Denise Maurano

 

 

A FACE OCULTA DO AMOR

Uma investigação filosófica da tragédia, à luz da psicanálise

Denise Maurano*

 

                    Comecei este trabalho a partir de minha investigação sobre a ética da psicanálise que foi o tema de meu livro Nau do desejo.  A ética que implica uma reflexão sobre o agir humano foi, na perspectiva da tradição filosófica, situada em relação a um ideal a se atingir.  Entretanto, na abordagem psicanalítica, visa-se  focalizar não um ideal, mas os impasses, os conflitos, e sobretudo a desmedida que vigora na relação do homem com sua ação.  Isso é o que fará Lacan afirmar que “é na dimensão trágica  que as ações se inscrevem e que somos solicitados a nos orientar em relação aos valores.[1]. Tendo já dito, anteriormente que “a filosofia de Freud é fundamentalmente anti-humanista, conclui que “Freud deve ser situado numa tradição realista e trágica, o que explica que é à sua luz que podemos hoje compreender os trágicos gregos[2].

                    Estas citações são apenas algumas das pistas que me levaram a querer investigar  a relação entre a psicanálise e a arte trágica. Estes dois campos, embora não constituam nenhuma visão totalizante do mundo, levantam  reflexões fundamentais acerca da condição humana, as quais evidenciam uma proximidade estrutural importante entre eles. Resolvi, então, buscar, na obra de Freud e  de Lacan, elementos para a construção de uma concepção psicanalítica de trágico que pudesse servir à elucidação da ética da intervenção analítica, tanto no que diz respeito à clínica, quanto no que se refere à intervenção do pensamento psicanalítico na cultura.

                     Tal pensamento, longe de se encaminhar para a apologia do homem e de seus feitos, revela o pathos, o espanto que surge na confrontação com o limite humano,  confrontação com o limite do que pode ser visto ou sabido acerca da condição humana, ponto que pode ser designado pelo termo grego  Até.  Esse termo, segundo Lacan, designa o móbil da verdadeira ação trágica, que aponta para uma certa calamidade fundamental, frente à qual o herói, movido pelo desejo, não se detém, malgrado o risco que sua ultrapassagem comporta.  Não se trata,  para a psicanálise,  de abordar esse limite  enquanto um erro, um equívoco removível, como pensava Aristóteles.  Trata-se de algo bem mais radical que isto, que intervém tanto na tragédia, quanto na psicanálise.

                     Instalado no universo estruturalmente errante da linguagem, desalojado das determinações cerradas do mundo natural, onde a codificação genética delimita a eficiência das ações no atendimento das necessidades, o homem busca, por meio do desejo, transpor a fenda cavada pelo corte com o natural.  Na emergência do desejo, Freud localiza a fundação do psiquismo, e, correlativo a este, a invenção do sentido.  Desta forma, para o homem, as coisas não são o que são, mas o que representam. 

                    Desabrigado do campo das determinações naturais, e presa do universo da linguagem, o homem é nele atraído pela imantação do desejo do Outro, que lá estava.  Tomando  o Outro como referência na constituição de seu próprio desejo, paga com o assujeitamento o preço de seu ingresso no campo da linguagem, campo humano por excelência.  Assim, passa a chamar-se sujeito, ou seja, subjectum, posto debaixo. 

                     O que se configura como cultura, ethos, morada da condição humana, é o que se tece em torno do Outro enquanto absoluta alteridade, onde, paradoxalmente, se ancora o desejo onde o sujeito abriga o mais essencial dele mesmo.  Ponto de exterioridade íntima, — extimidade, no dizer de Lacan —, em torno do qual o inconsciente se constitui como discurso do Outro. Nessa referência / reverência ao “de fora”, o sujeito situa-se como suplicante, arremessando demandas que visam  “acertar na mosca” do desejo e calar sua inquietação, operação incansável, que deixa sempre um resto que testemunha a indestrutibilidade do desejo. 

                     Para Freud, a constituição da cultura é correlativa do assassinato do pai, como polo de organização da lei,  do pacto que visaria colocar uma ordem nas coisas.  A ambivalência na relação a este mito organizador das paixões humanas traz como consequência a culpa, que aparece num limite exterior como temor, e que provoca a retenção do homem no “serviço de bens”, ou seja, na preocupação com a conservação da vida, e com as garantias imaginárias. O trabalho propõe que a história do pensamento, assim como a história da arte, e tudo o  que envolve os encaminhamentos da cultura, mostram o desfile, ao longo do tempo, de diferentes valores erigidos, em Nome do Pai, aos quais se pediu uma resposta que estancasse a errância, e fechasse com um sentido as afições do existir humano.

                    Cernir a vida com um sentido, apreendê-la no que se pode nomear, eis aí o mais essencial da função paterna, função original e iniciadora da existência do símbolo.  Entretanto, tanto a arte trágica, quanto a psicanálise, embora sendo frutos da cultura, emergem como uma ruptura com o pensamento corrente.  Não permitem a obturação da falha que existe no saber, não reduzem a vida à representação, e denunciam a impossibilidade  de tais valores erigidos em Nome do Pai,  de calarem o enigma da existência.  

                    Nos dois campos,  tais valores são expostos em queda, nos trâmites de seu ocaso, o que é bem caracterizado pela posição de fim-de-linha na qual se esboroa o herói trágico, que, no entender de Freud, encena a queda do pai. Isto vem caracterizar o espaço entre-duas-mortes, onde se desenrolam as tragédias. Espaço situado entre duas fronteiras que não coincidem.  Uma é a morte de fato, ocorrida quer seja por acidente, velhice, ou o que for.  Outra é a perspectiva em que a morte é visada como meio de eternização, passagem para a posteridade rumo à superação da finitude, na afirmação do desejo.

                     Tanto a tragédia, como a psicanálise apontam, portanto, para o que se endereça para além do mito do pai.   Lacan destaca, ao longo da história, diferentes formas de incidência da função paterna.  Isso me inspirou a tentar localizá-las nos diferentes valores de sustentação da cultura que se mostram em queda na tragédia grega, na tragédia moderna e na tragédia contemporânea, respectivamente.

                    A tragédia grega, abordada sobretudo a partir da trilogia tebana de Sófocles, reflete o momento da constituição da cidade, momento de nascimento do Direito como  via privilegiada de organização da cultura.  Expõe-se nela o apelo à lei como tentativa de responder aos impasses da existência. Tal apelo à lei, seja  referida ao oráculo, aos deuses ou à cidade, é exibido na tragédia  na desmedida do esgarçamento de seus limites, até que, pelo efeito mesmo desse esgarçamento, tal valor privilegiado se rasga, e deixa o herói ao desabrigo. Ultrapassando a Até, o limite onde se sustenta a existência humana, tanto Édipo, quanto Antígona encontram o termo radical de seu desejo,  ao preço, entretanto, de sua aniquilação como sujeitos.  Nessa dimensão de dessubjetivação encontram, paradoxalmente, o mais essencial deles mesmos, para além de todo narcisismo, até mesmo aquele indispensável para sustentar a continuação da existência, o que mostra o risco dessa ultrapassagem.

                    A tragédia moderna, recortada aqui sobretudo por meio do Hamlet, de Shakespeare, e da Atalia, de Racine, focaliza a vigência da hybris, do exagero, num apelo à razão, e ao que pretensamente esta sustenta, a subjetividade. Tais elementos, a razão e a subjetividade, são hiperinvestidos neste período.  Descartes, o pai da Modernidade, propagou sua analogia entre ser e pensar. Disso decorre o contraponto da loucura, seja ela de Hamlet ou Ofélia, ou de tantos outros personagens trágicos deste período, e o contraponto também da vacilação do sentido e do domínio da fé, demonstrada na tragédia Atalia.  A vigência da dúvida, ser ou não ser, a hesitação na ação, a problematização do sentido das coisas, revelam o fracasso da pretenção da razão  de cernir, com o saber, a amplitude da vida.

                    Na Contemporaneidade, diferentemente desse apelo à lei ou à razão, o que é privilegiado é o valor da libido, com tudo que circula em torno da tematização do amor e da sexualidade. Como a tragédia contemporânea  O pai humilhado, de Paul Claudel,  bem o denota, através da sedutora imagem da personagem cega chamada Pensée, o desejo de pensamento da Idade Moderna torna-se pensamento de desejo na atualidade. Foucault revela o quão recente  é o termo sexualidade. Apenas a partir do séc. XVIII começa a se constituir um discurso sobre a sexualidade.  A arte erótica da Antiguidade, cuja função era essencialmente estética, sem caráter regulador ou normatizante, cede aqui à  ciência sexual, que visa  a apreender no discurso o que se passa na dimensão enigmática do amor e do sexo.

                    O amor e o sexo são na Contemporaneidade chamados a responder pela existência, chamados a curar a ferida da falta-a-ser que aí vigora.  A psicanálise surge neste contexto, surge em função exatamente dessa demanda. Mas,  congruente com sua perspectiva trágica, não aparece para endossar esse apelo, mas para esgarçá-lo até que ele se rasgue, e revele quão desmedida é a pretenção de obturar a vida com um valor.

                    O Nada, em torno do qual a existência gravita, não é tomado pela psicanálise abstratamente.  O conceito freudiano de castração vem indicar a configuração psíquica da perda do  “natural” com a qual o sujeito paga sua inscrição no mundo simbólico.  O phallus, monumento na Antiguidade de exaltação da vida, símbolo da plena turgência vital, vem indicar o que é visado pelo sujeito, exatamente por ser o que lhe falta. O sujeito não habita a plena turgência vital, embora a ela esteja referido na busca de fisgar o que lhe falta.

                    É essa falta do pleno  que opera na positividade da busca que o faz desejante. Se tentamos localizar imaginariamente o phallus  no corpo, na sua relação com o pênis, é exatamente na medida em que o pênis serve para configurar um objeto que se destaca, que pode ser destacado ou  faz falta, por onde adquire seu valor significante, prestando-se assim a meio de comparação,  unidade de medida do valor do sujeito, de sua potência vital.  Algo que, não pertencendo efetivamente a ninguém, sendo o que se situa sempre alhures, funciona como o estopim para circulação do desejo.

                    Determinados objetos são investidos de valor fálico, especialmente na medida em que  se apresentam como o que faz falta. A ênfase dada na contemporaneidade às relações de objeto,  maneira pela qual a psicanálise designa os laços de amor, denuncia o que, nos encaminhamentos de Eros, passa pelo apego fálico, mesmo que vise o que se situa para além deste, como veremos mais abaixo.             

                        A inflação libidinal,  tentativa de redução do psiquismo à sua dimensão econômica, parece ter aberto campo  para o surgimento da psicanálise,  que acolhe essa demanda para desvelar sua desmedida pretenção. Mas também é, a meu ver, a pedra de toque na profusão de teorias econômicas sideradas  pelo  valor do objeto na relação entre produção e consumo.  No caso do capitalismo, objeto,  reduzido a seu valor de mercadoria,  é avaliado segundo  a quantidade abstrada de dinheiro que  representa. O dinheiro só interessa porque  acena com a possibilidade de acesso ao gozo do phallus,  via imaginária de obturar a falta que vigora na relação de objeto.          Da mesma forma, a abundância de seitas que se alastram a cada dia vem no rastro desse apelo exagerado ao amor,  tomado aí como meio de transporte  para o Além, de promessa de encontro da plenitude, de acesso ao gozo, onde obviamente não haveria nem falta, nem desejo.

                     Para a psicanálise, o apelo feito a Eros,  à pulsão sexual,  não exprime a totalidade da dinâmica psíquica. Ao lado da pulsão sexual, amalgamada a ela, age silenciosamente a pulsão de morte, o império do não -senso, que se opõe aos esforços da sexualidade .  Não se pode então reduzir o trabalho de Freud à referência à sexualidade, ao que gravita em torno do phallus, malgrado a importância disso.  A participação da morte na vida faz aí sua incidência, e é reconhecida tanto na teoria, quanto no rigor ético da clínica psicanalítica.

                    Na arte trágica,  a dimensão de horror que isso porta, o “antes não ter nascido” [3]proferido pelo sábio Sileno[4], e que ganha tantas versões em diferentes tragédias, é transfigurada pela presença da música e pela beleza das ações e da cena, o que a purifica de toda a amargura e desencorajamento que aí poderiam se alojar, e lhe dá uma perspectiva de celebração da vida em todas as suas dimensões, mesmo aquelas em que se abriga o sofrimento. Não se pretende nela a destituição do sofrimento da vida, o que amputaria da vida uma de suas dimensões fundamentais. É a expansão da vida, e não sua conservação, o que aí vigora. Aqui uma aproximação com a interpretação nietzscheana da tragédia não é mera coincidência. 

                    E quanto à psicanálise? Se a sua ética também não recua da entrada nessa zona de horror, o que atuaria como elemento transfigurador para tornar possível a abordagem desse insuportável?

                      Proponho, por um lado, que a regra fundamental da psicanálise, na qual o sujeito é convocado a dizer não importa o quê, marcando-se com isso a  primazia do significante sobre o significado, evidencia a dimensão fundamental do som, da musicalidade  da fala, como o elemento que encoraja o adentramento em terrenos de outro modo impossíveis de serem penetrados.  Sem dúvida há uma dimensão de sentido na psicanálise,  manisfestada na busca da lógica do fantasma, com o qual o sujeito veste seu eu.  Mas esse percurso de  apelo ao sentido é realizado, exatamente para ser ultrapassado, na medida em que isso é possível, donde advém a idéia do final da análise como travessia do fantasma.

                    Por outro lado, há ainda o que anima este trajeto.  Sugiro que a dimensão da beleza enquanto elemento transfigurador participa também da psicanálise, por meio da relação, atestada desde Platão, do amor com a busca do belo.

                    O processo psicanalítico tem como motor o amor, nele contextualizado como transferência.  Da forma do manejo do amor na análise depende o efeito de beleza, que transporta o sujeito para além do apego ao objeto,  dando-lhe uma dimensão de infinitude.  Busca-se que a ênfase na demanda de ser amado se desloque para a celebração da atividade de amar, para o “dom ativo do amor”.  Nesta perspectiva, o amor toma a forma inapreensível do belo. 

                    Opera como um véu que manifesta como imagem o que se localiza além, enquanto falta.  Se, por um lado, o amor coloca em função a dimensão imaginária da relação de objeto, por outro lado, por sua relação à falta, mostra a dimensão do Real intangível que vigora no seio dessa  mesma relação, na medida em que nenhum objeto pode responder à existência do sujeito, nenhum objeto a pode autenticar.  O manejo do amor na psicanálise tem essa direção ética, o que o coloca não como meio de complementariedade, promessa de obturação da falta, mas como via de reconciliação  com a atividade desejante. Isso é o que leva Lacan a dizer que só o amor pode fazer o gozo ceder ao desejo.

                    Assim o que é enfatizado  não é propriamente a relação ao objeto, mas seus impasses, a falta que aí opera na positividade de uma busca, que, transpondo o que é  perecível, aponta uma dimensão de infinitude, mais além do objeto.   No campo do amor , encontramos o limite de toda a nossa possibilidade de controle, de asseguramento, porque o mais essencial do amor resiste ao saber. 

                    A operação de catharsis, fundamental na tragédia, continua a ser de interesse para a psicanálise, desde que interpretada como meio de purificação do temor e da piedade, que são as paixões que detêm o sujeito em seu encaminhamento em direção ao desejo.  O desejo, definido como metonímia de nosso ser, não é apenas o que se modula na cadeia significante, mas é também o que corre debaixo, “que é propriamente, o que somos, e também o que não somos, nosso ser e nosso não-ser”[5]  

                    Então é preciso pagar o preço do não-ser, o preço da perda da ilusão de encontrar consistência por meio do objeto, que é  caracterizado por Lacan como objeto a, o objeto sempre perdido, e que por isso mesmo, vira causa de desejo, ponto extremo da destinação do herói em seu percurso.

                    A arte trágica, que se origina no culto à Dionísios, deus do vinho, implicando por aí uma elegia ao estado de “fora de si”,  tem etimologicamente o sentido de canto do bode, animal imolado em homenagem a este deus.  O bode imolado da psicanálise é o atrelamento narcísico do sujeito ao  phallus.  A presença do paradoxo, que  estrutura a tragédia, tanto quanto o inconsciente, vigora também na cura analítica.  Isso porque, se o que é visado no trabalho analítico é o acionamento da função do Nome-do-pai, naquilo em que esta mostrou-se deficitária para a regulação simbólica, a cura mesma pretende, entretanto, levar o sujeito a poder dela se passar, ou melhor, a poder ultrapassá-la.  Eis aí a dimensão do que se situa na tragédia como queda do pai, perda de garantia onde é tocado o registro do que está para além do domínio do phallus. Ponto onde se localiza  A/ mulher no sentido de enigma absoluto, no sentido da alteridade absolutamente radical.

                    Assim toda a análise, na medida do possível, conduz em direção A/ mulher.  Diria que esse é o ponto limite do saber, do sentido, da representação, que está em uma relação de vizinhança com o Nada ao qual chega o herói na tragédia, para ir até o fim com o seu desejo.  Ir até o fim com seu desejo, na psicanálise significa ultrapassar essa ancoragem do sentido, da espaçosa subjetividade, para tocar um Nada que mostra bem seu valor efetivo, dado que é tudo o que resta.

                    Porém não é a toa que, a propósito da distinção entre o herói e o homem comum, Lacan alerta que “em cada um de nós há a via traçada para um herói, e é justamente como homem comum que ele a efetiva”  [6] 

                    Assim cabe ao analista avaliar como, e até onde, ele pode levar uma análise, para que ela não venha a constituir-se numa tragédia sem arte.  

 

DENISE MAURANO
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NOTAS


*  Psicanalista, Doutora em Filosofia pela PUC/RJ,  também Doutora pela  Universidade de Paris XII, Prof. da Universidade Federal de Juiz de Fora/MG, tendo dentre outras publicações a  autoria do livro Nau do Desejo, Ed. Relume Dumará.

 

[1]LACAN, Jacques, O Seminário, Ética da psicanálise, RJ, Jorge Zahar Ed.,pg.376.

 

[2]______ , O Seminário, As psicoses,  RJ, Jorge Zahar Ed., pg.273

 

[3]SOPHOCLE, Œdipe à Colone, in Théâtre Complet, Paris, GF-Flamarion, 1964,  p.294.

 

 

[4]NIETZSCHE. La naissance de la tragédie; in Oeuvres Philosophiques Complets, t:1, Paris, Gallimard,1977, p.50.

 

[5]______ . O Seminário, Ética..., pg. 371.

 

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