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::  Amina Lawal, acusada de adultério,
    será apedrejada até à morte a partir de Janeiro de 2004  ::



O Tribunal de Recurso Islâmico de Funtua, no estado de Katsina, no Norte da Nigéria, confirmou ontem a condenação à morte por lapidação de Amina Lawal, uma mulher acusada de adultério. Confirmando a sentença pronunciada pelo tribunal de primeira instância, o juiz Aliyu Abdullahi ordenou que Amina Lawal, de 31 anos, seja apedrejada até à morte a partir de Janeiro de 2004.

Numa anterior audiência, o tribunal decidiu que o eventual apedrejamento não poderá ocorrer antes desta data, já que Amina terá primeiro de criar o bebé de apenas oito meses. Após a leitura da sentença, o público presente na sala de audiências exclamou "Alá é grande!", enquanto a ré chorava convulsivamente com o filho nos braços. Os seus advogados anunciaram que vão apresentar um novo recurso. Caso a sentença seja aplicada, Amina Lawal será a primeira mulher a ser morta por lapidação desde a introdução da "sharia" (Lei Islâmica) em doze estados do Norte da Nigéria, há três anos.

A jovem nigeriana foi condenada no passado dia 22 de Março pelo Tribunal de Bakori (no mesmo estado), após ter sido acusada de ter um filho depois de se ter divorciado e quando era já mãe de outras duas crianças. Segundo a "sharia", uma mulher casada, mesmo que se tenha divorciado, comete adultério se tiver relações sexuais sem se voltar a casar. A gravidez é considerada prova desse adultério.
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