Textos Selecionados do Jornal Sexto Sentido n

 

Textos Selecionados do Jornal Sexto Sentido n º 4

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O NOVO HOMEM

"O homem não tem sido aceito como uma totalidade"
"A humanidade tem acreditado ou na realidade da alma e na ilusoriedade da
matéria, ou na realidade da matéria e na ilusoriedade da alma. Você pode dividir
a humanidade do passado em espiritualistas e materialistas. Mas o homem é ambos,
simultaneamente. O homem não é apenas espiritualidade, consciência - nem é
apenas matéria. Ele é uma harmonia entre consciência e matéria. Consciência e
matéria são apenas dois aspectos de uma mesma realidade: a matéria é o exterior
da consciência e esta, a interioridade da matéria. Nunca houve um único
filósofo, sábio ou místico religioso do passado que tenha declarado esta
unidade; todos eles estavam a favor de dividir o homem, chamando um lado de real
e o outro de irreal. Isso tem criado uma atmosfera esquizofrênica em todo o
planeta, uma tremenda escuridão, uma noite sem fim. Voce não pode viver apenas
como um corpo. Como também não pode viver apenas como consciência. Você tem duas
dimensões em seu ser e ambas devem ser satisfeitas, devem receber iguais
oportunidades de crescimento. Se você escuta o corpo, você se condena; se você
não escuta o corpo você sofre. Se você escutar somente a consciência, o seu
crescimento será desigual; sua consciência crescerá, mas seu corpo definhará e o
equilíbrio será perdido. E no equilíbrio está a sua saúde, no equilíbrio está a
sua totalidade, no equilíbrio está a sua alegria, a sua canção, a sua dança.
O Ocidente escolheu escutar o corpo, e tornou-se completamente
surdo em relação a realidade da consciência. O resultado final é uma ciência
notável, uma tecnologia espetacular, uma sociedade afluente, uma riqueza nas
coisas mundanas e, no meio de toda esta abundância, um homem vazio, sem uma
alma, completamente perdido - não sabendo quem ele é, não sabendo porque ele é,
sentindo-se quase como um acidente ou um capricho da natureza. O Oriente
escolheu a consciência, e tem condenado a matéria e tudo que seja material -
inclusive o corpo - como "Maya", como o ilusório. O Oriente criou um Gautama
Buda, Um Mahavira, um Kabir - uma longa linha de pessoas com grande consciência,
com grande sabedoria. Mas também criou milhões de pessoas pobres, famintas, em
inanição, morrendo como cachorros, sem comida, sem àgua, sem roupas e sem
abrigos suficientes. Uma situação estranha... O homem rico do Ocidente está
procurando por sua alma, se sente vazio, sem nenhum amor, somente repetindo como
papagaios palavras que lhe foram ensinadas nas escolas dominicais, sem
sentimentos para com os outros seres humanos, sem reverência pela vida, pelos
pássaros, pelas àrvores e pelos animais. O Ocidente perdeu sua alma, sua
interioridade, cercado por insignificâncias, pelo tédio, pela angústia. Todo o
sucesso da ciência tem provado ser inútil, porque a casa está cheia de tudo. Mas
está faltando o dono da casa. Enquanto que no Oriente, o dono está vivo, mas a
casa está vazia. É dificil estar alegre com os estômagos vazios, com os corpos
doentes".

"O NOVO HOMEM DEVE SER ESPIRITUAL E MATERIALMENTE RICO"

Zorba o Buda é a resposta. Ele é a síntese da matéria e da alma.
Zorba o Buda é um novo homem; um rebelde. Ele é a declaração de que não existe
conflito entre a consciência e a matéria, de que podemos ser ricos em ambos os
sentidos; podemos ter tudo que o mundo pode oferecer, que a ciência e a
tecnologia podem produzir e ainda, podemos ter tudo que um Buda encontra em seu
ser interior. - As flôres do êxtase, a fragrância da divindade, as asas da
liberdade. A rebelião do novo homem consiste em destruir a esquizofrênia do
homem, destruir a divisão entre materialismo e espiritualidade. Podemos permitir
ao homem ter dois mundos simultaneamente. Ele não precisa renunciar a este mundo
para obter o outro, tampouco ele tem que negar o outro mundo para usufruir
deste. Na verdade, ter somente um mundo, sendo você capaz de possuir ambos, é
ser desnecessariamente pobre. O homem do passado era pobre porque ele dividia a
existência; o novo homem, meu rebelde, Zorba o Buda reivindica o mundo inteiro,
com tudo que ele contém, como seu lar. O mundo é para nós e temos que usá-lo de
todas as formas possiveis - sem culpa, sem conflito, sem escolha. Desfrute tudo
que a matéria é capaz de oferecer, e aprecie tudo o que a consciência é capaz de
dar. Zorba o Buda significa um novo nome para um novo ser humano, um novo nome
para uma nova era, um novo nome para um novo começo.
* * *

M E D I T A Ç Ã O

"O HOMEM MODERNO"

O mundo era muito diferente no passado, obviamente. Recebemos hoje, num só dia,
o que, há seiscentos anos seria o equivalente a cerca de seis semanas de
estímulos sensoriais. Seis semanas de estímulos e informações num único dia.
Somos pressionados cerca de quarenta vezes mais a aprender e a nos adaptar. O
homem moderno tem de ser capaz de aprender mais do que a humanidade jamais
aprendeu, por que há mais a aprender agora. Ele tem de ser capaz de se adaptar a
novas situações todos os dias, porque o mundo está mudando rápido demais. Isso é
um grande desafio. Um grande desafio que, se aceito, ajudará tremendamente na
expansão da consciência. Ou o homem moderno se tornará totalmente neurótico, ou
será transformado pela própria pressão. Depende de como irá reagir a ela. Uma
coisa é certa: não há como retroceder. Os estímulos sensoriais serão cada vez
maiores. você obterá sempre mais informações e a vida mudará num ritmo cada vez
mais rápido. E você terá de ser capaz de aprender e se adaptar a coisas novas.

UM NOVO MUNDO

No passado o homem vivia num mundo quase estático. Tudo era estático. você
deixava o mundo exatamente como seu pai o havia deixado, não mudava coisa
alguma. Nada era mudado, não era importante aprender muito. Um pouco de
aprendizado era o bastante e então você tinha espaços em sua mente, espaços
vazios, que o ajudavam a manter a sua sanidade. Agora não há mais espaços
vazios, a menos que você os crie deliberadamente.
Hoje, a meditação é mais necessária do que nunca, tão necessária que é quase uma
questão de vida ou morte. No passado, era um luxo; poucas pessoas - um Buda, um
Krishna - se interessavam por ela. Outras pessoas eram naturalmente silenciosa,
felizes, sãs. Não tinham necessidade de pensar em meditação; de um modo
inconsciente, meditavam. A vida avançava tão devagar e silenciosamente que até
as mais tacanhas eram capazes de se adaptar. Agora a mudança é extremamente
rápida, tão rápida que nem mesmo as pessoas, mais inteligentes conseguem
acompanhar. A vida diária é diferente e você tem de aprender de novo - estar
sempre aprendendo. Hoje, não se pode mais parar de aprender, esse processo tem
de durar a vida inteira. Tem-se de continuar aprendendo até a morte. Só assim se
pode permanecer são, evitar a neurose. E a pressão é enorme - quarenta vezes
maior. Como atenuá-la? Você precisará ter seus momentos de meditação. Se uma
pessoa não meditar pelo menos uma hora por dia, sua neurose não será acidental.
Terá sido criada por ela mesma. Durante uma hora ela deve desaparecer do mundo
para dentro de si mesma. Deve ficar tão só que nada possa invadí-la - nenhuma
lembrança, nenhum pensamento, nenhuma imaginação; durante uma hora, não deve
haver coisa alguma em sua consciência. Isso fará com que ela rejuvenesça e se
reanime, e libere novas fontes de energia. Ela voltará ao mundo mais jovem, mais
renovada e capaz de aprender, com mais admiração em seus olhos e mais reverência
em seu coração - de novo uma criança.
* * *

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