Aí está Deus?????????
/ Sandra Bitencourt / Cristina Helena
Do jeito que se conceitua Deus, se conceitua a Vida! Se não acredita, passe a observar.
Quem acha que Deus é o senhor dos exércitos, entende a vida como uma constante guerra. Quem o pensa como um velhinho anotando tudo o que se faz, entende a Vida com medo e sem espontaneidade. Quem pensa que Deus pune e premia, vive com culpas e só age por interesse, buscando barganhar. E assim por diante.
Para o Espiritismo, Deus é a inteligência suprema e causa primeira de tudo, criador das Leis que regem o Universo e dos elementos que originaram os Espíritos (os seres inteligentes) e a matéria (instrumento).
Esse conceito estabelece a impessoalidade de Deus, cuja existência somente é percebida como reflexo, no funcionamento da Vida. Por isso, podemos reconhecer, figuradamente, Deus em tudo que existe, e em nós mesmos, já que ele é a origem básica. Ou seja, embora não tendo feito cada ser, corpo celeste, etc, é a causa dos elementos que produziram esses efeitos.
Do "ano mil" trazemos idéias que nos deixam "ver" aspectos da manifestação da existência de Deus numa bela flor, no por do Sol, num gesto de amor. Mas desconhecemos aspectos divinos na destruição, nas enchentes, nos momentos de dor, de perda, por exemplo.
Mantemos uma idéia romântica de Deus, porem já é hora de observar, em todas as circunstâncias da Vida, a presença de sua causa primeira.
Então, vamos olhar a funcionalidade dos espinhos e verificar ali, a manifestação das leis de Deus.
Pensar que na flor há Deus e na urtiga, não: sentimento de oposição > ausência de Deus > sensação de perigo > insegurança > estou só.
Mas não! Flor e urtiga mostram só contrastes, aspectos diferentes das necessidades da Vida, que reforçam a identificação das leis de Deus, as quais estamos, por hora, com dificuldade de entender.
Se conceituo que Deus está em tudo, em mim, como me sentir sozinho?
Fica destruída a ilusão e se restabeleçe no coração, a confiança que alimenta a Vida.
Reciclagem de Pensamentos
5. Experimentando a teoria sobre fluidos
Alexandre Palomino
Nós que participamos da aula sobre fluidos sabemos que com o nosso pensamento podemos modificar as situações. Tudo depende de tempo e de saber como fazer, como agir ante determinado fato. Um exemplo: se uma pessoa chega numa rodinha de amigos, nervosa com algo o que pode ocorrer?
- Ficarem todos nervosos?
- Ninguém dar atenção?
- Acalmarem a pessoa?
Para qualquer final que tenha esta estória, quem é o responsável por esse resultado?
- Os que dela participaram.
Sim, sempre somos nós mesmos, que captamos um tipo de fluido e o transformamos ou endossamos.
Sendo assim, que tal aplicarmos essa informação no dia-a-dia, para vivermos melhor?
Que tal, por exemplo, agirmos como uma bactéria ou um vírus, que agem modificando as condições celulares?
Sabendo que podemos modificar as sub-sub-partículas de um átomo, e sabendo que todo tipo de matéria é formado por átomos, então vamos imaginar (fica mais fácil) que separamos algumas delas e as impregnamos de bons pensamentos, de luminosidade. Depois vamos emitir um comando para que essas sub-partículas se misturem onde achamos ser necessário.
Isso!
Essa sub-partícula impregnada de bem estar, dos nossos melhores pensamentos, nós doamos ao nosso companheiro.
Agora vamos enviar outro comando, para que essas sub-partículas impregnadas do nosso melhor se proliferem e comecem a tomar volume, aumentando de tamanho, para ocuparem todo o ambiente em que estamos, melhorando suas condições.
E vamos observar os resultados.
Até porque, é exatamente assim que acontece quando pensamos ao contrário, quer dizer, negativamente.
Por exemplo, os vírus são devidamente ajudados por nós, (isso mesmo!) quando achamos que vamos pegar gripe: estou achando que vou gripar... estou achando que vou ficar mal... estou achando...achei!!!!!!!!!
Mas agora podemos pensar diferente. Vamos transformar nossas defesas em "samurais". Comece a imaginá-los ganhando volume e quantidade, vencendo os intrusos e defendendo-nos.
Viu? Eles ganharam!! A saúde se manteve.
Se gostou da idéia, a melhor estratégia de aprendizado é não querer formar nada já grande.
Comecemos pelo começo. Imaginemos algo pequeno que começa a crescer e proliferar, como tudo que ocorre naturalmente na vida.
Ninguém nasce grande. Nada nasce forte. As coisas não aparecem do nada. Só o que você cria ou acolhe e alimenta e nutre, cresce e aparece.
Inteligências Múltiplas e Visão Espírita
Rita Foelker
Inteligências Múltiplas se constituem em ótimo instrumento para entender o ser humano e ajudá-lo a aprender e, por isso mesmo, é um dos estudos que costumo realizar com os educadores espíritas.
Durante muito tempo, as pessoas consideradas inteligentes eram as que entendiam de matemática ou que tinham boa expressão verbal. Graças a Howard Gardner e a uma equipe da Universidade de Harvard, a partir dos anos 80, isto começou a mudar.
Ao acompanhar o desempenho profissional de pessoas que tinham sido maus alunos, Gardner surpreendeu-se com o sucesso de várias delas. O que ele concluiu, então, é que havia outras capacidades importantes na vida, além das competências matemática e lingüística, que eram aquelas que a escola tradicionalmente mais valorizava.
Gardner, na ocasião, identificou sete tipos de inteligência, deixando claro, porém, que este número não era definitivo: lógico-matemática (inteligência do raciocínio e das ciências exatas), lingüística-verbal (inteligência das palavras, da expressão verbal criativa, clara e objetiva), musical (inteligência dos sons e ritmos), interpessoal (inteligência do relacionamento com o outro), intrapessoal (inteligência do relacionamento consigo mesmo e da auto-aceitação), espacial (inteligência do desenho, da imaginação e da localização espacial) e cinético-corporal (inteligência do movimento).
Todos temos todas
Algo muito bonito sobre as Inteligências Múltiplas é que elas estão de acordo com a concepção de um Deus justo.
Antigamente, quando só a inteligência lógico-matemática e a lingüística-verbal eram consideradas como "inteligências", algumas habilidades eram desprezadas e algumas eram interpretadas como "dons" ou "graça divina" (facilidade para a música ou o desenho eram para seres "agraciados"; habilidade no relacionamento interpessoal era "carisma"). Ou nascíamos com elas, ou jamais as conquistaríamos.
Porém, segundo Gardner, todos temos todas as inteligências. Todos nós somos dotados das mesmas capacidades, podemos ser desenhistas, bailarinos, líderes ou escritores. O que nos diferencia é o nível de desenvolvimento de cada capacidade. Então, aquelas atividades para as quais nos sentimos muito aptos, revelam nossas inteligências mais desenvolvidas. As áreas em que temos mais dificuldades são aquelas em que ainda vamos progredir muito.
Dentro de uma compreensão do Ser como Espírito encarnado para aprender com suas experiências, é possível identificar o desenvolvimento das inteligências com o próprio processo evolutivo. Nosso objetivo na vida é aumentar nossa capacidade de realizar coisas, as mais diversas, e de lidar conosco mesmos e com os outros eticamente.
mais recentes de uma psicóloga americana, Danah Zohar, propõem mais uma inteligência: a inteligência espiritual. As características desta inteligência coincidem com o que consideramos próprio de um ser espiritualmente evoluído: flexibilidade, grau elevado de autoconhecimento, capacidade de enfrentar a dor e de aprender com o sofrimento, capacidade de se inspirar em idéias e valores, entre outras.
PARA REFLETIR:
1. Ao estudar as Inteligências Múltiplas, verificamos o quanto cada um de nós ainda pode estar limitado à concepção de inteligência como matemática e lingüística. Quanto ainda valorizamos o saber lógico-matemático, verbal e escrito, em detrimento dos outros?
2. Quanto ainda consideramos como inteligentes as crianças que têm estas capacidades mais desenvolvidas?
3. Você consegue perceber em si mesmos quais são suas inteligências mais desenvolvidas e as menos desenvolvidas?
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CEM - Grupo Espírita de Iniciativas Doutrinárias
Fone/Fax: (011)6192-8137 - Cristina Helena Sarraf (Direção geral)
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