Apolinarismo

Apolinarismo

 

Fundador

Apolinário de Laodicéia (310-390 d.C.) tentou criar um modo de explicar a natureza de Jesus, sua humanidade e divindade.

Ensino

Ele ensinava que o homem era composto de corpo, alma e espírito, e que, em Jesus, o espírito do homem fora substituído pelo Logos, ou, pela segunda pessoa da Trindade.  Assim afirmando, Apolinário negava a humanidade de Jesus,  pois este, estaria num corpo, de certa forma, emprestado.  Nessa visão, Cristo não era totalmente humano, mas sim, um espírito que se 'incorporava' nos homens.  A idéia de que Jesus era apenas uma parte do todo sempre esteve presente na Igreja.

Mesmo hoje, vemos com freqüência uma espiritualização exagerada da pessoa de Jesus Cristo, como se Ele não tivesse um corpo, ou como se Ele, sendo Deus, fez e suportou tudo o que passou por ser Deus.  Isso não é verdadeiro.  Jesus era um homem completo como nós o somos, e como homem completo (ver carta Aos Hebreus) passou por tudo e tudo fez conforme as Escrituras por sua obediência ao Pai e pelo seu andar com Ele.  Se Jesus foi diferente do homem comum em alguma coisa, isso foi em sua relação com o Pai, a sua inteira entrega e comunhão com Deus.

Repercussão

Alguns pais da igreja, Athanásio, Basil, Gregório de Nissa, e Gregório de Nazianzu (homens sobre os quais falaremos neste site, em breve)  foram formalmente contrários a este ensino e consideraram o apolinarismo uma heresia no Primeiro Concílio de Constantinopla em 318.  A partir de então, sua influência passou a declinar até o seu quase completo desaparecimento.

J. Marques

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