Dom Casmurro
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Das Personagens:
Bentinho:
Personagem principal, narrado em 1a pessoa, garoto que se torna
homem desenrolar do conto.
Capitu:
Musa de Bentinho. Foi sua vizinha, amiga e companheira de
infância. A razão por qual Bentinho não ter vontade de ir para
o Seminário. Acaba sendo sua mulher. Bonita e Tentadora.
Dona
Glória: Mãe de Bentinho. Amorosa com o filho e Temente a Deus.
Tio Cosme e
Prima Justina: Parentes da Mãe de Bentinho. Que moraram na casa
desta. Servindo de Companhia para a mesma.
José Dias:
Agregado da Família de Bentinho. Falso médico, que por
agradecimento ficou morando na casa destes. Como companhia e como
empregado faz-tudo. Sendo fiel e servidor a estes.
Escobar:
Melhor Amigo de Bentinho, que se conheceram no seminário. Se
torna comerciante. Casa-se com a melhor amiga de Capitu: Sinhá
Sancha.
Ezequiel:
Filho de Bentinho e Capitu. Nascido depois de muito tempo de
tentativas de ter um filho. Leva esse nome em homenagem ao
primeiro nome
de Escobar.
Do Enredo:
O enredo trata-se
de 3 áreas. Cada uma ligada diretamente na outra. Trata-se:
1. Bentinho
em sua casa. Antes de Ir para o seminário. Tendo Encontros com
Capitu. Tentando escapar do profissão de padre.
2. Bentinho
no seminário. Quando conhece Escobar. E faz visitas a sua casa
todo fim de Semana.
3. Bentinho
no casado e um tempo depois da separação. Tem o chamado Clímax
quando se casa com Capitu, tem um filho, e começa ter a
desconfiança que o filho não é dele.
Dados sobre o autor e a Obra:
Autor: Machado de Assis
Título da
Obra: Dom Casmurro
Editora:
Ática
Edição:
32
Sobre o
Autor: Ele nasceu em 21 de junho de 1839.
No ano de
1899 no dia 31 de dezembro no RJ. Numa passagem ano novo. Numa
virada do século. Reforçam-se as crenças nas mudanças e
também cristaliza-se o medo do desconhecido. Era Joaquim Maria
Machado de Assis mas era conhecido como Machado de Assis, isso em
1899.
A vida dele
era normal, não era rico mas se vivia confortavelmente,
trabalhava bastante, era respeitado e famoso. Quando criança era
pobre, neto de escravos alforriados, nascido no morro e desde de
cedo sentiu as primeiras manifestações da epilepsia. Na época
o RJ era diferente do que conhecemos hoje, e possuía
iluminação a gás mas só no centro, e a cidade não cheirava
bem com águas podres, e com um transporte muito precário para
uma população de 300 mil habitantes e metade era escravos.
Numa
sociedade marcada pela divisões sociais muito rígidas, como já
era na época aqui no Brasil na época de Machado de Assis. E seu
destino já estava marcado pela raça e até pela possibilidade
ou não de freqüentar escolas. Joaquim Maria era menino de
subúrbio e a vida intelectual do subúrbio era muito diferente
da vida intelectual da corte. Era isso que atraía Machado de
Assis.
No dia 6 de
janeiro de 1855, a Marmota Fluminense, jornal de notícias,
variedades e etc. Publicou o poema "A Palmeira". Era
apenas o começo para a estréia literária de Joaquim Maria
Machado de Assis. O jornal que foi publicado o poema era o ponto
de encontro dos escritores da época. E foi ganhando e protetores
como Paula Brito e sua carreira foi crescendo. Logo Machado de
Assis era membro da redação da Marmota Fluminense. E outro
jornais passaram a publicar seus trabalhos. Machado de Assis,
homem da cidade, cada vez se distanciava mais de Joaquim Maria,
Menino de subúrbio. Nas roupas, na postura, na expressão. E os
meios literários da Corte se tornava-se pouso a pouco, terreno
mais conhecido para ele. E ele se tornava mais conhecido nesse
terreno. Machado de Assis surpreendia por um estilo sutilmente
irônico e logo ia se tornar marca registrada de sua obra.
Machados de Assis cronista escreveu para diversos jornais, mas
não se vá imaginar que no Brasil da época era possível viver
de escrever, e para sobreviver aceitou um emprego público que
lhe garantia o sustento. Durante 40 anos Machado escreveu suas
crônicas. Utilizando-se de histórias do dia a dia, o escritor
ia refletindo sobre a História que se desenhava à sua volta. E
com o decorrer do tempo Machados de Assis trabalhou e vários
lugares e escreveu vários livros. Machado de Assis morre já
velho com infecção intestinal e já estava com a vista fraca,
morreu às 3 h e 20 min da madrugada do dia 29 de setembro de
1908.
Da Mensagem:
A obra é um
conto, não sendo educativo em si. Mais tem partes comparativas
com Deuses greco-romanos e a passagens do "OTELO" de
Shakspeare, tendo aí a conclusão que Machado de Assis não fez
só um conto, fez uma obra com conteúdo cultural. Mais a
mensagem que o grupo concluiu, foi no sentido de lição de moral
é de "Que as vezes não confie no seu melhor amigo e nem em
uma companheira de Infância", isto sendo sobre o caso
Capitu-Escobar.
Do Estilo e do Ambiente:
Foi uma obra no
estilo literário Realismo Brasileiro. Que se passava em uma
classe média-alta no final do Século Passado, se passando no
Rio de Janeiro. Portanto as palavras ditas regionais não se
sucederam, somente palavras usadas na época, em desuso
atualmente, chamaram a atenção mais não houve a necessidade do
uso de dicionários para se ler a obra, porque além de ter o
vocabulário, as palavras não eram tão desconhecidas.
Conclusão
A obra não foi de
todo bom, nem ruim. É apenas um conto que se fosse escrito
atualmente poderia ser considerado um conto nada original. A
história de um rapaz fugindo da vocação de padre imposta pela
mão e um triângulo amoroso, são temas comuns em programas de
televisão, que talvez tenham se inspirado na obra, ou talvez
não. Mais assim mesmo a obra tem um conteúdo nada mal porque
mostra a sociedade brasileira no século passado.
Resumo do Livro
O autor conta a
vida de um garoto no final do Século Passado, brilhantemente
narrado em 1a pessoa, deixando a dúvida se estes acontecimentos
aconteceram ou não na vida do autor.
No começo
ele foi ele diz porque foi apelidado de Dom Casmurro, o
(Casmurro) porque o povo achava ele um homem calado e metido
consigo. E (DOM) veio por ironia para atribuir-lhe o brilho da
nobreza.
O pai dele
estava numa antiga fazenda em Itaguaí e o Bentinho (Dom
Casmurro) onde acabava de nascer, quando o seu pai estava mal de
saúde e na obra do acaso apareceu um médico homeopata chamado
José Dias e o curou e não quis receber remuneração e então o
pai de Bentinho propôs que José Dias ficasse ali vivendo com
eles, com um pequeno ordenado. Ele foi embora mais dizendo que
voltava dali à alguns meses, voltou em 2 semanas e aceitou viver
na casa tendo a serventia de médico da casa. O pai dele foi
eleito deputado e foram para o Rio de Janeiro com a família,
José Dias veio também tendo o seu quarto no fundo da chácara.
Seu pai
voltou a ficar doente com uma febre alta, nisso José Dias
confessou-se que não era médico, mais a medicina homeopata o
agradava e era um ciência em crescimento. Seu pai logo depois
acabou morrendo. Mesmo assim a mãe de Bentinho pediu para José
Dias que ficasse. Sua Mãe se chamava Dona Glória.
Daí conta
a história que depois de perder seu primeiro filho, Dona Glória
fez uma promessa que se nascesse um filho, ela o faria um padre
em agradecimento à Deus.
Capitu, que
era sua vizinha, e Bentinho, ainda novos brincavam de fazer missa
dividindo a hóstia, etc. Ele começou a gostar de Capitu sem ela
saber. Ele descobriu que ela também gostava dele quando leu no
muro o nome "Bento e Capitolina" rabiscados com um
prego.
Bentinho
por varias razões prometia que ia rezar mil Padre-Nossos e mil
Ave-Marias como promessa. E os desejos se realizavam e as
promessa se acumulavam, não cumprindo nenhumas.
Ele faz
tudo o que a mãe queria: até cocheiro de ônibus ele seria,
menos padre, mesmo sendo uma carreira bonita não era para ele
essa vocação.
Bentinho
começou a se encontrar nas escondidas com Capitu correndo até o
perigo de serem vistos juntos se beijando.
Sua mãe
já estava decidia que Bentinho iria entra no seminário com o
padre Cabral e que ele iria ver a família aos sábados e aos
feriados. Então estava decidido que ele iria para o seminário
no primeiro ou no segundo mês do ano que vem, e só faltava 3
meses para ir para o seminário. Capitu ficou triste de saber que
ele iria e ficou com medo que acaba-se o amor entre eles. Ainda
faltava um tempo, para ele se despedir, para ele ir embora e eles
já faziam juramento um para o outro que quando ele voltar iriam
se casar e por qualquer motivo de doença ou alguma coisa desse
tipo ele voltaria a qualquer hora.
Bentinho
tentou junto com Capitu varias idéias mirabolantes para fugir do
seminário até pedir ao Imperador para falar para a mãe dele
esquecer da idéia. Mais nunca deu certo. Falou com José Dias
para convencer sua mãe, de poucos em poucos. Isso alegrou José
Dias, que viajaria com Bentinho para a Europa para estudar nas
melhores escolas do mundo. Mas foi tudo em vão, ele teve que ir
logo para o seminário.
Meses
depois foi para o seminário de S. José. O padre Cabral falou
que se dentro de dois anos ele não tiver vocação para isso
poderá escolher outra coisa.
Todo mundo
que estava de acordo com que ele fosse para o seminário
agradeceu ao padre de ter convencido Bentinho, e que qualquer
problema estava a disposição. Bentinho foi para o seminário
mas com ressentimento de arrependimento. Ele só estava pensando
em sair de lá. Mas se passou alguns meses e ele queria que
escapar de lá antes de completar o prazo do Padre Cabral. Estava
louco para ir para casa até que arranjou um sábado que ele
pudesse ir até sua casa.
Capitu
estava mesmo apaixonada por Bentinho e seus planos era esperar
ele sair do seminário para se casar. Bentinho estava preocupado
porque foram buscar ele no seminário e ele logo pensou que seria
alguma coisa de ruim e não deu outra: sua mãe ficou doente
estava por um fio entre a vida e a morte, e para Bentinho isso
era péssimo, porque era sua mãe, mas por outro lado era bom que
com a morte da mãe ele sairia do seminário, mais iria ficar
cheio de remorso. Mas até aí correu tudo bem e sua mãe acabou
melhorando.
Bentinho
conheceu Escobar, um amigo que encontrou no seminário e era o
único que ele podia contar seus segredos, fora Capitu que estava
apaixonada por ele mas estava longe dele.
Bentinho
não agüentava mais ficar no seminário. Ele teria que sair dali
de qualquer jeito. Estava lhe tornando impossível ficar só
pensando em Capitu e as coisas que pudera fazer lá fora.
Bentinho
foi para casa e perguntou aonde que estava Capitu e sua mãe
falou que ela tinha ido dormir na casa de Sinházinha Sancha
Gurgel, que é sua amiga e mora na rua dos Inválidos. A Prima
Justina insinuou que ela foi para lá para namorar, deixando
Bentinho louco de ciúme. Vendo que Capitu estava demorando,
Bentinho esperou dar onze horas e correu para à rua dos
Inválidos. Lá quando chegou viu o velho Gurgel preocupado com o
estado de saúde de sua filha Sancha. Entrando, viu Capitu
cuidando da febre de Sancha. O velho Gurgel até comentou como
Capitu parecia com sua falecida mulher e como ela ainda seria uma
boa mãe. Vendo que Capitu não estava flertando com outros
garotos, Bentinho ficou mais sossegado.
Assim foi
passando o tempo, com intermináveis semanas no seminário e com
finais-de-semana de descanso em casa. Escobar foi até a casa de
Bentinho algumas vezes.
Houve uma
hora que Bentinho não agüentou: conversou com Capitu sobre
fugir do seminário, com idéias de mandar José Dias até o papa
para cancelar a promessa. Mas Capitu acabou com essa idéia. E
mandou pensar bem antes de cometer qualquer loucura.
Então
Bentinho foi pedir a opinião de Escobar sobre a idéia do papa.
Então Escobar teve a grande idéia que conseguiu tirar Bentinho
do seminário. A Idéia que Escobar teve foi levar a promessa ao
pé da letra "Se Tiver um filho, farei um padre", na
promessa diz que "fará um padre", não especificando
que seria seu filho.
Esse
argumento serviu para Dona Glória, que pegou um órfão para
ordena-lo padre. Assim depois de um tempo ambos saíram do
seminário.
O livro
pula a época que não houve nada de importante e vai para logo
depois quando houve o casamento de Bentinho e Capitu e Escobar
entre Sancha Gurgel.
O tempo
passou todos relativamente felizes, Bentinho se formou em Direito
e Escobar estava no ramo do comércio. Tempo depois Escobar teve
uma filha que chamou de Capitu.
Depois de
muitas tentativas falhadas, Capitu e Bentinho, não conseguiram
ter um filho. Capitu até chamou Escobar para acertar as contas
para que se logo tivessem, o filho já teriam tudo pronto.
Meses
depois conseguiram finalmente ter um filho que respectivamente o
chamaram de Ezequiel que era o primeiro nome de Escobar, como se
fosse uma homenagem trocada. Depois disso com laço de união das
famílias, até planejavam uma viajem para a Europa, com as duas
famílias.
Mais no dia
seguinte em uma trágica manhã, Bentinho sentou-se na sua sala
para estudar os processos que usaria no seu trabalho. Ele notou a
fotografia de Escobar que tinha em casa e notou um estranha
semelhança entre Escobar e seu filho, mas foi interrompido
quando um escravo bateu na porta e que deu a notícia que Escobar
teria morrido afogado na praia. Assim Bentinho esqueceu sua
desconfiança e foi ver o corpo na praia.
Logo
ocorreu o enterro, Bentinho fez até um discurso sobre o morto
tão bom que queriam publicá-lo. Mais sua dúvida continuava
sobre a semelhança entre o falecido e seu filho.
O tempo
passou e sua desconfiança foi aumentando. Depois de fazer alguns
cálculos de tempo, teve quase certeza daqueles encontros de
Escobar e Capitu quando eles tinham que fazer aquelas contas. E
também porque as semelhanças entre Escobar e seu filho também
estavam aumentando.
O
sentimento de traição era horrível e Bentinho até tentou se
suicidar, mas notou que apesar de Ezequiel poder ser um filho
bastardo, lembrou que havia ainda o sentimento amoroso entre pai
e filho. Isso fez Bentinho esquecer da tentativa de suicídio e
partir para uma separação amigável com Capitu.
Viajou com
sua família para a Suíça, voltando depois, deixando lá para
que o filho tivesse boa educação. Assim depois de um bom tempo,
Capitu lá morreu e Ezequiel voltou para contar as novidades para
o pai.
Assim
Ezequiel voltou já grande e formado em arqueologia, agora
idêntico a Escobar. Contou que sua mãe foi enterrada na Suíça
e que ele já estava de partida para o Oriente Médio para fazer
um estudo sobre as pirâmides.
Algum tempo
depois recebeu a notícia que Ezequiel morrera lá de febre
tifóide e foi enterrado em terreno sagrado.
Acabando
aí, o autor enfatiza a idéia que seu conto não passou de uma
história de subúrbio. Coisas que acontecem todo dia, que faz
parte do cotidiano da humanidade.