Projeto - Marte o Planeta Vermelho
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Projeto para o Planeta Vermelho
Home Page do trabalho de final de curso de Arquitetura & Urbanismo de Guilherme Motta de Oliveira.

AJAX, O Marciano   Objetivo deste Site:

O objetivo deste site é divulgar o trabalho que está sendo desenvolvido, sobre uma edificação em Marte e encontrar pessoas interessadas em colaborar. Assim, se houver interesse entre em contato, toda ajuda será bem vinda !

Saiba mais sobre o Projeto:

 

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Introdução:

Este é o Trabalho Final de Graduação do Estudante Guilherme Motta de Oliveira, em seu último período no Curso de Arquitetura & Urbanismo, na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tendo como orientador o Professor Arquiteto Marcos Olender.

A proposta deste trabalho é projetar um assentamento no quarto planeta do sistema solar: o planeta Marte. Este assentamento deve ser viável, dos pontos de vista tecnológico e econômico e ainda confortável, apresentando bons valores estéticos e arquitetônicos.

Presta-se com esta proposta uma homenagem aos autores que influencia(ra)m os rumos da Ciência com seus livros, filmes e quadrinhos.

É objetivo deste projeto ressaltar a importância fundamental do Arquiteto e Urbanista para a otimização e mesmo viabilização da colonização espacial.

Considerações Iniciais:

Para se construir, em qualquer local, o primeiro passo é estudar o terreno. Quando este terreno se encontra fora do nosso Planeta, devemos nos preocupar com muitas características além das que estamos acostumados a lidar.

No caso específico de Marte levamos em consideração:

Por sua vez, o projeto deve levar em conta as seguintes considerações:

  1. O assentamento deverá ser capaz de manter pressão atmosférica em seu interior, sem troca de gases com o meio externo. Isto se deve ao fato de Marte ter menos de 1% da atmosfera que temos na Terra e os gases que compoem esta atmosfera serem "venenosos".
  2. O oxigênio deverá ser produzido no local, a partir da água marciana ou, caso não seja possível, importado da terra (o que pode inviabilizar o projeto).
  3. Devemos levar em consideração as fontes de energia. O assentameto deverá produzir a energia para todas as suas tarefas.
  4. O assentamento precisará manter contato constante com a Terra.
  5. Deve-se reciclar o máximo possível, procurando criar um ambiente auto-sustentado.
  6. A edificação deverá ter reservas de alimentos, água, oxigênio e combustível para emergências.
  7. Existem tempestades de areia, algumas de ação global. Isto pode interromper o contato com a terra e dificultar alguma aterrissagem de abastecimento, uma solução poderá ser a existência de um satélite meteorológico na órbita de Marte.

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A Questão Financeira:

Como financiar a Exploração de Marte ?

Marte é um deserto gelado, o que poderia levar à humanidade a habitar este planeta ? A seguir analisamos algumas possíveis respostas a esta questão.

  1. A pesquisa científica;
  2. Dominação militar;
  3. Mineração.

Acreditamos que a pesquisa científica pura e simplesmente não tenha força para iniciar a ocupação de Marte. Se tivesse, a Lua que é muito mais próxima da Terra, já teria sido colonizada.

Com o fim da guerra fria os programas espaciais tiveram uma desaceleração e com as recentes crises mundiais os governos têm menos recursos para investir em um projeto de "conquista" militar de Marte pelo puro "status" de se autoproclamar "dono do mundo".

Quanto à Mineração, ainda não foi detectado nenhum minério tão valioso em Marte, recentemente foi anunciada a descobreta de Hélio-3 na Lua e já se estuda a exploração desta.

Assim, a luz destas considerações, procuramos outros motivos econômicos para esta ocupação e chegamos aos seguintes:

  1. Cooperação Internacional
  2. Turismo;
  3. Comunicação/Publicidade.

Cooperação Internacional

A Cooperação Internacional deverá ser a base da esploração espacial nos próximos anos, seguindo o exemplo da Estação Espacial Internacional (http://www.dss.inpe.br/programas/iss/portugues/abertura.htm), que está sendo desenvolvida por dezesseis países (EUA, Rússia, Canadá, Japão, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega, França, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Suiça, Grã-Bretanha e Brasil).

A comparação com o período das grandes navegações é inevitável, a civilização humana prepara-se para uma grande expansão, rumo a um "novo mundo". Assim, os países que possuírem a tecnologia necessária sairão na frente na expansão de suas fronteiras.

O Turismo Espacial

O Turismo é hoje a maior indústria mundial, as pessoas gastam milhares de dolares com viagens e acreditamos que exista um número suficiente de pessoas com tempo e dinheiro suficientes para realizar esta viagem a Marte.

Confirmamos esta possibilidade em diversas reportagens e textos publicados na imprensa nacional, em destaque à reportagem "Os Terráqueos estão chegando" publicada na revista Superinteressante, ano 11, no 1, pág. 66.

Em outra reportagem, na Superinteressante ano 12, no 12, pág. 90, descobrimos projetos de empresas privadas para turismo espacial.

Amyr Klink em seu livro Paratii informa que hoje existem cerca de 20.000 pessoas dando a volta ao mundo em veleiros como o dele. Uma viagem como esta deve durar quase um ano. Provavelmente encontraremos em nosso planeta muitas pessoas com o mesmo espírito de aventura, tempo e dinheiro para explorar o Planeta Vermelho.

Comunicação e Publicidade Espacial (Showbiz)

A NASA hoje já produz um razoável volume de negócios em torno das viagens espaciais, o recente sucesso da missão Pathfinder resultou em CD-ROM, camisetas, bonés, chaveiros, fita de vídeo (veja como comprar em http://www.jplerc.org/mars.htm).

A possibilidade de mergulhar a colonização de outro planeta em marketing é real e está sendo pensada seriamente pela agência americana.

Assim, imaginemos: Astronautas com trajes espaciais tão repletos de propaganda quanto pilotos de F-1. Pelo menos 1 canal de TV a cabo dedicado 24h à exploração espacial. Propaganda direta feita por astronautas de produtos globais, como Coca-Cola e Microsoft. Enfim, toda uma infinidade de produtos explorando a "Aventura" e a "Tecnologia" da Colonização Espacial.

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O Programa:

O Programa para este projeto foi definido a partir da análise das questões já referidas, pois ele deve contemplar as limitações das tecnologias existentes e as circunstâncias econômicas. Assim concluímos que a melhor opção será a construção de uma pequena colônia em Marte, ao invés de uma simples edificação.

Esta colônia terá habitantes dos vários países "sócios" que investirem no projeto e as principais atividades que serão desenvolvidas são as seguintes: Pesquisa Científica, Turismo, Publicidade Espacial e Administração Geral.

A colônia será construída em etapas, na primeira etapa as edificações serão transportadas prontas a Marte, em módulos semelhantes aos que a NASA vem divulgando para a primeira missão tripulada a este planeta. A segunda etapa será a montagem de uma infra-estrutura de integração e humanização da colônia somente na terceira etapa todas as edificações passarão a ser construídas em Marte.

Pela característica de construção em etapas, sugerimos o programa que deve ser encaixado nos módulos de ocupação e quantificamos as funções nos desenhos, por etapa de ocupação.

Principais atividades a serem atendidas

  1. Pesquisa Científica;

    Teremos dois níveis de pesquisadores: o primeiro, astronautas e cientistas experientes com missões específicas das agências espaciais de seus países de origem; o segundo, estudantes desenvolvendo teses de mestrado e doutorado relacionadas às questões espaciais e "marcianas", o estudante ficaria cerca de 2 anos no espaço estudando, ao chegar na terra iria defender sua tese.

  1. Turismo;

    Em nossa colônia teremos um hotel para Turismo Espacial. O público para este hotel será de "aventureiros", equipes de reportagem (trabalhando para alguma emissora de TV ou revista de viagem/turismo/ecologia), estudantes que, ao invés de passarem 1 ano fazendo intercâmbio em outro país, poderiam passar 1 ano conhecendo Marte.

    Este hotel deverá manter uma equipe mínima de funcionários em Marte

  2. Publicidade Espacial;

    Como suporte à Publicidade Espacial teremos um pequeno estúdio de TV e equipamentos para uma pré-edição das imagens a serem transmitidas à Terra. As transmitições à Terra serão realizadas por ondas de rádio, a partir de antenas transmissoras, como todo o assentamento utilizará estas antenas deve-se racionalizar seu uso, por isso a pré-edição em Marte, para diminuir o tamanho das transmissões.

  3. Administração Geral.

    Entendemos como Administração Geral todas as tarefas de manutenção e monitoramento das areas "públicas" da colônia.

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O Projeto:

Primeira Etapa

Segundo a NASA a primeira missão tripulada a Marte irá utilizar módulos como o seguinte:


Imagem copiada da home page da NASA

Serão utilizados 4 módulos semelhantes a este na primeira missão, 2 de habitação/laboratório, um tanque de combustível e um módulo de retorno ao espaço, este último se conectará com o veículo "transmarciano" para o retorno à Terra. Este veículo "transmarciano" fará a ligação Terra/Marte, sem aterrissar em nenhum dos planetas, permanecendo em órbita esperando sua carga.

Esta opção para as primeiras viagens a Marte é justificada pela dificuldade de se construir no local, enquanto não houver uma população estabelecida, nem robôs sofisticados o suficiente, as habitações deverão pousar prontas para o uso.

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Segunda Etapa

A segunda etapa de ocupação será a construção de uma infra-estrutura comum a estes módulos.

Temos certeza de que as questões tecnológicas para manutenção e suporte à vida humana foram resolvidas da melhor forma possível pelos cientistas da NASA, assim nossa principal preocupação com este projeto refere-se à questão da humanização da colônia. Nosso objetivo é melhorar as condições de vida das pessoas que irão passar meses, talvez anos de suas vidas, em um planeta árido, sem atmosfera e com um céu alaranjado.

A viagem da Terra à Marte demora pelo menos quatro meses, totalizando quase um ano só de translado entre os planetas. Durante este período as pessoas estarão confinadas a espaços pequenos e limitados. Os módulos que pousarão em Marte e servirão de habitação, são do mesmo modo pequenos. Para diminuir este confinamento propomos a construção uma passagem entre os módulos em que as pessoas não precisem de trajes espaciais.

A associação de módulos a uma via de acesso pública cria uma "rua", onde as pessoas terão vizinhos e poderão "esticar as pernas", sem trajes espaciais. Poderão olhar a paisagem de Marte, encontrar pessoas, ou simplesmente "dar uma voltinha".

Sob o piso das passarelas irão passar as tubulações de ar, água, esgoto, energia e telecomunicações. Assim a manutenção destes poderá ser realizada confortavelmente por dentro da passarela, sem a necessidade do traje espacial.

No desenho acima, vários módulos estão unidos formando uma "rua", para quebrar a sensação de um grande corredor temos um "alargamento", ou uma pequena "praça" no centro da figura. Esta praça terá mesas e cadeiras para que as pessoas possam "relaxar" e se encontrarem, funcionando como uma esquina, haverão módulos "bar" junto a estas praças para complementar sua função.

Agrupamos estas ruas para formar o que chamamos de "bairro". Exterior aos limites do bairro posicionamos paineis para coletar energia solar, bem como equipamentos para coletar energia eólica. Ainda deverá haver a necessidade de reatores nucleares para complementar a produção de energia que também serão colocados fora dos limites do bairro.

O Bairro terá as vias de pedestres, na altura da entrada dos módulos e as vias para "carros", no nível do solo. O acesso de veículos é importante para garantir o abastecimento de todos os módulos. Quando a colônia tiver esta configuração, já deverá haver um ônibus espacial em Marte, para fazer a conexão entre o veículo trans-marciano (em órbita de Marte) e a colonia. O pouso irá acontecer longe do "bairro" e as pessoas e suprimentos serão transportados até ela por estes "carros".

No centro do bairro temos uma estrutura geodésica semi esférica que terá dupla função:

É importante ressaltar que existe uma pesquisa muito grande para se produzir ambientes auto-sustentaveis, com o intuito de baratear e viabilizar a exploração de outros planetas. Neste campo existem duas tecnologias principais, uma baseada em técnicas físico-químicas e outra em tecnicas "biológicas".

A tendencia atual é mesclar estas duas extraindo as vantagens de cada uma, assim esta redoma ganha importância na medida em que a vegetação ajuda a produzir oxigênio, a extrair água do solo, regular humidade e temperatura.

Conclusões sobre a Segunda Etapa do projeto

A maior parte, se não toda a população desta "vila marciana" é temporária, permanece em constante revesamento retornando sempre de volta a Terra.

Todos os módulos são externamente iguais e internamente têm o mesmo tamanho. As funções públicas de manutenção, limpeza e monitoramento dos equipamentos de suporte vital serão realizadas num sistema de rodízio. Esta pequena "vila marciana" não tem polícia e nem um poder central local, seus habitantes são cientistas, turistas e profissionais de TV e médicos. Um pequeno centro onde se encontarm pessoas de diversas nações.

O maior problema de saúde na colônia, deverá ser a depressão, longe do "céu azul" da Terra, longe de tudo e de todos, as pessoas terão um estado emocional delicado. Provavelmente as pré-seleções na Terra para os futuros habitantes de Marte serão mais por caratcerísticas psicológicas que aptidões físicas.

Terceira Etapa

A terceira etapa do projeto é a consolidação de nossa colônia. Nesta fase já existe uma população permanente e a infra-estrutura cresceu, e o aglomerado de bairros passa a formar uma pequena cidade.

No centro da "cidade" temos um grande parque central. Este, com uma característica mais agrária, é voltado para produzir alimentos.

Nesta etapa será possível montar as edificações em Marte. Os antigos módulos que pousavam prontos para o uso serão lentamente substituidos pelas novas edificações. Estas serão simplificadas e produzidas em série.

Utilizamos como módulo básico o octaedro truncado que é o poliedro mais econômico, pois é a menor superfície que envolve o maior volume perfeitamente aglomerável.

Com a modulação viabiliza-se a produção em série das peças componentes do módulo.

As novas edificações serão inseridas na infraestrutura existente, conforme a figura abaixo.


O espaço embaixo da edificação deverá servir como abrigo para veículos

 

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www.marte.cjb.net - por Guilherme Motta - guimotta@nutecnet.com.br