O Coração Paterno de Deus

O Coração Paterno de Deus

Do livreto de John Dawson com o mesmo nome, da editora Betânia (1986).


Você, alguma vez, já imaginou o que Deus pensa a seu respeito? Acha difícil crer que ele o ama o tanto que a Bíblia diz que ama? Deus é tão grandioso e algumas vezes parece tão distante - mas como ele é realmente? Você o conhece de verdade? Sim, você tem ouvido seus ensinos, mas conhece alguma coisa a respeito das emoções ou do caráter de Deus?

Uma das revelações mais maravilhosas da Bíblia é a de que Deus é o nosso Pai. Em que você pensa quando ouve a palavra "pai"? Pensa logo em proteção, provisão, afeto e ternura? Ou a palavra "pai" pinta outros tipos de quadro para você? Deus se revela a si mesmo, na Bíblia, como um pai gentil e perdoador, intimamente envolvido com os mínimos detalhes de nossa vida. É um quadro, não somente belo, mas também verdadeiro. Entretanto, cada pessoa parece ter uma idéia diferente de como Deus é, porque costumamos associar os sentimentos e impressões que temos do nosso pai terrestre ao nosso conceito do Pai celestial. A experiência pessoal de cada indivíduo com a autoridade humana é normalmente transferida para aquilo que diz respeito a Deus. Boas experiências nos aproximam do conhecimento e da compreensão de Deus, assim como experiências ruins criam imagens distorcidas do amor do nosso Pai por nós.

O que Deus tinha em mente quando criou a família? A Bíblia diz "Deus faz que o solitário more em família..." (Sl 68.6). A família é basicamente o círculo de relações entre um homem e uma mulher adultos, no qual seres humanos pequeninos e dependentes nascem e são criados. Por que razão chegamos a este mundo como pessoas tão desampadadas e incapazes para, então, pouco a pouco, irmos crescento física, mental e emocionalmente, até chegarmos a ser adultos capazes? Já imaginou por que Deus não providenciou um outro sistema de reprodução que resultasse em indivíduos fisicamente completos, como Adão e Eva, sua criação original?

Creio que Deus quis que nós viéssemos a este mundo totalmente dependentes e indefesos, porque deseja que a unidade familiar seja um lugar onde seu amor possa ser demonstrado tanto aos pais quanto aos filhos. É como pais que verdadeiramente começamos a entender o coração de Deusem relação a nós seus filhos. E como filhos, a vontade de Deus é que vejamos o seu amor revelado através da ternura, da misericórdia e da disciplina dos pais.

Mas, e se não foi assim com você? E se seus pais falharam de alguma maneira na questão da autoridade paterna? Muitos têm sido magoados e sofrido rejeição por parte da família, e por isso é-lhes difícil ver Deus como ele realmente é. É essencial que compreendamos o caráter de Deus se quisermos amá-lo, servi-lo e ser como ele é.

Desejo falar sobre seis áreas em que é comum termos uma concepção errada de Deus e de seu amor por nós. Para facilitar a compreensão, estarei me referindo quase que exclusivamenteàs qualidades da paternidade de Deus. Entretanto, uma revelação do amor paterno de Deus seria incompleta sem a presença dos atributos de afeição tanto paterna quanto materna. "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." (Gn 1.27). Gostaria que você, num retrospecto de sua vida, observasse se seu relacionamento com Deus tem sido dificultado por causa de alguma falha ou pela ausência de carinho da parte de um ou de ambos os seus pais.


Aqui está a introdução deste fantástico livro. Espero que ela desperte em você um desejo maior de conhecer a este que quer ser de fato e diariamente teu Pai (basta você deixar!), e Pai no mais completo e perfeito sentido da palavra PAI!


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Última alteração: 24-abr-97


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