Santuário de Atenas,
Grécia.
Contava com 14 anos de idade, e desfilava orgulhoso seu status de Cavaleiro de Ouro. Apesar de fazer parte da elite de guerreiros, era apenas um adolescente no auge da puberdade. Podia ser um mestre em golpes e estilos de luta, mas ainda era aprendiz em respeito á vida.
Passeava com as mãos no bolso, assobiando uma canção, tranqüilamente. Andava maneirando nas brigas, tentando não provoca-las, mas estava sendo muito difícil. Todo o sacrifício deveria ser valido, tudo o que Camus pedia para ele passava a ser uma ordem, então assim seria.
Como não era de ferro, a tentação batia na sua porta. Não agüentava ficar longe de uma confusão, por menor que ela fosse. Sorriu maliciosamente, olhou para os lados vendo se havia alguém por perto. Certificando-se que estava sozinho, caminhou nas pontas dos pés até o alojamento das amazonas. O passatempo favorito dos garotos dali era ver as moças e atazana-las, faziam concurso para quem conseguisse ver o rosto delas.
As casas estavam vazias, tinham
todas ido treinar. Ia saindo cabisbaixo, chutando as pedras no chão, aquele não
era seu dia de sorte. Devia ter
lido o horóscopo antes de sair de casa. Parou ao ouvir o som de uma das casas,
parecia que alguém gemia. Será que havia alguém doente ou ferido por ali?
Aproximou-se agachado da origem do som, espiou por uma janela descuidadamente
aberta.
Arregalou os olhos boquiaberto,
era uma amazona com um cavaleiro, estavam pelados e juntos numa cama! Sabia quem
eram pela máscara que a mulher usava , e conhecia aquele homem deitado sob ela,
era um cavaleiro de prata.
Ele acariciava os seios fartos da mulher, ela gemia muito alto, como era indiscreta, dava para ouvir a metros dali. Observava tão atentamente o que acontecia lá dentro, que nem percebeu que alguém se aproximava dele.
-
O que está
fazendo, Milo?
-
AAAHH!- fechou
a boca rapidamente e tirou a cabeça da janela.- Pelo Amor de Zeus, Shaka! Não
faça mais isso, quase me mata!- sussurrou desesperado.
-
Desculpe...Eu
te vi vindo para cá, e vim atrás.
-
Ótimo! Para me
pentelhar?
Voltou a olhar para dentro
cauteloso, mas eles continuavam o que faziam. Deviam estar tão entretidos, que
nem notaram o seu grito de susto.
-
Não fala assim
comigo...O que olha tanto?
Milo põe o dedo nos lábios pedindo
silêncio, fazendo um sinal com a cabeça, convidando-o a olhar também. Ao ver do
que se tratava, Shaka tirou os olhos de pronto, vermelho de
vergonha.
-
Que falta de
respeito, não devia espiar as pessoas desse jeito! Ainda mais quando elas
estão...estão...
-
Fazendo sexo?
Eles é que estão errados, uma amazona não pode ter relações sexuais com um
cavaleiro, e vice-versa!- sussurrou sem tirar os olhos da janela- Não tem nada
demais, vem ver!
Repreendeu-se, mas acabou fazendo
o que Milo lhe dizia para fazer, voltando a olhar para dentro. Não devia estar
fazendo aquilo, em todas as situações que se metera com ele, sempre acabavam
sendo pegos, ô sina! Tinha de encucar em vir atrás dele? Devia ter imaginado que
era mais uma das suas, e ter deixado quieto no seu canto.
Enquanto o moreno ficava mais e
mais entusiasmado com a cena, mais e mais o loiro engolia em seco e ficava
vermelho. Mas não conseguia desviar o olhar, o proibido sempre fora mais
atraente que qualquer coisa no mundo.
Viram a moça levar a mão a virilha
do homem, massageando-lhe o sexo rijo. Shaka arregalou os olhos, como era
grande! Apesar da distancia, podiam ver perfeitamente cada detalhe. Ficaram
observando tudo, até o fim. Depois de algum tempo, o casal percebeu que as
amazonas voltavam ao alojamento. A garota o fez ir embora pelas porta do fundo,
com as calças e sapatos na mão. O homem os viu ali escondidos debaixo da
janela.
-
Sebo nas
canelas!- gritou Milo puxando Shaka.
Correram com o cavaleiro em seu
encalço, mas conseguiram despista-lo. Ele teve de parar no caminho para se
vestir, seria muito constrangedor se alguém o visse daquela maneira.
Ainda correndo, Milo entrou num
beco, puxando o loiro para dentro, olhou cauteloso para fora, não havia ninguém,
estavam salvos. Shaka foi escorregando pela parede até sentar no chão, ofegava
assustado, o outro sentou a seu lado, não parava de rir.
- Porque ri? Ele nos viu, nos conhece!
- É um cavaleiro de prata, pode ser mais velho que nós, mas não se atreveria a nos enfrentar. Somos cavaleiros de Ouro!! Engole essa idiota!
O loiro balançou a cabeça,
indignado. Do que adiantavam as preciosas advertências de Camus, se ele estava
sempre a quebrá-las? Fechou os olhos, encostando mais na parede, com os joelhos
flexionados um pouco afastados um do outro. O moreno parou de rir, olhando para
os pés.
- Shaka, posso fazer uma pergunta pessoal?
-
Faz...- deu de
ombros.
-
Você já
fez...quer dizer...aquilo...Ah, você sabe!
-
Se eu já
tivesse feito, não teria ficado tão espantado com o que vi, não
acha?
-
Hum....
-
Tem vontade de
fazer?
-
Claro que
tenho!
Ficaram em silêncio,
entreolharam-se e viraram os rostos para os lados opostos, rubros de
vergonha.
-
E-eu...preciso
ir!- Shaka levantou rapidamente, evitando olha-lo.
-
E-eu também!-
fez o mesmo.
-
Então ta,
tchau!
Partiram cada um por um caminho
diferente, andando rápido, quase correndo.
A noite caiu sobre a terra dos
guerreiros de Atena, as arenas vazias, apenas o som de grilos a cobrirem a
região. Uma brisa constante refrescava o calor que o dia
deixara.
Apesar da noite fresca e agradável, Shaka não conseguia dormir. Virava de um lado para o outro da cama, sem conseguir pregar o olho. O problema era que ainda pensava no que acontecera de tarde, no alojamento das amazonas.
Não tinha jeito, não iria
conseguir dormir, is falar com Milo. Subiu as escadas descalço, atravessando a
casa de Libra. A vantagem de ela estar vazia, é que podia ir e vir da casa de
Escorpião sem que ninguém soubesse. A desvantagem era subir tudo aquilo, muito
cansativo.
Encontrou-o esparramado na cama, sem nenhum lençol cobrindo o corpo, jogara tudo no chão durante o sono, vestia só um calção.
-
Milo? Milo!
Miloooooo....Milo!
Chamava insistentemente,
cutucando-o, em vão. Aquela era uma figura, comia por um batalhão, e dormia
feito uma pedra, nada o acordava. A única alternativa foi derruba-lo da cama,
jogando-o no chão. Acordou assustado e meio sonolento.
- Hã? Que? Onde? Shaka? Já é de manhã?
-
Não, ainda é de
noite.
- Saco! Porque me acordou? Tava no meio de um sonho tão bom...ele era...como ele era? Não sei como ele era, mas tinha o Camus no meio, então era muito bom!
Ajudou-o a subir na cama
novamente. Milo bocejou, esfregando os olhos. Olhou para a roupa que Shaka
usava, um pijama com estampas de lótus.
- Pijaminha maneiro...- levantou a cabeça- Fala meu filho! Agora que tu me acordou, tem que fazer valer a interrupção do meu sonho.
-
Desculpa, é que
eu não consigo dormir...não paro de pensar naquilo.
-
Naquilo? Hã?
Ah, “naquilo”...preocupa não, é normal, vivemos pensando “naquilo” nessa fase da
vida. Quer dormir aqui? Eu deixo...
O outro assentiu, o moreno abriu
espaço oferecendo lugar. Deitou-se ao seu lado, na estreita cama. Deu uns quinze
minutos, então Milo levantou, olhando para Shaka, que também continuava
acordado.
-
Pronto! Viu o
que fez? Agora não consigo dormir!
-
Eu também...
- Droga! O que vamos fazer?
Virgem tirou a camisa do pijama, fazendo o mesmo com a calça, sob o olhar intrigado de Escorpião.
-
Tira o seu
calção, Milo.
-
Para
quê?
-
Vamos medir,
ver de quem é o maior.
-
Você está
ficando com fixação, Shaka...
Tirou o calção, estava sem nada
debaixo dele. A expressão do loiro foi de decepção, não queria vê-lo murcho e
pequeno daquele jeito.
-
O que
foi?
-
Desse jeito não
dá...
-
Ele está com
sono, como eu, não posso fazer nada...
Ficou olhando amuado para ele, tinha acabado com a brincadeira antes
mesmo de começar. Lembrando da cena que presenciara de tarde, debruçou-se entre
as pernas bronzeadas do moreno. Este recuou assustado.
-
O que vai
fazer?
-
Lembra do que a
moça fez? Ele ficou grandão assim depois!
- Não vai dar certo...
Ignorando o comentário, abocanhou o sexo, imitando o movimento da amazona, sugando-o. Escorpião não tinha forças para faze-lo parar, estava ficando extasiado. Com o olhar lânguido, viu a pequena boca deixa-lo louco, os fios dourados cobriam a parte interna das pernas e rodeavam a virilha. Mesmo com inexperiência, Shaka o estava excitando de forma surpreendente. Tremia de prazer e mordia os lábios, impedindo que os gemidos que arranhavam sua garganta saíssem. Cresceu até não poder mais, e acabou ejaculando, lambuzando a boca do pobre loiro.
-
Desculpa, foi
sem querer...
-
Ele murchou de
novo...- olhou desanimado.
-
Escuta, isso aí
não tem um gosto ruim, não?- apontou para a boca de Shaka, ainda
lambuzada.
-
Isso? – lambeu
os cantos- até que não...
-
É? Deixa eu
experimentar...
Puxou a cabeça loira, beijando-o e
ao mesmo tempo provando o gosto do próprio sêmen. Enquanto fazia isso, o fez
deitar sobre si, os dois sexos esfregando-se inevitavelmente. Parou o beijo,
lambendo-lhe o queixo. Olharam para os dois membros
túrgidos.
-
Viu? Cresceu de
novo, mágica! Vai, não queria medir?
-
Hum...Acho que
o seu é maior...
-
Ei, já que
estamos assim, posso fazer uma experiência?
-
Que
experiência?
Deitou Shaka na cabeceira, erguendo os joelhos brancos, ajeitando o sexo também rijo do loiro, debruçou-se sobre ele. Ao perceber o que pretendia, sentindo a ponta forçar sua entrada, o empurrou.
-
Não! Eu não
quero!
-
É só uma
experiência, deixa vai...
-
Não vai dar! As
mulheres tem um próprio para isso, os homens não!
-
Dá sim...Eu vi
dois cavaleiros fazerem e pareciam ter adorado.-sorriu, levantando uma
sobrancelha.
-
Jura? Quem?- o
outro cochichou os nomes no seu ouvido – Nossa!
-
É...quer
tentar?
-
Você vai
devagarinho, jura que não vai doer?
-
Devagar eu vou,
só não garanto que não vá doer...
- Certo.
Voltou a deitar-se na mesma
posição, com os joelhos flexionados e as pernas bem abertas. Fechou os olhos ao
sentir Milo forçar a entrada novamente, parando um pouco, avançou mais um
tanto.
-
Ah, não. Pára!-
respirou fundo- Vai.- entrou mais um pouco.- calma- fez um sinal para parar.- só
mais um pouco...aí!aiaiai, pára, pára!
-
Pelo amor de
Zeus, Shaka! Parece até que eu to estacionando um carro na
garagem!
-
Não deixa de
ter alguma semelhança...Espera!
-
Não dá mais,
Shaka. Tenho que ir até o fim agora!- entrou todo dentro do
loiro.
-
Que graça tem
isso, doeu para caramba!-choramingou.
- E quem disse que acabou?
Com um gemido, Escorpião começou a se mover. Virgem começou a gemer e a contorcer-se , estava delirando, aquilo não podia ser possível. Segurou as coxas macias do loiro, entrando e saindo mais rápido e forte. O membro ereto que estava livre, balançaba com o movimento, roçando no abdômen do moreno. Com o aumento do ritmo, Shaka arqueou o corpo para trás, segurando duas tábuas da cabeceira da cama, quase arrancando-as com a força.
A cama batia na parede, na mesma
medida das estocadas. Colando seu corpo no de Shaka, chegou ao orgasmo, ainda
dentro dele. Separando-se, ambas as
barrigas estavam meladas do sêmen do loiro. Sorrindo graciosamente, pulou em
cima do moreno.
-
Gostei...Minha
vez!
-
Como assim, sua
vez?
-
Porque só você
pode? Também quero experimentar...
-
Hum...ok, vai
nessa.
Abriu as pernas, Shaka avançou
animado, mas logo se afastou perdido.
-
O que foi
agora?
- Eu não sei nem por onde começar...
-
Tenha a santa
paciência! Será que eu tenho que fazer tudo para você?
Deitou Shaka de novo, estimulando-o antes de sentar sobre ele, guiando-o até o orifício apertado. Desceu pela extensão devagar, apoiando-se no peito do loiro. Tinha uma expressão de dor na face, mas continuou o que fazia até sentir-se totalmente preenchido, se havia gostado, por que ele não? Suando, começou a rebolar em cima do outro, fazendo-o gemer e a levantar os quadris em resposta. Começou a subir e descer, num ritmo lento e sensual.
Virgem agarrou-lhe as coxas, para ajuda-lo na penetração. Involuntariamente, começou a cavalgar mais rápido, as nádegas batendo contra a parte interna das coxas do loiro, que gemia delirante e murmurava palavras desconexas. Sentindo que chegava no seu limite, masturbou-se para alcança-lo no clímax. O líquido viscoso banhou sua mão, enquanto o do outro escorria pelas suas pernas.
Deitou-se esgotado ao lado de
Virgem, na estreito colchão. O outro inclinou-se sobre ele, explorando seu corpo
com as mãos úmidas e com a língua. Incitou-o a fazer o mesmo. Vararam a
madrugada numa viagem de descobertas e de prazer.
Amanheceu na casa de Escorpião, os
gemidos e rangeres de cama encerraram. Milo estava esparramado no colchão de
barriga para baixo, com Shaka deitado em cima das suas costas, as faces
encostadas uma na outra. Um enorme estrondo fez o moreno se assustar e derrubar
Virgem da cama.
-
Vamos
acordando, cambada de vagabundo!- uma voz ao alto falante ressoou pelas doze
casas zodiacais.
-
Não é possível,
quem é o desgraçado que ta gritando?- Milo sentou-se coçando a
nuca.
-
Quem mais
poderia ser/ É o desgraçado do Aldebaran. – Shaka murmurou ainda estirado no
chão.
-
Mas que m...,
são 7 horas da madrugada! Alguém vai morrer aqui hoje!
Saiu caminhando meio sonâmbulo do
quarto, pronto para tirar satisfações com aquele brutamontes. Virgem tacou um
sapato na sua cabeça.
-
Ai! Porque fez
isso?
-
Ia saindo
pelado, quer dar esse espetáculo?
-
Ninguém tem a
ver com a minha vida, ta?
Os dois chegaram ao salão do
Templo do Santuário, bocejando de minuto em minuto. Ficaram tão ocupados com as
descobertas a noite inteira, que esqueceram da reunião do dia seguinte. Camus
foi o primeiro a apresentar seus planos, na frente do grupo, olhou para eles
estranhando.
- Ahn...não seria melhor se vocês sentassem? Vai ser meio longo...
Entreolharam-se, sentando-se cuidadosamente na cadeira, gemendo baixinho.
-
Ai...Você e
suas idéias...- sussurrou para Milo.
- Não reclama, o meu também ta doendo!
Trincou os dentes para evitar um
gemido e dor. Pelo menos tinha o consolo de ver o francês logo de manhã. Ficou a
imaginar como seria maravilhosa sua primeira vez com ele, na verdade planejava
perder sua inocência com Camus. Mas devidas as circunstâncias, não seria
possível. Malditos hormônios!