Esteróides Anabolizantes & outros Ergogênicos

Este guia foi originalmente desenvolvido para praticantes de fisiculturismo, contudo é altamente recomendado à atletas de vale-tudo visto que quase a totalidade desses atletas mantêm uma rotina de treinamento com pesos com o objetivo de aumento de força e de massa muscular.

 

ESTERÓIDES ANABÓLICOS E OUTROS ERGOGÊNICOS

 

Não tenho dúvida de que muitos adquiriram este guia com o objetivo principal de aprender um pouco mais a respeito do uso de esteróides anabólicos. Se este for o seu caso, não se esqueça de que o culturismo é uma atividade muito interativa, de forma que de quase nada adianta ter um bom conhecimento sobre esteróides anabólicos, mas treinar e/ou se alimentar inadequadamente; portanto, sempre pesquise e aprenda sobre todos os aspectos do esporte.

Apesar de que atletas de várias modalidades, tais como corredores, nadadores, jogadores de futebol e atletas de outros esportes fizeram ou ainda fazem uso destas substâncias com o objetivo de melhorar a performance, é entre levantadores olímpicos, basistas e culturistas que se observa o maior uso de drogas pelo seu drástico resultado, quanto ao aumento do volume muscular e da força.

Os esteróides anabólicos foram e são extremamente estigmatizados pelos meios de comunicação, pelos órgãos de regulamentação esportiva e por alguns integrantes da comunidade científica. Principalmente no meado da década de 80, a mídia ressaltou os efeitos malévolos do uso de esteróides correlacionando-os com temperamento violento e com o desenvolvimento de doenças como o câncer do fígado e da próstata. Foram tantas histórias sensasionalistas que as emoções ficaram acima da lógica. Esta tendência ainda prevalece para a maioria.

[CLIQUE AQUI PARA COMPRAR ESTERÓIDES]

Não quero dizer que esteróides sejam drogas seguras. Esteróides anabólicos são, sim, drogas poderosas que podem causar sérias conseqüências se usadas em excesso, se misturadas ou se automedicadas.

De fato, milhares de drogas que as pessoas tomam todos os dias também podem causar conseqüências sérias e muitas são várias vezes mais tóxicas do que os esteróides anabólicos. Por exemplo, milhares de pessoas que tomam o diurético Lasix (mencionado no guia sobre Nutrição) para combater simples retenção hídrica, podem morrer por dosagem um pouco superior à prescrita pelo médico. A “inocente” aspirina mata mais do que 400 crianças por ano.

E os esteróides? Evidências clínicas observam que os efeitos colaterais provocados por essas drogas são, na maioria das vezes, reversíveis. Entre os mais sérios efeitos encontram-se a toxidade hepática e o aumento do colesterol sérico, os quais podem ser monitorados através de medidas específicas.

Como a AIDS, o aborto e a pena de morte o uso de esteróides anabólicos se tornou um assunto emocional. Um assunto se torna emocional quando a emoção ultrapassa a razão, quando a especulação científica prevalece sobre fatos científicos. É pena que o assunto “esteróides anabólicos” tenha despertado tanta emoção, pois assim se tornou muito difícil encontrar pesquisas e estudos científicos relevantes sobre o assunto, porque os pesquisadores no mundo inteiro ficaram com receio de conduzir estudos nessa área por medo de represália pública. Assim deixamos, por enquanto, de ter um esteróide perfeito com o mínimo ou nenhum efeito colateral. Apesar disso mais recentemente, relaciona-se o uso de esteróides como medicação terapêutica para a AIDS e como método contraceptivo masculino.

Repetimos, como qualquer outra droga, os esteróides devem ser prescritos por um especialista que também deve encarregar-se de monitorar os efeitos colaterais, reajustar a dose, trocar o esteróide ou finalizar um ciclo. Porém, sem hipocrisia, sabemos que é possível comprar essas drogas sem prescrição médica. Não é isso que significa livre arbítrio?

Como consideramos que a droga mais perigosa é a ignorância, neste guia, para esclarecimento, iremos estudar como os esteróides funcionam, relacionando os principais existentes no mercado, e como vêm sendo utilizados no mundo do culturismo. Só assim, através do conhecimento, é que podemos fazer uma análise séria e decidir entre utilizar esteróides anabólicos ou não, se vale a pena se automedicar e correr riscos ou ir ao especialista. Escolha, mas conheça primeiro o candidato.

Cremos que, em nosso país, já atravessamos a adolescência da democracia, a muitas custas, mas ainda estamos aprendendo. Tal como o político mentiroso temos certeza de que você não engolirá mais aquela do culturista de 130 Kg que proclama ter construído toda a sua massa muscular às custas de “Massa 5.000” ou aquela da vizinha que disse para a sua mãe que o filho da cunhada de uma conhecida morreu por uso de esteróides anabólicos, sem mencionar que estava viciado em cocaína e era portador do vírus da AIDS.

O aspecto moral também deve ser mencionado quando relacionamos o uso de drogas com o objetivo de melhorar a performance no esporte.

É justo competir sob o efeito de drogas com outros atletas que competem naturalmente? É óbvio que não. É por isso que as diversas federações esportivas colocam os esteróides na lista de medicamentos proibidos, num esforço de colocar em nível de igualdade os competidores e salvaguardar a sua saúde. De forma que, antes de se envolver com o uso de esteróides, verifique se, na sua competição, existem testes para detectar a presença de drogas nos atletas. Caso positivo, você correrá o risco de ser apanhado se estiver utilizando qualquer droga proibida e de ser desqualificado da competição, quando não banido para sempre do esporte. Existem formas de camuflar a presença de esteróides na corrente sangüínea, através da redução progressiva da administração de esteróides antes da competição, através do uso de esteróides de eliminação rápida (como é o caso da maioria dos orais), através do uso de diuréticos etc., mas ainda assim o atleta correrá o risco de ser apanhado. Novamente, a decisão é sua.

 

Quer comprar ergogênicos e não sabe onde?

Então clique aqui!

 

O QUE SÃO ESTERÓIDES?

 

Esteróides são hormônios, responsáveis pela harmonia das funções primordiais no organismo. Além dos esteróides temos a insulina, o glucagon (estudados no guia sobre Nutrição), os hormônios da tiróide e outros.

Existem três categorias básicas de esteróides. Estrógenos (hormônio feminino) – produzidos no ovário e encarregados de produzir os caracteres sexuais femininos. Andróginos (hormônio masculino) – produzidos principalmente nos testículos e responsáveis pela produção das características sexuais masculinas, tais como a massa muscular, a força, a barba, o engrossamento da voz, a velocidade de recuperação da musculatura, o nível de gordura corporal e outros. Ambos os sexos produzem os dois hormônios. Os estrógenos são predominantes na mulher, muito embora o ovário e a glândula adrenal produzam pequenas quantias de andróginos. O mesmo ocorre no organismo masculino, onde estrógenos são produzidos em pequenas quantidades nos testículos. O último tipo de esteróide é a cortizona , que é produzida por ambos os sexos e tem efeito analgésico e anti-inflamatório. Os esteróides anabólicos são um subgrupo de andróginos.

O que os atletas desejam são os efeitos anabólicos dos andróginos. Mesmo sendo do sexo masculino a intenção é administrar quantias extras de esteróides anabólicos e beneficiar-se dos seus efeitos positivos. Mas não é assim tão simples.

Devemos entender que existem nessas substâncias propriedades androgênicas e anabólicas em diferentes níveis, dependendo do esteróide, já que existem diferentes tipos de esteróides. O que se deseja, com a administração de esteróides anabólicos, são as propriedades anabólicas como o aumento da massa muscular, a velocidade de recuperação da musculatura e o controle dos níveis de gordura corporal, ao passo que os efeitos androgênicos, tais como a ginecomastia e o acúmulo de gordura pretende-se evitar.

A indústria química produz tipos de esteróides com diferentes níveis de poder anabólico e androgênico, mas, infelizmente, os mais poderosos anabolicamente também são fortemente androgênicos. Um esteróide perfeito, 100 % anabólico e 0 % androgênico, ainda não existe.

 

MECANISMO DE FUNCIONAMENTO DOS ESTERÓIDES

 

Devemos esclarecer, primeiro, que ninguém sabe exatamente como os esteróides anabólicos funcionam e, segundo, que não iremos muito a fundo neste assunto, mas salientaremos aquilo que for mais relevante e útil. Caso contrário, teríamos que escrever outro guia só para isso e creio que poucos de vocês estão interessados em altas elucubrações científicas.

Basicamente, os esteróides são moléculas que podem se incorporar à corrente sangüínea através de administração oral via estômago e intestino ou injetada. A partir daí estas moléculas viajam pela corrente sangüínea como mensageiros, procurando um local específico para entregar a sua mensagem. Este modelo teórico de receptor de mensagem é denominado cito receptor .

Estes citos receptores estão presentes na molécula muscular, nas glândulas sebáceas, nos folículos capilares, em várias outras glândulas e em certas regiões do cérebro. A capacidade destas células de receber os diversos tipos de esteróides é denominado de afinidade . Em palavras simples, a célula e o esteróide devem se gostar.

Os mensageiros devem existir em forma livre na corrente sangüínea e não ligados a outra molécula para que sejam efetivos. Ocorre que uma porcentagem muito grande de esteróides está ligada a outra molécula, sendo assim incapaz de entregar a sua mensagem.

Quanto mais esteróides livres existirem na corrente sangüínea, mais esteróides estarão disponíveis para os citos receptores.

Outra consideração importante a se fazer:

•  Algumas pessoas são premiadas com mais citos receptores do que outras, mas isso é uma questão genética que ninguém pode mudar.

•  Parece haver um fechamento dos citos receptores, quando um determinado esteróide é muito utilizado.

•  Existem pessoas que têm mais afinidade a certos tipos de esteróide do que outras.

 

Retomando, ainda não existe um esteróide perfeito, totalmente livre, altamente anabólico, não androgênico e com alta afinidade aos citos receptores.

A molécula de esteróide viaja pela corrente sangüínea, entregando a sua mensagem a diversas células receptoras ou se modifica em outro tipo de componente e eventualmente é excretada pela urina, fezes e/ou pelo suor. A estrutura modificada da molécula de esteróide que permanece flutuando na corrente sangüínea, eventualmente, é recebida por outro tipo de receptor e pode influenciar diferentes mecanismos no corpo. Esta é uma das razões de alguns efeitos colaterais causados por esteróides. Alguns esteróides como a testosterona, variam na sua habilidade em se converter em um componente denominado Dihidrotestosterona (DHT) , indesejável para pessoas sexualmente maduras. Essa conversão é provocada por uma enzima denominada 5-alpha-redutase. Dentre os efeitos indesejáveis estão: perda de cabelo (calvície), crescimento de pêlos no corpo e barba, acne e aumento da próstata.

Os esteróides também podem se converter em estrógenos por um processo denominado de aromatização .

Os efeitos desejáveis (anabólicos) promovidos pelos esteróides são os seguintes:

•  Os esteróides podem aumentar a força de contratibilidade da célula muscular, através do aumento do armazenamento de fósforo creatina (CP). Essa substância ajuda a repor o trifosfato adenosina (ATP) que é a principal fonte de energia do músculo. Isso ocorre em uma complexa seqüência de eventos denominados ciclo de Crebs, seqüência essa que depende de várias enzimas. Em outras palavras, quanto mais fósforo creatina armazenado no músculo houver, mais forte e denso este será.

•  Os esteróides promovem balanço nitrogenado positivo (mencionado no guia sobre nutrição). Essa é mais uma forma de aumentar a força muscular e também o volume. O nitrogênio é conhecido como o componente de crescimento na proteína. Manter equilíbrio nitrogenado positivo é fator fundamental para o crescimento e força muscular. Isso é obtido pelo consumo freqüente e em quantidade suficiente de proteínas e pode ter o seu grau de retenção significativamente aumentado por uso de esteróides anabólicos.

•  Os esteróides aumentam a retenção de glicogênio. Essa substância derivada da quebra de carboidratos é a fonte secundária de energia para o músculo. Tão logo tenham se esgotado as reservas de ATP, que fornecem energia para esforços de respostas rápidas com duração de apenas alguns segundos, o glicogênio passa a entrar em cena para manter o suprimento de energia, caso o esforço se prolongue. Qualquer aumento na retenção dessa substância resulta no aumento do volume muscular. Portanto, é conveniente encher a célula de glicogênio. É a isso que se refere a dieta de supercompensação estudada no guia sobre nutrição. Ou seja, podemos atingir otimização da retenção de glicogênio intracelular manipulando a dieta, sendo que o uso de esteróides irá favorecer essa retenção, esteja a pessoa nesta dieta ou não.

•  Os esteróides favorecem a captação de aminoácidos. Os aminoácidos (proteínas) são os “tijolos” de construção da massa muscular. Hormônios como a insulina, GH e a testosterona favorecem a síntese de aminoácidos. Ocorre que com o uso de esteróides anabólicos esta síntese de aminoácidos não depende tanto da insulina. Quando o corpo secreta muita insulina, pode aumentar o acúmulo de gordura corporal.

•  Os esteróides anabólicos bloqueiam o cortisol. Como foi visto no guia sobre nutrição, o cortisol é um hormônio catabólico liberado por estresse emocional e também após treinamento árduo. Este hormônio pode suprimir a produção natural de testosterona do organismo já que estes são antagonistas e travam uma batalha para decidir se o músculo irá crescer ou definhar-se. O cortisol também torna o organismo mais susceptível a gripes e resfriados por suprimir mecanismos imunitórios. Sugere-se que os esteróides anabólicos em grande parte favorecem o crescimento muscular devido a seu efeito na atividade do cortisol no corpo humano.

 

•  TIPOS DE ESTERÓIDES

 

Existem ou existiram diversas formas de esteróides anabólicos sintéticos produzidos pela indústria farmacêutica: creme, supositório, selo de fixação na pele e sublingüal, porém os mais conhecidos e utilizados são os que seguem:

A. Orais . Estes vêm em forma de comprimidos. Dependendo da dosagem, a droga é usualmente parcelada durante o dia. Uma vez ingerida, a droga passa pelo estômago, é absorvida pelo pequeno intestino, processada no fígado e então passa a ser disponível na corrente sangüínea.

A tendência do fígado é destruir qualquer substância estranha ao corpo humano, de forma que cientistas tiveram que modificar a estrutura química da maior parte dos esteróides orais para evitar que estes fossem destruídos pelo fígado . Para isso, a estrutura química dos esteróides foi alterada por um processo denominado de 17 alpha alcalinização. Esse processo preserva as propriedades ativas dos esteróides, mas como desvantagem, a alcalinização provoca uma grande sobrecarga no fígado. Ocorre que o fígado é forçado a lutar contra algo que não pode processar e assim é danificado.

Os esteróides anabólicos orais de alta toxidade, como Hemogenim (oximetolona) e Halotestin (fluoximesterone), são evitados, só sendo utilizados com grandes intervalos e moderação para evitar os efeitos colaterais. Mas nem todos os orais são tóxicos. O Androxon (undecanoato de testosterona) parece ter efeito tóxico mínimo para o fígado, porém não é muito bem aceito pela comunidade de culturistas e o Anabol (metandrostenolona), se utilizado sensatamente, parece ser muito pouco nocivo para o fígado.

De qualquer forma, seja qual for o esteróide utilizado, o acompanhamento médico é essencial. Só assim podem ser solicitados exames de sangue apropriados para detectar irregularidades no fígado, indicando-se assim a necessidade de parar com o esteróide causador do dano ou ajustar com outro menos tóxico.

 

B. Injetáveis . Todos os esteróides injetáveis devem ser administrados via intramuscular e não intravenosa ou subcutânea. A maior parte são dissolvidos em base oleosa, mas alguns são dissolvidos em água. Os dissolvidos em água, também conhecidos como suspensão aquosa, tais como Winstrol e propionato de testosterona, são assim denominados por necessitarem ser agitados para tornar a mistura água/esteróide homogênea. Estes não possuem boa reputação entre culturistas por serem mais suscetíveis a bactérias, ao passo que os de base oleosa possuem agentes anti-bacterianos mais eficientes.

Os esteróides injetáveis são considerados menos nocivos do que os orais, porque não passam por processo de alcalinização. Estes esteróides passam para a corrente sangüínea via muscular. Outra vantagem é que os esteróides injetáveis de base oleosa permanecem na corrente sangüínea por mais tempo, visto que o óleo se dissipa lentamente do local da aplicação devido a sua viscosidade. Desta forma, enquanto os orais devem ser administrados diariamente, os injetáveis podem ser administrados a cada semana ou de duas em duas semanas.

A desvantagem dos injetáveis é que eles são mais tóxicos para os rins.

[CLIQUE AQUI PARA COMPRAR ESTERÓIDES]

 

EFEITOS COLATERAIS

 

Muitos efeitos colaterais de longo e curto prazo são relacionados com o uso de esteróides anabólicos. Efeitos colaterais, como calvície e acne, não são ameaças à vida, mas podem ser psicologicamente preocupantes, ao passo que a hipertrofia da próstata é uma conseqüência que não pode ser ignorada.

O fato é que os efeitos colaterais são relacionados, mas daí a admitir que, usando esteróides anabólicos você terá estes efeitos colaterais é o mesmo que assumir que não os utilizando você jamais terá estes problemas. Aposto que você tem um tio careca que jamais utilizou esteróides.

Alguns usuários de esteróides anabólicos parecem escapar dos efeitos colaterais, enquanto outros sofrem um ou mais desses efeitos. Tudo depende da predisposição genética, fato que a mídia normalmente não menciona.

O principal culpado pelos efeitos colaterais provocados pelo uso de esteróides anabólicos é um hormônio denominado Dihidrotestosterona (DHL). Este hormônio é convertido no corpo a partir da testosterona por uma enzima denominada de 5-alpha-redutase. Dentre os efeitos indesejáveis provocados por este componente estão:

 

•  CALVÍCIE

A Dihidrotestosterona faz com que o folículo capilar pare de crescer cabelo. Homens com tendência à calvície tem mais concentração de DHL e afinidade a androgênicos no folículo do cabelo. Como medida paliativa, algumas pessoas utilizam androgênicos tópicos como minoxidil e polysorbate 80, mas com pouco ou nenhum resultado para a maioria. Muito embora pareça que a persistência no uso destas substâncias seja o melhor. O resultado parece ser obtido com mais consistência após meses de aplicação contínua.

 

•  HIPERTROFIA PROSTÁTICA

Também observa-se que DHL tem importante papel no mecanismo de aumento prostático. Este problema acontece com homens de mais idade, nos quais naturalmente a quantidade de DHL é maior. Só nos Estados Unidos ocorrem aproximadamente 400.000 prostatectomias anuais. Isso é um problema sério para muitos homens. A solução para esse problema é uma classe de medicamento denominado de inibidor de alpha-redutase. Como o nome diz, este medicamento inibe a enzima que converte a testosterona em DHL. Uma dessas drogas, comercialmente disponível, denomina-se Proscar. Infelizmente, essa droga pode ocasionar efeitos colaterais, como impotência, perda de interesse sexual e dores de cabeça em um número pequeno de pessoas. Você arrisca?

 

•  ACNE

A DHL também se relaciona com a formação de acne por fazer com que a glândula sebácea produza mais óleo, combinando isso com bactérias do ar, pele seca e outros, forma-se a acne. Como medida paliativa, podem-se utilizar remédios tópicos como retin-A, mas com a desvantagem de ocasionar vermelhidão na pele.

 

 

Os esteróides variam quanto a sua tendência em se converter em DHL. Drogas ricas em andrógenos, como oximetolona (Hemogenim), tendem a se converter rapidamente em DHL, enquanto drogas como oxandrolone (Anavar) e decanoato de nandrolona (Deca-Durabolim), não se convertem em DHL facilmente, não tendo dessa forma efeito pronunciado em relação à perda de cabelo, à acne e ao aumento da próstata.

Outros efeitos colaterais não necessariamente vinculados à produção de DHL podem também ocorrer.

 

•  AGRESSIVIDADE

Este é um efeito bastante comum. Apesar de ter um lado positivo na academia durante treinamento, a agressividade pode ocasionar sérios problemas sociais, como perda de controle no trato com problemas triviais diários que fazem parte da vida de todos nós, podendo também ocasionar alienação e distanciamento daqueles que nos deveriam ser caros, os familiares, os amigos e os colegas de trabalho. Novamente são os esteróides mais androgênicos que causam este efeito mais acentuado. Se um atleta é mais maduro emocionalmente, terá meio caminho andado para controlar estes efeitos ou para decidir por uma droga menos androgênica.

 

•  HIPERTENSÃO

Ocorre que alguns esteróides tendem a reter água em várias partes do organismo, inclusive no sangue, fazendo com que este aumente de volume e, em conseqüência, de pressão. Os sintomas mais comuns da hipertensão são dores de cabeça, insônia e dificuldade respiratória. Esta pode também ser uma doença silenciosa, sem manifestações evidentes, o que a torna ainda mais perigosa. Dessa forma, o atleta sob o uso de esteróides deve medir a sua pressão arterial regularmente. Normalmente, a pressão limite é de 130/90 sistólica e diastólica, respectivamente, mas são necessárias algumas correções, dependendo da idade, sexo, diâmetro do braço etc, por isso só deve ser medida e interpretada por um médico. Sódio é elemento agravante, de forma que deve ser limitado na dieta por usuários de esteróides. Drogas como Dyaside, Catapres e Lasix são utilizadas no tratamento da hipertensão, mas são administradas exclusivamente com controle médico.

 

•  LIMITAÇÃO DO CRESCIMENTO

Alguns esteróides, se utilizados por longo período ou em grande quantidade, têm como efeito colateral o fechamento prematuro dos discos de crescimento localizados nas epífises ósseas. Certamente este não é um problema para usuários maduros, mas uma preocupação para os mais jovens, ainda em crescimento. Para esse problema, a única solução é acompanhar a administração de esteróides com estudos radiográficos periódicos para verificar se está havendo interferência no crescimento linear.

 

•  AUMENTO DO COLESTEROL

Os esteróides muito freqüentemente têm como efeito o aumento de LDL (mau colesterol) e a diminuição de HDL (bom colesterol). O aumento de LDL ocasiona o depósito de gordura nas artérias, aumentando o risco de enfarte e derrame. O aumento de colesterol plasmático normalmente retorna ao normal após ter cessado o ciclo de esteróides. Limitar o consumo de gorduras saturadas e a realização de atividades aeróbicas são recomendações úteis para este caso.

 

•  VIRILIZAÇÃO EM MULHERES

Pode ocorrer efeitos como crescimento de pêlos na face, engrossamento da voz, hipertrofia do clitóris e amenorréia. Para este caso a escolha de esteróides com baixo componente androgênico é o melhor, muito embora estes efeitos reduzam-se ou desapareçam com o fim do ciclo de esteróides. Os mais indicados para mulheres são Anavar, Winstrol e Primobolan.

 

•  GINECOMASTIA

Coloquialmente referida como “teta de cadela”, a ginecomastia é uma manifestação caracterizada por excessivo desenvolvimento dos mamilos em indivíduos do sexo masculino. Pode ocorrer em um ou em ambos os peitorais; usualmente, manifesta-se por uma coceira persistente e o aparecimento de um nódulo logo abaixo do mamilo. A ginecomastia normalmente aparece em 3 fases distintas da vida. Aproximadamente 60 a 90 % de bebês recém-nascidos apresentam uma pequena ginecomastia devido à presença de estrógenos na placenta da mãe. Neste caso, a hipertrofia do mamilo, normalmente, desaparece em algumas semanas. Muitos casos também se manifestam em adolescentes de 10 a 14 anos. Ocorre que em adolescentes, às vezes, a produção de estrógenos processa-se mais rápido do que a produção de testosterona, salientando-se assim caracteres femininos. E por último é a incidência de ginecomastia em homens da terceira idade que passam a converter estrógenos a partir da testosterona através de um processo denominado de aromatização. Esta hipertrofia normalmente não é cancerosa mas deve ser evitada.

A ginecomastia também pode ser desenvolvida por usuários de esteróides anabólicos, especialmente por aqueles que utilizam esteróides mais androgênicos. Ocorre que estes são os mais suscetíveis à aromatização e a ginecomastia é um dos efeitos da aromatização. Às vezes, este processo é tão saliente que o nódulo formado abaixo do mamilo começa a atrair qualquer gordura existente em volta, aumentando ainda mais a saliência.

A melhor forma de tratar a ginecomastia é evitar que ela apareça. Citrato de tamoxifeno (Nolvadex) é um antagonista de estrógenos que trabalha bloqueando os receptores de estrógenos, sendo o medicamento mais usado entre os usuários de esteróides anabólicos. O citrato de tamoxifeno é usado principalmente para tratar câncer de mama em mulheres. Este medicamento pode causar a redução parcial da ginecomastia. Como lado negativo, o uso de Nolvadex vem sendo relacionado com o desenvolvimento de câncer de fígado e uterino em mulheres que se servem dele por longo período.

A melhor forma de evitar a ginecomastia é não utilizar esteróides anabólicos, mas, se isto for inevitável, o melhor é utilizar aqueles que pouco aromatizam, ou seja, os menos androgênicos. Em caso de persistência, a ginecomastia pode ser removida cirurgicamente por um bom cirurgião plástico.

 

•  DOR DE CABEÇA

Também ocasionada pelos esteróides mais androgênicos, é um dos efeitos da elevação da pressão arterial. Limitar o uso de esteróides altamente androgênicos e controlar a pressão arterial é a principal medida. O uso de H.C.G. (gonadotrofina coriônica humana) também pode ocasionar ligeira enxaqueca.

 

•  IMPOTÊNCIA E ESTERILIDADE

 

No início de um ciclo de esteróide, normalmente o homem passa por um período de excitação sexual com o aumento na freqüência de ereções. Porém, este efeito tem duração de algumas semanas, revertendo-se gradualmente para a perda de interesse sexual. Esta redução de libido sexual é resultado do cessamento ou redução na produção natural de testosterona devido à elevação excessiva de testosterona no corpo, proveniente da administração de esteróides anabólicos. Qualquer sintoma de impotência é temporário e cessa à medida que o esteróide deixa de ser administrado.

Atletas que fazem ciclos de esteróides muito longos, periodicamente administram HCG (gonadotrofina coriônica humana) em intervalos regulares, usualmente a cada 6 semanas. Neste caso, o HCG estimula os testículos a produzir testosterona natural, evitando assim os sintomas relacionados.

O HCG também é utilizado no final do ciclo de esteróides para acelerar a volta da produção natural de testosterona e muitas vezes para reduzir o intervalo entre ciclos de esteróides.

 

•  INSÔNIA

Os esteróides têm efeito estimulante no sistema nervoso central, o que pode provocar insônia. Para evitar o problema, os esteróides orais só devem ser administrados 6 horas antes de ir dormir e os injetáveis logo ao acordar. O efeito também desaparece com a interrupção da administração.

 

•  HEPATOTOXIDADE

Quase todos os esteróides causam lesão no fígado, sendo que os 17 alpha-alquelados são os mais tóxicos pela dificuldade de processamento. A maior parte das lesões promovidas no fígado são reversíveis tão logo o uso do medicamento seja interrompido. Porém, efeitos mais sérios como icterícia somatizada pelo amarelamento da pele, das unhas e branco dos olhos é um sinal para imediata interrupção do medicamento e procura de orientação médica para monitoração das funções hepáticas. Acredita-se que o uso de “evening primrose oil” (óleo de prímula) reduz a lesão hepática por repor no fígado ácidos graxos depletados pelos 17 alpha-alquelados. Os outros hepatoprotetores têm eficiência ainda duvidosa.

 

•  PROBLEMAS DE TENDÕES E LIGAMENTOS

Sob o efeito de esteróides anabólicos o músculo se torna mais forte pelo aumento no tamanho das fibras musculares e pela maior retenção de fluidos. Ocorre que muitas vezes esse aumento de força é desproporcional à capacidade de adaptação dos tendões e ligamentos (terminações que conectam o músculo ao osso) que têm este processo mais lento. Em decorrência disso, muitos atletas experimentam inflamações, inchaço e até ruptura de tendões e ligamentos. A única forma de evitar este problema, que pode retirá-lo do cenário por semanas ou meses, é obter ganhos progressivos e incluir periodicamente exercícios de alta repetição em seu treinamento com o objetivo de fortalecer os tendões.

Estes são alguns dos efeitos colaterais mais comuns. De novo, a melhor forma de evitá-los é não utilizar esteróides anabólicos ou, se os utilizar, procurar monitoração médica para que estes efeitos sejam minimizados.

[Tenha o corpo perfeito!]

 

Páginas:

[1] [2] [3]

Counter