Bovinocultura– corte e leite

 

 

Bovinocultura– corte e leite


Bovinocultura de Corte

O rebanho brasileiro apresenta duas espécies, o bos taurus (boi europeu), e o bos indicus (boi indiano, zebú, maior parte do nosso rebanho).

Tabela com as principais diferenças entre o
bos indicus e o bos taurus

Bos indicus

Bos taurus

Apresenta cupim.

Não apresenta cupim.

Cabeça mais comprida e estreita.

Cabeça mais curta e pequena.

Orelhas geralmente compridas e pendentes, se curtas, pontiagudas (Nelore).

Orelhas em ângulo reto, curtas e com pontas arredondadas.

Chifres mais compridos e grossos.

Chifres curto e fino.

Pescoço mais comprido e fino.

Pescoço mais curto e grosso.

Garupa mais estreita e relativamente inclinada

Garupa mais larga e horizontal.

Membros mais compridos e com cobertura muscular menos espessa.

Membros mais curtos e cobertura muscular mais espessa.

Cauda mais comprida e fina, vassoura da cauda mais destacada.

Cauda mais grosso, vassoura da cauda mais densa.

Pele mais solta, fina, desenvolvida e pregueada.

Pele mais grossa e menos pregueada.

Pelo mais curto e fino.

Pelo pouco mais grosso e comprido.

Resistência ao calor - maior.

Resistência ao calor – menor.

Resistência à ecto-endo parasitos – maior.

Resistência à ecto-endo parasitos – menor.

Trato gastro-intestinal mais curto, aproveita melhor alimento de pior qualidade.

Trato gastro-intestinal mais longo.

Macho – índole menos agressivo.
Fêmea – índole mais agressiva.

Macho – índole mais agressivo.

Fêmea – índole menos agressiva.

Mais produtivos.

Menos produtivos.


Aprumos

Normais
Observar o animal parado, em pé, de perfil, de frente e de trás.

Aprumos dianteiros, membros dianteiros - Perfil
Visto de perfil, são considerados quando traçamos uma linha vertical imaginária saindo da ponta do ombro, tocando o solo de 5 a 10 cm adiante do casco.
Segunda vertical imaginária sai da articulação úmero-rádio-ulnar, corta o membro em duas partes semelhantes, tocando o solo exatamente atrás do casco.

Desvios
Totais
Parciais

Totais

Quando o animal desloca o membro inteiro.
1- Acampado de diante (ou estacado)
Quando desloca o membro inteiro para frente.
2- Sobre si de diante (ou debruçado)
Quando desloca o membro inteiro para trás.

Parciais – joelho e quartela
Joelho –
desloca só o joelho.
1- Ajoelhado – para frente.
2- Transcurso – para trás.

Quartela – entre a boleta e a coroa do casco.
1- Baixo de quartela – longo juntado.
2- Fincado de quartela – curto juntado.

Aprumos dianteiros, membros dianteiros – Frente
São considerados normais, vistos de frente, quando traçarmos uma vertical imaginária saindo da ponta do ombro, vai cortar o antebraço, a canela, tocando o solo no centro do casco, tanjenciando o joelho, que se ficar deslocado para dentro é considerado normal.

Desvios
Totais
Parciais

Totais
1- Aberto de frente
2- Fechado de frente
Desloca o membro totalmente para frente ou para trás.

Parciais – joelho e pé
Joelhos
1- Arqueados
(para fora)
2- Cambaios (para dentro)


1- Arqueados

2- Cambaios

Aprumos traseiros, membros posteriores – Frente
Visto de perfil, são considerados quando traçamos uma linha vertical imaginária saindo da articulação coxo-femural , corta a perna ao meio, toca o solo no centro do casco.
Segunda vertical imaginária sai da ponta da nádega, passa pela ponta do jarrete, toca o solo a uma distância de 5 a 8 cm atrás do casco.

Desvios
Totais
Parciais

Totais
Quando o animal desloca o membro inteiro.
1- Acampado de trás (diminui a distância)
Quando desloca o membro inteiro para trás.
2- Sobre si de trás (aumenta a distância)
Quando desloca o membro inteiro para frente.

Parciais – jarrete e pé
Jarrete
1- Aberto
(aumenta a angulação)
Com o jarrete aberto demais, a perna fica reta demais.
2- Fechado (diminui a angulação)
Fecha demais o jarrete.


1- Fincado de quartela
ou curto juntado
2- Baixo de quartela
ou longo juntado

Aprumos traseiros, membros posteriores –De trás
São considerados normais, vistos de trás, quando traçarmos uma vertical imaginária saindo da ponta da nádega, corta o membro inteiro ao meio, e toca o solo no centro do casco.

Desvios
Totais
Parciais

Totais
Aberto de trás –
idem aprumos dianteiros.
Fechados de trás - idem aprumos dianteiros.

Parciais
Jarrete –
idem aprumos dianteiros.
Pé –
idem aprumos dianteiros.

Principais raças zebuínas


Nelore, gir, guzerar, tabapuã, tabanel.

Nelore
A maior parte do rebanho brasileiro.





Principais raças européias


Hereford, Devon, Shorthorn, Aberdeen Angus, Red Angus, Charolesa, Limousin, Blonde D’Aquitaine.

Hereford
Origem inglesa.
Uma das primeiras raças a sofrerem melhoramento.
Presente muito na Argentina e Uruguai.
Grande habilidade maternal.
Extremamente precoces.
Musculosos.
Linha dorso-longo-garupa bastante horizontal.
Cabeça e parte frontal sempre branca.
Chifre curvado para frente e amarelo.

Devon
Origem inglesa.
Extremamente fértil, precoce.
Touro pesado.
Pelagem vermelha, podendo ser amarelo-avermelhado.
Chifres amarelos com as pontas pretas.
Maternal.

Shorthorn
Origem inglesa.
Pelagem vermelha.
Esta raça entrou na formação do Santa Gertrudes.
Raça forte.
Carne marmorizada.

Aberdeen Angus
Origem escocesa.
Melhor carne do mundo, carne altamente marmorizada.
Grande habilidade maternal.
Mochos por natureza.
Características gerais iguais a dos europeus.
Difundido no mundo todo.
Nascem com uma média de 30 kg e crescem rápido.
Primeira raça a ser escolhida para ser cruzada com fêmeas zebuínas.

Red Angus
Variedade da Aberdeen Angus.
Homogeneidade de cor no cruzamento.
Mochos por natureza.

Charolesa
Origem francesa.
Raça mista (maternal ou terminal).
Estatura média.
Grande potencial muscular.
Apresenta variedade mocha.
Apresenta excesso de despigmentação.
Esta raça não é tão precoce como as raças britânicas.
Os filhos nascem grandes.
Sem grande habilidade materna.

Limousin
Origem francesa.
Grande facilidade na criação.
Cor alaranjada.
Média padronização de pelagem.
Extremamente fértil.
Primeira em rendimento de carcaça, em cruzamentos chega até a 58%.
Os filhos nascem pequenos.
Muito agressivos.

Blonde D’Aquitaine
Origem francesa.
Extremamente precoce.
Grande ganho de peso.
Alta conversão alimentar.
Caraça comprida com pouca gordura.
Maternal.

Sistemas de Criação

Extensivo
Semi-intensivo
Intensivo
Determinação do sistema de criação se dá através de espaço, topografia, pluviosidade, finalidade.
Há três fases de produção, a cria, recria e engorda/terminação.

"Toma-se com base para divisão dos sistemas de produção, de que a carne compreende a resposta fisiológica do animal ao meio em que se desenvolve, o qual por seu turno inclui além da alimentação, o potencial genético, a sanidade e os fatores de manejo."
Cubillus – 1975

Sistema Extensivo de Produção
Ainda é um sistema predominante no Brasil.
Sistema em que se utiliza pouca tecnologia.
Baixa produtividade – 4 anos.
Índice de fertilidade – 4%.
Pastagens em campo nativo, sem processo de melhoramento, adubação.
Pouco capital investido.
Baixa qualidade genética do rebanho.
Tipo de bovino – azebuado.
Pouco manejo.
Baixas medidas higiênicas e sanitárias.
Não se faz estação de monta.

Sistema Semi-intensivo de Produção
Maior emprego de capital.
Emprego de mão-de-obra mais qualificada.
Rebanho de melhor qualidade.
Alguns sistemas tem melhoramento genético.
Alguns sistemas tem venda de reprodutor.
Geralmente feito em áreas mais adiantadas, com terras mais caras.
Maior investimento no bovino.
Maior investimento na formação de pastagens mais protéicas.
Presença de sistema de rotação de pastagens.
Tem que ter Escrituração Zootécnica.

Sistema Intensivo de Produção

Desfrute

É amplamente utilizado no Brasil por significar a taxa de utilização de um determinado rebanho sob forma de abate. É um índice resultante de um estabelecimento de uma relação percentual entre o número de animais abatidos em um dado ano e o montante do rebanho. No brasil a taxa de desfrute é de 13%.

Causador de baixa taxa de desfrute

Condições de clima e solo.
Desenvolvimento econômico da região.
Estado sanitário.
Baixa fertilidade.
Perda de peso.
Idade de abate.
Taxa de natalidade.

Descorna

Há várias formas, podendo ser química, térmica e cirúrgica.

Marcação

Pode ser por:
Ferro – fogo.
Química – frio.
Brinco – plástico/metálico.
Tatuagem

Manejo

Todas as práticas relacionadas com a reprodução e a criação dos animais. As práticas de manejo devem acompanhar as melhorias.

Práticas de Manejo
Separação do animal
A separação do animal por categoria facilita o manejo e o controle do gado. Esta prática depende da qualidade do gado, do pasto e do sistema de produção.
A separação pode ser feita por sexo; idade; vaca prenha/vaca vazia; touro separado das fêmeas (fora da estação de monta. Se não houver estação de monta, touro o tempo todo com as vacas).

Ciclo Estral

É o estágio de desenvolvimento em que é caracterizado pela produção e emissão de gametas funcionais e pelo desejo e habilidade de se unir sexualmente.

Puberdade

Idade em que a fêmea entra no cio pela primeira vez. Varia em média de 320 a 460 dias (taurus) e 500 a 800 dias(zebuínas).
Os machos começam a produzir espermatozóides a partir do 5o mês de vida. Touro de 34 a 35 semanas já entram na fase de puberdade.

Cio

Características:
Vulva edemaciada.
Presença de muco cristalino.
A fêmea aceita o macho e monta em outra fêmea.
Se desloca do rebanho.
Atividade física maior.
Tem duração média de 20 horas.
Intervalo de 21 dias.
Ovulação em 28 a 32 horas após o início do cio ou 12 horas em média após o término do cio.

Mojo

Modificações clínicas aparente pré-parto
Úbere entumesse.
Base da cauda levantada.
Relaxamento dos ligamentos da garupa.
Vulva edemaciada.
Tetas mais despendidas.
Duração da gestação – taurus - 280 a 293 dias.
– zebuínas – 293 dias.

Avaliação da Eficiência Reprodutivo das Fêmeas


O tempo do período de serviço está na razão direta do tempo do intervalo entre partos.
O stresse da amamentação causa a demora na volta do cio.
Na vaca de leite o intervalo entre partos é menor.
A má alimentação aumenta o intervalo entre partos.

Shang

Deixar o bezerro em média de 36 horas sem mamar, dependendo do estado nutricional após 21 dias a vaca volta ao cio, devido aos hormônios (Feedback negativo).

Estação de Monta

1- Importância
Concentração dos nascimentos.
Facilita os cuidados com os recém-nascidos.
Lotes de bezerros mais uniformes.
Facilita o manejo, seleção e comercialização.
Possibilita controlar e selecionar as fêmeas do rebanho.
Favorece descanso aos touros.
Identificação de vacas que deram cria e que não deram.

2- Quando fazê-la e durante quanto tempo
2.1 – Considerações
Característica de cada propriedade em cada ano.

2.2- Melhor época
Outubro a abril – equilíbrio hormonal e nutrição.
– nascimentos em época mais fria e seca.

2.3 - Duração
Apta 45 dias pós-parto.
Análise do estado e disponibilidade forrageira.

2.4- Novilhas
Apresentando peso corporal acima de 280 kg.
Montagem de Estação de Monta

Gráfico 1- Montagem de estação de monta




Com uma estação de monta assim estabelecida não se observaria a superposição entre a E.M. do ano seguinte, a estação de nascimento e puerpério, pois quando inicia-se a nova estação, todas as vacas já teriam parido e encerrado o período puerperal.

3- Relação touro/vaca
Pastagem nativa – 1/20.
Pastagem formada – 1/25.
Pantanal – 1/15.

4- Rodízio de touros
Metade do número de touros.
Substituição dos touros que estavam na vacada a cada 30 dias.
Finalidade – descanso para os touros.

5- Diagnóstico de gestação
De acordo com a estação de monta, recomenda-se o diagnóstico de gestação deverá ser realizado de janeiro a maio.
Vacas prenhes separadas.
Novilhas aptas para reprodução.
Descarte de vacas velhas.

6- Cuidado com a gestante
Pastagens de boa qualidade.
Aguadas de fácil acesso, principalmente no final da gestação.
Não apressar o animal durante o manejo.
Profilaxia e sanidade.
Separação das vacas mojos (levadas para o piquete maternidade).
Vacinação de parasitos.

Inseminação Artificial

No Brasil – 5% das fêmeas em idade de reprodução.
Nos E.U.A. – 65% .

1- Vantagem
Aumenta o ganho em qualidade.

2- Limitantes para a inseminação artificial
Instalação.
Mão-de-obra.
Tamanho do rebanho – rebanho muito grande é limitante, dividir em pequenos lotes.

3- Ideal para a inseminação artificial
Colocar estação de monta.
Colocar rufião – 1/26 fêmeas.
Empregado para cada lote – fazer inspeção 2 vezes ao dia, com 2 horas de duração cada inspeção.
Sinuelo (opcional) – para tirar a vaca do pasto.

4- Horário da inseminação
Vaca que der cio de manhã é inseminada na parte da tarde, vaca que der cio de tarde é inseminada na parte da manhã do dia seguinte (devido a ovulação que é em torno de 12 horas após o início do cio.
Após a inseminação colocar a vaca no pasto onde estava antes da inseminação.
Média sêmen por vaca – 1.4/1.6 doses.

Após 45 dias já é possível detectar a prenhez. Se prenha, colocar no pasto de vaca prenha

5- Temperatura para a inseminação
Temperatura de 35-37 C.

6- Material
Butijão de sêmen
Aquecedor
Bainha
Pepeta
Cortador de paleta
Luva
Aplicador universal
Termômetro

Curral

Tem que ter um tamanho relativo ao número de ainimais.
Na área mais central possível.
Em área um pouco mais elevada.
Com calçada de cimento ou pedra.
Com orientação leste-oeste.

Principais componentes do curral
1- Galpão
Com piso de concreto anti-derrapante.
2- Brete
Área em que há a vacinação, vermifugação.
Na parte lateral há a passarela.
Com portões de correr.
3- Tronco de contenção
Área em que se faz a cirurgia, marcação, inseminação.
4- Apartadouro
Separar as categorias de animais.
5- Balança
Sem área definida.

Bovinocultura Leiteira


Ao iniciar uma bovinocultura leiteira, deve-se seguir passos, sendo:

1- Escolher a raça da vaca
A. Leiteira
Holandesa, gersei, gir-holanda, guernsey.
B. Mista
Gir, simental, normanda, parda suíça.

2- Escolher o tipo de leite
Leite A, B, C, ou Municipal

3- Produzir novilho e/ou leite
Vender leite.
Vender novilhos de boa qualidade.

Tipos de produtores de leite
1- Tradicional -
não aceita tecnologia.
2- Autêntico-especializado – aceita tecnologias, inovações.
3- Investidor alternativo – investe, aproveita o momento.
4- Corretor – especula, compra, vende. Perigoso no meio sanitário.

Assistência técnica
1- Autônomo-particular –
com bastante mercado.
2- Cooperativa – tem Médico Veterinário sempre a disposição.
3- Instituição de Pesquisa – Universidades, orgãos municipais, eastaduais e federais, EMATER, Secretaria e Ministério da Agricultura.

Etapas da produção que são assistidas pela Secretaria e Ministério da Agricultura
1- Produção sanitária do leite – principalmente leite A e B.
2- Criação de bezerros e novilhas até a idade de cobertura
3- Seleção de matrizes e de reprodutores
4- Manutenção da vida útil das matrizes em relação a profilaxia
5- Incremento em produtividade
6- Produção e conservação de forragens
7- Controle administrativo e financeiro

Linhas de crédito

Fundamental para o incremento para o gado de leite.

Mão-de-obra
Precisa ser mais qualificada do que a bovinocultura de corte.
Trabalho de Domingo a Domingo.
Retileiro – quem tira o leite.

Safra e entresafra
Safra –
no verão. Devido a maior abundância de água, que significa maior abundância de capim, mais comida.
Entresafra – no inverno.
Extracota – quantidade de leite que exceder a cota.

Características comum as raças especializadas de leite

Temperamento leiteiro
Extremamente dócil, calmo.
São animais angulosos, descarnados, estrutura forte, muita profundidade corporal tanto de tórax como de abdome (magreza fisiológica- animal magro, mas saudável).
Sistema mamário bem formado, bem posicionado, íntegro, forte.

Características do úbere
Úbere
Tem que ser elástico, com capacidade de esvaziar.
Altura do úbere
Úbere alto, quanto mais perto da vulva melhor.

Úbere anterior
Tem que ser adiantado. Terminar para frente e harmonioso.

Ligamento central
Sustenta o úbere.
Tem que ser forte.

Assoalho do úbere
De 3 a 3,5 cm acima do jarrete.

Tetas
Simétrica.
Verticais.
Com tamanho de 7 a 8 cm.

Altura da garupa
Relação íleo-ísquio – o íleo tem que ser mais alto que o ísquio.

Largura da garupa
Larga entre íleos, entre ísquios.

Características diferencias entre leite A, B, C e Municipal

Preço
C –
é o mais barato.
B e A – é o mais caro.

Destino
C –
consumido in natura ou indústria.
B - consumido in natura.
A –
consumo in natura.

Comercialização

C, B, A – a nível nacional.
Municipal –
só no município.

Beneficiamento
C – pausterização rápida.
- padronização de gordura 3%.
B – pausterização rápida.
- gordura integral.
A –
pausterização rápida.
- gordura integral.
Municipal –
pausterização rápida ou lenta.
- gordura integral.

Apresentação
C –
saquinho.
B – saquinho, caixinha.
A –
saquinho, garrafa plástica.
Municipal –
saquinho, caixinha, garrafa plástica.

Responsabilidade
C –
indústria ou cooperativa.
B – idem C.
A –
quem produz, a fazenda.
Municipal –
idem A.

Responsável técnico e assistência veterinária
C –
opcional.
B – obrigatório.
A –
idem B.
Municipal –
varia de acordo com a Lei Municipal.

Controle sanitário na recepção
C –
físico-químico (acidez) e água.
B – físico-químico e microbiológico.
A –
idem B.
Municipal –
varia de acordo com a Lei Municipal.

Controle sanitário do rebanho – Brucelose e Tuberculose
C –
dispensável.
B – indispensável.
A –
idem B.
Municipal –
varia de acordo com a Lei Municipal.

Perfil do produtor
C –
tradicional.
B – especializado.
A –
idem B.
Municipal –
idem B.

Instalações mínimas
C –
curral de manejo.
B – estábulo mecanizado ou sala de ordenha, sala do leite, esterqueira, eletrificação e água potável.
A –
idem B + laboratório de controle físico-químico e microbiológico, escritório com banheiro para o inspetor e sala de beneficiamento do leite.
Municipal –
varia de acordo com a Lei Municipal.

Equipamento mínimo
C –
picadeira de forragem.
B – ordenhadeira e refrigeração para o leite.
A –
idem B + pausterização em vase mecânico, equipamentos de laboratórios, meio de transporte.
Municipal –
pausterizador (rápido/lento) em vase mecânico, meio de transporte.

Comercialização

Cerca de 80% do leite produzido no Mundo é oriundo dos países desenvolvidos, Europa, E.U.A, Austrália, Nova Zelândia – estes dois últimos são os maiores produtores de leite do Mundo, devido a grande produção e baixa população.

Classificação do leite

De acordo com o RIISPOA:

Industrial
Leite destinado à indústria, queijo, manteiga.

In natura
Leite consumido na forma fluida, podendo se pausterizado ou não.

O leite in natura pode ter vário tipos de tratamento:
Leite crú –
sem aquecimento nenhum, só filtragem, refrigeração e pré-aquecimento.
Pausterizado – lento ou rápido.
Esterilizado – U.H.T., eliminação de todos os organismos.
Reconstituído – leite em pó.

Quanto ao teor de gordura o leite pode ser considerado:
Integral –
não sofre processo de extração de gordura. Leite A e B.
Padronizado – teor de gordura ajustado a 3%. Leite C.
Magro – gordura a 2%.
Semi-desnatado – gordura a 0,5-1,5%.
Desnatado - gordura até 0,5%.

Obtenção do leite para a comercialização

1- Ordenha
A. Manual
B. Mecânica
Circuito fechado –
sala de ordenha (espinha de peixe, circular, etc.).
Circuito aberto – ao pé da vaca.

2- Coleta do leite
Latão de leite
De 50 litros.
Sai do curral e é levado a pontos estratégicos na estrada.
Na Cooperativa (posto de coleta-recepção) após os exames, o leite é resfriado (tanque de resfriamento a uma temperatura de 2 a 4 C.

3- Recepção
Verificação do estado de conservação.
Classificação em in natura ou industrial.

4- Estocagem
Em tanques (silos) de aço inox, refrigerados. Alguns tem batedores para homogeneizar o leite e evitar sua decantação.

5- Processamento
De acordo com o destino do leite (in natura ou industrial).

Manejo do rebanho leiteiro

Todas as atividades que promovem uma exploração racional, que tem como objetivo dar condições ao animal para que ele possa expressar todo o seu potencial genético.

Potencial produtivo de uma vaca leiteira




Cuidados com o bezerro

1- Manejo pré-parto
Apartação
Alimentação adequada
- suplementação – volumoso – capim, ração.
- engorda do animal.
- gordura – retenção de placenta.
Secagem –
2 meses antes da vaca parir.
Vacinação
Piquete maternidade

2- Parto
Intervir o mínimo possível. Deixar as coisas aconteceram naturalmente.

3- Colostro
Defesa imunológica. Botar para mamar o colostro o mais rápido possível, nas primeiras 6 horas.

4-Cura do umbigo
Com produtos a base de iodo, 2 vezes ao dia por 3 dias.

5- Mochação
Com 30 a 60 dias. Oferece segurança e espaço.

6- Marcação
Temporárias e permanentes.

7-Alimentação
Leite, colostro, sucedâneos.
Concentrado.
Capim picado.
Feno.

Desenvolvimento relativo a capacidade de vários compartimentos do estômago do ruminante

Ao nascimento

– 30% rúmen, retículo, omaso.
- 70% abomaso

2 meses

- 70% rúmen, retículo, omaso.
- 30% abomaso.

Adulto

- 80% rúmen.
- 5% retículo.
- 8% omaso.
- 7 abomaso.


8- Aleitamento

Natural
Direto da vaca.
Geralmente em rebanhos menos especializados; leite C.
A vaca precisa do bezerro para o estímulo da liberação do leite.
Artificial
Não precisa do bezerro para ter o estímulo da liberação do leite.
Geralmente na produção de leite A e B.
Desmama precoce (56 dias). O animal mama em mamadeira ou em balde.

9- Alojamento
Sistema tradicional
Baias coletivas para bezerro, sem separação por categorias.
Rústica.
Amamentação natural.
Variações dos sistemas mais intensivos
Modificações do sistema coletivo.
Levantar o chão, o que diminui a diarréia e a pneumonia.
Baias individuais
Proporciona maior rendimento.
Gaiolas individuais
A partir da primeira semana.
São "casinhas" individuais espalhadas pelo pasto. O bezerro fica amarrado nesta casinha.
Possibilita ao bezerro aprender a pastar, adquirir resistência a parasitos.

10- Pastagens para bezerros
Sistema tradicional

Comum.
Baixa qualidade.
Variações dos sistemas mais intensivos
Com rotação.
Melhor condição de higiene.

11- Desmama
A. Determinantes para a desmama
Consumo
De 3 a 4 litros de leite por dia.
De 500 a 800 gramas de ração por dia.
Peso
A partir de determinado peso o bezerro já pode ser desmamado.
Aos 56 dias
a partir desta data, o animal já pode ser desmamado.
B. Tipos de desmama
Gradativa
Não é a mais recomendada.
Dificulta a mão-de-obra, pois necessita de uma pessoa controlando a quantidade de leite.
Causa uma menor adaptação a dieta sólida.
Brusca
Facilita a mão-de-obra.
Melhor adaptação a dieta sólida.

12- Manejo de novilha
Produção
Para reprodução ou para produção de leite.
Reposição
Repor 20% do rebanho todo ano, fazendo sempre a melhoria genética.
Primeira cobrição
Por peso – 300-350 Kg as mais pesadas; 200-270 Kg as mais leves.
Ganho de peso diário
Média de 750 g/dia. Pesar a cada 30 dias.

13- Alimentação de novilhas
Pastagem –
de excelente qualidade.
Controle de peso
Suplemento no inverno –
volumoso e concentrado de excelente qualidade.
Suplemento no verão – se possível.

Manejo de vacas


Vacas secas
Período seco –
60 dias antes do parto.
I.E.P. – 365 dias.
Período de lactação – 305 dias.

1- Importância do período seco
Glândula mamária
Recupera a glândula mamária.
Condição corporal
Recuperação física, colocando a vaca num Score corporal adequado para o próximo parto e ciclo de produção.

Obesidade no parto
Retenção de placenta –
pode ser provocado por falta de mineralização.
Intervenção no parto

2- Tipos de secagem
Brusca ou imediata
Só é aconselhável se a produção estiver baixa.
Ordenha incompleta
Tirar menos leite, deixar leite residual.
Ordenha intermitente
Retirar um pouco e deixar mais do que foi tirado.

3- Corte de concentrado
1o dia –
após a ordenha, jejum completo.
2o dia – dieta a base de volumoso e água.
3o dia – ordenha e depois, jejum completo.
4o dia – não se ordenha e dieta hídrica.
5o dia - não se ordenha e dieta de volumoso e água.
6o dia – última ordenha e secagem.


Vacas em lactação

1- Sistemas de criação
A. Extensivo –
Leite C.
Pasto.
Sem complementação.
Sem controle profilático.
Sem controle zootécnico.
Não há controle do leite.
Animais azebuados.
Sem rodízio de pastagem.
Pouca tecnologia.

B. Semi-intensivo
Predomina hoje no Brasil.
Inseminação artificial.
Controle profilático.
Suplementação em determinadas épocas do ano.
Animais 3/4 e 7/8 (grau de sangue – europeu/zebú).

C. Intensivo
Muita tecnologia.
Inseminação artificial.
Alimentação no cocho.
Controle profilático.
Alto valor genético.
Venda de produtores ou matrizes.

2- Ordenha
A. Manejo
Processo delicado, requer cuidados, entre outros motivos, para evitar a propagação de doenças.
Possibilita uma maior produção de leite.

B. Ordenha e rotina de ordenha
Necesita-se:
Condicionamento ao manejo.
Evitar retenção de leite.
Pontualidade das atividades.
Noções de higiene.
Rotina.
Mesmo ordenhador, se manual.

C. Preparo
Limpeza e secagem da teta.
Massagem do úbere.
Diagnóstico de Mastite (clínico e subclínico) – caneca telada; C.M.T.( Californian Mastit Test); bacteriológico.

Pastagens


1- Importância das pastagens
Diminui o custo da produção

2- Escolha das forragens
Gramíneas –
grama. Colonião, Pangola, Jaraguá.
Leguminosas – mais protéica do que a gramínea. Calapogonicum leucena.

3- Características necessárias a uma boa forragem
Bom crescimento durante o ano todo.
Ser perene.
Facilidade de se estabelecer e dominar.
Produz sementes férteis em abundância.
Boa palatabilidade.
Resistência a pragas e doenças.
Resistência a extremos climáticos.
Alto valor nutritivo.

4- Sistema de pastejo
Pastejo contínua –
para sistema extensivo.
Pastejo alternado – divisão de pasto.
Pastejo proletado ou diferido – para conservação e época de seca.
Pastejo rotativo – mais usado para sistema semi-intensivo.
Pastejo rotativo racional – Voisin.
Pastejo em faixas.

Instalações

As instalações para gado leiteiro devem ser duráveis, simples, somente o necessário e racional.

1- Localização
Próximo a sede, em leve encosta, com boa drenagem, ensolarada, tendo ao redor (se possível) de vegetação alta (eucalipto) para o bloqueio de vento. O mais perto possível da área do pasto.

2- Curral
Orientação leste-oeste.

3- Cocho
Lugar onde é colocado a comida.

4- Canzil
Divisão por cabeça para impedir que uma vaca, coma a comida de outra vaca.

5- Esterqueira
Depósito de excrementos.
Tem que estar afastado no mínimo de 50 m da sala de ordenha.

6- Estábulo
Complexo de instalações onde se faz desde o arraçoamento a ordenha.
Sala do leite
Deposito de ração, remédios e equipamentos em geral
Cocho
Curral de espera

7- Sala de ordenha
Onde os animais são ordenhados.
Não entra bezerros, só vacas em lactação.
Lugar de menor dimensão, portanto, de mais fácil higienização.
Trabalho com maior racionalidade.
Maior conforto aos animais e funcionários.
Pé direito – 2,70m, ideal – 4 m.
Piso com caimento de 2%.
Piso antiderrapante.
Teto forrado ou com telha ou com laje.
Laterais e parte frontal – meia parede.
Presença de fosso – 75 cm.
Largura da plataforma – 1,50 m.

7.1– Tipos de sala de ordenha
Simples
Dupla
Espinha de peixe
Carrossel
Poligonal

7.2- Tipos de ordenhamento
A. Manual
Homem – 18 a 20 vacas por dia.

B. Mecânica
Balde ao pé - 30 vacas por dia.
Circuito fechado
Carrinho

8- Sala do leite
Ao lado da sala de ordenha.
Pé direito – 2,70m, ideal – 4 m.
Tem como função resfriar o leite e armazená-lo.
Leite da tarde.

9- Depósito e escritório
Escritório – ao lado da sala do leite, com banheiro receber o inspetor.
Depósito – ao lado do escritório. Alimentos em cima de estrado, para evitar umidade e roedores.

10 - Curral e anexos
Manejos de modo geral.
Área de cocho –
70 cm de largura por cabeça.

11- Curral de espera
Área antes da sala de ordenha.
Dois metros por animal.

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