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Notícias da Série B
Fonte: Jornal Diário do Grande ABC - Santo André/SP
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Dia 31/10/99
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São Caetano vence outra e pega o Santa Cruz nos playoffs
Torcida sofre no sonolento primeiro tempo
A torcida sofreu com o São Caetano no primeiro tempo, mas ficou satisfeita no segundo, quando o time jogou muito melhor e derrotou o ABC de Natal por 3 a 1, de virada, neste sábado à tarde, no estádio Anacleto Campanella. “Tivemos algumas falhas no início, o que é natural. O time já estava classificado, meio sonado, pois sempre há um certo relaxamento. Mas dei uma chacoalhada nos meninos e acertamos os erros”, disse o técnico Luiz Carlos Martins, ao final da partida.
Mais uma vez, a equipe da região não foi bem nos primeiros 45 minutos em casa, e sofreu o primeiro gol numa bobeada incrível de toda a defesa. Logo aos quatro minutos, Eron desceu livre e acertou forte chute de fora da área colocando a bola no canto esquerdo do goleiro Sílvio Luiz.
Como se estivesse de ressaca, o São Caetano chegou a irritar os cerca de 1,5 mil torcedores. Exceções aos zagueiros Daniel e Dininho, ao volante Magrão e ao atacante Leandro, os demais jogadores pareciam sonolentos. Já o ABC marcava firme no meio-campo e não dava espaços. Tocando bem a bola, o ABC chegou a exigir três difíceis defesas do goleiro Sílvio Luiz.
No banco, o técnico Luiz Carlos Martins não se conformava com a dificuldade da equipe em sair jogando. Gritando muito com os jogadores, orientando o meia Leandro, o treinador conseguiu melhorar a equipe ao tirar Gilmar de falso lateral-direito e colocá-lo mais pelo meio, indo Vandir cobrir a lateral. Gilmar deu maior mobilidade ao setor, Zinho cresceu de produção e o time empatou. Foi aos 47, nos acréscimos, que o lateral Wagner, de fora da área, pegou um rebote e chutou forte: 1 a 1.
“Vamos mudar a equipe no segundo tempo”, prometeu Martins, ao final do primeiro tempo. Na etapa final, com Adhemar e Tequila em lugares de Zinho e Leandro, e com Gilmar e Griggio mais adiantados, o São Caetano passou a dominar o jogo. Aos 20, Griggio, de cabeça, fez 2 a 1. Aos 27, foi a vez de Tequila fazer 3 a 1. Ele desceu livre pela esquerda, recebeu de Griggio e chutou com efeito, enganando o goleiro Michel. Aos 28, Magrão, voltou a ameaçar. O ABC se desarticulou inteiro. Aos 32, o goleador do time, Róbson, deixou o campo com suspeita de fratura no maxilar e foi para o Pronto Socorro – numa jogada área caiu e bateu a cabeça no chão. Nos últimos dez minutos, os times jogaram em ritmo de treino. Nada mais havia a fazer.
O São Caetano encara o Santa Cruz de Recife, no próximo domingo à tarde, no Estádio do Arruda, na largada do playoff das quartas-de-final da Série B do Campeonato Brasileiro. Depois de vencer o ABC de Natal por 3 a 1, de virada, neste sábado à tarde, no estádio Anacleto Campanella, fechando a primeira fase como primeiro colocado – 45 pontos ganhos –, o São Caetano conheceu seu primeiro adversário da próxima fase, o oitavo classificado Santa Cruz. Provando sua força e tradição, o Santa Cruz derrotou o Sampaio Corrêa por 2 a 1, em São Luís do Maranhão, e garantiu sua vaga. A equipe nordestina terminou essa fase inicial com 30 pontos, mesmo número do XV de Piracicaba, que perdeu do Ceará por 2 a 1, no Ceará, e deixou escapar no final a vaga pelo saldo de vitórias – nove contra oito.
“Está bom, vamos lá. Não dá para escolher esse ou aquele. Qualquer equipe nesta altura do campeonato seria pedreira. Todos que chegaram têm méritos. A guerra vai começar”, reagiu o técnico Luiz Carlos Martins, ao saber que enfrentaria de novo o Santa Cruz, com quem empatou sem gols, em Recife, há uma semana. “Eles vão meter 60 mil pessoas no Arruda”, disse o gerente de futebol, Luiz de Paula, o Batata. O São Caetano será a única equipe paulista nas quartas-de-final. O time do goleiro Sílvio Luiz, convocado por Luxemburgo para a Seleção pré-olímpica, surge como o caçula entre os oito classificados. Para muitos, é um time ainda sem tradição em decisões.
As outras equipes qualificadas para o playoff são Bahia, em segundo, com 37 pontos, que jogará contra o Avaí (7º, com 32 pontos); Goiás, em terceiro, com 36 pontos, que terá como adversário o Ceará (6º, com 32 pontos); Vila Nova e América/MG (4º e 5º lugares, com 34 e 33 pontos), que se enfrentarão na próxima fase. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) confirma quarta-feira as datas e locais das partidas. Nas quartas a disputa será em melhor de três jogos. Os seis rebaixados: Desportiva, América-RN, Tuna Luso, Criciúma, União São João e Payssandu (todos os resultados estão no quadro ao lado.
Momentos depois da vitória sobre o ABC, os dirigentes, jogadores e o técnico Luiz Carlos Martins estavam ansiosos nos vestiários. Cada um ligava para uma emissora de rádio. Todos queriam saber os resultados dos outros jogos. O próximo adversário seria o Ceará, o XV de Piracicaba ou o CRB? Nenhum dos três. Quando souberam que seria o Santa Cruz, os jogadores ficaram surpresos. “Eu esperava que fosse o XV, mas eles perderam por 2 a 0 e complicou”, disse Marcio Griggio.
Num canto dos vestiários, Martins também foi pego de surpresa. “O futebol é fogo. Quem imaginou que o CRB perderia em casa do Remo por 2 a 1?”, declarou o treinador. O gerente de futebol, Luiz de Paula, o Batata, gostou. “O São Caetano deu sorte contra todos os times grandes. Foi melhor assim”, afirmou.
O elenco ganhou folga até terça-feira, feriado, quando se apresenta de manhã no Anacleto Campanella. “Os meninos têm que descansar um pouco. Mas vamos pegar firme na terça”, alertou Martins, que diante de uma grande campanha à frente do São Caetano ganhou notoriedade e neste domingo, à noite, participa do programa Super Técnico, da TV Bandeirantes.
São Caetano vence outra e pega o Santa Cruz nos playoffs.
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Dia 13/10/99
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São Caetano vence o Ceará e já está no playoff
Angelo Verotti
Da Redação
O São Caetano está classificado para o playoff das quartas-de-final da Série B do Campeonato Brasileiro. Nesta terça à tarde, a equipe do técnico Luiz Carlos Martins derrotou o Ceará por 1 a 0, no estádio Anacleto Campanella, e garantiu sua vaga na próxima fase da competição. O time do Grande ABC chegou a 40 pontos na classificação, tendo nove de vantagem em relação ao Bahia, segundo colocado, com 31, e próximo adversário do São Caetano, dia 21, em Salvador.
Mesmo jogando em casa, o São Caetano não fez uma partida digna de um líder da Série B. Erros de passe e descontrole emocional dos atletas – que, de maneira desordenada, tentavam marcar o primeiro gol –, complicaram a atuação da equipe no primeiro tempo. O Ceará, por outro lado, parecia mais determinado em campo. O time jogava no contra-ataque, e levou perigo à meta do São Caetano em pelo menos três oportunidades.
Na primeira, aos cinco minutos, o lateral-esquerdo Reginaldo recebeu a bola pelo lado esquerdo do ataque e bateu cruzado para a defesa do goleiro Sílvio Luiz. Logo em seguida, o meia Robertinho assustou ao bater por cima do travessão do São Caetano.
Mas foi aos 12 minutos, que o Ceará desperdiçou uma excelente chance. Jaime cobrou escanteio pela direita e o zagueiro Vadilson chutou de primeira, da marca do pênalti, obrigando o goleiro Sílvio a fazer uma grande defesa, antes de despachar a bola de vez para fora da área.
O São Caetano só levou perigo ao adversário em duas cobranças de escanteio – uma com Leto e outra com Marquinhos – em que o goleiro do Ceará, Jefferson, foi novamente obrigado à desviá-las para escanteio, evitando assim os gols olímpicos.
Nos segundo tempo, o jogo só ganhou emoção a partir dos 12 minutos, quando o técnico do São Caetano tirou, simultaneamente, os volantes Vandir e Gilmar para as entradas, respectivamente, dos atacantes Adhemar e Sílvio, que fez sua estréia pela equipe no Brasileiro. Os dois jogadores deram mais velocidade ao ataque do São Caetano, que chegou ao primeiro e único gol aos 31 minutos. Adhemar aproveitou uma sobra de bola pelo lado direito da grande área, dominou, e fuzilou o goleiro Jefferson, que, por causa da força do chute, nem teve como tentar a defesa.
Nos minutos restantes, o Ceará foi para o ataque para buscar o empate, mas esbarrou na excelente apresentação do goleiro Sílvio Luiz, que, em dois lances seguidos, aos 44 e 46 minutos, teve de mostrar muito reflexo para defender um chute do atacante Maradona, e uma cabeçada do zagueiro Ronaldo.
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Dia 08/10/99
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São Caetano bate o Remo com gol aos 49
Divanei Guazzelli
Enviado a Belém do Pará
O São Caetano mostrou novamente nesta quinta à
noite porque é considerado um dos favoritos ao título
da Série B do Campeonato Brasileiro e ao
conseqüente acesso para a Série A de 2000. A equipe
da região derrotou o Remo por 1 a 0, no Estádio
Evandro Almeida em Belém, gol do atacante Tequila
aos 49 minutos do segundo tempo. Segundo o
técnico Luiz Carlos Martins, o gol no último minuto
“mostrou a determinação e a qualidade do time do
São Caetano”. O final foi tumultuado porque
torcedores do Remo passaram a atirar objetos dentro
do campo, e um deles atingiu o goleiro Sílvio Luiz, que
ficou cerca de quatro minutos caído, enquanto a
partida continuou paralisada, e mais objetos eram
atirados ao gramado.
Com o resultado, o São Caetano se consolidou na
liderança isolada e disparada do Campeonato, com 37
pontos ganhos, praticamente assegurando um lugar
entre os quatro primeiros colocados, o que garante a
vantagem de atuar em casa nos jogos de volta nas
próximas fases.
O São Caetano suportou no início do jogo um
adversário que estreava técnico, o ex-zagueiro Dutra,
e era movido por sua torcida, que lotou o estádio.
Logo no primeiro minuto, Marcelo Passos cruzou para
Guga perder gol rente à trave direita. O São Caetano
respondeu com chute forte de Claudecir, defendido
por Claudinei. A equipe do Grande ABC exercia uma
forte marcação no meio-campo, e deixava apenas o
meia Leto, o municiador da maioria das jogadas,
acionar os atacantes.
Com os passes de Leto e a movimentação de Moisés
e Marquinhos o zagueiros do Remo, Nei e Augusto,
eram obrigados a sair da área e cometer faltas. Foi
assim que surgiu, aos 22 minutos, a melhor
oportunidade do São Caetano: Leto cobrou falta da
meia-esquerda, e o goleiro Claudinei, mesmo com a
visão encoberta, saltou no canto esquerdo para
desviar a escanteio.
Enquanto o Remo tentava partir ao ataque, sempre
impulsionado pela sua torcida, a ponto de o placar
manual marcar 2 a 0, desde o início da partida, o
técnico do São Caetano, Luiz Carlos Martins, pedia
para a equipe “trabalhar mais a bola”.
No segundo tempo as modificações das duas equipes
alteraram o perfil da partida. Quem levou vantagem
foi o técnico Luiz Carlos Martins. As entradas de
Tequila, Gilmar e Adhemar deram mais velocidade ao
São Caetano, sem perder a consistência na
marcação. O Remo, ao contrário, não conseguia criar
lances ofensivos, mesmo com a velocidade do
atacante Balão e a habilidade de Neto Paulista.
A superioridade tática e técnica do São Caetano foi
compensada aos 49 minutos, quando Gilmar fez um
lançamento em profundidade para Tequila, que
penetrou na grande área e chutou no canto esquerdo
de Claudinei. Depois, foi só tumulto por parte da
torcida do Remo, que atingiu o goleiro Sílvio Luiz. Os
jogadores do São Caetano precisaram ser escoltados
por quinze policiais, armados com escudos, para
poder entrar nos vestiários.
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Dia 04/10/99
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São Caetano vence e mantém a liderança
da Série B
Vagner Magalhães
Da Redação
O São Caetano conquistou neste domingo a sua 10ª
vitória no Campeonato Brasileiro da Série B ao bater a
Desportiva-ES por 1 a 0 no estádio Anacleto
Campanella, gol do volante Magrão. O resultado
deixou o time da região com a classificação
praticamente assegurada para a fase final da disputa.
O time é o primeiro colocado, com 34 pontos, seguido
por Goiás e Bahia, que vem logo atrás, com 27. A
Desportiva é a última colocada, com apenas cinco
pontos.
“O problema é que o nosso time tentou marcar o
segundo gol antes de fazer o primeiro”, sintetizou o
técnico do São Caetano, Luiz Carlos Martins, sobre a
afobação de sua equipe em buscar o gol da vitória.
O que se viu na partida foi um jogo equilibrado,
apesar da disparidade na pontuação dos dois times. A
Desportiva atuou no tradicional contra-ataque,
sempre levando perigo, principalmente com Feijão e
Lima. O São Caetano, mesmo atuando com a posse
de bola na maior parte do tempo, chegou poucas
vezes ao gol defendido por Rodrigo Poço.
A primeira chance da partida foi criada por Márcio
Griggio, que acertou um forte chute da intermediária,
que saiu à direita do gol, rente à trave. Com a partida
concentrada no meio-campo, o São Caetano só
voltou a levar perigo aos 21 minutos. Depois de uma
confusão na área, Magrão acertou um forte chute
que o goleiro rebateu. Na seqüência, a defesa da
Desportiva consegui neutralizar a jogada.
Somente depois da primeira metade da etapa inicial é
que a Desportiva passou a chegar com perigo no
ataque. Aos 27 minutos Sharlei tentou marcar de
voleio, mas a bola foi para fora. Seis minutos depois,
Feijão acertou um chute forte de fora da área e por
pouco não põe a Desportiva na frente. Na melhor
oportunidade do time do Espírito Santo, Lima
cabeceou da pequena área para defesa segura de
Sílvio, aos 37 minutos.
Na volta do intervalo, o técnico Luiz Carlos Martins
promoveu duas substituições em sua equipe. Tirou o
lateral-direito Claudemir para colocar o atacante
Tequila e trocou o inoperante atacante Marcos Baresi
por Adhemar.
E foi justamente dos pés de Adhemar que começou a
jogada do gol da vitória do São Caetano. No primeiro
minuto do segundo tempo ele bateu escanteio da
direita e após uma confusão na área a bola sobrou
livre para Magrão chutar, frente a frente com o
goleiro.
Com a vantagem no placar, o São Caetano passou a
se arriscar menos no ataque e a partida caiu
tecnicamente. Aos 20 minutos, Magrão deixou o
campo contundido no joelho e foi aplaudido pelos
cerca de 1.500 torcedores que compareceram ao
Anacleto Campanella. O jogador foi substituído por
Vandir.
Martins disse que a vitória apertada serve para o seu
time ficar esperto. “Na Série B não tem moleza.
Jogamos contra o último colocado, que veio aqui e
equilibrou o jogo.” O São Caetano volta a jogar na
quinta-feira, contra o Remo, em Belém, no Pará.
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Dia 29/09/99
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São
Caetano vence e fica perto da classificação
Com um futebol extremamente competitivo e
oportunista no segundo tempo, o São Caetano
venceu o Criciúma por 3 a 0 nesta quarta à noite, em
Criciúma, e deu um passo decisivo para a sua
classificação à segunda fase da Série B do Brasileiro.
Se vencer a Desportiva domingo, às 16h30, o São
Caetano – que tem quatro pontos de vantagem em
relação ao segundo colocado — praticamente
sacramentará sua passagem à fase seguinte.
Com uma boa estratégia tática do técnico Luiz Carlos
Martins, o time da região iniciou a partida com três
volantes e apenas Leto com maior liberdade de
avançar para auxiliar o atacante Marquinhos. O maior
mérito do São Caetano foi conter nos primeiros 20
minutos o ímpeto do Criciúma, apoiado por cerca de
10 mil barulhentos torcedores, que enfrentaram frio e
muito vento gelado.
No primeiro tempo, o jogo começou num ritmo
alucinante, com o Criciúma a todo vapor, incentivado
pela sua torcida. O precavido São Caetano foi
obrigado a se defender até com cinco jogadores no
meio-campo, mantendo à frente apenas o
centro-avante Marquinhos. Ostensivamente, o
Criciúma era um time muito perigoso explorando as
habilidades de Tico Mineiro e Marcelo Silva.
Aos 12 e aos 21 minutos, com Tico Mineiro e Pereira,
o Criciúma quase chegou ao gol. No contra-golpe
Marquinhos, caindo pela direita, também desperdiçou
ótima chance. Depois dos 28 minutos o São Caetano
passou a adiantar o seu meio-campo e a levar maior
perigo ao gol de Fabiano. Tanto que aos 32, num
contra-ataque, houve um levantamento para dentro
da grande área e Marquinhos de cabeça fez 1 a 0,
tirando o goleiro da jogada. Em seguida, o Criciúma
voltou a subir de produção e aos 41 o goleiro Sílvio
fez uma grande defesa num chute de William.
O São Caetano do segundo tempo sabia que não
poderia recuar em demasia pois correria o risco do
empate. Com Magrão e Leto mais adiantados o São
Caetano não demorou para crescer o seu volume de
jogo. Ainda apoiado pela massa torcedora, o Criciúma
foi a frente em busca da igualdade, e criou com Tico
Mineiro e Pereira duas chances para empatar. Mas a
noite era de grande inspiração de jogadores como
Daniel, Claudecir, Magrão e Leto. Aos 28 minutos,
Tequila entrou em campo para dar mais mobilidade ao
ataque. E aos 35 aproveitando uma falha do lateral
Ivo, chutou de pé esquerdo para fazer 2 a 0 e calar a
torcida.
Aos 37, no entanto, o São Caetano matou o Criciúma
e mandou a torcida para casa mais cedo, ao fazer 3 a
0 com o experiente Zinho. Os torcedores não
acreditavam o que viam. Recolheram as bandeiras, as
faixas e sairam cabisbaixo do estádio. No final, o
técnico Luiz Carlos Martins declarou que o time fez
“um grande segundo tempo, jogando com alma e
suando a camisa para obter a vitória”, disse. Gelásio
foi expulso aos 27 minutos do segundo tempo.
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Dia 27/09/99
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São
Caetano enrosca na retranca do Bragantino
Edélcio Cândido
Da Redação
Com um futebol sonolento, que deixou bastante a desejar, o São Caetano esbarrou no forte sistema defensivo do Bragantino, domingo à tarde, no estádio Anacleto Campanella, e ficou no empate por 1 a 1. Se o resultado teve sabor amargo, o time do Grande ABC pelo menos segurou a invencibilidade em casa – são seis vitórias e um empate – e a manutenção da liderança isolada, agora com 28 pontos ganhos, na Série B do Brasileiro.
O time do técnico Luiz Carlos Martins volta a jogar quarta-feira, diante do Criciúma, em Santa Catarina. O São Caetano não brilhou e deixou a torcida apreensiva. No primeiro tempo, a equipe empacou na marcação do Bragantino – praticamente no esquema 4-5-1, com apenas Sairo na ofensiva. Com Leto e Gilmar bem marcados por Alberto e Goiano, além de Moisés isolado do companheiro Adhemar, o São Caetano ficou o tempo todo sob controle do time de Jair Pereira.
Sem espaços para contragolpear, o São Caetano passou a trocar passes pelo meio-campo, buscar brechas, mas só com Magrão (aos 16 minutos) e Adhemar (aos 38) levou perigo ao goleiro Neneca na fase inicial. Melhor na marcação, o Bragantino também descia com maior perigo. O ataque chutou pelo menos quatro vezes de fora da área para desespero de Sílvio. De tanto insistir, o Bragantino fez 1 a 0, aos 45 minutos. Em jogada pela direita, Fabinho bateu forte, Silvio defendeu parcialmente, mas o esperto Sairo surgiu para completar no canto direito do goleiro.
O jogo mudou radicalmente na etapa final. Martins substituiu o lateral Vagner por Marquinhos e tornou o time mais ofensivo. Marquinhos passou a jogar ao lado de Moisés e Gilmar virou opção em suas descidas pela lateral-esquerda. Logo aos cinco minutos, Claudecir cobrou escanteio da direita e Magrão, num mergulho de cabeça, empatou: 1 a 1.
A partir daí o São Caetano cresceu e o Bragantino se desequilibrou emocionalmente. Mesmo sem muita inspiração, a equipe da região se garantiu passando a jogar nos contra-ataques e assegurou o empate. Aos 37, Moisés perdeu um gol feito.
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Dia 23/09/99
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São
Caetano vence e segue líder
Edélcio Cândido
Da Redação
Com gols de Moisés e Assis, um em cada tempo, o
São Caetano derrotou o furacão Joinville, de Santa
Catarina, por 2 a 0, na noite desta quarta, no estádio
Anacleto Campanella, e continua irresistível e mais
líder do que nunca agora com 27 pontos ganhos
na Série B do Brasileiro. Beneficiado pelo empate do
Bahia com a frágil Desportiva, por 0 a 0, o São
Caetano 100% de aproveitamento em casa seis
jogos e seis vitórias põe seis pontos de
vantagem
sobre os vice-líderes Bahia e Goiás, com 21. Com
notável campanha, alguns torcedores já perguntavam
nesta quarta: quem vai parar este time?.
A equipe do técnico Luiz Carlos Martins pega o
América-RN, domingo, em Natal, e, pelas projeções do
elenco, o time precisa de mais sete pontos indo
para 34 nos próximos nove jogos, para garantir
matematicamente sua vaga à segunda fase do
Campeonato Brasileiro da Série B. O volante
Claudecir, que recebeu o quinto cartão amarelo,
quase no final da partida, será desfalque diante do
América. Nesta quarta, o meia Leto foi o melhor
jogador em campo.
O São Caetano comprovou diante do Joinville vinha
de três vitórias que tem mesmo um dos respeitáveis
elencos do Brasileiro. A experiência de jogadores
como a do zagueiro Daniel, do lateral Vagner, do meia
Leto e do atacante Moisés faz mesmo a diferença.
Trocando passes com correção no meio-campo e com
descidas perigosas pelas extremas, o São Caetano foi
superior ao rival o tempo todo. Aos 15, Moisés, livre,
já perdia um gol feito. Aos 21, Moisés não perdoou:
recebeu passe da esquerda, matou a bola na coxa
direita, driblou o zagueiro André, enganou o goleiro e
chutou forte para fazer 1 a 0.
Embora bem postado defensivamente, o Joinville era
um time insinuante nos contragolpes, mas finalizava
mal. Os cruzamentos eram sempre mal feitos. Sílvio
era mero expectador. No segundo tempo, depois dos
20, com Assis e Marquinhos nos lugares de Alex Bauru
e Moisés, o São Caetano ganhou em velocidade. Aos
28, Naílson exigiu a melhor defesa de Sílvio. Aos 43,
Vandir entrou para ganhar o bicho e, aos 46, tocou
para Assis, que num giro de corpo, tirou um zagueiro
da jogada e completou: 2 a 0.
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