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TEXTOS
II |
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DIÁRIO DE
AULAS A
aluna Sandra da Luz Silva, de 17 anos, apresenta aqui, em forma de diário,
a tragédia do ensino público nacional. Quem não está habituado ao ambiente
de escolas e colégios públicos pode achar que tudo que ela escreveu é um
exagero, mas eu garanto (por experiência própria) que não é. Na verdade os
colégios públicos
não funcionam. (Pelo menos em sua maioria; deve haver excessões que
desconheço.) Não há verbas para materiais, nem para reparos; os
professores (em geral) têm péssimos salários, e não recebem reajuste
salarial há quase uma década, e poucos ainda têm alguma motivação para
trabalhar; não há escolas para todos, o que faz com que haja classes
superlotadas; não há objetivos claros nem
para alunos nem para professores; e pra completar, a
indisciplina e
o barulho são infernais, e o desrespeito e a impunidade tornaram-se
regras. Animador, não? Desculpe se meu ponto de vista
não é muito romântico, mas as escolas estão aí
pra quem
quiser fazer
uma visita e verificar por conta
própria.
Nossas escolas
tornaram-se 'depósitos de alunos', onde os pais deixam seus filhos, e assim têm algumas horas para cuidar
de seus afazeres em paz.
[Kicla aqui
pra salvar
o texto no
seu computa, no
formato do Word] |
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ENTRE GRITOS, LÁGRIMAS E
RISOS Este texto é o relato
de situações
vividas em um
colégio público, assim como o texto acima. A diferença é que este é o relato de um só dia - uma
sexta-feira -, e foi escrito por um professor. Aqui fica evidenciada mais
uma vez as formas
de tortura a que
os professores são submetidos, principalmente os que ainda dão aula, ou
tentam fazer isto. (Há os professores que se recusam a dar aulas, dizendo
que não ganham o suficiente pra isso. Eles vão aos colégios, cumprem
horário, e só.) São comuns os casos, entre professores, de doenças
provenientes do excesso de trabalho, excesso de barulho, excesso de uso da
voz, e outros 'excessos de', que raramente são levados em conta
por quem não
está em sala de aula, e que vão desde uma 'simples' cefaléia até
depressão
profunda. |
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A FOGUEIRA SANTA DE
ISRAEL Este texto relata uma situação
envolvendo um professor de Física e alguns alunos fundamentalistas. Aqui
fica claro que a liberdade de expressão, e a liberdade de se ensinar
Ciência verdadeira nas escolas não é assim tão grande como se fala por
aí. "Verdades"
tiradas de livros religiosos, explicações místicas, crenças sobrenaturais
e idéias agradáveis, mas irracionais, ainda são a regra. As descobertas da
Astronomia dos últimos 400 anos passam longe de uma análise crítica - quem
somos? onde estamos? somos tão especiais assim? - e
as descobertas da Biologia e, mais recentemente da Genética, também não
chegam à sala de aula. Praticamente todos os colégios escrevem em seus
projetos pedagógicos que um dos seus principais objetivos é 'tornar o
aluno crítico', mas como fazer isto se nosso aluno não é capaz de aceitar idéias
novas, e de reconhecer que suas idéias podem estar erradas? Quando o
assunto é polêmico os professores preferem simplesmente pular aquele
conteúdo, ou tratá-lo de forma superficial, pois sabem que se houver
reclamação - o que não é raro -, não poderão contar com muita
gente pra
lhes
apoiar. |
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SOBRE A EDUCAÇÃO NO
BRASIL Este é um trecho do
livro Deve ser
Brincadeira, Sr. Feynman!, publicado no Brasil pela
Editora UnB.
Richard Feynman foi um físico de extrema habilidade, criatividade e bom
humor. Recebeu o Prêmio Nobel em 1965, e foi um dos reformuladores e
críticos dos métodos do ensino nos colégios e nas universidades
norte-americanas e, como mostra o texto, no Brasil também. Todo o livro é
extremamente agradável, e é um contar das histórias da vida
do
Sr.
Feynman. As
histórias deste
físico - que, aliás, adorava dar aulas - destroem a idéia de que os
cientistas são 'loucos', tapados, ou 'nerds', e que vivem em um mundo fora da
realidade. Poucas pessoas consideradas normais (medíocres?) tiveram (ou
terão) uma vida tão intensa quanto teve Richard Feynman. Selecionei este
trecho porque fala
de seu período no Brasil, e por eu ter sentido muita, muita vergonha
quando li o que ele escreve sobre o que passou e viu aqui,
em nossas terras tupiniquins. |
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LIVRO ESPELHO DA
REALIDADE Este é um daqueles livros
fininhos, que aparecem uma vez, e tchau!, never more. Encontrei este livreto em um
sebo, há alguns anos, meio desmontado, caído, e comecei a ler ali mesmo.
Achei muito interessante. Tentei corrigir os erros de grafia - inúmeros, o
que levou várias e várias horas - mas é bem provável que ainda hajam
alguns perdidos por aí. Mas no fundo isto não importa. A história, o
humor, as analogias, as situações, a conclusão, isto sim
importa.
O
livro está
no formato do Word, e merece que você o salve,
imprima e lhe dê uma boa encadernação. Se você quiser ler direto no
Word, use a opção Exibir - Tela
Inteira, é
mais cômodo. Espero que se divirtam. |
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TEXTOS PARTE
I |
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PÁGINA
PRINCIPAL |
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TEXTOS PARTE
III |
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