Movimento Hippie


Movimento Hippie


O movimento e cultura hippie nasceu e teve o seu maior desenvolvimento nos EUA. Foi um movimento de uma juventude rica e escolarizada que recusava a injustiças e desigualdades da sociedade americana, nomeadamente a segregação racial. Desconfiava do poder económico-militar e defendia os valores da natureza.

Na sua expressão mais radical, os jovens hippies abandonavam o conforto dos lares paternos e rumavam para as cidades, principalmente S. Francisco, para aí viver em comunidade com outros hippies; noutros casos estabeleceram-se em comunas rurais.

Dois valores defendidos eram a "paz" e o "amor". Opunham-se a todas as guerras, incluindo a que o seu próprio país travava no Vietname. Defendiam o "amor livre", quer no sentido de "amar o próximo", quer no de praticar uma actividade sexual bastante libertária. Podia-se partilhar tudo, desde a comida aos companheiros. A palavra de ordem que melhor resume este sentimento foi a famosa "Make Love Not War".

Os hippies apreciavam a "filosofia oriental", o que significava alguns aspectos da religião hindu misturada com doutrina da "não violência" de Gandi. Numa das acções mais espectaculares (e mais ridículas) um numeroso grupo de hippies rodeou o Pentágono (sede do aparelho militar americano) e tentou fazê-lo levitar com apenas com a "força da meditação".

Estabeleceu-se um "estilo hippie", com roupas coloridas, túnicas, sandálias, cabelos compridos em ambos os sexos. A flor foi um dos seus símbolos e chegou a usar-se a expressão "flower power" como designação do movimento. Uma das canções-hino do movimento, S. Francisco, aconselhava aqueles que rumavam à cidade dos hippies: "Be sure to wear some flowers in your hair" (não te esqueças de usar algumas flores no teu cabelo). O "símbolo da paz" (com origem em Inglaterra, nos anos 50, no seio do movimento para o desarmamento) tornou-se igualmente no símbolo hippie:

Outro aspecto valorizado era o uso de drogas, o que foi facilitado pelo surgimento de drogas químicas, tais como o LSD, que no início não foi considerado perigoso nem de uso interdito. Os hippies alegavam que as drogas ajudavam a "abrir a mente".

A música pop, com as suas baladas melodiosas, e a música rock com os seus ritmos frenéticos, constituiram um meio poderoso para expressão da filosofia hippie. Escrita sob o efeito de drogas e ouvida nas mesmas circuntâncias, julgava-se que a música tinha um efeito libertador da mente. O adjectivo "psicadélico" foi utilizado para a caracterizar.

Também houve um design "psicadélico", de cartazes coloridos, com letras fluidas e deformadas que pareciam reproduzir a deformação e alongamento de imagens que ocorre sob o efeito de certas drogas. Com o mesmo objectivo eram usados desenhos caleidoscópicos.

Timothy Leary, um professor universitário que advogava (e praticava) o uso de drogas alucinogénicas como forma de "libertar a mente", tornou-se no principal "guia espiritual" do movimento hippie; criou o slogan "Turn On, Tune In, Drop Out" que resumia os principais aspectos da "contra-cultura" dos hippies:

-"Turn on" (literalmente "ligar", como em "ligar a luz") significava, na linguagem hippie, "tomar drogas", "ligando a mente" a uma dimensão de maior liberdade;

-"Tune in" (literalmente "sintonizaar") tinha o significado de aderir ao estilo e filosofia de vida hippie;

-"Drop out" (literalmente "sair", ""abandonar") significava abandonar o estilo de vida tradicional, sair do seio familiar, abandonar as espectativas de uma carreira profissional estável e emprego rotineiro; significava também a recusa de participação na guerra do Vietname (ou qualquer outra).



Antecedentes

As raizes do movimento Hippie podem ser detectadas desde os anos 40, após os final da II Guerra Mundial: após um período de 30 anos com duas guerras altamente destrutivas e uma prolongada depressão económica, começaram a despontar sinais de uma contracultura, contestatária do sistema. Ironicamente, esta contestação começava no país que menos tinha sofrido com a guerra e num período em que a economia estava lançada na recuperação.

Após a guerra a população americana resceu enormemente: fenómeno conhecido como "baby-boom". Entre 1946 e 1964 o número de estudantes no liceu (college) duplicou. Em 1968, 50% de todos os jovens de 18 e 19 ano frequentavam o liceu, números que mostram o seu potencial impacto na vida em sociedade.

O poeta Allen Ginsberg pode ser considerado como um dos progenitores deste movimento. As palavras escritas foram usadas para exprimir a sua frustação, protestanto contra aquilo que consideravam estar errado no mundo, tendo ficado conhecidos como a "Geração Beat".

Nos anos 50 o movimento crescera e expandira-se. Nos café e clubes de jazz juntavam-se para conversar e declamar poesia. Foi destes espaços que emergiram os "Beatniks", caracteristicamente vestidoscom roupas informais (shabby), os homens de barba, usando óculos escuros a qualquer hora do dia. Usavam frequentemente a expressão "I'm hip". Dizia-se que o seu modo de se expressar era "hip", e avia quem lhe chamasse "Hipsters", e a expressão evoluíu até aos "Hippies".

Foram os hippies que trouxeram o movimento dos cafés para os campus universitários, e a universidade de Berkley tornou-se seu centro. Um momento crucial ocorreu ali em 1964, com "Free Speech Movement" (Movimento pela Liberdade de Expressão). A reitoria proibiu a distribuição de material d eprotesto fora dos portões da universidade. Perante a recusa dos estudantes foi chamada a polícia. A decisão de levantar processos aos estudantes levou-os a ocupar o edifíco da Reitoria. Em Março de 1965 os estudantes da Universidade de Michigan levaram a cabo a primeira acção com o objectivo de mostrar que a guerra do Vietname era imoral e que os EUA a deveriam abandonar.

O movimento estudantil contestava injustiças sociais tais como o racismo, a pobreza, inferioridade direitos das mulheres. A guerra do Vietname começou gradualmente a ser contestada. Os protestos e manifestações tornaram-se frequentes, por vezes em confrontação com a polícia. Os incidentes mais grave ocorreram na Universidade de Kent, onde a Guarda Nacional disparou sobre manifestantes, matando quatro estudantes.


Música

A música teve um papel muito importante no desenvolvimento da cultura hippie. Inicialmente foi nas fileiras da "folk music" que as ideias de contestatárias começaram a tomar forma. A AMérica tinha uma grande tradição de cantores contestatários, como Woody Guthrie, o qual, durante a Grande Depressão dos anos 30 tinha percorrido a américa profunda cantando canções de protesto e de apelo à luta sindical. Na nova geração esta corrente contestatária foi prosseguida por cantores como Pete Seeger, Joan Baez e Bob Dylan

Festivais e música, como o Festival de Newport, atraía muitos jovens que procuravam não só o divertimento musical mas igualmente o debate de ideias. Estes Festivais começaram a crescer em dimensão e chegaram a ser proibidos em alguns sítios.

Bob Dylan, um jovem cantor do Midwest americano, com cara de miudo, compôs a canção "Blowing in the wind", que viria a ser considerada como um dos hinos do movimento contestatário. Anos mais tarde o próprio Dylan admitiria que a música era apenas uma adaptação de uma balada irlandesa, mas as palavras sintetizavam poderosamente o sentimento contestatário da época:

How many roads must a man walk down / Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail / Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly / Before they're forever banned?

A resposta, dada no refrão, era ao mesmo tempo ingénua e convincente:

The answer, my friend, is blowin' in the wind

Querendo dizer que as justiças eram evidentes para todos e que todos acabariam por ter consciência delas. Esse era o sentimento da época: havia demasiadas injustiças, mas em breve todos o compreenderiam.

Também o uso de drogas começou a acompanhar a cultura hippie. O uso de drogas estivera associado, durante décadas, ao mundo artístico musical, mas agora iria espalhar-se entre as audiências como fazendo parte do "modo de ser" contestatário dos hippies. A inovação da tecnologia,que se espelhava na industria química e farmaceutica, haveria de ajudar a desenvolver o consumo de drogas, tanto mais que algumas foram inicialmente consideradas como "inofensivas".


Entra o rock em cena

Ao mesmo tempo que as suaves baladas e hinos dos músicos folk traduziam a crítica social dos meios universitários, um outro tipo de música, mais ritmada e mais ruidosa, preparava-se para conquistar a preferência dos jovens. Pequenos grupos equipados com guitarras eléctricas e bateria começaram a nascer na Grã Bretanha. Um deles tomou rapidamente a dianteira, os Beatles que, curiosamente, continham no nome o mesma palavra "beat": Beatles é uma espécie de trocadilho a partir da palavra beetle (bezouro), modificada para acentuar a ideia de música sincopada (sinónimo significa batida, ou ritmo).

Embora cantando temas pouco críticos, essencialmente dedicados aos encontros e desencontros de amor (Love me do, I wanna hold your hand, She loves you) estas músicas adquiriram grande popularidade entre os jovens. Um outro grupo inglês, formado quase ao mesmo tempo dos Beatles, os Roling Stones, embora cantando o mesmo tipo de temas, começou a manifestar nas suas canções um pouco mais de irreverência e ousadia. "Let's spend a night together" (vamos passar a noite juntos) aparentemente apenas manifestava o interesse de duas pessoas em estarem "juntas", nada de proibido, mas subentendia uma actividade amorosa mais empenhada. A canção "Satisfaction", embora centrada na temática amorosa ("não consigo satisfação") acabava por simbolizar o sentimento geral da jovem geração. Os ritmos e harmonização de vozes dos Rolling Stones, mais agressivos que os doces coros dos Beatles, antecipava igualmente um estilo de música menos adocicado.

Estas tendências - as palavras críticas da música folk e o ritmo e agressividade musical do pop inglês - acabariam inevitavelmente por se juntar no que veio a ficar conhecido como "música rock". Mas existe um facto que simboliza bem esse encontro: a visita de Bob Dylan a Inglaterra em 1965, para uma série de concertos, a qual deu origem a um documentário hoje famoso: " Don't look back", realizado por D. A. Pennebaker. Numa das cenas Bob Dylan (que como qualquer músico de folk se acompanhava a si próprio apenas com guitarra acústica) detém-se por momentos frente a uma montra londrina com guitarras eléctricas, visivelmente impressionado. Numa outra cena, nos bastidores de um teatro antes de um concerto, ensaia num piano os acordes de uma nova canção. Poucos meses depois aquela mesma canção, acompanhada por uma poderosa banda "eléctrica", haveria de provocar uma revolução musical: tratava-se de "Like a Rolling Stone" e continha a receita para o novo rock: palavras críticas, agressivas, um som ruidoso e fortemente ritmado, uma forma de cantar "feia", por comparação com as suaves vozes do folk ou as doces harmonias do pop.

Os Beatles fariam logo de seguida o album "Revolver", também com canções mais empenhadas na crítica social, o que levaria Dylan a dizer-lhes, quando os voltou a encontrar: "Oh, I get it, you don't really want to be cute anymore." ("Estou a ver que já não querem continuar a ser bem-educadinhos"). O albém incluía as cançõpes "Here, There and Everywhere," "Eleanor Rigby" e "For No One," e terminava coma canção experimental de um só acorde "Tomorrow Never Knows," imbuída de uma filosofia oriental.

Festival de Woodstock

Ainda hoje se debate sobre qual a verdadeira importância do Festival de Woodstock. Os "crentes" acham que foi uma pedra angular do movimento da humanidade rumo a um mundo melhor. Os cínicos afirmam que foi um acontecimento ridículo que pôs fim a uma era de ingenuidade. E há aqueles que simpesmente acham que foi apenas uma "festa dos diabos".

A "Woodstock Music and Art Fair" de 1969 arrastou mais de 450 mil pessoas para um descampado não muito distante de Nova Iorque. Durante quatro dias o sítio transformou-se numa contra-cultura de "mentes abertas", onde as drogas eram "legais" e o amor era "livre". Este tipo de concertos era por esta altura frequente em muitas zonas dos Estados Unidos. O que tornou Woodstock diferente e o transformou no símbolo da contracultura hippie e rock foram duas coisas: por um lado o concerto arrastou um inesperado número de espectadores, originando gigantescos engarrafamentos de trânsito levando as autoridades a declarar o estado de emergência, contribuindo para atrair as atenções do país. Por outro lado, o concerto foi coberto por uma equipa de filmagem dirigida por Michael Wadleigh, dando origem ao documentário "Woodstock" que permitiu corporizar em imagens duradouras a iconogafia hippie e a contra-cultura rock. Podem aplicar-se a este evento as palavras de Dickens: "Foram os melhores tempos. Foram os piores tempos. Foi uma amálgama que não se voltará a repetir".


Leia também:

Geração beat
Hippies em Portugal, hippies portugueses
Easy Rider (filme)
Hippie Culture

Links:

Um pouco de história



Alinhamento do Festival de Woodstock

Sexta-feira, 15/08/1969

- Richie Havens - 17:07 h (abertura);
- Country Joe McDonald (solo);
- John Sebastian;
- Swami Satchadinanda - (um guru Indiano);
- Bert Sommer - aproximadamente às 20:00 h;
- Sweetwater;
- Tim Hardin - aproximadamente às 21:00 h;
- Ravi Shankar - interrompeu às 22:35 h devido à chuva;
- Melanie;
- Arlo Guthrie;
- Joan Baez.
____________________

Sábado, 16/08/1969

- Quill - 12:15 h;
- Keef Hartly;
- Santana - aproximadamente às 14:30 h - Tocou "Soul Sacrifice" e aí então é que realmente começou o segundo dia de Woodstock;
- Mountain;
- Canned Heat;
- The Incredible String Band;
- Grateful Dead;
- Creedence Clearwater Revival;
- Janis Joplin;
- Sly and the Family Stone - 1:30 h;
- The Who - 3:00 h;
- Jefferson Airplane - 8:30 h.
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Domingo, 17/08/1969

- Joe Cocker - 14:00 h;
- Country Joe and the Fish;
- Ten Years After - 20:00 h;
- The Band - 22:30 h;
- Blood, Sweat and Tears - 00:00 h;
- Johnny Winter;
- Crosby, Stills and Nash (and Young) - 3:00 h;
- The Paul Butterfield Blues Band;
- Sha-Na-Na;
- Jimi Hendrix - aproximadamente às 8:30 h com a célebre interpretação do hino nacional americano. Jimi tocou para apenas 30 mil pessoas que resistiram até o final.
A Woodstock Feira de Música e Arte foi encerrada oficialmente às 10:30 h daquela manhã de segunda-feira, dia 18.




Cronologia "americana"

1960
Janeiro - Bob Dylan, com 19 anos, toca no "Café Wha" em Greenwich Village e visita Woody Guthrie no Hospital
Jan. - Manifestações pelos Direitos Civis em Atlanta
Jul. - Teste médico de Sidney Cohen em 5 mil indivíduos conclui que LSD "é seguro".
Ago. 9 - Timothy Leary, de 39 anos, experimenta cogumelos psilocybin em Cuernavaca
Nov.  - JFK é eleito presidente.
Nov.  - Eisenhower alerta os americanos para o "Complexo Militar-Industrial" e o seu poder.
Nov. 9 - Brian Epstein encontra-se pela primeira vez com os Beatles.
Dez  - As pílulas contraceptivas começam a ser vendidas nos EUA.

1961
Fev. 1 - Quatro estudantes negros presos num lanche "reservado a brancos" em Greensboro, Carolina do Sul
Fev. 18 - Bertrand Russell, de 89 anos, dirige uma marcha de 20 mil pessoas contra o nuclear na Grã Bretanha e é preso por 7 dias
Abr. 11 - Primeiro espectáculo pago de Bob Dylan no Gerde's Folk City
Abr. 12 - Yuri Gagarin - 1º homem no espaço
Maio 28 - Fundação da Amnistia Internacional
Jul. 19 - Primeira transmissão ao vivo de televisão através do Atlântico (Telstar)
Ago. 13 - Inicio da construção do Muro de Berlim
Set. 15 - EUA iniciam testes nucleares subterrâneos
Out. 6 - Presidente Kennedy aconselha os americanos a construir abrigos anti-nucleares

1962
Set. - Timothy Leary funda a "International Foundation for Internal Freedom" (IFIF) para promover a investigação do LSD; publica "The Psychedelic Review".
Out. 22 - Crise dos Misseis em Cuba; Kenedy determina bloqueio naval da ilha

1963
Jan. - Wallace faz o discurso "Segregação para Sempre" na tomada de posse como Governador do Alabama
Jun. 11 - JFK propõe Lei dos Direios Civis
Jun. 12 - Lider dos Direitos Civis, Medgar Evers, assassinado.
Jul. - Newport Folk Festival, Julho 26-28, inclui Bob Dylan, Joan Baez, Phil Ochs e Pete Seeger
Ago. 28 - Martin Luther King faz o discurso "I Have a Dream" na marcha pelos Direitos Civis de Maço de 1963, perante 20 mil
Out. 13 - Beatles na TV no London Palladium; audiência de 15 milhões para ouvir "She Loves You" e "Twist and Shout".
Nov. 22 - JFK assassinado em Dallas, Texas; LBJ toma posse
Nov. 22 - Aldous Huxley morre por tomar LSD (intencionalmente!)
Nov. 24 -  LBJ promove escalada na Guerra do Vietname

1964
Fev. 9 - Os Beatles aparecem no Ed Sullivan Show (EUA), 74 milhões: a maior audiência na história da televisão.
Maio - Primeira visita de Bob Dylan a Inglaterra, encontra os Beatles e os Rolling Stones; introduz os Beatles na marijuana.
Jul. 2 - LBJ assina a Lei dos Direitos Civis: serviços públicos abertos a todos
Jul. 18 - Motim racial no Harlem, NY
Out. 14 - Martin Luther King ganha o Prémio Nobel da Paz
 

1965
Fev. 8 - Início dos bombardeamentos americanos no Vietname do Norte
Jul. 10 - "I Can't Get No Satisfaction" dos Rolling Stones - nº 1
Jul. 24 - "Like A Rolling Stone" de Bob Dylan sobe nas tabelas
Jul. 25 - Dylan actua com grupo "eléctrico" no Newport Folk Festival
Ago. 11 - Motim racial (6 dias) em Watts, 35 mortos
Ago. 14 - Sonny and Cher lançam "I Got You Babe"
Ago. 31 - Queimar cartões de recruta torna-se ilegal nos EUA
Set. 5 - O escritor Michael Fallon de San Francisco aplica o termo "hippie" à contra-cultura de S. Francisco num artigo sobre o café Blue Unicorn.
Set. 25 - "Eve of Destruction", de Barry McGuire no topo das tabelas
Nov. 22 - Bob Dylan muda a residência para Woodstock, N.Y.

1966
Jan. 17 - Aviões B52 colidem e libertam 3 bombas H de 10 megatoneladas em território espanhol; nenhuma explode, 
Jan. 21 - Primeiro concerto dos Grateful Dead em S. Francisco, para 10 mil pessoas.
Fev. 19 - Jefferson Airplane e Big Brother e a Holding Company com Janis Joplin actuam no Fillmore
Mar. 25 - Protestos contra a guerra do Vietname em NY - 25 mil na 5ª Avenida
Abr. - FBI divulga documento sobre o LSD; a droga começa a receber má reputação na imprensa
Abr. 7 - Laboratório Sandoz interrompe o fornecimento de LSD a investigadores
Maio 15 - Manifestação anti guerra em Washington - 10 mil participantes
Jul. 29 - Acidente de mota de Bob Dylan
Ago. 5 - Lennon diz que os Beatles são mais populares que Jesus
Set. - George Harrison vai à India durante 6 semanas estudar cítara com Ravi Shankar.
Set. - Timothy Leary dá uma conferência de imprensa em NY onde anuncia a formação de uma religião psicadélica: "League for Spiritual Discovery" (LSD) com a palavra de ordem "Turn on, tune in, drop out"

1967
Fev. - Os Beatles editam Strawberry Fields Forever, Penny Lane, Michelle, Yesterday
Abr. 10 - Semana do Vietname; manifestações anti-guerra e queima de cartões de recrutamento
Abr. 15 - Protesto contra a guerra do Vietname. 400 mil marcham desde Central Park até à ONU; discursos de Martin Luther King, Stokely Carmichael e Dr. Benjamin Spock
Maio - Paul McCartney anuncia que todos os Beatles deixaram de "tomar ácido."
Maio 20 - Dia do "Flower Power" em NY
Jun. 2 - Albúm "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos Beatles
Jun. 16 - Monterey Pop Festival
Jun. 25 - Beatles cantam "All You Need Is Love" na TV
Jul. - "Summer of Love" em S. Francisco
Jul. - Verão dos motins nos EUA; negros tomam as ruas em Chicago, Brooklyn, Cleveland e Baltimore
Jul. 1 - Sgt. Pepper's atinge o nº1
Jul. 24 - 43 morrem num motim em Detroit
Jul. 29 - Doors: "Light My Fire" e Procol Harum "Whiter Shade of Pale"
Ago. 26 - Jimi Hendrix: "Are You Experienced" nas tabelas
Ago. 27 - Beatles na India com Maharishi são informados da morte do seu agente, Brian Epstein
Out. 3 - Morre Woody Guthrie
Out. 8 - Che Guevarra morto na Bolivia
Out. 21 - "Diggers" exorcisam o Pentágono; 35 mil manifestantes, 647 são presos
Dez. - Beatles editam "Magical Mystery Tour"
Dez. - 486 mil tropas americana no Vietname; dos 15 mil mortos até esta data, 60% morreram em 1967
Dez. 8 - Otis Redding grava "Dock of the Bay"
Dez. 10 - Otis Redding morre em acidente aéreo
Dez. 31 - Abbie Hoffman, Jerry Rubin, Paul Krassner, Dick Gregory e amigos declaram-se "Yippies"

1968
Jan. 16 - Fundada a Youth International Party (Yippies)
Jan. 22 - Um B-52 com bomba H cai em Greenland
Jan. 31 - Vietcongue lança a Ofensiva do Tet
Mar. 16 - Masscre de My Lai; 200 a 500 camponeses vietanamitas mortos
Abr. 4 - Martin Luther King assassinado em Memphis
Abr. - Na semana seguinte à morte de Martin Luther King motins em 125 cidades dos EUA
Abr. 23 - SDS leva os estudantes a ocupar 5 edifícios da Universidade de Colombia durante uma semana; 700 presos
Abr. 29 - O musical rock "Hair" estreia na Broadway
Maio. - Revolta estudantil em Paris; os estudantes ocupam as ruas
Maio 10 - Início das conversações de paz para o Vietnam em Paris
Jun. 14 - Dr. Benjamin Spock acusado de conspiração para promover a fuga à recruta
Ago. 20 - União Soviética invade a Checoeslováquia
Ago. 25-29 - Demonstrações na Convenção dos Democratas em Chicago duramente reprimidas perla polícia

1969
Fev. 11 - 200 estudantes destroiem computadores à machadada na sequência de protesto contra o racismo no George Williams College de Montreal
Mar. 20 - John e Yoko vão a Gibraltar,  casam e seguem para Amsterdão para um "lie-in" (protesto na cama) de uma semana pela Paz
Abr. 10 - Polícia chamada à Universidade de Harvard, 37 feridos, 200 presos
Maio 15 - Hippies no parque da Universidade de Berkeley atacados pela polícia e Guarda Nacional
Jul. 3 - Morre Brian Jones dos Rolling Stones
Jul. 14 - Estreia do filme "Easy Rider"
Jul. 20 - Homem na Lua
Ago. 15 - 17 Festival de Woodstock - 500 mil presentes para 3 dias de música e paz
Ago. 24 - Estreia do filme "Alice's Restaurant" com Arlo Guthrie
Out. 8-11 - The Weatherman - "Days of Rage"
Out. 21 - Morre Jack Kerouac, autor beat de "On the Road".
Nov. 15 - Mais de 500 mil marcham em Washington pela paz. Maior manifestação anti-guerra dos EUA. Oradores: McCarthy, McGovern, Coretta King, Dick Gregory, Leonard Bernstein. Cantores: Arlo Guthrie, Pete Seeger, Peter, Paul, & Mary, John Denver, Mitch Miller, actores do musical Hair
Nov. 20 - Uso de DDT banido das áreas residenciais
Dez. 24 - Violência no concerto dos Rolling Stones em "Altamont", um espectador morto

1970
Abr. 7 - Referindo-se aos protestos estudantis, o governador da Califórnia, Ronald Reagan, afirma: "Se for necessário um banho de sangue, vamos a isso."
Abr. 10 - Paul McCartney anuncia o fim dos Beatles
Maio 4 - 4 estudantes mortos pela Guarda Nacional na Universidade de Kent State, Ohio
Maio 14 - Police faz dois mortos durante manifestações estudantis em Jackson State
Set. 18 - Jimi Hendrix morre com 27 anos
Out. 4 - Janis Joplin morre

1971
Abr. 19 - Mais de mil veteranos de guerra manifestam-se em Washington contra a Guerra do Vietname, atirando as medalhas sobre a vedação do Capitólio
Jul. 3 - Jim Morrison dos Doors morre em Paris
Nov. - Inicia-se a retirada de tropas americanas do Vietname.
Dez. - Fundação do Greenpeace em Vancouver, Canada

1972
Mar. 30 - Vietname do Norte lança ataque massivo. EUA retomam os bombardeamentos
Maio 15 - Governador George Wallace atingido a tiro durante a campanha para as primárias em Maryland

1973
Jan. 27 - Assinado o cessar fogo no Vietname, depois de 58 mil baixas americanas; termina o recrutamento obrigatório
Mar. 29 - Saída da últimas tropas americanas do Vietname

 


The Politics And Culture Of The 1960s Hippie Movement

As the nineteen fifties turned into the early sixties, the United States remained the same patriotic, harmonious society of the previous decade; often a teen's most difficult decision was choosing what color lipstick to wear to the prom. Yet after 1963, a dramatic change slowly developed in the cultural, social, and political beliefs of America, particularly the youth. The death of President Kennedy, the new music, the quest for civil rights, the popularity of mind-altering drugs, the senselessness of the Vietnam War, and the invention of the birth control pill reacted like an imbalanced chemical equation to formulate a new American counterculture: the hippie. Contrasting with ever-dominant mainstream society, the layed back hippie nobly tried to change the world not by force, but through peace and love.

Though not entirely successful, the hippie movement clearly marked the mid- to late-nineteen sixties and early seventies as a mixture of peace and brotherly love with sex, drugs, and rock and roll. The formal definition of a hippie is one who does not conform to social standards, advocating a liberal attitude and lifestyle. However, the true definition of a hippie in unclear; no interpretation could categorize every person who fits into the ambiguous category of a hippie. According to Phoebe Thompson's definition, being a hippie is a choice of philosophy. Hippies are generally antithetical to structured hierarchies, such as church, government, and social castes.


The ultimate goal of the hippie movement is peace, attainable only through love and toleration of the earth and each other. Finally, a hippie needs freedom, both physical freedom to experience life and mental freeness to remain open-minded. In the view of some historians, thus, Thoreau and Ghandi were hippies, and hippies continue to exist today. Yet what unique qualities characterized the American hippies of the nineteen sixties, and how did this movement gain enough power to influence millions of teenagers?

The nineteen fifties was one of America's most prosperous (and dull) decades. Conformity and nationalism swept the nation; television sitcoms reinforced old-fashioned family values; the typical teenager aspired for the all-American look and personality. Yet music had already planted the seeds of rebellion; Rock and Roll began to sweep the nation.

Kids wore leather jackets, violated curfews, and considered themselves rebels, though oddly with no cause. The rebellion craze was epitomized by Marlon Brado's role in the film "The Wild One". When asked: What are you rebelling against, he responded: Whatta you got? The music of Elvis and other rock bands caused the rebellion; all the teens needed was a cause.

The Vietnam War began as President Kennedy's effort to protect the free world from Communism. Kennedy, a well-liked president, received little war opposition from the people. He was young and supported free-spiritedness, open-mindedness, and equality; at his assassination in 1963 only 15,000 troops were in Vietnam. Under Lyndon Johnson the number of soldiers skyrocketed, however, reaching 500,000 in 1966.

Television broadcasts from overseas became more gruesome and the deaths more tragic. The nightly news counted the dead and described compiling destruction, and many political and literary figures began to speak out publicly against keeping US troops in Vietnam. Though Johnson continually promised a swift end to the war, the Tet Offensive of 1968 finally proved otherwise. A surprise attack on American soldiers caused a significant loss of land and life; the Communists were apparently nowhere near defeat! Shiploads of American boys came too and from Vietnam, only too many of those returning home were riding in a coffin.

The hippie movement germinated in San Francisco, with the Vietnam War at its core. The movement eventually spread to the East Coast as well, centralized in New York's East Village in addition to the Haight-Asbury district of San Francisco and Sunset Strip of Los Angeles. Disgusted by conformity, culture, and politics, some hippies abandoned society to live in isolated communes; by 1970 over 200 communes existed, maintaining 40,000 youths. However, many hippies also took a political stance against the war.

The Vietnam War conflicted directly with the hippie belief in peace and love, so the counterculture protested the war throughout the nation. The flower children held love-ins to celebrate their rights, spoke out publicly, formed protest groups with the slogan: Hell no, we won't go!, burned flags, and tore up draft slips (858). To avoid the Vietnam draft, some pacifists took extraordinary measures. Many claimed insanity, lied about homosexuality, pretended to be physically unfit, or fled to Canada (19). Yet far too many peace-loving hippies were sent to jail for refusing the draft call, maintaining their principles and integrity (Gottlieb 55). Faced with family dejection, exile, arrest, and imprisonment, they nevertheless continued to stay firm to the opposition to that war (Tollefson 4).

While the government drafted their brothers, the remaining hippies protest the war at home. Considering most hippies were under thirty, the greatest concentration of them was in colleges throughout America. Protests began in Columbia University and Berkley University, California. A demonstration against Nixon's decision to invade Cambodia led to violence at Kent State University; the National Guard killed four students. Finally, the University of Virginia, founded by America's forefather of freedom Thomas Jefferson, was raided by two hundred baton-waving policemen who arrested sixty-eight students (Thompson 66-8).

The greatest expression of the hippie belief, whether pro-peace or pro-pot, was their music. Rock and roll was their voice. Led by Bob Dylan, the Grateful Dead, Jefferson Airplane, and the Beatles, rock and folk music overtook the airwaves. (Manning 102) Bob Dylan used the lyrics of folk music to convey a social commentary and protest. In a civil rights march in 1963, he sang the following lyrics: How many years can some people exist Before their allowed to be free? The answer, my friend, is blowin' in the wind The answer is blowin' in the wind (102) Folk artists did not sing simply to sound pleasant, but more importantly to convey a message. Most song lyrics addressed the wart or the civil rights movement, and the crowd would sing along in a chorus.

Existing in harmony with folk music was rock, which adopted a style known as psychedelia, or mind expansion. Rock's lyrics were less important, with the overall sound dominating as an expression of the soul. And with many band members high on marijuana or LSD, hardcore acid rock became a means of escaping the world-for both the band and the audience (102-103). The ultimate orgy of rock and folk music occurred at Woodstock in August of 1969. Located in New York State, Woodstock the concert was a three-day long event in which 400,000 people got high, had sex, and listened to some very beautiful and psychedelic music. The roster included some of the most famous rock bands on earth, as well talented amateurs looking for a start. An attendee described it as: Three days of love, peace, and rock! (Thompson 89). The concert epitomized the music and, indirectly, the hippie lifestyle of the sixties, and paved the way for the more diverse, drugged-up musical style of the early seventies.

Illicit drugs were a prominent influence on hippie lifestyle and culture. By the mid-sixties, LSD and marijuana had overtaken America overnight. These hallucinogens were a social activity at least experimented with by virtually every groovy teenager in America. Numerous books were written both condemning and justifying the new drug phenomena. Drug proponents referred to Native Americans religious ceremony, spiritual and medical references in ancient texts, and Aldous Huxley's book The Doors of Perception to defend their drug use. Eventually more toxic drugs such as cocaine, heroin, barbiturates, and amphetamines followed, used for recreation and often leading to fatal consequences. Drugs became incorporated into the music industry as well; most musical artists used narcotics, often writing and performing songs while high (Harding 29, 31).

The hippies' social status as nonconformist, doped-up outcasts was paralleled by their fashion and lifestyle. Devout hippies lived modestly in communes and were strict vegetarians, respecting not only human but also animal rights. Modest living also applied to clothing. Hippies in the sixties did not consider fashion important enough to spend much time on, and on the contrary tried to look bad according to society's standards. Women dressed like peasants and wore psychedelic colors; makeup and perfume were almost sinful, and clothing was loose, comfortable, and unique (Michaels 328). Bright, swirling patterns for both sexes paralleled the acid rock style of their music. Both men and women grew long, unkempt hair and the men often grew beards as well.

To outsiders, the hippies seemed dirty, drugged, and disrespectful to their elders; it was exactly what they wanted (329). The hippie philosophy preached peace and toleration. Thus, they were supportive of all civil rights movements, supporting females, blacks, homosexuals, and foreigners on attaining rights and equal treatment. Hippie women wanted to be free. To relieve themselves of society's burdens, many stopped shaving their arm and leg hairs. Further women's liberation came with the invention of the birth control pill in 1960 and its perfection in 1963; women were finally sexually free. Female philosophy changed overnight; instead of waiting till marriage for intercourse, many women now making love to the first guy she saw. Dating virtually vanished; hippies had sex first and got to know each other afterwards. With increased sexual freedom and the lack of widespread sexually transmitted diseases, promiscuous sex flourished during the 1960s (Thompson 44).

Having gained sexual freedom, women were now fighting for rights outside the bedroom. Betty Friedan forms The National Organization for Women (NOW) in 1966 to gain women the same rights as men. Courses in women studies were instated at universities, men realized (as part of the hippie movement) that women should be treated more fairly, and efforts were made, unsuccessfully, to add an amendment to the Constitution to guarantee women's equality. Though mainstream women also participated in these protests, both hippie men and women took an active role in ensuring equality for all (Buchholz 851-3).

Another significant group, the black community, sought after its civil rights during the 1960s. Numerous protests, both peaceful and violent, were held by black Americans to end centuries of discrimination, branded upon them since their ancestors arrived four hundred years earlier. Martin Luther King Jr. and Malcolm X eloquently led the black protests, and most hippies enthusiastically participating in peaceful demonstrations for black civil rights (854-7). The Age of the Hippies, fortunately or unfortunately, did not last forever. In the early 1970s, somewhere between '70 and '74, the entire movement died almost as abruptly as it had begun. To many the entire hippie movement was just a fad that was no longer in. The Vietnam War, the main force driving the social revolution, was concluding; an anti-war march on Washington and San Francisco in 1971, accumulating over one million participants collectively, finally persuaded the government to end the bloodshed. A protest sign read: The Majority is Not Silent. The Government is Deaf (Manning, 177-9).

Yet there were other factors. The hippies were getting too old to be hippies; almost all of the counterculture started with participants under thirty, yet those who began the movement had been in involved for ten years. These were the baby boomers, and the next generation was no nearly as large to form its own youth society. Furthermore, the music had gotten drugged-out; the performers were so stoned that their songs quickly became meaningless garble with no message. And what message was there to preach without the War? Drugs had destroyed the lives of many, and after realizing the negative effects many hippies no longer admired drugs, but feared them. Worst of all, little had been accomplished-dreams of world peace had failed.

The Hippie Revolution lasted ten years with participation around the world, from the USSR to Great Britain. Yet they accomplished so little. The teens were tired of waiting (Thompson 99-107). Women shaved their legs and piled on makeup. Men traded in their long hair and love beads for a business suit. There were those who remained hippies and moved to isolated communes, but they were relatively few. Life essentially returned to the days before the Hippie Revolution. In actuality, only a minority of the youth of the sixties actually entered the counterculture, but those who did left a lasting impression upon society, and most of all themselves (108).

The hippie movement of the mid-and late-nineteen sixties and the early nineteen seventies attempted to create a global society founded upon love and peace. Through nonviolent protests the hippies helped end the Vietnam War, gain black, women's, minority, and homosexual civil rights, and spread friendship and harmony around the globe. Not in vain, the era lives on through their music, their peace sign, and their memories; Woodstock was even recreated in 1994.

The hippie influence is even prevalent in America's society of 1998, which still possesses a youthful counterculture of sex, drugs, and rock and roll.

Bibliography

Buchholz, Ted, ed. The National Experience: A History of the United States. New York, Harcourt Brace Jovanovich College Publishers: 1993
Gottlieb, Sherry Gershon. Hell No, We Won't Go! New York, Viking: 1991.
Harding, Ryan. The 1960s: Politics and Pot. New York, Anchor Book: 1992.
Manning, Robert. The Vietnam Experience: A Nation Divided. Boston, Boston Publishing Company: 1984.
Michaels, Lisa. Making a fashion statement. Glamour Magazine (May 1998).
Thompson, Phoebe. The Flower Childern. New York, Prentice Hall: 1989
Tollefson, James W. The Strength Not to Fight. Boston, Little, Brown and Company: 1993



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