Senhora
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Tipos
de Personagens:
Aurélia Camargo: Principal.
Fernando Seixas: Principal.
D. Firmina Mascarenhas: Secundária.
Sr. Lemos: Secundário.
Mariquinhas: Secundária.
Nicota: Secundária.
Adelaide Amaral: Secundária.
D. Camila:
Secundária.
Aurélia Camargo: Uma jovem de 19 anos, órfã, que era pobre mas herdou uma herança enorme de 100 mil contos. É descrita como a rainha dos salões. É dita como uma mulher muito inteligente, diferente das jovens da época, ela era muito rica e também muito formosa. Queria ter Fernando Seixas de qualquer modo, tanto que acaba comprando um casamento com ele.
Fernando Seixas: É um moço honesto, órfão aos dezoito anos, que morava com as irmãs, Mariquinhas e Nicota, que o mimavam muito. Era um grande escritor do jornalismo fluminense. Ele é um homem influenciável pelo dinheiro, tanto que ele é comprado no decorrer da história. Ele tinha graves problemas financeiros, mas não contou isso nem para a mãe, D. Camila, e nem para as irmãs. Ele chegou a gostar de Aurélia, mas acabou gostando de Amaralzinha, isso antes de se casar com Aurélia.
D. Firmina Mascarenhas: Uma velha parente de Aurélia, viúva, que sempre acompanhava Aurélia na sociedade. Era uma espécie de uma mãe de encomenda, pois naquela época era inaceitável uma jovem daquela idade não ter uma pupila.
Sr. Lemos: Era um velho de pequena estatura, um pouco gordo. Ele era o tio de Aurélia que estava encarregado da tutela dela. Ele era cínico e muito brincalhão, às vezes até passando dos limites. Teve grande importância na farsa do casamento de Aurélia e Fernando.
Mariquinhas:
Irmã de Fernando Seixas, mimava-o muito e havia uma certa briga
com sua irmã por motivos banais, como quem ficava mais tempo com
Fernando.
Nicota: A outra
irmã de Fernando Seixas, tinha muitos ciúmes em relação à
Fernando e Mariquinhas.
Adelaide Amaral: Era a mulher na qual todos da sociedade achavam que o Fernando iria se casar.
D. Camila: É
a mãe de Fernando Seixas.
Expressões utilizadas para descrever Aurélia:
A rainha dos salões
A deusa dos bailes, a musa dos poetas
Rica, formosa, desejada por todos
Nascida para a riqueza
Ela tine como ouro
Tinha um rosto magnífico
Tinha algo de fantástico
Era áurea e suave
Era
muito inteligente
A história passa-se na cidade do Rio de Janeiro, no estado do
Rio de Janeiro. Havia uma garota, pobre, órfã de pai e mãe,
que de uma hora para a outra herdou uma herança avaliada em mil
contos (só para se ter uma idéia da herança, um dote de 30
contos já era muito bom. Nessa época, a moeda brasileira era o
mil-réis, sendo que um conto eqüivalia a mil mil-réis). Seu
nome era Aurélia Camargo, 19 anos, uma das moças mais belas do
Rio de Janeiro.
Era muito inteligente, e considerada a rainha dos salões,
pois era o centro das atenções nos bailes. Como naquela época
a sociedade não aceitava uma moça sozinha, Aurélia Camargo
tinha uma espécie de mãe de encomenda, chamada D. Firmina
Mascarenhas, mas a tutela estava com seu tio Sr. Lemos.
Aurélia
Camargo já sentia a necessidade de ter um marido, então pediu
que seu tio acertasse seu casamento com um rapaz, chamado
Fernando Seixas. Seu tio ofereceu-lhe cem contos e Fernando,
precisando do dinheiro, acabou aceitando. Ele morava com sua
mãe, D. Camila, e suas duas irmãs, Nicota e Mariquinhas, que
tinham ciúmes uma das outras pela atenção do irmão. Fernando
era muito mimado pelas mesmas e era um homem honesto, mas
enfrentava um problema financeiro, que o fez facilmente
influenciado pelo dinheiro. Fernando Seixas levava uma vida de
aparente luxo nos bailes. Tinha um espírito ocioso e fraco, por
isso aceitou o pedido de casamento. Mas Seixas foi
enganado achando que Aurélia não sabia nada do pacto.
Tudo acertado, eles casaram-se. Na noite de núpcias, Aurélia
surpreendentemente mostrou a Seixas um recibo assinado por ele
aceitando um adiantamento dos cem contos. Aurélia o acusou de
mercenário e de venal. Fernando ficou sem reação com o fato e
ela propõe-se a contar toda a sua vida a Fernando e os motivos
pelo qual ela havia o comprado.
Então ela começa a contar sua história a Fernando. Ela diz que
era uma moça pobre, que vivia com a mãe, D. Emília, e o irmão
Emílio, numa pequena casa. Seu pai, Pedro, morre e a família
fica ainda mais abandonada e pobre. Seu irmão Emílio morre de
febre, e sua mãe fala para Aurélia tentar arrumar um marido,
mostrando sua beleza. E Aurélia sofre muitas humilhações pelos
sedutores que só queriam uma aventura. Até que Aurélia conhece
Seixas e se apaixona por ele. Seixas se compromete com ela, mas
logo se arrepende, pois um casamento com uma moça pobre era
quase uma desonra para ele. Então ele desfaz o compromisso com
Aurélia e acerta um noivado com Adelaide Amaral. Sai em viagem,
e quando volta Aurélia havia se tornado muito rica.
Aí, Aurélia termina de contar a história da vida dela.
Fernando está envergonhado mas Aurélia toma por cinismo o
silêncio de Fernando. Desde então iniciam uma fase de
hipocrisia conjugal. Enquanto desfilam em festas e teatros,
fingem um casamento amoroso. Na intimidade, eles se digladiam em
diálogos felinos e brutais.
Até que um dia, Fernando fala para Aurélia que queria pagar a
quantia da compra dele, pelo seu resgate (cem contos). Então ele
tirou o dinheiro da carteira, pagou a Aurélia, com juros. Então
Aurélia aceitou o dinheiro, e devolveu-lhe o papel de venda.
Aurélia agia com uma certa frieza, mas por dentro estava
arrasada. Mas Seixas parece ter se regenerado de seu amor pelo
dinheiro e pela sociedade. Então eles se consideraram separados
do casamento, mas quando Fernando Seixas estava se retirando do
quarto e da sala, Aurélia disse que o amava mesmo o desprezando.
A cena foi muito comovente, gerando lágrimas em ambos. Então
Aurélia mostrou o testamento que ela havia feito no casamento
colocando Seixas como o único herdeiro de sua fortuna.
Então, no final, ele fica e eles têm uma noite de amor
conjugal. (Tchaca-tchaca
na butchaca mesmo!)