Dicas para boas compras na sulanca em Santa Cruz do Capibaribe/PE

 

Colaborou na edição desta página a jornalista Juliana Moraes

Informar uma realidade -- é a intenção desta página

SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE/PE 

Dicas para compras na sulanca

 

 

 

 

          Santa Cruz do Capibaribe, maior pólo de confecções do Norte/Nordeste do País!  Há de se comprar ao vivo. Não dá para fazê-lo a distância, pois o diferencial está, sobretudo, na qualidade. Isso se refere a compras pequenas para consumo..Em grosso, a distância não é problema, porém aí também se bota mais fé no negócio olho no olho, pelo menos no início. 

          Como este site é pessoal, não convém citar nome de lojas, fábricas, feirantes, bares, restaurantes, hotéis etc. Isso seria publicidade, cabível em páginas comerciais. O visitante é que vai ter que descobrir isso. Estas dicas visam facilitar tais achados. 

          Em forma de perguntas e respostas, são vistos, a seguir, alguns aspectos da feira da sulanca, do comércio fixo e de condições de infra-estrutura, além de outras informações relacionadas com a sulanca..

 

Feira da sulanca  

 

  • Como são os preços e a qualidade? Os preços são baixos, mas são fixos, mesmo em função da quantidade. Exemplo: 13 camisas a R$4,00 ou R$7,00 cada são R$52,00 ou R$91,00 e não ficam por R$50,00 ou R$90,00. Não adianta pechinchar.  Adianta andar para descobrir mais coisas. A qualidade é boa. Há produtos bons e médios,  de vários tipos. Alguns até vão a grandes lojas e butiques de capitais.

  • Qual é o tamanho da feira? São 8 mil barracas que se imprensam num vaivém de pessoas e carroças. Para ter uma idéia melhor da grandeza da feira, veja Números da feira da sulanca.

  • Qual é o dia da feira? A feira começa mesmo na segunda-feira ao meio-dia e alcança seu ponto alto na terça-feira (dia e noite), indo até a quinta-feira pela manhã. Nos demais dias, sempre há alguma feira, mesmo pequena.

  • Tem feira no período de carnaval? Em geral, não. Só mesmo a normal da segunda-feira. Aí pode-se encontrar alguma coisa de sulanca. Apenas isso.

  • Qual a distância do Recife e como chegar lá? Clique em para ver a resposta.

  • E a segurança para os compradores? Bem, a segurança é insuficiente, mas não há perigo para o consumidor na feira, em geral. Aí, o alvo maior de furtos são feirantes, de quem tentam subtrair em grosso, levando-lhes sacos de confecções. Para os compradores perigo ocorre mais nas estradas (vindas e voltas), onde assaltos podem acontecer.

  • Qual a origem dos produtos da feira? Sobretudo, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama (a 20 km), Caruaru (a 54 km), São Paulo e Rio de Janeiro.

  • E a trabalheira para ver tudo? Bom, para ver tudo não dá num único dia. É preciso bater muita perna. O que vai compensar é muita mercadoria boa a preço muito baixo.

  • Alguma exigência para andar nessa feira? Sim, preparo físico para enfrentar a extensão e o mexe-mexe da feira, além de alguma ginástica para se livrar de colisões com carroças que circulam no meio da feira, sobretudo as que conduzem fretes.

  • Qual o perfil dos consumidores da feira? Variado como as mercadorias: camelôs, pequenos e médios comerciantes, pessoas de classes média e alta, além de dondocas e donas de butiques de outras cidades.

  • Para que se compra na feira? Para consumo próprio, revenda em pequenos, médios  negócios, lojas maiores e até butiques.

  • Muitos sacoleiros? Sim. Compradores, em geral, dão uma de sacoleiros, arrastando suas sacolas, maiores ou menores.

  • E o atendimento dos feirantes aos compradores? Existe pouca atenção ao consumidor. O feirante, além de querer perder menos tempo para vender mais, dirige também  seus cuidados às mercadorias para evitar furtos.

  • sanitários públicos? Não.  Na maioria das vezes, feirantes e compradores utilizam sanitários em residências ou restaurantes, que cobram uma pequena taxa pelo uso. O mesmo ocorre com quem deseja tomar banho. 

  • Existe provador? Não. O jeito é provar na barraca mesmo ou comprar no olho.

  • Aceitam troca de mercadorias?  Sim, mas é preciso trocar logo porque feirantes costumam mudar de local de um dia para outro ou de uma feira para outra. Aí, fica difícil achar o vendedor

  • E bares, restaurantes e hotéis? Existem, próximo à feira, em quantidade razoável, com preços e qualidade em função do gosto e do bolso do freguês.

  • Aceitam cheque? Não. Vendas só à vista, em espécie.

  • Como são o trânsito e o estacionamento? Em geral, engarrafado, confuso, enlatado mesmo. Boa providência é estacionar na  avenida Pe. Zuzinha ou em transversais à avenida   29 de Dezembro, tudo próximo à feira. Depois, seguir a pé para a feira. Não é aconselhável deslocar-se de carro pela cidade sem destino certo, pois o trânsito está quase sempre tumultuado em toda a cidade, por conta da feira.

  • E a organização da feira? Mínima. É um caos com muita alegria, e lembra Ciudad del Est (compras no Paraguai) nos bons tempos. Não dá mais para organizar porque a coisa cresceu demais. A feira da sulanca tem coisa parecida com o mundo do camelô. O Santa Cruz Moda Center (parque da feira), com toda infra-estrutura necessária e para onde deve ir a feira no futuro, pretende botar ordem no tumulto.

  • Qual o perfil dos feirantes? A maioria tem fabricos domésticos, e trabalha em suas fábricas entre uma feira e outra. Outros representam lojas fixas ou pequenas fábricas.

Comércio fixo

  • Qual a área coberta pelo comércio fixo? É a parte antiga da cidade e adjacências, e ainda a parte nova. Praticamente, toda a cidade integra o comércio fixo, formal ou informal

  • Qual o tamanho do comércio fixo? São mais de mil lojas, formais e informais. Cerca de três mil e quinhentos fabricos. Tudo espalhado pelas ruas e quintais da cidade.

  • Qual o expediente? A maioria abre de segunda à sexta-feira no horário comercial, fechando para almoço. Uma parte, a minoria, abre também no sábado. O melhor mesmo para comprar é de segunda a sexta-feira.

  • O comércio abre no período do carnaval? A maioria das lojas fecha antes do carnaval e só abre na segunda-feira seguinte aos festejos de momo. O comércio "tira" férias no período, pois.

  • Qual a distância do Recife e como chegar lá? Clique no botão abaixo para ver a resposta.

  • O que é necessário para conhecer esse comércio fixo? Preparo físico para conhecer todos os buracos. Também não é possível ver tudo num dia só.

  • O esforço físico é menor do que andar na feira? Sim, em certo sentido porque há mais conforto. Mas é preciso andar mais, talvez.

  • E variedade, qualidade e preços? A mesma variedade da feira. A qualidade pode ser melhor, e os preços, um pouco mais elevados.  Os preços são fixos também. Adianta pouco pechinchar. Adianta mesmo é bater pernas para ver mais variedade, qualidade e preços.

  • Onde se concentram as melhores e principais lojas? Sobretudo, nas ruas João Francisco Aragão e Cabo Otávio Aragão (rua do sinal), e em em suas imediações.

  • Como é o atendimento? Normal, mas frio. Mais compradores, menos gentileza no atendimento. Menos tempo com cada freguês pode levar a vender mais. É o que devem pensar, com certeza, os vendedores.

  • Aceitam cheque? Em geral, não. Apenas de fregueses selecionados, em compras no atacado. O mundo da sulanca é invadido por muitos "cheques-capim". Razão do apelido: quem os recebe engole o que o burro come, e fica no prejuízo.

  • Há compras a prazo? Em regra, não, menos para certos clientes.   

  • Há local para provar roupas Sim.

  • E as trocas?  Normal.

  • Existe sanitário? Em geral, as lojas têm, mas só costumam cedê-lo a fregueses. Fora disso,  a resposta é uma `só: "Tem, mas está entupido".

  • Dão nota fiscal? Se o consumidor pede e insiste, depois de muita conversa, dispondo-se o freguês a esperar, pode sair a nota, em geral. Se o comprador não pede, esquecem-na naturalmente como, aliás, ocorre em muita parte.  

  • O comércio tem outras variedades, além de confecções? Sim. Mais tecidos, malhas, lycras, cotton e aviamentos em geral, para citar só coisas do ramo. Outros centros produtores de sulanca buscam matéria-prima em Santa Cruz do Capibaribe. Tem, ainda, já bem diversificados, outros ramos de comércio.

  • Como são o trânsito e o estacionamento? Nos dias em que não há feira são normais. Par ver o restante da resposta, clique

Infra-estrutura  

  • E a hospedagem como é? São seis hotéis e mais de 50 pousadas. O melhor fica na entrada da cidade, para quem vem de Caruaru ou Campina Grande, mas o preço, evidente, está acima do que cobram os demais. Oferece dormida e as três refeições. Presta-se mais a quem vai de carro, pois fica um pouco distante do local da feira. Na cidade, próximo à feira, há outras opções a preços mais baixos, em regra só com dormida e café da manhã (quando existe este). Muitos funcionam como simples dormitórios. A qualidade e os preços aí variam em função do gosto e das posses do freguês

  • E bares e restaurantes? Há vários, desde populares em barracas de feira até casas melhores em avenidas. Os preços também variam e são, no geral, aceitáveis. Predominam as refeições no peso..

  • Há sanitários públicos? Não. 

 

Onde achar informes de natureza comercial:

(alguns sites sobre Santa Cruz do Capíbaribe):

Nota: se ainda tiver alguma dúvida sobre o assunto, escreva-nos, que talvez possamos tirá-la.

 

Juliana Moraes

Nome completo: Maria Juliana de Almeida Moraes

Idade: 22 anos. Concluiu Jornalismo na UNICAP/PE, em 2002. Cursa Administração na UFPE. 

Endereço eletrônico: jumoraesdp@uol.com.br 

 

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Editada em 21/05/03

Atualizada em 07/05/2004

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