MANIFESTO ECUMÊNICO

Para ser contra o aborto, basta ser gente. Os judeus e muçulmanos estão entre os que se opõem a este crime hediondo. Mas para os que trazem o nome de Cristãos, o dever de defender a vida cresce. Somos seguidores de alguém que deu a vida por nós. 

"Nisto conhecemos o amor: ele deu a sua vida por nós. 
E nós também devemos dar a vida pelos irmãos" (1Jo 3, 16)

Ora, no dia do Juízo não será preciso que nossa alma esteja cheia de crimes abomináveis para ouvirmos do Senhor as terríveis palavras: "afastai-vos de mim, malditos para o fogo eterno"
 (Mt 25, 41). Bastará que tenhamos sido omissos. Que Não tenhamos alimentado os famintos, saciado os sedentos, acolhido os peregrinos, visitado os doentes e presos. Que dirá então Jesus se nós nos tivermos omitido da defesa do bem maior, que é a vida de nossos irmãos?  E justamente os irmãos mais pequeninos, aos quais pertence o Reino dos Céus? (Mc 10, 14)

Se é verdade que todos os preceitos da Lei se resumem na sentença "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Rm 13, 9), poderemos nós dizer que amamos os nascituros se não defendermos a sua vida como se fosse a nossa?

Se fosse a nossa morte, e não a deles, que estivesse sendo decidida no congresso, estaríamos tão passivos e dormentes? Com tanta facilidade nos desculparíamos para não fazermos uma passeata, enviarmos uma carta, comparecermos em uma sessão legislativa? Estaríamos despreocupados enquanto conspirassem contra a nossa vida?

Pois bem, irmãos. Se nossa reação diante do perigo iminentíssimo da legalização do aborto não é igual a que teríamos caso estivesse em jogo nossa propria vida, NÃO PODEMOS DIZER QUE AMAMOS O PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS.    

"Tornai-vos praticantes da palavra, e não simples ouvintes, enganando-vos a vós mesmos!"
 (Tg 1,22).

Se é verdade que os amigos provam-se nas horas difíceis, está na hora de provar que amamos os nascituros. Que não somos indiferentes à sua morte simplesmente porque já escapamos do útero. 

Se a Lei do aborto entrar no Brasil, não adiantará amaldiçoar os legisladores. Isto não evitará que a maldição caia sobre nós. Pois o êxito dos empreendimentos deles certamente terá encontrado em nossa covardia um ótimo alimento. 

Se o aborto entrar, entrará também por nossa causa.

E então estaremos preparados para comparecermos diante do Justo Juiz?

 

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis 


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