Brasílio Itiberê

Brasílio Ferreira da Cunha Luz
(Brasílio Itiberê II)

VIDA

  
Brasílio ItiberêNasceu em Curitiba, Brasil, em 17 de maio de 1896. Faleceu no Rio de Janeiro em 10 de dezembro de 1967.
    Sobrinho de Brasílio Itiberê da Cunha (autor de A Sertaneja, a primeira obra nacionalista brasileira).
    Formou-se em Engenharia Civil, dedicando apenas as horas de lazer à música, ao jornalismo e a escrever novelas.
    Como contista e cronista, teve importante atuação no modernismo, participando da revista modernista carioca Festa (1927-1935), onde publicou alguns dos mais significativos contos do modernismo brasileiro.
    Em 1934, já no Rio de Janeiro, conviveu com Ernesto Nazareth, Pixinguinha e outros grandes nomes da música popular. Tornou-se grande amigo de Villa-Lobos, que, aliás, foi o responsável pela recondução de Itiberê à música.
    Destacou-se sobretudo pela sua independência de criação em relação aos mestres, gerando a produção de uma obra pequena, mas de grande significação.
    A diferença entre a sua música e a da maioria dos músicos que acompanhou Villa-Lobos no trabalho de despertar o interesse do povo para a música nacional, reside na personalidade independente revelada em suas composições. Externou suas idéias através de uma linguagem musical própria.
    Em 1939, produziu a Suíte Litúrgica Negra e o Trio nº 1. Alguns anos mais tarde compôs um dos seus trabalhos mais conhecidos, a Oração da Noite, escrito à maneira do credo russo, baseado em texto de Emiliano Perneta.
    Compôs a cantata O Canto Absoluto com texto de Tasso da Silveira, o poema coral Estâncias com letra de Carlos Drummond de Andrade e Epigrama com letra de Cecília Meireles.
    Estudioso do canto coral, Brasílio Itiberê criou obras corais com grande domínio de seus recursos mais genuínos: suas virtudes melódicas e a capacidade de expressão poética baseada no dom da palavra cantada.


OBRA

Suíte Litúrgica Negra (1939);
Trio nº 1
(1939);
Momento eufórico;
Prelúdio vivaz;
Introdução e allegro
(1945);

Duplo Quinteto
(1946);
O Cravo Tropical
(1944);
Invenção nº 1
(1934);
Poema
(1936);
Seis Estudos
(1936);
Ponteio para São João (1938);
Cordão de Prata
(1939);
A Infinita Vigília
(1941);
Oração da Noite;
O Canto Absoluto
(1947), cantata;
Estâncias,
poema coral;
Epigrama;
Xangô.

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