ATENÇÃO:
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INTRODUÇÃO:
Este é um guia baseado na minha experiência prática, sem levar o leitor através de termos e métodos que na prática raramente serão usados. E caso surja o interesse ou necessidade, o conteúdo aqui publicado servirá de base para a compreensão dos assuntos a serem desenvolvidos por você no futuro.
Este guia contém um mínimo indispensável para que o leitor encontre o seu caminho no mar ou na terra quando desejar fazer o exame para a categoria de ARRAIS AMADOR ou MESTRE AMADOR
Separei esta única publicação em três volumes. O primeiro volume contém o material necessário ao exame junto a Capitânia dos Portos, na categoria básica para conduzir uma embarcação, o ARRAIS AMADOR. Esta categoria permite conduzir embarcações em águas abrigadas (baías, rios, lagos, etc.), é quando se aprende as noções básicas do regulamento que rege o tráfego marítimo e características sobre as embarcações.
O segundo volume é referente contém o material necessário para fazer o exame na categoria seguinte ao arrais amador é, o MESTRE AMADOR. É a categoria que permite navegar por toda a costa ou navegação costeira. Abrange os princípio da navegação, para que você possa determinar sua posição no mar e que rumo tomar.
O terceiro volume são dicas e sugestões, sobre vela e motor, baseadas em tudo por que já passei. Além de tabelas úteis para se ter a bordo.
BONS VENTOS.
VOLUME II.
CAPITULO I
CONHECIMENTOS BÁSICOS SOBRE A EMBARCAÇÃO E SUAS DIREÇÕES RELATIVAS
PROA - É a extremidade avante da embarcação. A proa corresponde aos 000 ou 360 na marcação relativa.
BOCHECHAS - São as partes curvas da embarcação junto a proa, 1 (BE) e 4 (BB) quadrante da embarcação. As bochechas correspondem aos 45~ (BE) e 325~ (BB), para a marcação relativa.
TRAVES - Não é uma parte da embarcação, mas sim uma posição em relação a ela, o Través é uma linha perpendicular a linha de centro da embarcação. Para efeito de marcação relativa, o traves corresponde à 090 (BE) e 270 (BB).
ALHETA - É semelhante a Bochecha, mas corresponde aos 2 e
3 quadrante da embarcação, entre a BOCA MAX. e a POPA - eqüivalem aos 135~ (BE} e 225~ (BB) .
POPA - É a extremidade à RÉ da embarcação, e corresponde aos 180~ relativo.
CALADO - É a distância medida perpendicularmente a linha d'água, a partir dela ate o ponto mais profundo da embarcação. Esta medida é muito importante saber, pois após uma longa navegada e, que chegamos próximos de terra "nova" precisaremos ficar verificando as profundidades em relação a nossa posição na carta náutica.
CAPITULO II.
2.1) NAVEGAÇÃO
2.2) COORDENADAS GEOGRÁFICAS
2.3) CARTA NÁUTICA
2.4) PROJEÇÃO DE MERCATOR
2 . 5 ) MILHA NÁUTICA E NÓ
2.1) Definições sobre Navegação:
A NAVEGAÇÃO é a ciência de a qualquer instante determinar a posição de uma embarcação ( através de Cálculos e Observações) sobre o oceano, e determinar a direção desejada da mesma, para atingir a posição final desejada.
NAVEGAÇÃO COSTEIRA - É aquela feita a vista de terra, usando os Acidentes Geográficos Naturais e Artificiais (Montanha, Ilhas, Faróis, Edifícios, etc.) conhecidos.
NAVEGAÇÃO ESTIMADA - É feita a vista de terra ou não, mas é aquela em que usamos somente os dados de Bordo, Rumo, Tempo, Distância percorrida a partir da última posição conhecida.
NAVEGAÇÃO Astronômica - É feita através da observação do sol, planetas e estrelas. Normalmente é empregada em longas travessias longe de terra.
NAVEGAÇÃO ELETRÔNICA - É feita através de equipamentos eletrônicos como Sat-Nav, GPS, Radar, rádio gônio, etc.
2.2) Coordenadas Geográficas:
A Terra tem dois principais movimento denominados Rotação e Translação. A Rotação é o movimento em que a Terra leva 24 horas para dar uma volta em torno do seu próprio eixo. A terra gira no sentido verdadeiro de oeste para leste, o que faz com que o observador observe o céu movendo-se de leste para oeste: (fig. 3)
Translação é o movimento em que a terra executa em aproximadamente 365 dias em torno do sol. (fig.4)
Os extremos do eixo de rotação da terra são denominados PÓLOS. 0 superior denominado POLO NORTE, e o Inferior denominado POLO SUL. (fig.5)
As linhas perpendiculares a linha do Equador que unem o Polo Norte ao Polo Sul são chamadas de Meridiano, o Meridiano de GREENWICH é o meridiano OOO (Zero Grau) de longitude. Se cortarmos a Terra num plano horizontal a partir do seu centro, teremos o Equador ou 00 (Zero Grau) de latitude.
A Longitude ( inser simb. ) é expressa em graus de 000 a 180 para leste ou para oeste, a contar do Meridiano de GREENWHICH. A longitude em que você se encontra, é correspondente ao seu meridiano local. Podemos perceber que a longitude é uma distância angular a partir de GREENWICH.
A Latitude é um angulo medido ao longo de um meridiano a partir do Equador que corresponde ao OO (Zero Grau de lat.), a latitude pode ser Norte ou Sul e de 00 a 90.'
Se observarmos atentamente com as LATS e LONGS, poderemos ter um "endereço" (coordenadas) em qualquer ponto da Terra, mas expressos em graus para Norte ou Sul, Leste ou Oeste.
2.3) Carta Náutica:
A carta é a representação dos aspectos naturais ou artificiais da Terra, permitindo a avaliação precisa das distâncias direções e localização geográfica dos pontos, áreas e detalhes.
Podemos dividir as cartas náuticas em cartas de navegação e cartas auxiliares á navegação (carta piloto, carta de pesca etc...).
A carta de navegação é a carta náutica na qual se trabalha. Ela mostra os contornos da linha da costa, pontos notáveis, em Terra, altitudes, etc., e do lado mar as sondagens e perigos a navegação. Ela possui a "Rosa dos Ventos" graduada 0 a 360, que indica também a declinação magnética (abordaremos adiante) e o valor de sua variação que é anual, o nível ao qual as profundidades são referidas, etc. . . . Ela permite a solução gráfica e rápida de problemas como: Determinar distâncias e rumos, e das coordenadas geográficas da sua embarcação.
Escala natural é a relação entre a distância de dois pontos medidos na carta e a distância entre esses mesmos pontos medidos em Terra, por exemplo, se a escala e 1:150.000 isto significa que 1cm medido na carta representa 150.000 cm em terra.
As cartas são classificadas pela DHN (Diretoria de Hidrografia e Navegação) em:
Cartas Gerais - As de escalas menor que 1:3.000.001
Cartas de Grandes Trechos - 1:3000.000 a 1:1.500.001
Cartas de Médio Trecho - 1:150.000 a 1:500.001
Cartas de Pequeno Trecho - 1:500.000 a l:150 .001
Cartas Particulares - De escala maior de 1:150.000
PLANO - É uma carta de grande escala usada principalmente para representar portos, ancoradouros, etc.
Na carta náutica as referências são verdadeiras.
2.4) Projeção de MERCATOR:
É necessário que a cada ponto na Terra corresponda um ponto na carta. Para obter essa correspondência são usados os "Sistemas de Projeção". Embora em muitos casos não se use mais a projeção em seu sentido puramente geométrico, os satélites estão ocupando o espaço deste sistema, mas mesmo assim, continua se chamar de "Sistema de Projeções" aos princípios usados para representar a Terra toda ou parte dela numa superfície desenvolvida ou num plano.
Suponhamos que a Terra esteja envolvida num cilindro tangente ao Equador. 0 ponto de vista no centro da Terra, projetando-se os pontos na superfície envolvente e depois desenvolvendo-a obtêm-se uma projeção denominada cilindro-centrográfica da Terra.
Foi o cartógrafo holandês Gerard Kremmer cujo nome latino é MERCATOR, quem primeiro verificou as vantagens de tal projeção: Os meridianos apresentam-se como retas igualmente espaçadas entre si, e os paralelos também se apresentam como retas perpendiculares aos meridianos, mas o espaçamento aumenta com a latitude. Os paralelos e os meridianos sempre cortam-se em ângulos retos. Existem diversos sistemas de projeções, mas nas cartas brasileiras e na maioria das estrangeiras, esta é a mais usada.
2.5) Milha Náutica e a medida de velocidade Nó.
Teoricamente a Milha Náutica é definida como:
. "Milha Náutica em qualquer lugar é o comprimento de um arco de meridiano submetido por um ângulo de um (1) minuto no centro de curvatura do local" .
Em 1929, foi proposto um valor prático da milha náutica pelo Bureau hidrográfico internacional. Esse valor é de 1852m.
Na prática, se mede a distância numa carta usando a escala de latitude da região e o valor é transformado para milha.
1' (Um minuto) de LAT. - 1 milha
1 (Um grau) de LAT. - 60 milhas
10 (Dez graus) de LAT. - 600 milhas
A medida de velocidade empregado na navegação é o NÓ. Esta medida corresponde a milha náutica horária. Então quando estamos navegando a uma média de seis milhas por hora, diremos que estamos navegando a 6 nós.
CAPITULO I I I
3.1) RUMO/PROA
3 . 2 ) PLOTAGEM DE UM PONTO
3 . 3 ) DETERMINAR 0 RUMO ENTRE 0 PONTO "A" E O PONTO "B" E AS DISTÂNCIAS
3.4) VELOCIDADE TEMPO.
3.1 ) 0 Rumo verdadeiro é a direção angular horizontal da trajetória da embarcação sobre a superfície do mar, Ele é expressa em graus a partir de NORTE do seu meridiano, no sentido horário medida de OOO a 360.
Nós temos ainda o Rumo Magnético que é o verdadeiro corrigido da declinação magnética, e o Rumo de Agulha que é o Rumo que lemos na nossa agulha, ele é o Rumo verdadeiro corrigido da declinação magnética e do desvio de agulha (erro do instrumento).
A proa é a direção horizontal que a embarcação faz a qualquer instante. A diferença é que enquanto o Rumo é uma direção permanente, ou podemos dizer uma direção média, a proa tem " um caráter instantâneo".
Ex.: Enquanto um veleiro navega com a proa variando entre 250 e 270 devido ao mar e as pequenas rondadas de vento, nós podemos dizer que ele navegou no mesmo período no rumo médio de 260, se a variação da proa no período foi igual para ambos os lados.
3.2) Se nós temos uma coordenada (Lat. e Long.) qualquer podemos facilmente colocar este ponto em uma carta náutica com auxílio apenas do compasso e da régua de navegação. Também se tivermos um ponto na carta, facilmente poderemos determinar sua coordenada (Lat. e Long.)
A) Agora já podemos determinar as coordenadas da Ilha Montão de Trigo, entre S . Sebastião e Santos .
- Para saber a Longitude, com uma das pontas do compasso no centro da ilha, abrimos o compasso até ser possível descrevemos um arco tangenciando o meridiano mais próximo. Sem mexer na abertura levamos o compasso até a escala de longitude; posiciona-se uma das pontas no mesmo meridiano que havíamos tangenciado e com a outra faremos a leitura na escala. Lê-se o número em graus, minutos e décimos. No caso do Montão de Trigo teremos a seguinte leitura 045. 46'.7"W.
- Para saber a Latitude, com uma das pontas do compasso, novamente colocamos sobre o mesmo ponto na ilha e da mesma forma descrevemos um arco até a outra ponta tangenciar o paralelo mais próximo. Sem mexer na abertura levamos o compasso ate a escala de Lat. e colocando-se uma das pontas sobre o mesmo paralelo que havíamos tangenciado e com a outra obtemos o valor na escala, no caso da ilha, vamos ler 23.51'.9"S
Como podemos observar a escala aumenta para Sul.
OBS. : A escala de LON. é a escala superior e a de LAT. é a escala lateral. Como já falamos anteriormente, o Meridiano ( Linhas Verticais ) numa carta com projeção de MERCATOR, orienta no sentido NORTE -SUL e os paralelos (Linhas Horizontais) no sentido '
LESTE - OESTE verdadeiros.
B) Agora dando as coordenadas, vamos plotá-las na carta.
LAT.. - 23.36 '.5" S
LON. - 45.08 '.5"W
- Traça-se um paralelo correspondente aos 23.36'.5"S, mas só na área necessária (cruzando o meridiano próximo). Em seguida colocamos uma das pontas do compasso na escala LON. no 45W e a outra ponta levaremos até os 08'.5"S. Sem mexer na abertura marcamos no paralelo traçado anteriormente.
3.3) Agora vamos ver qual é o rumo que nossa embarcação terá que fazer entre a Ilha Montão de Trigo e a Ilha da Moela em Santos.
- Primeiro alinhamos a Rosa dos Ventos de nossa régua com o meridiano mais próximo, levando sempre em conta que o Norte da, régua fica para cima e o Sul para baixo, o Meridiano deverá passar no Norte, centro e Sul de nossa régua.
0 Segundo passo é correr a régua sobre o meridiano até que a haste rotativa alinhe-se entre a Ilha Montão de Trigo e Ilha da Moela, depois é só ler o valor na Rosa dos Ventos, de nossa régua, por onde esteja passando a haste alinhada com as ilhas, então iremos ler o valor de 247, este será o "Rumo Verdadeiro" que precisaríamos navegar para alcançar a Ilha da Moela saindo do Montão de Trigo, no caso de sairmos da Ilha da Moela para irmos a Ilha do Montão de Trigo nós teremos que navegar em um rumo que seja o "Reciproco" ao anterior, isto é, o oposto, ou 180 de diferença (067).
Neste exemplo podemos considerar a I. Montão de Trigo corno o ponto "A" e a Ilha da Moela como ponto "B" .
- Se nós quisermos saber qual a distância que haveríamos de percorrer, é só levarmos o compasso a escala de LAT. (LATERAL) e no caso deste exemplo poderemos abri-lo com 10' ( tomando cuidado para executar esta operação na mesma Lat. em que estaremos navegando; no caso mais ou menos 24) . Depois sobre o rumo traçado ver quantas vezes ele cobre o caminho (neste caso 2 x e a fração), para ver a Fração é só fechar o compasso até ele alcançar o ponto "B", mas sem tirar a outra ponta da unidade de 10 milhas. Após esta operação, sem mexer na abertura do compasso, é levá-lo até a escala e fazer a nova leitura (No caso a diferença na escala será de 8' .7") aí soma-se as 2 unidades com a leitura da fração e ai teremos 28.7 milhas náuticas entre o centro da Ilha Montão de Trigo (ponto "A") e a I. da Moela (ponto "B").
3.4) Poderemos ver também que se nossa embarcação fizer uma
média de 5.74 NÓS (Milhas por hora) , levaremos 5 horas para percorrer o trecho.
T - Tempo (Hora e Décimos)*
V - Velocidade (NÓS)
T= D D - Distância (Milhas)
V
*Para converter minuto de hora em décimo de hora, é só dividir os minutos por "6".
CAPÍTULO IV
4.1 ) APARELHOS BÁSICOS PARA A NAVEGAÇÃO ESTIMADA E COSTEIRA.
4.2 ) MAGNETISMO TERRESTRE E Decl. mg.
4. 3 ) BÚSSOLA E 0 SEU DESVIO
4. 4 ) CONVERSÕES DE RUMOS
4. 5 ) MARCAÇÕES
4.6) CÁLCULO PARA DETERMINAR A DISTÂNCIA DO HORIZONTE.
4.1) Como já podemos ter observado, além do material para trabalharmos com a carta (compasso, régua, etc.) nós necessitamos de diversas informações que só podemos obter através de certos aparelhos para nos auxiliar a determinar nossa posição.
Todas as embarcações deverão possuir a bordo, antes de qualquer viagem, os seguintes instrumentos devidamente corrigidos de seus erros e em perfeita condição de funcionamento.
A) O primeiro e indispensável é o aparelho que indique direções, isto é, no caso de pequenas embarcações a agulha magnética ou bússola magnética. No caso de uma embarcação com energia e tamanho suficiente, nós podemos ter também a Agulha Giroscópica.
0 outro instrumento necessário é a alidade. A alidade é uma bússola portátil (no caso de embarcações de pequeno porte ou recreio) com espelho para leitura e uma mira. Ela serve para fazer marcações de pontos conhecidos e inidentificáveis na carta, ex.: uma ilha, torre, etc..
B) Um instrumento para medir a distância navegada, eles são chamados de hodômetros ou "LOG." .
Temos dois tipos de hodômetros para serem usados em embarcações de pequeno porte. Os de superfície, e os de fundo. Ambos os hodômetros medem a velocidade da embarcação com respeito a massa d'água circundante, depois essa velocidade é transformada em distância. Se a massa d'água de referência está na superfície teremos um odômetro de superfície; se a massa d'água é a do fundo da embarcação teremos um odômetro de fundo.
0 odômetro de Superfície é um aparelho que hoje em dia somente é usado em embarcações de baixo custo, ou com deficiência de .energia elétrica. Ele consiste em uma pequena hélice de metal que é rebocado pela embarcação. As rotações dessa hélice são transmitidas através de um cabo sintético a um aparelho registrador chamado "Relógio do odômetro" que indica o número de milhas percorridas.
O odômetro de superfície é instalado na popa do barco e as leituras são feitas no local. É um instrumento totalmente mecânico.
Os odômetros de fundo podem ser:
- de hélice eletrônico ou por cabo
- eletromagnético
- sônico
0 mais comum é o de hélice eletrônico. Nesse tipo de odômetro o movimento do barco faz com que o hélice gire, e esse movimento de rotação alimenta um gerador de corrente alternada colocado na própria sede do hélice. A freqüência da corrente gerada é proporcional a velocidade do barco. A freqüência da corrente então é transformada em Nós num indicador visual, através de um processador.
Os de hélice com cabo, funcionam como um velocímetro de , automóvel, com a diferença do cabo do velocímetro ser ligado a um pequeno hélice, ao invés da roda do veiculo.
Os eletromagnéticos e sônicos são bem menos usados devido ao seu custo e seu funcionamento mais complexo.
Se por algum motivo não tivermos um odômetro ou log, poderemos utilizar um método prático para determinar a velocidade aproximada da embarcação e com isto sabermos a distância percorrida. Para este método necessitaremos de um objeto flutuante de boa identificação (uma lata de bebida vazia) um cronógrafo ( popularmente conhecido por cronômetro).
Devemos jogar o objeto avante da embarcação, quando este passar pela proa, iniciaremos a contagem do tempo, e quando ela passar pela popa paramos a contagem de tempo. É importante que as medições das passagens pela proa e popa sejam as mais
precisas possível, e se possível fazer mais de uma medição para tirar a média. Já que um dos elementos para o calculo da velocidade é o comprimento da embarcação. A fórmula a aplicar é:
V= ____comp._ ou V= 2x comp.
0,514x T. T
V= velocidade em nós
comp. = comprimento do barco em metros
T= tempo em segundos
C) Os instrumentos para medir a profundidade são os prumos ou sondas. É comum chamar de "prumo" quando usamos uma chumbada, com um cavado na base e tendo em sua extremidade superior uma alça onde se fixa a linha graduada em metros. 0 cavado da chumbada é para colocar sabão para colheita de amostra do fundo (areia, concha, lama, etc...) Normalmente a chumbada deve pesar mais ou menos 3 kg.
As sondas determinam a profundidade medindo o intervalo de tempo entre a emissão de um pulso som e o recebimento do ECO refletido pelo fundo do mar.
D ) Um binóculo para aumentar o poder da visão, e facilitar a identificação de faróis torres, contornos, etc. .
Para termos a bordo, o ideal é um binóculo 7 x 50, isto é, ele tem um poder de aumentar 7 x e sua lente tem 50 mm de diâmetro.
Com um binóculo de 7x, se olharmos para um objeto a 3,5 MN de distância, veremos como se ele estivesse a somente 0,5 MN de distância.
E) 0 Barômetro e o Termômetro:
Nos é muito útil para prevermos as mudanças atmosféricas, com estes instrumentos e um conhecimento mínimo sobre meteorologia, nós poderemos evitar certas surpresas.
0 barômetro nos dá a leitura da pressão atmosférica em milibares (mb) ou em polegadas (in.). Uma leitura alta corresponde a uma pressão atmosférica ( tempo bom) alta, e uma leitura baixa
corresponde a uma baixa pressão atmosférica ( tempo ruim).
0 termômetro como já sabemos nos fornecerá a temperatura atmosférica.
4.2 ) A Terra funciona como um gigantesco Imã. Ela possui "pólos" magnéticos e um campo magnético.
Mas os pólos magnéticos não coincidem com os pólos geográficos ou "Verdadeiros" da Terra, esta diferença de direções entre eles, chamaremos de Declinação Magnética. A Decl. Mg. é expressa em graus e décimos.
Como a Terra não é uma massa homogênea, podemos concluir que a declinação magnética não possui o mesmo valor para toda a superfície terrestre. O valor sofre variações anuais, e para (E) ou (W) dependendo do local.
Nas cartas de maior escala encontraremos o valor da Decl. Mg. e sua variação anual no centro de cada Rosa dos Ventos impressa na mesma, já nas cartas de menor escala encontraremos o ano base para o cálculo da variação anual no título da carta; e o valor da variação anual se para (E) ou (W) serão encontrados junto a linha isogônica (Linha com o mesmo valor de Decl. Mag.).
4.3) Como já falamos no capitulo 3.1. O Rumo Verdadeiro é a direção horizontal da trajetória da embarcação sobre a superfície do mar. Ele é expresso em graus a partir do Norte no
sentido horário de 000 à 360'.
A bússola ou agulha também nos fornece uma direção horizontal expressa em graus a partir do "Norte magnético" em sentido horário de 000 à 360. A agulha do barco tem uma marca de referência que é fixa e alinhada com a linha de fé*, esta marca de referência é que nos permite verificar qual o ângulo formado entre a nossa proa e o Norte magnético.
*Linha de fé é uma linha paralela a linha de centro longitudinal do barco.
Como a agulha magnética funciona por meio de Imã ( um ou mais colocado em sua Rosa dos Ventos para que o Imãs seja atraído pelo magnetismo da terra. Sendo assim a Rosa dos ventos sempre apontará para o Norte magnético independente da proa do barco. Como o barco tem vários materiais ferrosos a bordo (Motor , Ancora Ferramenta s, etc.), estes "ferros de bordo" também atraem o imã da Rosa dos Ventos, o que cria um certo desvio na direção da Rosa dos ventos, este desvio nós chamamos de "Desvio da Agulha", nós obtermos o valor de desvio na tabela de desvio da agulha, cada agulha possui sua própria tabela, que é confeccionada por uma pessoa credenciada pela marinha.
Nós devemos tomar muito cuidado ao manipular qualquer tipo de agulha magnética, pois a Rosa dos Ventos é suspensa por um estilete de forma a poder girar livremente e, portanto, dar indicação de uma direção de referência, como já vimos esta referência será o "Norte de agulha".
4.4 ) Agora que já sabemos que a carta nos dá as informações em referência ao polo geográfico ou "Verdadeiro" da terra e no mar, nós conseguimos definir nossas direções a
bordo em referência ao Norte da agulha, que no caso de não haver desvio de agulha, ou seja, desvio de agulha igual à 0 poderemos dizer, que nossa referência a bordo também é o Norte magnético.
Aqui vai um macetinho para podermos fazer as conversões de rumo ou marcação magnética para verdadeiras e vice-versa. Isto só vale para o caso de mestre amador que só poderá navegar na costa brasileira e aqui, todas as variações magnéticas (Decl. Mag.) tem o valor (W).
Levamos em consideração que nossa carta (Norte Verdadeiro ) esteja na mesa de navegação (Embaixo na cabine) e a nossa agulha (Norte mag.) esteja fixada numa antepara externa (encima) .
Quando nosso navegador lê o valor da agulha (MAGNÉTICO) que está do lado de fora, e quer aplicar na carta (VERDADEIRO), ele terá que descer (-) para cabine, isto é, diminuir o valor da declinação. Mas quando ele tira um valor da carta (VERDADEIRO) e quer comparar com a agulha (MAGNÉTICO) lá fora, ele terá que subir (+) ao convés, isto é, somar a declinação.
EX. : Marcamos um farol aos 230mg e nossa Dec. Mag. é de 20 W, qual é nossa marcação verdadeira? R:190
Mas se nós tivermos algum desvio na agulha e ela for Leste será (+) e se for Oeste (-) , isto é, do rumo de agulha para o rumo mag. diminuiremos se for ( E ) , e na conversão do rumo mg para ag soma-se for (W) e dimimui-se for (E).
EX. : Marcamos um farol aos 316 ag. e Decl mg= l6 W, Desvio de ag= 2 E . Qual a marcação verdadeira? R: 302ag.
EX. : Marcamos uma ponta aos 332 verdadeiros,Dec.=2l W e Desvio de ag. = 3 W. Qual a marcação de agulha? R: 356ag,
4 . 5 ) MARCAÇÃO é o angulo formado pelo norte.(Verdadeiro ou de Agulha) e a direção do objeto observado a partir da embarcação. Todas as marcações traçadas nas cartas são marcações verdadeiras.
Se adotarmos a proa do barco como referência inicial e não o Norte (Verdadeiro ou de Agulha), teremos então, marcações relativas (Mrel.) ou marcações polares (Mp) Veja ilustração para melhor entender as diferenças entre uma marcação verdadeira e uma marcação relativa. A marcação polar é também uma marcação relativa só que contada parti r da proa, para BB ou para BE de 000 à 180.
4.6) 0 cálculo para saber a distância do horizonte nos é útil para em dia de boa visibilidade, na hora em que estamos fazendo uma aterragem. Exs: Estamos fazendo uma aterragem em uma costa com apenas 9 mt de Altura e nosso olho está a 4 m de Altura em relação ao nível do mar. A que distância avistaremos costa?
É só aplicarmos a fórmula: D= 2,08Vh
onde:
h= altura do objeto.
D= Distância
R: 2,08 V4 + 2,08 V9
2,08*2 + 2,08*3
4,16 +6,24= 10,4 milhas.
CAPÍTULO V
5.1) POSIÇÃO ATRAVÉS DA NAVEGAÇÃO ESTIMADA
5.2) POSIÇÃO ATRAVÉS DA NAVEGAÇÃO COSTEIRA
5.3) PROCESSOS PARA OBTER A POSIÇÃO
5.1 ) A navegação estimada é aquela em que se determina a posição da embarcação em função da sua velocidade e rumo médio navegado em um determinado período de tempo, a partir de um ponto anterior conhecido.
Chama-se de derrota, o caminho percorrido por uma embarcação entre um ponto "A" e um ponto "B".
Na navegação estimada podemos ter uma derrota simples, que é feita do ponto de saída ou inicial até o ponto de chegada com um único rumo e, a derrota composta que é navegada do ponto inicial ao final por mais de um rumo.
Para resolvermos os problemas da navegação estimada usaremos praticamente só o método gráfico. Que é:
a) Sabendo o ponto de partida "A" rumo e distância navegados, calcular as coordenadas do ponto de chegada "B".
b) Dados os pontos de partida "A" e o de chegada "B", calcular o rumo e distância entre eles.
A) Para, solucionarmos o problema "a" , basta plotar o ponto "A" como explicado no capitulo 3.2.B; a partir dele traça-se uma linha para o rumo (capt.3.3); a partir do Ponto "A" sobre a linha de rumo, marca-se a distância navegada medida na escala de LAT. (lateral da carta); o ponto encontrado é o ponto '·B" ou ponto de chegada.
Agora 1ê-se as coordenadas do ponto de chegada (capt.3.2.A)
B) Para solucionar o problema "b" , basta plotar os pontos "A" e "B" e ligá-los por uma reta, acha-se a distância entre "A"·e "B" com auxílio da escala de LAT, com auxílio da régua de navegação lesse o rumo no sentido de "A" para "B".
C) Para solucionarmos um problema de derrota estimada mista, basta plotar o primeiro rumo e distância a partir do ponto "A", como explicado no capt. 5.l.A; a partir deste ponto "B" encontrado, aplica-se o segundo rumo e distância conhecidos e acha-se o ponto "C". E prossegue-se assim até todos os rumos e distâncias estarem plotados.
Na navegação estimada, usaremos um (Triângulo) para representar nossa posição na carta.
5.2) Como já falamos, a navegação costeira, é aquela que é feita com o auxilio dos acidentes naturais ou artificiais (Ilha, montanhas, Chaminé, Farol) vistos do mar, isto é, quando de nossa embarcação temos "Terra à Vista".
É importante que tenhamos conhecimentos sobre os princípio que estão envolvidos na navegação costeira, e por estarmos relativamente perto de terra precisamos estar sempre com atenção, pois por relaxamento na navegação muitas pessoas já encalharam e até perderam seus barcos em praias, lajes, etc.; o que já fez até vítimas fatais. Atenção!!! quando estiver navegado próximo de terra.
Na navegação costeira determinamos nossa posição através da "linha de posição", a linha de posição é o lugar geométrico das possíveis posições da embarcação obtida através de observações, ela é uma linha de visada observador - objeto. Com uma única linha.
de posição não conseguiremos determinar a posição de nossa embarcação, ela só nos permitirá saber que estamos em algum ponto ao longo dela. Portanto, para determinarmos nossa coordenada geográfica, necessitaremos mais de uma linha de posição.
As linhas de posição podem ser:
- Marcações
- Enfiamentos ou Alinhamento
- Círculos de igual distância
- Linhas Batimétricas (Linha de mesma profundidade)
A) Marcação, como já falamos, é o ângulo formado por uma direção referência (Norte Verdadeiro, mag., de agulha e ou a proa do barco) e a direção da linha de visada observador - objeto as marcações podem ser:
- Marcação Verdadeira ( Norte Verdadeiro é a marcação em que usamos no trabalho gráfico nas cartas náuticas).
- Marcação Magnética (Norte magnético).
- Marcação de Agulha (Norte da Agulha).
- Marcação Polar e relativa (Proa do barco como referência inicial).
.
Veja ilustração numero "9".
B ) Linha de Enfiamentos ou Alinhamentos é quando nós podemos observar dois objetos em terra num determinado momento, e vemos ambos numa mesma linha de visada, portanto temos estes dois objetos alinhados com a nossa embarcação.
Muitas vezes os enfiamentos são para direcionar nossa entrada e saída de canais estreitas; para aferir as bússola a bordo e para determinar o inicio e o fim da milha corrida.
C) O círculo de igual distância é uma linha de posição em que todos os pontos desta linha estão eqüidistante do objeto observado.
0 circulo de igual distância é muito usado na navegação em embarcações dotadas de radar; como veremos adiante.
D) As linhas batimétricas são aquelas que na carta indicam pontos de mesma profundidade. Ela poderá ser útil quando você só possui uma marcação e necessita de uma segunda referência para determinar seu ponto, para isso faremos uso do eco sonda que nos dará a nossa profundidade, que com a correção da maré, poderemos ter uma posição aproximada da nossa embarcação.
5.3) Agora que já sabemos o que são linhas de posição (Marcações, Enfiamentos Círculos de igual distância e linhas batimétricas) e, como calcular a distância velocidade e o rumo do barco. Já podemos a um determinado instante saber a posição de nosso barco pelos seguintes processos:
A) Posição por marcações simultâneas
B) Posição por marcações sucessivas
C) Posição por enfiamento e marcação
D) Posição por marcação e linha batimétrica
E) Posição por círculo de igual distância
A) A posição por marcações simultâneas talvez seja o método mais empregado e preciso para se determinar a sua posição na navegação costeira.
Neste caso são tomadas marcações de no mínimo 2 pontos diferentes em terra, e os plotamos sobre a carta após as devidas correções de declinação e desvio da agulha. 0 ponto onde as 2 retas (MARCAÇÕES) se cruzam na carta é a nossa posição, devemos tomar o cuidado de escolher os objetos de maneira que as duas marcações formem um angulo de corte aproximado a 090. Se possível é bom uma terceira marcação para verificação do ponto, ela deverá cruzar o mesmo ponto das outras duas. Se isto não acontecer ficará formado um triângulo, conhecido por Chapéu de Três Pontos.
As causas do chapéu de três pontos podem ser:
a- Intervalo de tempo entre as marcações, muito grande.
b- Erro na plotagem.
c- Desvio da agulha desconhecido ou as conversões foram aplicadas erroneamente.
d ) Erro na identificação do objeto em terra.
e) Imprecisão ou erro na leitura da alidade no momento da marcação de um dos objetos.
B) A posição por marcação sucessiva é usada quando dispomos apenas de um ponto em terra para a marcação, como por exemplo uma passagem pelo cabo de São Tomé, em que a costa é baixa, e só temos o Rádio farol para determinarmos nossa posição.
Mas antes de demonstrar como funciona este método, precisamos saber como executar o "transporte de uma Linha de Posição".
Como já falamos, precisamos de no mínimo duas linhas de posição para poder determinarmos o ponto. Mas só temos um farol para determinarmos este ponto. Vamos proceder da seguinte maneira:
- Primeiro faremos uma marcação anotando a hora e o odômetro ou log. Espere até que a marcação deste mesmo objeto em terra varie no mínimo 30 e efetua-se a segunda observação anotando os novos valores da marcação, hora, log. e o rumo navegado neste mesmo intervalo entre a primeira e segunda marcação, com esses dados faremos seguinte:
a) Converta todas as marcações e o rumo para verdadeiro.
b) Plota-se a primeira marcação na carta, a partir do objeto escolhido, no caso o farol de São Tomé.
c ) Escolha um ponto qualquer sobre a primeira marcação e o chamaremos de "A".
d) A partir deste ponto "A" plota-se o rumo navegado no intervalo entre marcações.
e) Sobre o rumo plotado, plota-se a distância navegada entre as marcações e teremos um ponto que chamaremos de "B".
f) A partir da primeira marcação, traçaremos uma paralela (isto chama-se transporte ) em que passe sobre o ponto "B". Assim simulamos que a primeira marcação do mesmo ponto que a segunda.
g) Plota-se a segunda marcação. Onde houver a interseção da segunda marcação com a linha transportada. Este será nosso ponto de posição.
EX.: Marcamos a torre do farol de São Tomé aos 90 as 10:15. Navegamos no rumo de 165 e às 11:45 tínhamos navegado 10 milhas e marcamos o mesmo farol aos 050
C) A posição por enfiamento e marcação é como a posição
por marcações simultâneas, mas neste caso é de grande valia para sabermos em que altura de um canal estamos, ou quando passamos por um enfiamento, quisermos ter nossa posição com apenas uma marcação.
No momento em que estamos sobre o enfiamento, tiramos uma marcação de outro objeto em terra, e com isto temos as duas linhas de posição e uma o enfiamento e a outra a marcação deste outro objeto.
D ) 0 método para determinarmos a nossa posição através de uma marcação e a batimetria, não tem muita precisão mas, pode nos dar uma idéia de onde estamos.
Para este método devemos ter:
a) A marcação cruzando perpendicularmente as linhas isóbatas.
b) Que a variação no fundo seja bem definida, não valendo grandes áreas de igual ou pouca variação na profundidade.
c) A leitura do eco-sonda corrigida.
EX.: Marcamos um farol aos 265 verdadeiros e nossa leitura na sonda marcou 8 metros, qual a nossa posição?
OBS.: A sonda está calibrada para o nosso calado e a correção da maré é de 1m.
E) A posição por círculo de igual distância é um bom método quando possuímos um radar. Só necessitamos identificar dois pontos na tela do radar e medir com o auxílio do "círculo de distância variável" (VRM), que é um dos recursos que um radar possui, operado através de um botão.
Com os valores das distâncias, vamos até a carta e plotamos um círculo em que o centro seja o objeto observado e o raio seja a distância obtida, a interseção dos círculos será o nosso ponto.
Normalmente este método nos traz ambigüidade, pois as circunferências cruzam entre si em dois pontos. Mas isto só será problema, quando ambas as interseções estiverem no mar, isto pode ocorrer durante uma entrada em um canal. Na duvida nossa posição poderá ser resolvida com uma terceira observação (uma marcação, sondagem, distância de um outro objeto, etc...).
CAPÍTULO VI
6.1) ABATIMENTO OU DERIVA
6.2 ) CÁLCULO PARA 0 ABATIMENTO
6.1) Quando estamos navegando com a nossa embarcação estamos nos movendo em relação a água, e não em relação ao fundo do mar. Durante nossa derrota necessitaremos corrigir periodicamente para podermos alcançar o nosso destino, e estas pequenas correções que necessitaremos fazer com uma certa freqüência, são provocadas por uma série de fatores que agem sobre nosso barco, fazendo com que ele saia da derrota anteriormente planejada.
A ação da embarcação sai de sua derrota planejada devido a fatores diversos chamamos de "ABATIMENTO" ou deriva. 0 abatimento pode ser causado por diversos fatores , como por exemplo:
a) As correntes oceânicas e das mares.
b) 0 estado geral do mar, as ondas tendem a desviar o barco de seu rumo desejado.
c) Erro do timoneiro em levar o barco no rumo.
d) Erro nos instrumentos (agulha, odômetro).
6.2) Quando determinamos nossa posição estimada e no mesmo instante de tempo, verificamos que não coincide com a posição observada, veremos que haverá uma diferença angular entre o rumo traçado (estima) e o rumo seguido pela embarcação. Esta diferença angular, entre o ponto estimado e o observado, será o nosso abatimento e se nós não aplicarmos uma correção para o abatimento sobre o novo rumo, nunca chegaremos ao nosso destino.
Para corrigir o novo rumo, basta ver a diferença angular
entre o rumo traçado (estima) e o rumo navegado, e aplicar esta diferença sobre o novo rumo, mas para o bordo oposto ao da deriva.
Por exemplo, o nosso abatimento foi de 5 para BE com um rumo de 065, nós teremos que aplicar uma correção de 5 para BB, para obter o rumo corrigido, isto quer dizer navegar com um rumo de 055
CAPITULO VII
PUBLICAÇÕES NÁUTICAS
7.1) ROTEIRO
7.2) LISTA DE FAROL
7.3) AUXÍLIO RÁDIO
7.4) TÁBUA DE MARÉS
7.5) RIPEAM
?.6) CARTA ESPECIAIS
As publicações náuticas, são muito importantes a bordo no auxílio a navegação, elas deverão estar sempre atualizadas, através do "Aviso aos Navegantes" que tem distribuição gratuita em qualquer posto de venda de publicações náuticas autorizado. Adiante, vamos ver como estas publicações podem nos ser de grande valia a bordo.
7.1) 0 roteiro é dividido em três volumes. Ele nos faz a discrição da costa e portos, nos dá as informações meteorológicas médias, através do ano, para cada ponto de observação meteorológica da Marinha, ex: Rio de Janeiro, Cabo Frio etc. O roteiro ainda traz muitas informações uteis e práticas ao navegador .
Os três volumes do Roteiro são:
a) Costa Norte - Do Rio Oiapoque ao Cabo Calcanhar incluindo o rio Amazonas, Penedos de São Pedro e São Paulo e Arquipélago de Fernando de Noronha.
b) Costa Leste - Do Cabo Calcanhar ao Cabo Frio incluindo
as ilhas de Trindade e Martins Vaz .
c) Costa Sul - Do Cabo Frio ao Arroio Chui , incluindo as Lagoas do Pato e Mirim.
7.2) A Lista de Farol é apresentada em apenas um volume, mas dividido da mesma forma, Costa Norte, Leste e Sul.
A Lista de Farol nos fornece as principais informações de todos os faróis da costa, tais como:
- Nome do Farol
- Alcance do foco do Farol
- Coordenadas do Farol
- Descrição das cores e tipo de construção
- Data da instalação e última reforma
- Período do foco e tipo
- Outros
A introdução nos dá toda a informação necessaria para o
seu uso .
7.3) A Lista de Auxílio Rádio é indispensável quando temos a bordo, um rádio receptor e um rádio goniômetro. Ela nos fornece as informações necessárias sobre as estações de Radiogoniometria, Rádio faróis, Boletins meteorológicos, trafego de socorro, Alarme e Urgência, além dos sinais horários; para acertarmos nosso relógio a bordo.
7.4) Tábua de Marés nos fornece a hora e variação da maré nos principais portos do país.
7.5) Ripeam é o Regulamento Internacional para evitar abalroamento no Mar, ele tem as explicações necessárias à boa condução da nossa embarcação.
7.6) As Cartas Especiais são várias. As principais são a 12.000, é a carta que nos fornece o significado de toda a simbologia usada nas Cartas Náuticas e a Carta Piloto nos fornece a direção e intensidade dos ventos e correntes temperaturas da água e ar para cada mês do ano.
CAPÍTULO IX
EXERCÍCIOS:
1) Sendo Rag. - 176, Decl. Mag. - 17,8W e Desvio de Agulha = 2W, qual o Rumo Verdadeiro?
2) Dado o Rumo de Agulha (Ra), a Declinação magnética (Dec. Mg.) e o Desvio (D), qual o Rumo Verdadeiro?
a) Ra - 316; Dec. Mg. - l6W; D = 2E
b) Ra - 000; Dec. mg. - 12W; D = 3W
c) Ra - 358; Dec. Mg. - 14E; D = 5E
d) Ra - 019; Dec. mg. - 22W; D = 7E
e) Ra - 212; Dec. Mg.- 19W; D = 9W
f) Ra - 133; Dec. mg. - 31W; D = 0
g) Ra - 286; Dec. mg. - l0E; D = 1W
3) Corrigir as seguintes marcações de Agulha (Ma):
a) Ma - 212; Dec. mg. - 17W·D= 2E
b) Ma - 122; Dec. mg. - 13E; D= 3W
c) Ma - 185; Dec. mg. - 13W; D= 3E
d) Ma - 021; Dec. mg. - 21W; D= 0
4) Dado a Dec. Mg. para o ano indicado e a variação anual, pede-se a Dec. Mg. para o ano de 1978;
a) Dec. Mag. - 17W ANO 1970 aumento anual 8'
b) Dec. Mag. - 17E ANO 1965 diminuindo anualmente 9'
c) Dec. Mag. - 10W ANO 1972 aumento anual 6'
5) Dando o rumo verdadeiro (R), a Dec mg e o Desvio(D); Qual o rumo de agulha (Ra)?
a) R= 000; Dec. Mg. = 16W; D= 5E
b) R= 332; Dec. Mg. = 21W; D= 3W
c) R= 122; Dec. Mg. = 19E; D= 2E
d) R= 131; Dec. Mg. = 11W; D= lW
e) R= 171; Dec. Mg. = 8W; D= 0
6) Plotar as seguintes coordenadas:
SUL OESTE
a) 24,03'0 46,16'.0
b) 29,38',7 45,13'.3
c) 23,49'.5 45,09'.5
d) 24,09'.0 45,41'.5
e) 24,21'.0 46,10'.5
7) Qual as coordenadas dos seguintes pontos?
a) Ilha da Vitória
b) Pta. do Boi
c) Pedra do Corvo (Bertioga)
d) Farol de Alcatrazes
8 ) Você está com seu barco fundeado 3' ao Norte da I. Montão de Trigo e deseja ir a um ponto em que marca o farol da Ponta da Sela aos 056 de agulha a uma distância de 6 milhas. Tendo uma Dec. Mg. de 21W e um desvio de agulha 3E, pergunta-se:
a) Qual a marcação de agulha do Montão de Trigo no ponto inicial?
b) Qual a marcação verdadeira da Ponta da Sela no ponto final?
c ) Qual a marcação Polar e Relativa ao passarmos pelo traves da Ilha de Toque - Toque?
d) Qual o rumo de agulha e distância entre o ponto inicial
e o ponto final?
e) Quanto tempo que levaremos para fazer o percurso, se nossa velocidade é de 5.5 nós
9) Estamos em um ponto em que marca a Ilha da Moela aos 261de agulha e o farol da pedra do corvo aos 331 de agulha, e desejamos ir a um ponto 5' ao Sul de Pta. do Boi. Sabendo que a Dec. Mg. é de 19W e o Desvio de Agulha é de 2W, pergunta-se:
a) Qual o Rag. e a distância do ponto inicial ao ponto final ?
b ) Qual a marcação de agulha e verdadeiro da Ilha dos Búzios e quando chegaremos ao nosso ponto final?
c) Qual Lat. e Long. do ponto final?
d) Se durante nossa singradura resolvêssemos arribar para a Ilha Bela, que carta deveríamos usar?
10) Determinar a distância do horizonte para as seguintes elevaçoes:
a) 1.3m
b) 5.6m
c) 17 m
d) 21 m
11) Você está no ponto inicial na Lat. 24,00'.0"S e Long. 45,19'.O"W e deseja ir a um ponto de Lat. 23,42'.0"S e Long. 45,09'.O"W Decl. Mg. 22W, Desvio de Agulha de 5E:
a) Durante nossa singradura, nós avistaremos o Farol da I. da Vitória? Por que?
b) Ao chegarmos no ponto final, avistaremos o Farol de Ponta das Canas?
c ) Qual o Rag e Rmg entre o ponto "A" e·"B"?
12) Nós estamos em um ponto em que marcamos a Ilha da Moela aos 265 de Agulha e o Farol da Pedra do Corvo aos 335 de Agulha. Você navegará no Rag 150 até um ponto "B" em que o terá atingido ao marcar a Ilha da Sapato aos 015 de agulha. E daí para um ponto "C" que marque a Ponta da Sela ao Norte com uma distância de 6 milhas.
Dec. Mg. = 22W
Desvio de Agulha = 3W
a) Qual a marcação verdadeira da Ponta da Enseada no ponto inicial?
b) Considerando nosso Rumo Verdadeiro de 125, qual a MP e relativa da Ilha da Sapata?
c) Qual o Rumo de Agulha e o Rumo Magnético entre o ponto "B" e "C"?
d) Qual a Lat. e Long. do ponto de guinada?
e) Qual a Mmg. da ponta do Boi no ponto final?
f ) Durante a nossa singradura entre os pontos "B" e "C" nós marcamos a Ilha de Alcatrazes e a Ponta da Sela, encontrando a seguinte posição LAT 24,06'.0" LONG. 045,32'.5"W. Pergunta-se:
Qual o rumo verdadeiro de fundo até esta posição? Qual o
valor do Abatimento? Qual o rumo de agulha corrigido para podermos alcançar o ponto "C"?
g) Qual o significado de Lp.B.l0 seg. 70 m.22M encontrado abaixo do farol ponta do Boi?
13) Com um valor de Abatimento de 8BB e um rumo verdadeiro de 122, qual será o rumo corrigido?
14) Com um rumo verdadeiro de 025 e um rumo de fundo 037 qual o valor do abatimento e qual o rumo verdadeiro corrigido?
15) Com um rumo verdadeiro de 255 e um abatimento de 5BB qual o rumo verdadeiro corrigido?
16) Você está em uma posição 6 milhas ao Sul da Pta. da Sela, e você deseja ir a um ponto "B", em que governar na Rag. 298 durante 2 horas e 18 minutos mantendo uma velocidade de 6 nós.
Decl. Mg. = 18W, Dag = 0
a)Qual as coordenadas do ponto "A" e "B"
b )Qual o RV entre o ponto "A" e "B"? .
c)Quais as marcações de agulha e relativa da ilha de Toque - Toque?
17) Se as 1400 fazemos a marcação verdadeira do Montão de Trigo aos 345 e ás 1445 nós marcamos novamente aos 020 verdadeiro, e o nosso odômetro marcou uma distância percorrida no período de 5 milhas e o nosso rumo verdadeiro foi de 295:
a) Qual a nossa Lat. e Long. na 2 marcação?
18) As 1100 marcamos a Ilha Vitória aos 065 verdadeiros e
as 1130 marcamos novamente a mesma ilha aos 105 verdadeiros, percorremos uma distância de 4 milhas no período, no rumo de l80 Verdadeiros. Qual será nossa Lat. e Long. na 2 marcação?
19) Com a 1 marcação da Ilha de Alcatrazes aos 165 Verdadeiros e a segunda aos 205 Verdadeiros, navegando em um rumo de 245 e uma distância 2,5MN entre a 1 e 2 marcação, qual a nossa Lat. e Long. na 2 marcação?
a) Qual a marcação verdadeira da ponta da enseada no ponto inicial?
b) Considerando nosso rumo verdadeiro de 125, qual a MP e relativa da Ilha da Sapato
c) Qual o rumo de agulha e o rumo magnético entre o ponto "B" e "C"
d) Qual a Lat. e Long. Do ponto de guinada?
e) Durante a nossa singradura entre o ponto "B" e "C" nós marcamos a Ilha de Alcatrazes e a Ponta da Sela, e encontramos uma posição de 24,06'.0"S e 045,32'.5"W. Pergunta-se: Qual o rumo verdadeiro de fundo nesta posição e qual o rumo de agulha corrigido para podermos alcançar o ponto "C"?
g) Qual o significado de Lp.B.10seg.70m.22M encontrado abaixo do farol da Ponta do Boi?
13) Com um valor de abatimento de 8BB, um rumo verdadeiro de 122, qual será o rumo verdadeiro corrigido?
14) Com um rumo verdadeiro de 025 e rumo de fundo 037, qual o valor do abatimento e qual o rumo verdadeiro corrigido?
15) Com um rumo verdadeiro de 255 e um abatimento de 5 BB, qual o rumo verdadeiro corrigido?
16) Você está em uma posição 6MN ao Sul da Ponta da Sela, e deseja ir a um ponto "B", em que deverá governar a embarcação no Rag 298 durante 2 horas e 18 minutos e, mantendo uma velocidade de 6 nós. Sabendo-se que a Decl. Mag. é de 18W e a Dag. = 0.
a) Qual as coordenadas do ponto "A" e "B"?
b) Qual o rumo verdadeiro entre os pontos "A" e "B"?
c) Quais as marcações de agulha e relativa da ilha de Toque - Toque?