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Iluminação Pública

Foi na primeira adminstração do Desembargador Manoel Antônio Galvão como presidente dda Província que se tratou, pela primeria vez, da iluminação das ruas da cidade. Em janeiro de 1832, solicitada a pronunciar-se a respeito do assunto, a Câmara Municipal(sessão de 18/jan ) estimou em 12 contos de réis os gastos indispensáveis para a implantação do serviço, não podendo estimar a despesa anual de manutenção. Decreo princial de 7/8/1832 determinou fosse contrada a colocação dos lampiões. Mas engana-se Augusto Porto Alegre em sua obra, A Fundação de Poto Alegre, quando indica aquela data como o início do funcionamento do serviço. Ainda em 15/12/1832, os vereadores estavam estudando o número de lampiões de que carecia a cidade, tendo fixado o número ede 191, "pouco mais ou menos". Já em 1833, fez-se o contrato de João dos Santos Castro como o governo provincial para a instalação de duzentos lampiões e, a 6/9/1833, a Câmara assentou que seu procurador e fiscasi ficavam com delegação para escolher os locais onde aquelas lanternas se faziam necessárias. Em 8/10/1833, feitas as primeiras experiências, a Câmara Municipal resolvei que "se oficiasse ao Exmo. Presidente da Provîncia, significando-lhe que notando por experiência feita em um ou dois lampiões que se acenderam, terem saído bastantde defeituosos, atenta a fraca luz que prestam, leh ponderava a necessidade de mandar-se-lhes pôr reverberos, a fim de os tornar com menos defeito". E, de outr parte, já solicitava mais cem lampiões, para encurtra os espaços entre os diversos focos de iluminação. Só nos primeiros meses de 1834, o contratante João dos Santos Castro conseguiu completar a instlação dos seus duzentos lamiõe, que eram presos por ferragens `fachada das casas. Em seu relatório de 20/4/1835, o Presidente Antônio Rodrigues Fernandes Brasga informa que o serviço de iluminação da capital vinha sendo atendido por um administrador, remunerado pela Província , jo qual comprava os gêneros precisos e contratrava serventes, prestando contas meensalmente. Quanto aos lampiões, dizia que "sõ de péssima construção, e presos por um sistema de ferragem que parece de propósito calculado para dar trabalho aos serventes e causar grande detrimento nos mesmos lampiões". O combustível utilizado era o azeite de baleia.

Não tardou que esses priemriso lampiões, por mau funcioanmento ou dano irreversível, ficassem inativovados, tendo a Província mandado encomendar outros duzentos no Rio de Janeiro. E desapareceu a iluminação das ruas. Em 1837/maior/2, a Câmara Municipal solicitou ao Vice-Presidente Américo Cabral de Melo o restabelecimento da iluminaçção, atendendo especialmente à conveniência da defesa da cidade sob sítio dos farroupilhas, "para facilitar o serviço das patrulhas noturnas, em que constantemente andam empregados cidadãos de todas as classes". Em 31/ago, do mesmo ano, a Câmara reterava seu pediddo para que fossem mantidos acesos "em noites escuras, esses poucos lampiões que há presentemente peças ruas da cidade, a fim de auxiliar as patrulhas que tem a seu cargo a polícia da mesma, e principalenete agroa com o inimig à vista, e que não descansa de incomodar-nos com seus tiroteios, assim como sucedeu esta madrugada bastantemente escrua, que obrigou alguns cidadãos a porem luzes nasw suas janelas, e acendendo-se mesmo alguns lampi~eos, a fim de facilitar o reconhecimetno das patrulhas e pontos de reserva". Já então se aludia à "grande demora que tem havido na remessa dos ( lampiões ) que se encomendaram por parte da Província , para o Rio de Janeiro".

Parte dessa mesma encomenda ( 160 dos 202 lampiões encomendados ao Rio) chegou em fevereiro de 1838, e logo se tratou da sua instalação. E em 30/6/1838, o procurador da Câmara informava aos vereadores que estavam tomadas as providências para se acenderem as luzes já colocadas, "na primeria noite de escuro". O azeite de baleia continuava sendo o combustível.

O número de lampiões cresceu na medida em que se expandia a ocupação urbana. Em 1846, foram encomendados mais 37 pontos de luz ( ata de 15/set). Em sucessivas ocasiiões, sempre que o provamento se estendia, a Câmara Municipal solicitava à presidência da Provìncia a colocação de novos lampiões.

Em 1852 houve inovações no serviço. O Vice-Presidente Oliveira Belto contratou com José Antônio Rodrigues Ferreira (que passaria à crônica da cidade como o "Ferreirinha dos lampiões") a instalação de lampiões a gás hidrogênio líquido. Segundo uma explicação dada pelo próprio contratante em documento de 12/9/1855 (do Arquivo Histórioco Estadual) tais lampiões não eram alimentados por uma central de gás, que não existia ainda, mas por um receptáculo de vidro ou folha-de-flandres adaptado a cada poste. O fabricante do gás era o próprio Ferreirinha. Mas, segundo se lê no relatório do Presidente Sinimbu à Assembléia Legislstativa em 6/10/1853, o sistema não estava agradando: "... pouco a pouco a iluminação que a princípio parecia boa, foi-se tornando tão má que era intolerável estarem os cofres provinciais fazendo tão crescida despesa com a fraca luz de tocha dos lampiões".

Em 1858, quando todos os lampiões da cidade não ultrapassavam a cifra de 257, dizia o Presidente Ângelo Ferraz aos deputados: "Chamados os concorrentes para o serviço de iluminação desta capital a gás hidrogênio carbonetado, [...] como a mais vantajosa foi preferida a proposta de Cassiano Pacheco de Assis & Cia". E, quatro anos mais tarde, continuava a mesma iluminação a gás, embora com trita focos a mais, alimentada pela mesma composição química. Estranhamente a matéria-prima desse gás de iluminação era a aguardente. É o que se conclui de um tópico do relatório do Presidente Francisco de Assis Pereira Rocha à Assembléia Legistlativa: "Tomando em consideração o que me requereu o arrematante da iluminação pública, permiti que despachasse livre de direitos até 72 pipas de aguardente para consumo de sua fábrica de gás hidrogênio".

Outra inovação ocorreu em 1864, graças à substituição do anterior sistema de gás hidrogênio líquido pelo produto que o Presidente Eloy de Barros Pimentel denominou "óleo kerosene puro". Com a medida, a julgar pelo relatório de 10/3/1864, baixava o custo da iluminação em 500 réis por combustor, e melhorava a qualidade da iluminação.

Mas a cidade não se contentou por muito tempo com os lampiões de querosene. Uma lei provincial de 10/1/1867 autorizou a Província a contratar a iluminação pública de Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande pelo sistema de gás hidrogênio carbonado, produzido em centrais de gás. Vencedor da concorrência pública, com contrato aprovado em 6/12/1867, foi uma personagem curiosa e excêntrica da história de Porto Alegre: o vice-cônsul francês, Noel Paul Baptiste D'Ornano, que por longos anos residiu na capital, escrevu um valioso relatório sobre o Rio Grande do Sul e frequentes vezes se envolveu em litígios com autoridades locais. Entre a assinatura do contrato e o efetivo funcionamento do gasômetro e da rede de iluminanão a gás trasncorreram quase sete anos. D'Ornano foi à Inglaterra, lá obteve capitais para a organização de uma empresa capaz de realizar o empreendimento, lutou com dificuldades junto ao município para obter um terreno onde instalasse o gasômetro. Finalmente a São Pedro Brazil Gaz Ltda. em data de 3/11/1874, conseguiu acionar seu gasômetro da Praia do Riacho ( hoje Washingon Luís ) e iluminar a cidade com seus quinhentos combustores, com substancial melhora em relação aos precedentes sistemas. Mudaram, mais de uma vez, os concessionários do serviço, até que a Intendência Municipal, por Ato Estadual n.29, de 23/3/1893, sucedesse à Cia, Rio Grandense de Iluminação a Gás, na parte referente à iluminação pública da Capital.



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