O Feedback Club começou em 1997 como um projeto paralelo dos guitarristas/vocalistas Beto e Gutta, das bandas Victoria X e Gutta Percha, respectivamente. Utilizando uma "drum machine" e um Tascam 07, iniciaram-se as primeiras gravações. Quando finalizadas, algumas destas canções "pediam" um vocal feminino. Para solucionar o problema, foi convidada para participar das gravações e da elaboração das letras, Sabrina, baixista e vocalista da extinta banda, Sleepwalkers. Com as canções já definidas, em abril/97 foi lançada a primeira demo tape, entitulada "Experience Machine". As canções que fazem parte desta demo, possuem uma característica mais suave e pop, primando essencialmente pela melodia dos vocais. A partir do lançamento da demo, o Feedback Club começava a deixar de ser apenas um "projeto paralelo e esporádico" para vir a se tornar uma banda com atividade regular.
Como as gravações eram (e ainda são) feitas em casa, no estúdio portátil, o baixo custo financeiro possibilitava a gravação de outras demos. Sendo assim, a segunda demo-tape não tinha razões para demorar a ser elaborada. Então, em julho/97, utilizando o mesmo método de elaboração da demo anterior, saiu "Cosmic Dance". As canções desta vez, apresentam uma sonoridade mais "suja", tendo os timbres de "drum machine" realçados e modificados pelo uso de "rack" de efeitos, os vocais "entupidos" de distorção (sem dar descanso para o ouvido) e o "fuzz bass" comandando uma boa parte das canções.

Em dezembro do mesmo ano (1997), a banda lança a terceira demo-tape, com o título de "...Fast". Comportando canções mais simples e diretas, o aspecto eletrônico foi deixado um pouco de lado, característica esta, que até hoje faz muitas pessoas pensarem que foi utilizada bateria acústica na gravação de algumas das canções. Até esse período, o Feedback Club era praticamente uma "banda de porta estúdio", pois a execução das músicas "ao vivo" não fazia parte dos planos. Esta posição mudou rapidamente quando a demo foi lançada. A curiosidade para saber como as músicas iriam se comportar sendo tocadas com um baterista "de verdade" foi bem maior. Então, para colocar em prática esta nova etapa, foi convidado Carlos, ex-baterista da primeira formação do Sleepwalkers. Com diversos ensaios realizados, a banda adquriu o entrosamento e as condições básicas para iniciar a realização de shows.
Mesmo tendo o seu repertório formado pela maioria absoluta de músicas próprias, a banda consegue abrir espaço nos seus shows para a execução de alguns covers de bandas que influenciam sua música, como Pixies, Sonic Youth, Blur, Smashing Pumpkins, Beck, Superchunk, Pavement, etc.
Em janeiro/99, foi finalizada a quarta demo tape da banda, chamada "Zoom in, Zoom out". As composições agora, levam em consideração a presença de um baterista na sua formação. Todas as músicas tem um aspecto mais "pesado", direto e um maior tempo de duração. Tanto é verdade, que "Zoom in, Zoom out" possui apenas seis canções, que foram compostas visando a fácil execução em apresentações "ao vivo", para que não fosse preciso realizar adaptações, como acontece com a maioria das músicas das duas primeiras demos.
O Feedback Club conta, desde o lançamento da sua primeira demo, com um importante apoio na divulgação de seu trabalho. É através do selo Midsummer Madness, que as demos do Feedback Club são distribuídas para as outras regiões do país.
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