau escrita a sub-rubrica, pois o sintoma é diferente. Deveria haver uma vírgula antes de CHILDREN, ficaria: KISSES; CARESSES AND KISSES, CHILD.

LOVE; PERVERSITY- Perversidade amorosa ou sexual

Esta rubrica é originária de A1, onde não está relacionada com LOVE e só contém HURA e KALI-N. Estes dois medicamentos têm os sintomas ralatando uma perversidade no sentido de maldade, talvez adequando-se mais à rubrica WICKED DISPOSITION. Enquanto os outros, agregados de C1, relatam perversão sexual.

HURA -A1-29) Emburrado, disposição perversa [perverse].

IND -C1-22) Sonhos sexuais de perversão os quais devem torná-lo útil em alguns casos de psicopatia sexual.

KALI-N -A1-19) Perverso [perverse], humor hipocondríaco, descontente consigo mesmo e com o mundo, rabugento, irritável.

NUX-V -C1-613) Perversão sexual.

PLAT -C1-842-3) Perversão sexual. - Era um dos remédios de Gallavardin para o impulso à pederastia e sodomia. GL-p. 157)... é eficaz, geralmente, contra as paixões anormais: masturbação, pederastia, sodomia, tribadismo e provavelmente para os homens que têm ralações sexuais com as fêmeas de animais. VH2-309) Então o que acontece é que eles têm um tipo de cansaço, com sexo normal, natural, usual e eles vão para as perversões. Se você vê sexo pervertido subjacente a forte desejo por sexo, pense em plat. 313) Para eles não é uma imoralidade. é uma situação normal onde eles sentem-se ok. Podem ir para homosexualidade ou para todo tipo de perversão em sexo. O que quer que você possa imaginar como uma perversão sexual, plat a terá descoberto.

MEDDLESOME, IMPORTUNATE- Intrometido, importuno

ATRO -A1-4) Ativamente influenciado por agradáveis ilusões, intrometendo-se/interferindo com tudo em seu caminho, picando/dedilhando objetos imaginários no ar e acompanhando seus atos com murmúrios e sorrindo, ou tagarelando alto, interrompido por riso contido. 18) Delírio intrometido [meddlesome] e requer atenção para impedí-lo de sair da cama. [Harley, Old Veg. Neurotics.] [É a mesma fonte do sintoma 23 de Hyos]

HYOS -A1-23) *Delírio ocupado, murmurando e falando constantemente e "meddling" com as mãos.[= HR1-56-//] [Um dos sinônimos de "meddle" é "monkey", "monkey with" significa bulir, mexer; bem como "tamper with" que é bulir em, mexer em, intrometer-se em, também pode ser adulterar documento, mas esta última acepção não cabe ao caso presente. (W, B) Em John WEIR (The Science and Art of Homoeopathy. New Delhi: B. Jain,1927.) lê-se: '...once the vital stimulus is given, it is at your peril that you meddle with reaction.', confirmando a tradução. ]

PLB -A1-34) Apesar de naturalmente paciente ao sofrimento, ele estava importuno/premente [importunate], mais ainda clamoroso por alívio, expressando-se em termos de agonia, muito mais forte do que sua aparência geral e sintomas pareciam assegurar.

PLB é agregado de A1, IMPORTUNATE FOR RELIEF. Parece mais adequado incluí-lo em IMPATIENCE-PAIN, FROM. Em KENT a rubrica é apenas MEDDLESOME (ATRO, HYOS). A palavra "importunate" é agregada de A1 e GL (IMPORTUNS: ALUM, CON, LYC). Os agregados de GL só foram achados no repertório e não os sintomas de origem.

MENSES, MENTAL SYMPTOMS e sub-rubricas- Sintomas mentais na menstruação

Estas rubricas parecem pouco confiáveis a respeito da quantidade de medicamentos. Diversos outros, apresentando sintomas relacionados à menstruação e indicados nas rubricas específicas do repertório, não constam nesta. A não ser que o autor da mesma, BG2, quisesse referir-se a sintomas não descritos de outra forma, mas isto não está explicitado e, ainda mais, na mesma referência, no capítulo MENSTRUATION-CONCOMITANTS... a rubrica possui muito mais medicamentos.

Parece que houve realmente uma busca incompleta do Boenninghausen's Characteristics and Repertory, a pesquisa feita apenas no capítulo mental.

MISCHIEVOUS- Maldoso, malicioso

ALOE, ARN, e CANN-I relatam uma maldade em brincadeiras, picardia; enquanto AGAR e TARENT mostram realmente maldade de causar dano a outrem.

AGAR -HR1-9) Frenesi destemido, ameaçante, malicioso [mischievous]; frenesi fazendo ele atacar e ferir a si mesmo; grande exercício de força.

ALOE -A1-8) A criança está muito animada e vivaz, brinca e tagarela incomumente, com muita malícia [mischievousness] e riso.

ARN -HR1-29) Alegria desatenta, grande frivolidade e malícia [mischievousness].

ARS -A1-97) Inclina a pilheriar numa maneira maldosa [malicious]. [?]

CALC -HR1-70)/ Excessiva malícia [mischievousness], com obstinação.

CANN-I -HR1-23)// Cheio de graça/divertido e malícia [mischief] e ri imoderadamente.

CUPR -HR1-9)/ Atacado subitamente com convulsões, mordendo; após o ataque maldosa [malicious] disposição para a enfermeira, mordendo e golpeando e fazendo tudo para aborrecê-la, passou seus excrementos no chão. [?]

LACH -HR1-52)/ Maldade [malice], pensa apenas em maldades/diabruras [mischief]. GL-29) Ela fere as pessoas em ciladas e todos os seus pensamentos respiram o mal.

MERC -A1-37) Enquanto dando um passeio, tem uma forte inclinação a beliscar o nariz dos estranhos que encontra.

TARENT -HR1-12)// Súbitos esforços destrutivos raposinos, requerendo a maior vigilância para impedir dano; seguido por riso e desculpas. [?] 15)// Subitamente saltou de seus atendentes e varreu os ornamentos do consolo de lareira; disse que estava arrependida, mas não podia evitá-lo; muito maliciosa [mischievous] e destrutiva, divertindo-se e alegre; às vezes dor no ovário esquerdo.

NIBBLE, DESIRE TO- Desejo de beliscar comida

Rubrica originária de A1, a tradução por dicionários pode levar a engano, o sentido real é beliscar comida. Todos os medicamentos foram encontrados na matéria médica na seção de estômago.

BAR-C -A1-261) (Deseja beliscar comida [desire to nibble].) [H2-305- (Lickerishness.)]

MAG-M -A1-225) Inclinação a beliscar comida; ele vê um pedaço de bolo e furtivamente tira algum para comer.

NAT-C -A1-384) Disposto a beliscar comida [nibble]; tão logo ele veja qualquer coisa comestível, ele deseja prová-la [taste it].

[BG2 - APPETITE-APPETITE; NIBBLING: Aeth, calc, CHIN, Ip, mag-m, NAT-C, petr, rhus-t]

[PETR -A1-318- "A nibbling appetite."]

OPTIMISTIC- Otimista

FERR-MA -A1-2) Esperançoso com hilaridade e confiança no futuro. No repertório de A1, esta rubrica é CONFIDING IN FUTURE, consta como FERR-MN. Mas não existe esta abreviatura. BARTHEL transcreveu como FERR-M, mas a verificação na matéria médica mostra FERR-MA. A1 é a fonte para inclusão do medicamento na rubrica.

PERSEVERANCE- Perseverança

ALUM, LAC-C, LACH e SIL constam como agregados apenas de C. M. BOGER (BG). No entanto a rubrica dele em A Synoptic Key... é CAN'T PERSEVERE, o inverso de PERSEVERANCE. Note-se que todos estão em INCONSTANCY e, exceto SIL, também em UNDERTAKES; MANY THINGS; PERSEVERES IN NOTHING.

GUARE é citado e referenciado a A1 como a fonte para incluí-lo na rubrica. Não foi encontrado nem no repertório nem na matéria médica referenciada, mas sim GUAR. Provavelmente houve erro de digitação em BARTHEL.

GUAR -A1-5- Inusual disposição para continuado trabalho duro.

[W - PERSEVERE = To continue resolutely in any enterprise undertaken, despite difficulties encountered; to pursue steadily any design or course begun.]

POMPOUS, IMPORTANT- Pomposo, importante

Esta rubrica é do BG2. Todos constam em HAUGHTY [Kent]. Talvez sejam a mesma rubrica.

SENSITIVE; TOUCH, TO- Sensível ao toque

Esta foi formada a partir da matéria médica de KENT, não pelo próprio. Outros medicamentos também têm hipersensibilidade ao toque, não parece suficientemente ampla como deveria ser, o que a torna pouco segura, deve-se observar outras rubricas afins, nos vários capítulos do repertório.

Os medicamentos citados abaixo, entre colchetes, não constam na rubrica.

[BELL -A1-2210- Se tocada por qualquer pessoa, ela pulava em grande alarme. Isto foi observado ocorrer sempre que seu cabelo era removido de sua face, ou quando eu sentia seu pulso.]

[COCC -HR1-36.4-/ Um leve ruído ou leve toque inesperado causa sobressalto e tremor sobre todo o corpo.]

[COLCH -HR1-36.1-/ Grande irritabilidade com as dores; muito sensível ao mais leve toque; a mínima vibração torna a dor insuportável.]

[KALI-C -HR1-14-/ Rabugento, irritável; ruído é desagradável; facilmente sobressaltado, especialmente se tocado; intolerância à voz humana. 17-/ É assustado e grita [cries out] sempre quando ele é tocado levemente em seus pés.]

[MAG-P -HR1-36.7-/ Após espasmo, excessiva sensibilidade a toda impressão dos sentidos, mesmo ao toque e especialmente a ruído; olhar de suspeição e medo; facilmente agitado; espasmo de manhã cedo. q convulsões infantis]

[NUX-V -A1-1280- O mais leve toque renova as convulsões. 1281- Sentimentos tão morbidamente agudos que o mais leve toque parecia agravar seus sofrimentos.]

VIVACIOUS- Vivaz

Esta rubrica, no repertório de A1 e incorporada por BARTHEL, inclui: GAYETY, LIVELY MOOD AND CHIPPER. Portanto, em vários medicamentos, dificilmente pode-se diferenciá-la de CHEERFUL.

WILDNESS- Selvageria, ferocidade

No repertório de A1, inclui BESIDE HIMSELF. Alguns medicamentos ilustram o caso.

BAPT -A1-8) *Não pode restringir sua mente; tipo de sentimento selvagem/sem controle, divagante. 30) Cefaléia dia e noite, causando uma sensação de "wildness" [desvario?].

CALC-P -A1-16) Notícias desagradáveis deixam-no fora de si; brota suor; inclinado a indignação e cólera.

OP -A1-65) Crueldade, ferocidade, como uma besta selvagem.

PH-AC -A1-5) Ele fica fora de si e quente pelo mais leve aborrecimento. 6) Ela dança, sem consciência, violenta e selvagemente, por vários dias, sem deitar-se, exceto à noite. H2-32) Ela dançava em torno inconscientemente, violentamente e extravagantemente...

 

IV CONCLUSÕES

Ficou patente que algumas rubricas significam a mesma coisa, mesmo que estejam com palavras diferentes no repertório. Isto independentemente de possuírem os mesmos medicamentos ou não. Como é o caso, por ex., de: ANSIEDADE PELOS OUTROS e CUIDADO, PREOCUPAÇÃO PELOS OUTROS; CÓLERA POR CONTRADIÇÃO e RAIVA POR CONTRADIÇÃO.

Outro problema que precisa ser resolvido é o dos medicamentos derivados, como Cuprum metallicum e Cuprum aceticum, Kali chloricum e Kali muriaticum, Coffea cruda e Coffea tosta e outros. A verificação nas matérias médicas mostra que há confusão entre eles, alguns autores juntando, outros separando e ainda outros que separam e dão o mesmo sintoma para ambos medicamentos. Este autor se declara incapaz de opinar sobre o assunto.

Há também rubricas que estão escritas de maneira equivocada, como é o caso, por ex., BEIJA; BEIJA E ACARICIA CRIANÇAS; na realidade deveria ser BEIJA; CRIANÇA BEIJA E ACARICIA; ou FEZES; ENGOLE SUAS PRÓPRIAS FEZES, para Camphora a rubrica deveria ser FEZES; CHAFURDA EM SUAS PRÓPRIAS FEZES. Estes são bastante simples de solucionar.

Há medicamentos que estão escritos de maneira equivocada, como Guarana em PERSEVERANÇA, ou Ferrum magneticum em OTIMISTA e a correção torna-se fácil.

Por fim, há os casos das rubricas que têm significados diferentes para cada medicamento [v. HELPLESSNESS e MEDDLESOME], tornando a tradução muito difícil ou arbitrária; e aquelas que estão incompletas [v. MENSES; MENTAL SYMPTOMS... e SENSITIVE; TOUCH, TO], as quais deve-se evitar tomar como diretoras e mostram que os autores dos repertórios devem pesquisar em todos os capítulos de suas fontes quando agregarem novas rubricas.

Diante disto, o trabalho de verificação das fontes dos repertórios e o estabelecimento de uma taxionomia e concordância homeopática torna-se extremamente válido e necessário. Não se pode ficar apenas com o que dizem os dicionários, tem-se que ir à fonte original. Ficando a cada homeopata o cuidado ao usar seu repertório, este maravilhoso e indispensável instrumento. O qual, sendo obra humana, possui suas falhas.

 

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