Notícias da Série B

Fonte: Jornal Diário Catarinense - Florianópolis/SC

   

       Dia 07/11/99

Avaí perde para o Bahia por 2 a 1 

O Bahia precisou ser simplesmente eficiente para vencer o Avaí por 2 a 1,
de virada, e levar para Salvador a vantagem de jogar por dois empates. A rotina
de gols perdidos voltou a atormentar o ataque avaiano, que poderia ter definido o jogo no primeiro tempo. O Leão joga agora por pelo menos uma vitória (por no
mínimo dois gols de diferença) e um empate. A próxima está marcada para o dia 15, na Fonte Nova, em Salvador.

O Avaí começou no ataque, pressionando a equipe do Bahia, atacando
principalmente - como sempre, aliás - pelo lado direito. Por ali avançavam
Fantick, Alex Rossi, Dirlei e o lateral Cedenir. Por ali saiu a primeira jogada de
ataque, já no primeiro minuto de jogo. Fantick pegou uma sobra de bola na
entrada da área e chutou forte, no canto esquerdo do goleiro Alex Guimarães,
que colocou para escanteio. Na cobrança, confusão na área e Jefferson Douglas não conseguiu concluir, quase em cima das risca.

Era o primeiro de uma série de gols perdidos pelo Leão. Mas uma entrou.
Logo aos nove minutos, Alex Rossi ganhou do zagueiro Alex, lançou Dirlei que
entrava nas costas do lateral Jefferson e cruzou na medida para Dão marcar o
primeiro gol, antecipando-se à cobertura da zaga e colocando para as redes.
Pena que as outras não entraram. O próprio Dão teve uma chance incrível aos 13 minutos: bola roubada no meio-campo, o atacante recebeu de Arnaldo, avançou em velocidade, passou pelo goleiro mas chutou para fora, com o gol vazio. Alex
Rossi e Guilherme também tiveram chances de marcar.

A pressão avaiana foi aos poucos diminuindo e o Bahia passou a dominar o
jogo. Os laterais Clébson e Jeferson apoiavam muito. Com Dauri e Capixaba
abertos nas laterais do campo, recebendo marcação individual de Adelmo e
Dirlei, Joel Santana conseguiu abrir o meio. Assim, Uéslei, no mano a mano com Jefferson Douglas, criava os lances mais perigosos ao gol de Miguel.

No segundo tempo, o técnico Cuca pediu mais cadência. A bola passou a
andar mais no meio-campo avaiano, o que não aconteceu no primeiro tempo,
mas com pouca efetividade. Jogando com um ritmo mais lento, o Avaí não
conseguiu pressionar o Bahia, que acabou chegando ao empate aos 18 minutos com Uéslei, artilheiro da Série B, em uma cobrança perfeita de falta. O próprio Uéslei poderia ter feito o segundo aos 30 minutos, quando entrou livre na área de Miguel mas chutou para fora.

O gol da virada baiana surgiu às custas do desespero avaiano, aos 35
minutos. O zagueiro Zambiasi assumiu a função de atacante, perdeu a bola na
ponta direita e proporcionou o contra-ataque rápido do Bahia. Lançamento
perfeito de Capixaba para Jefferson, nas costas de Dirlei. A zaga avaiana tentou fazer a linha de impedimento, mas a arbitragem permitiu a seqüência do lance, o lateral baiano invadiu a área e chutou forte, sem chance para Miguel. A partir daí, o Leão foi para o abafa, mas, desorganizado, não conseguiu reverter o placar.

        Dia 01/11/99

Tigre rebaixado à Série C 
Goleada de 4 a 0 sofrida em Araras sacramentou o rebaixamento do
Tigre, que deve anunciar hoje dispensa dos jogadores e da comissão
técnica 

O Criciúma está na Série C do Campeonato Brasileiro a partir do ano 2000.
Ao ser goleado por 4 a 0 pelo União São João, em Araras, interior paulista, no
sábado, o Tigre foi rebaixado ao lado de Desportiva, Paysandu, Tuna Luso,
América-RN e do próprio União São João. O Conselho Deliberativo do Criciúma
deve reunir-se hoje, a partir das 20h, para uma reunião de avaliação e dispensa
em massa dos atletas e comissão técnica. Depois do jogo foi cogitada a
renúncia coletiva da atual diretoria. “O que se viu aqui foi uma grande decepção.
É um momento triste para o clube e para a cidade, é preciso calma para
administrar esta situação em que a casa ruiu”, disse o presidente Voimer Conti. 

O Tigre até entrou em campo disposto a assustar. Mas ficou por aí. Aos 12
minutos, Jeda, no contra-ataque, aproveitou a saída precipitada de Fabiano e
marcou o primeiro gol. 

Se o time do técnico Vacaria já estava perdido, a partir daí foi um fiasco. O
ataque suicida armado por Vacaria facilitou os contra-golpes rápidos do União.
Aos 44 minutos, Adriano Luis fez pênalti em Jeda. Helbert cobrou e fez o
segundo gol. 

Apesar de reconhecer as falhas grotescas de sua equipe, o técnico Vacaria
nada fez no intervalo.

No segundo tempo, o que parecia ruim ficou ainda pior. A um minuto,
Clésio foi expulso. Aos 12 minutos, Flávio cobrou falta com perfeição pelo setor
direito e marcou mais um. 

Aos 46 minutos, Helbert cabeceou após uma falha do goleiro Fabiano e
completou a goleada.

Avaí pega Bahia no play-off 
DERROTA de 3 a 0 para o América-RN, sábado, na Paraíba, deixou o Leão
no sétimo lugar e com a desvantagem de decidir a vaga na Fonte Nova 
 

O Avaí, única equipe catarinense classificada para a segunda fase da Série
B do Campeonato Brasileiro, vai enfrentar o Bahia nos play-offs que definem
quatro vagas ao quadrangular final. Com a derrota de 3 a 0 para o rebaixado
América-RN, no sábado, em João Pessoa (PB) - o time potiguar havia perdido o mando de campo -, o Leão terminou a fase classificatória na 7ª colocação e
enfrenta agora os baianos, segunda melhor campanha do campeonato. A
primeira partida está marcada para o dia sete de novembro, na Ressacada, em
Florianópolis. O jogo de volta vai ser realizado em Salvador, no dia 14 do próximo mês.

Decidir vaga jogando na Fonte Nova é, como diria o técnico Cuca,
“pedreira”. Poderia ter sido melhor. O Avaí poderia ter ficado entre os quatro
primeiros lugares. A combinação de resultados da última rodada, disputada
sábado, favoreceu ao Leão, que não fez a sua parte. Mesmo jogando em campo neutro, a equipe catarinense não conseguiu superar o América-RN.

Cuca pensou assim a estratégia de jogo: marcar forte no campo de defesa
e sair rápido no contra-ataque. Para isso, escalou Alex Lopes, homem de
contenção, no meio, e Fantick, jogador de velocidade, para carregar a bola ao
ataque. Na teoria, compreensível. Na prática, um desastre. O Avaí acabou
recuando demais, perdeu o meio-campo, não acertou a marcação do ataque
potiguar e acabou tomando dois gols em menos de 20 minutos de jogo. O
primeiro aos 11 minutos, com Marcão, que girou em cima da zaga e chutou para o gol. Aos 20 minutos, o próprio Marcão fez a jogada e entregou para Paloma, livre, driblar Miguel e fazer o segundo.

Preocupado com o recuo exagerado da equipe, Cuca nem esperou pelo
intervalo para mexer no time: em meia hora de jogo sacou Dirlei e Alex Lopes e
colocou Arnaldo e Marquinhos. As mudanças deram resultado no ataque: o Avaí passou a chegar com maior perigo à área do goleiro Marcos e perdeu várias chances de gol com Dão, Alex Rossi e o lateral Guilherme. Mas na defesa, o Leão teve que pagar pelo risco de jogar com um meio-campo ofensivo. Continuava dando espaços e o América poderia ter ampliado o placar.

O que acabou acontecendo no início do segundo tempo. Saída de bola,
ataque americano, erro na linha de impedimento avaiana e Marcão fez o terceiro gol da equipe potiguar. Se com dois já estava difícil, perdendo de três era praticamente impossível virar o jogo. Não que o Leão não tivesse qualidade para tanto, mas pelas circunstâncias de jogo. E as circunstâncias colocaram
frente-e-frente na próxima fase o Avaí e o Bahia, equipe tarimbada, experiente,
que fez uma grande partida na Ressacada na primeira fase, arrancando um
empate em 3 a 3 com o Leão. Adversário qualificado, mas não insuperável. A
prova poderá ser mostrada no dia sete, na partida de ida, em Florianópolis.

Joinville escapa do vexame 
VITÓRIA de 2 a 0 sobre a Desportiva, sábado, no Ernestão, e a
combinação de resultados, garantiram a permanência do JEC na Série B
no próximo ano 

Nem mesmo o campo alagado do Estádio Ernestão, a chuva torrencial que
caiu durante o jogo e o desfalque de cinco jogadores titulares impediram que o
Joinville conseguisse vencer a Desportiva por 2 a 0, sábado, permanecendo na
Série B do Campeonato Brasileiro. Graças à vitória e à combinação de outros
resultados, o JEC ficou no 15º lugar na tabela. O resultado positivo do jogo mais importante da competição para o JEC, que poderia ser rebaixado caso perdesse ou empatasse a partida, deve garantir o técnico Roberto Cavalo no cargo.

Nervoso, o time do Joinville não acertou as finalizações durante o primeiro
tempo, mas pôde contar com o inexpressivo ataque da Desportiva, que sequer
chegou ao campo do adversário, fazendo do goleiro Carlos Alberto um mero
espectador da partida. Apesar disso, o JEC ficou preso na marcação do
meio-campo. Numa das raras oportunidades claras de gol da primeira etapa,
Marcos Paulo sofreu pênalti do zagueiro Felipe, aos 35 minutos. André cobrou
com perfeição, chutando forte no canto esquerdo do goleiro.

Na segunda etapa, o Joinville voltou mais seguro e pressionou bastante,
perdendo diversos gols. Por duas vezes os atacantes do JEC sofreram pênaltis
claros não marcados pelo juiz, que preferiu dar uma falta na risca da linha da
grande área num dos lances e optar por um escanteio, no outro. O segundo gol
surgiu numa cobrança de escanteio da direita, depois de uma furada do zagueiro Braga, da Desportiva, Badico, sozinho, só empurrou a bola para fazer 2 a 0 para o Joinville.

O presidente Márcio Vogelsanger ficou aliviado com a vitória. “Tivemos uma
semana muito tensa, mas com a determinação dos jogadores conseguimos essa vitória importante”, afirmou. Ele destacou que a diretoria vai fazer uma avaliação
para decidir sobre a permanência do técnico Cavalo. “Vamos conversar com o
treinador e analisar a questão financeira”, disse. Cavalo confirmou o interesse de ficar no comando do JEC. “Nós já falamos sobre isso. Não temos nada de
concreto, mas há interesse do clube e a vontade da comissão técnica é ainda
maior”, ressaltou. “Tenho certeza que se houver acerto, o JEC voltará a ser
aquele time de garra e conquistas”, garantiu

        Dia 30/09/99

Avaí detona Sampaio de virada 
Alex Rossi começou a reação e Renato completou o resultado de 2 a 1
ontem 

LUCIANO SMANIOTO 
FLORIANÓPOLIS 

Com uma vitória de oito minutos de grande futebol no segundo tempo o Avaí
venceu, de virada, o Sampaio Corrêa, ontem, na Ressacada, por 2 a 1, e
terminou a rodada na quinta colocação. Tinha que ser o jogo da recuperação do
Avaí na Série B do Brasileiro e foi; por linhas tortas, mas foi.

O Avaí começou mal. Mal é pouco: terrível. Jogadores nervosos,
posicionamento equivocado em campo e nada de criatividade, nem força ofensiva Para piorar, a pior defesa da Segundona resolveu acertar a marcação justamente no jogo contra o Leão. E nem parecia que o Avaí jogava na Ressacada. A equipe
catarinense só conseguiu exercer alguma pressão sobre o Sampaio Corrêa aos
20 minutos. Fantick fez boa jogada pela esquerda - a única dele no jogo - e
chutou forte, de direita, obrigando o goleiro a fazer grande defesa. 

O Sampaio Corrêa levava perigo principalmente nas jogadas pela esquerda.
Aproveitando o avanço do lateral Carlão, posicionado quase como um quinto
homem de meio-campo, os atacantes Edilson e Jairo Lenzi se colocavam às
costas do lateral, obrigando Zambiasi e Régis a dar o primeiro combate,
eliminando o homem da sobra. Ironicamente, no primeiro lance de perigo do
Sampaio Corrêa pelo lado direito, Válbson conseguiu um bom cruzamento e Jairo Lenzi se antecipou a Zambiasi no meio da pequena área, cabeceando para o gol.

Para mudar a história do jogo no segundo tempo, Cuca era obrigado a
mudar. E mudou. Fez logo três alterações no intervalo e o Avaí voltou a ser o
Avaí. O Avaí que pressiona, que sufoca, que se supera, que vira o jogo em
rápidos oito minutos. Logo aos três minutos, o artilheiro Alex Rossi deixou o
dele, aproveitando um cruzamento de Dirlei, deslocado para a lateral. Cinco
minutos depois, Gean cobrou falta com violência, o goleiro não segurou e o
estreante Renato garantiu a virada e os três pontos.


       Dia 23/09/99

Criciúma vence e ganha moral Tigre dá um importante passo para afastar o drama do rebaixamento

CLÁUDIA MARCELO
CRICIÚMA

Foi a noite em que os críticos queimaram a língua.
Escalar Marcelo Silva e Ronaldinho na equipe titular parecia
um ato de teimosia do técnico Vacaria. Foi sua grande aposta.
Os dois jogadores criticados por boa parte dos torcedores
comandaram a vitória do Criciúma por 3 a 1 diante do
Bragantino, ontem, no Estádio Heriberto Hülse. Com o
resultado, o Tigre subiu para 14 pontos e alcançou a 19ª
posição da tabela. No domingo, o Criciúma enfrenta o ABC,
em Natal, pela 14ª rodada da Série B.

Nos primeiros minutos, os torcedores assustaram-se
com a desorganização do time de Vacaria. Um desastre em
que ninguém se entendia. A consequência de tanta confusão
veio aos cinco minutos, com o gol do Bragantino. Num
cruzamento da esquerda, Fabinho Fontes bateu com perfeição
para o zagueiro Emerson, que livre de qualquer marcação,
cabeceou. O atacante Tico Mineiro bem que tentou empatar,
aos 11 minutos, mas não teve a frieza necessária ao driblar o
goleiro Neneca e chutar para fora. O desespero foi
generalizado até os 30 minutos, quando Marcelo Silva
conseguiu marcar. Ronaldinho cobrou falta com perfeição, o
goleiro ainda tentou defender. No rebote, o capitão Wílson
avançou e, na sobra, Marcelo Silva girou o corpo e completou.

A equipe paulista voltou no segundo tempo melhor
posicionada. Somente aos 11 minutos, poucos segundos
depois da expulsão de Emerson, do Bragantino, é que o
torcedor voltou a respirar aliviado. Marcelo Silva virou o
resultado ao aproveitar o rebote do goleiro. Aos 24, foi a vez de
Ronaldinho alegrar os mais de cinco mil torcedores que ainda
acreditam no Tigre. A jogada começou com a cobrança de
falta de Pereira, pelo setor esquerdo. Na dividida da bola entre
o goleiro Neneca e o atacante Tico Mineiro, Ronaldinho não
perdoou a sobra e fechou o placar em 3 a 1.

        Dia 20/09/99

Tigre vence primeira em casa e deixa Vacaria emocionado 

Pareceu festa de fim de campeonato. Ao despachar o Santa Cruz, ontem,
no Estádio Heriberto Hülse, por 1 a 0, o Criciúma ganhou novo fôlego para seguir
em busca da permanência na Série B do Campeonato Brasileiro. A primeira
vitória em casa levou o Tigre a somar 11 pontos e escapar, a passos curtos, é
verdade, da zona de rebaixamento. No final da partida, técnico e jogadores
choraram no meio do gramado. “Passamos por um momento delicado, com
muita pressão. Esse resultado resgata a confiança dos torcedores”, disse o
treinador Vacaria.

Foi um jogo confuso, de primeiro tempo sonolento e desesperador. A
arbitragem não perdoou e distribuiu 11 cartões amarelos. A torcida só ‘acordou’
aos 31 minutos, quando o lateral Ivo, num gesto infantil, barrou de forma violenta o ataque de Adauto pelo setor esquerdo. A expulsão do jogador desequilibrou o grupo e levou o técnico Vacaria a moldar novo esquema, com a entrada de Ricardo. Aos 33, novo susto. Tico Mineiro foi desviar cobrança de escanteio, a bola bateu no travessão, picou na linha divisória e o goleiro Fabiano segurou.
Segundos depois, Toinzé esboçou um contragolpe, foi bem na linha de fundo
mas botou para fora. 

No segundo tempo, o Santa Cruz voltou em campo disposto a envergonhar
o Criciúma diante da sua torcida. Aos 40 segundos, Toinzé iniciou o que seria
uma série de erros nas finalizações. Ele recebeu de Tico Mineiro, mas jogou fora.
Até ser substituído, aos 20 minutos, Toinzé foi um franco-atirador, em lances
individuais, que irritaram o técnico. Para piorar, Maciel gastou o tempo em lances nos pés do adversário. As armações saíram dos pés do novato Wílian, um garoto que, até pouco tempo, sequer era escalado para o banco de reservas. 

Mas foi a tranqüilidade do capitão Wílson que salvou a equipe catarinense
de um novo fiasco. Aos 24 minutos, Marcelo Silva cobrou o escanteio, o goleiro
Marcelo espalmou e, no rebote, Wílson completou. Um lance desajeitado, de pé esquerdo, que deu nova cara à equipe de Vacaria. Daí em diante, a ordem foi segurar qualquer forma de ataque do Santa Cruz. A estratégia deu certo. A
entrada às pressas de Clésio manteve o jogo congestionado no meio.

       Dia 13/09/99

JEC já é o oitavo colocado 
FORA de casa, o time do Joinville confirmou sua recuperação na Série B,
com vitória apertada de 2 a 1 sobre o América-RN 

NATAL 

O Joinville desencantou também fora de casa, ontem à tarde, ao derrotar o
América de Natal, por 2 a 1. Depois de cinco derrotas atuando nos campos
adversários, em nove compromissos pela Série B, a equipe catarinense jogou melhor, perdeu um pênalti e passou a figurar na oitava posição na tabela. Há três rodadas, o tricolor ocupava espaço na zona de rebaixamento, mas o grupo iniciou uma bela arrancada rumo à classificação. 
Pressionando desde o início, e especialmente na primeira etapa, os
comandados do técnico Paulo Bonamigo cumpriram à risca a proposta de marcar a saída de bola americana, o que resultou no gol do centroavante Marcos Paulo, aos oito minutos, após pegar rebote de chute de Naílson, que havia aproveitado lançamento do ala direita Germano.
No lado do adversário, o meia Moura liderava o grupo, aparecendo
eventualmente de trás com perigo, dentro do incomum sistema 3-6-1 proposto pelo técnico Estevam Soares. Mas foi somente aos 25 minutos que o América teve chance real de gol, quando Gito cobrou falta que acabou em defesa de Carlos Alberto, que esteve bastante seguro durante toda a partida.
Sob chuva fina, o primeiro tempo acabou com a equipe do Joinville bem
entrosada nos três setores e o América deixando o gramado sob vaias da
pequena torcida que compareceu ao Estádio Machadão.
Na volta do intervalo, mesmo desorganizado, o América pressionava mais.
Aos 17 minutos, a recompensa: o atacante Angelo aproveita cruzamento vindo da direita, dentro da grande área, e desvia a bola do goleiro Carlos Alberto, empatando o confronto.
Um minuto antes, o volante João Antônio havia entrado no Joinville, fazendo
sua estréia, saindo o armador Marcelo Alves. Aos 23 minutos, o JEC garantiu o
placar, quando já dominava novamente o setor de meio-campo: Germano cobra
escanteio e, subindo sozinho, o baixinho Naílson marca pela segunda vez para o tricolor.
Aos 37 minutos, o zagueiro Samuel ainda desperdiçou um pênalti que
Marcos Paulo havia sofrido, perdendo de tranqüilizar, definivamente, a situação.
Aos 44 minutos, o time do América reclamou da arbitragem a marcação de uma falta que teria sido cometida dentro da grande área, o que resultou em invasão do gramado por parte de alguns torcedores e membros da comissão técnica americana, exigindo a proteção policial ao juiz. A partida ficou interrompida até o policiamento conseguir acalmar os ânimos do time adversário e dar condições de jogo. Nos últimos cinco minutos, já nos descontos, o JEC suportou também uma forte pressão da equipe da casa, com três defesas importantes de Carlos Alberto, assegurando os três pontos. O grupo catarinense volta a atuar na próxima quarta-feira, diante do São Caetano, líder da Série B, em São Paulo.

Criciúma deixa escapar a vitória no final 

O Criciúma deixou escapar ontem a chance de recuperação
ao empatar em 1 a 1 com a Tuna Luso, no Estádio Francisco
Vazques, em Belém (PA), pela 11ª rodada do Campeonato
Brasileiro da Série B. O gol de empate da Tuna Luso, aos 44
minutos do segundo tempo, foi um balde de água fria nas
esperanças dos torcedores que acompanharam o jogo pelo rádio.
Na quarta-feira, às 20h30min, o Criciúma enfrenta o América, em
Belo Horizonte (MG). “Não podemos pensar em nada mais que a
vitória”, disse Vacaria. Com o resultado, o Criciúma ainda continua
na zona de rebaixamento.
O Criciúma entrou em campo determinado a vencer e não
se intimidou com a pressão da torcida adversária e o forte calor.
Aos 20 minutos, Tonhizé, numa bomba, assustou o goleiro
Fabrício. Aos 25, Marcelo Silva irritou o treinador ao receber de
Ivo, invadir sozinho e chutar para fora. Oito minutos depois, no
entanto, Marcelo Silva tranqüilizou torcedores e comissão técnica
ao marcar o gol que parecia ser a reação do time criciumense na
competição. Ousado, o atacante recebeu de Jorge e avançou
sem chances para Fabrício. No final da primeira etapa, a Tuna
Luso teve a chance de empatar, num erro de Maciel, mas Rafael
perdeu.
As substituições no intervalo feitas pelo técnico Pinho
deixaram a Tuna Luso com mais poder de ofensividade. Mas foi a
expulsão do lateral Adriano Luiz, aos 16 minutos, que
desequilibrou o Criciúma. O técnico Vacaria ainda tentou
amenizar com a entrada de Mauricinho, mas o atacante não teve
boa atuação.
A confusão sobrou para o goleiro Fabiano. Aos 24 minutos,
Fábio Costa deixou a zaga embasbacada e avançou, mas o
goleiro do Tigre segurou. Aos 40, Mael recebeu na meia-lua e
bateu forte. No reflexo, Fabiano espalmou e a bola ainda bateu na
trave e saiu. Aos 44, o árbitro marcou falta do goleiro Fabiano
(sobrepasso), contestada pelos atletas do Tigre. Na cobrança,
Júnior bateu bem para Mael, que chutou no canto esquerdo. No
rebote, Zé Augusto completou. Dois minutos depois, Amauri
perdeu a chance de fazer o segundo da Tuna Luso. Ele invadiu
sozinho, mas Fabiano salvou.
O América venceu a Desportiva/ES por 1 a 0, ontem a tarde, no Mineirão, mas perdeu a chance de dar uma goleada e melhorar o saldo de gols. O Coelho perdeu mais de dez oportunidades, a
maioria no segundo tempo, por erros de finalização. No final, levou
um grande susto e quase deixa escapar a vitória, aos 48 minutos, do
segundo tempo. Mauricinho bateu uma falta da direita e Jeferson
Feijão escorou de cabeça. A bola passou raspando a trave. O lateral
esquerdo Michael, que foi expulso, e Boiadeiro, que levou o quinto
cartão amarelo, vão desfalcar o Coelho no jogo de quarta-feira
contra o Criciúma, também no Mineirão. 
O América foi superior à Desportiva desde o início, mas não estava
bem posicionado. Wellington, o melhor em campo, ficou deslocado e
sozinho na frente, atuando pela direita. As tabelas não saíam e o
ataque não se movimentava, como o técnico Flávio Lopes pediu nos
treinos durante toda a semana. 
Na primeira vez que caiu pela meia-esquerda, já aos 29 minutos do
primeiro tempo, Wellington recebeu um lançamento preciso de Ivan e
marcou, tocando com o bico da chuteira, na saída do goleiro
Rodrigo Posso. Dois minutos depois, Geraldo lançou Ivan, que não
alcançou a bola e perdeu a melhor oportunidade do América
consolidar a vitória. 
O Desportiva se fechou com cinco jogadores atrás e três na cabeça
de área. Na frente, deixou apenas Mauricinho e Jeferson Feijão, dois
jogadores de velocidade, que precisam ser lançados. Porém,
mostrou-se um time fraco e desentrosado. Sete dos 11 jogadores
atuaram juntos pela segunda vez. O time não conseguia sair com a
bola dominada. 
No segundo tempo, o América melhorou, com Wellington pela
esquerda e Ivan armando as jogadas pela direita. Mas pecando nas
finalizações. Até mesmo Boiadeiro, que cansou e não correu por
todo o campo, perdeu uma grande oportunidade, aos 5 minutos,
depois de pegar um rebote da defesa capixaba. Ele chutou com
violência, de fora da grande área, e a bola bateu na quina da trave
esquerda do goleiro Rodrigo Posso. 
Como o América não marcava, o técnico Luciano Paschoal mandou
o time subir. Porém, pouco adiantou, porque faltava conjunto. A
torcida americana ficou impaciente e começou a chamar o técnico
Flávio Lopes de “burro". Luciano Paschoal insistiu e mudou o
ataque, colocando Toni no lugar de Tico Mineiro. 
Flávio Lopes decidiu então trocar Geraldo por Irênio, que deu mais
velocidade ao time ao se aproximar mais do ataque. Duas outras
jogadas, iniciadas por Wellington, quase terminaram em gol. Na
primeira ele foi lançado pela direita e cruzou a meia altura. Gilberto
não conseguiu emendar e perdeu o gol de dentro da pequena área.
Pouco tempo depois, Wellington rolou para Irênio, que serviu o
lateral Estevam, que vinha de trás. O chute saiu forte e Rodrigo
Posso fez uma grande defesa. 
Flávio Lopes ainda tentou mais duas mudanças trocando Ivan por
Henrique, aos 34 minutos, e Wellington por Careca, aos 48.
Henrique ainda quase marcou no primeiro chute que deu, mas
Careca nem pegou na bola. 

Avaí empata com o Bahia em casa 
DEPOIS da goleada do meio da semana, equipe da Capital
fez um bom jogo e por pouco não conseguiu tirar a
invencibilidade baiana 

Time vindo de goleada, de troca de presidente, com
desfalques importantes; se esse clube não fosse o Avaí e o
estádio não fosse a Ressacada, o confronto com o Bahia, ontem,
terminado com um empate em 3 a 3, tinha tudo para ter um clima
de funeral. Mas não foi. O torcedor apostou na reação da equipe
e foi prestigiar os jogadores, que não decepcionaram: lutaram
muito e só não saíram com os três pontos porque o time baiano,
invicto no campeonato, foi um adversário à altura. Mesmo com o
empate, a equipe mantém o quinto lugar na classificação.

Preocupado com o Bahia e sem esquecer do resultado em
Belém, Cuca mudou a equipe. Colocou um terceiro zagueiro e
liberou as laterais. Logo no primeiro minuto a estratégia já se
definia em um lance de perigo com Cedenir: o lateral chegou à
linha de fundo e cruzou, mas Dão escorregou e não conseguiu
concluir na entrada da área. A principal qualidade mostrada pelo
Bahia era o toque de bola rápido e envolvente. Foi assim que o
atacante Alex Mineiro encontrou Uéslei livre na área logo aos 7
minutos do primeiro tempo. O artilheiro da Série B trombou com
Zambiasi e o árbitro Fabiano Gonçalves marcou pênalti. O próprio
Uéslei cobrou e fez 1 a 0 para a equipe baiana.

O Avaí reagiu em seguida. Aos 11 minutos, Fantick fez a
jogada pela direita e cruzou para a área. Dão escorou para
Cedenir, o lateral não alcançou e a bola sobrou para Alex Rossi,
que chutou de perna esquerda para empatar o jogo. Aos poucos
o Bahia foi neutralizando a jogada forte do Avaí, com Cedenir e
Fantick pela direita. Pela esquerda, Guilherme apoiava pouco,
Arthur menos ainda, e Dão ficava isolado naquele setor. A
aproximação do meio com o ataque não era feita de forma
compacta e os zagueiros é que tinham que fazer a ligação com
os atacantes. Mais tranqüilo e jogando na base do toque de bola,
o Bahia acabou fazendo o segundo aos 38 minutos, com Bebeto
Campos.

No segundo tempo, Cuca colocou Marquinhos no lugar de
Arthur. Um jogador para articular as jogadas pelo setor esquerdo,
auxiliando o ataque e proporcionando opções para a aproximação
do lateral era o que o time precisava. Aos 24 minutos Dão
tabelou com Alex Rossi, que rolou para Guilherme chutar. A bola
desviou na zaga e saiu. Na cobrança do escanteio, Marquinhos
marcou o segundo gol avaiano.

O empate motivou a equipe, que passou a pressionar o
então acuado Bahia. Três minutos depois, Alex Rossi ganhou na
raça de Perivaldo, driblou e lançou para Marquinhos, que tocou
com precisão na saída do goleiro. O Avaí virou o jogo e só não
saiu da Ressacada com a vitória porque no final da partida Uéslei
marcou o décimo gol dele no campeonato, empatando o jogo.  

 

 

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