Nome científico: Anaecypris hispanica (Steindachner, 1866)

Nome científico: Anaecypris hispanica (Steindachner, 1866)

 

Nome vulgar: Saramugo

 

Descrição:

Peixe pequeno (raramente ultrapassa os 7 cm) com o corpo muito estreito e comprimido, cabeça pequena e boca súpera; barbatana dorsal levemente recuada; quilha ventral entre as barbatanas pélvicas e a anal; olhos relativamente grandes, escamas muito pequenas (59 a 71 em linha longitudinal) e finas, levemente imbricadas; linha lateral incompleta; branquispinhas finas e muito numerosas (82-130). Corpo com reflexos prateados, por vezes rosados, e pontuações negras dispersas nos flancos.

Distribuição:

 

Endemismo da região meridional da Península Ibérica (só existe na Península Ibérica), cuja presença apenas se encontra confirmada na bacia do Guadiana. Em Portugal apresenta actualmente uma distribuição muito fragmentada, encontrando-se nas sub-bacias do Xévora (Abrilongo), Caia, Álamo, Degebe (Pecena e Pardiela), Ardila (Murtega, Murtigão e Safara), Carreiras, Chança, Vascão, Foupana, e Odeleite (a barragem que se prevê para esta bacia hidrográfica de certeza que não vai trazer nada de bom para o Saramugo, pois as barragens acabam por ser colonizadas por predadores como o achigã e as percas-sol e para além disso o Saramugo é um peixe que prefere cursos de água de reduzida profundidade).

 

Biologia e Ecologia:

Prefere pequenos cursos de água, com reduzida profundidade, zonas oxigenadas com alguma corrente, vegetação aquática imersa e ripária, fundo pedregoso. Alimenta-se de invertebrados planctónicos e bentónicos, algas e detritos. Não apresenta dimorfismo sexual. Indivíduos com 3 cm já são adultos, sendo a sua longevidade muito reduzida.

 

Estatuto de Conservação: (Portugal & Espanha: em Perigo de Extinção)

Espécie reofílica muito sensível a alterações do seu habitat natural, em acentuada regressão populacional.

 

Esta espécie merece ser protegida. (Esta espécie tem menor visibilidade que o Lince Ibérico, mas é também um verdadeiro tesouro da biodiversidade e pode nos próximos tempos ficar numa situação tão crítica como este, se nada for feito em seu favor.)

 

 

 

 

 

Foto fornecida por Dra. M. J. Collares-Pereira