Leis de Kepler

Durante os último vinte e cinco anos do século XVI, o astrônomo Tycho Brahe (lê-se Tico Brái) observou e anotou os planetas e suas posições. Ele esperava usar esses dados para verificar seu próprio modelo do sistema solar, no qual o Sol orbitaria a Terra e todos os outros planetas orbitariam o Sol. Os dados de Tycho eram guardados à sete chaves e seu assistente, Johannes Kepler (lê-se Iôrrans Kepler), tentava ter acesso a eles sem conseguir. Quando Tycho Brahe morreu, em 1601, finalmente Kepler conseguiu por as mãos nos dados astronômicos acumulados por Brahe. Kepler passou 20 anos analisando esses dados, procurando por regularidades matemáticas. Ele chegou à conclusão que o ideal das órbitas circulares deveria ser descartado e substituído pelas órbitas elípticas. Kepler resumiu seu trabalho do movimento planetário nas seguintes três leis:

Primeira Lei de Kepler : Lei dos períodos
Esta lei define que as órbitas dos planetas serão elipses com o Sol em um dos focos.

Foi uma lei revolucionária, pois todos pensavam que as órbitas dos planetas eram compostas por círculos perfeitos. Ela rompeu os paradigmas vigentes e abriu as portas para uma nova visão do universo.

Segunda Lei de Kepler : Lei das Áreas
Esta lei define que um planeta percorre áreas iguais (calculadas em relação ao Sol) em intervalos de tempo iguais.

A consequencia óbvia é que quando um planeta está mais próximo do Sol, anda mais rápido, pois sua distância ao Sol será bem pequena e ele terá de percorrer uma distância maior para obter a mesma área.

Terceira Lei de Kepler: Lei dos Períodos
Esta lei define que a relação numérica entre o período (tempo de uma volta) elevado ao cubo e o raio médio (distância média do planeta ao Sol) é constante.

Conclusão: Se um planeta está mais distante ele tem um período maior.

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