Notícias da Série B

Fonte: Jornal do Commercio - Recife/PE

   

       31/10/1999

Vitória e classificação do Santa Cruz
Eram vários meninos em campo. A maioria ainda tímidos e vítimas da desconfiança do torcedor tricolor. Mas amor pelo que faz não tem idade. E esse foi o principal ingrediente do Santa Cruz para vencer o Sampaio Corrêa, por 2x1, ontem à tarde, na capital maranhense. Mais ainda, veio a tão sonhada classificação à próxima fase da Série B. O próximo desafio é o São Caetano.

Se o primeiro tempo tivesse um nome, ele seria Nílson. Sem exagero, o goleiro tricolor foi responsável pelo placar em branco na etapa inicial. Não teve Jairo Lenzi, Irineu ou Massei que transpusesse a muralha do Arruda. Mesmo assim, a primeira grande chance do jogo foi coral. Aos 17 minutos, Márcio Allan sofreu falta na entrada da área. Ele cobrou e a bola saiu à esquerda de Raul.

Aos 22 veio a resposta maranhense, com Massei. A chegada de Tinho foi providencial antes do chute fatal. Vinte e cinco minutos, começa o show de Nílson. Numa cobrança de falta, o goleiro espalmou e, caprichosamente, a bola beijou o poste e saiu.

Outra do goleiro tricolor, aos 32. Irineu chutou da entrada da área, não conseguiu. Foi aí que o até então apagado Jairo Lenzi, artilheiro do Sampaio, deu o ar da graça e mais trabalho para o guardião da meta coral. Aos 34 ele pega o rebote de uma falta. Bola nas mãos de Nílson.

Aos 41, o mesmo Jairo Lenzi cruzou para Irineu. Nílson, de novo. Um minuto depois e Marcílio perde a bola no meio. Adivinhem quem aproveitou? Jairo Lenzi, claro. Como num replay, Nílson intercedeu para o Santa. No penúltimo minuto da primeira etapa foi a vez de Marquinhos pisar na bola. Que Nílson defendeu todo mundo sabe, mas, desta vez, o chute foi de Irineu.

Veio a etapa final e o sufoco. O Santa pressionava, o Sampaio respondia no contra-ataque, mas gol que é bom, nada. Até os 31 minutos. Tinho cobrou uma falta. No rebote, Márcio Allan fez 1x0. O banco de reservas ainda comemorava quando Batata driblou Raul e ampliou. Aos 38, Romero, de pênalti, empatou para o Sampaio. Com os ânimos acirrados, o maranhense Nei e o tricolor Renato Carioca trocaram sopapos e foram expulsos. A celeuma paralisou o jogo por mais de cinco minutos, mas já estava escrito: o Santa era o vencedor.

       

Santa vence por 2x0 e espanta a crise

Nada como uma vitória para acabar - ou adiar - com qualquer princípio de crise. Mesmo que ela venha com o time jogando mal e diante do lanterna da competição. Foi o que aconteceu ontem com o Santa Cruz, que se reabilitou da goleada para o América/MG fazendo 2x0 na Desportiva/ES, no Arruda. Os três pontos deram mais que tranqüilidade à equipe. Recolocaram o clube no grupo dos classificáveis da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.

O resultado deixa o Santa com 20 pontos, na sétima colocação. Mas, para manter-se no seleto grupo dos oito que passam à segunda fase, a equipe precisa de, pelo menos, uma vitória nos dois jogos que fará fora de casa, nesta semana.

Os pouco mais de 13 mil torcedores que foram ontem ao Arruda jogaram com o time, apesar da desconfiança. Mas, o gol de Filipe Alvim logo aos sete minutos, deu tranqüilidade a todos. No lance, o lateral se machucou e foi substituído.

O Santa poderia até ter ampliado, mas o árbitro paraibano Genival Batista Júnior não deu pênalti sobre o estreante Valdomiro, calçado quando estava pronto para finalizar. Depois deste lance, o ex-jogador do Sport ainda perdeu boa oportunidade, quando demorou para chutar e foi travado por Ruyler.

Já a Desportiva, com uma equipe apenas determinada, mas sem o mínimo de técnica, se limitava aos chutes de longa distância. E a limitação adversária contagiou o tricolor, que não conseguia armar boas jogadas e acabava tentando os gols em arremates de longe, sem sucesso.

No entanto, o gol feito por Roger, aos 44, deixou os donos da casa mais aliviados. O atacante marcou após receber belo passe do lutador Milar. Foi o segundo passe que resultou em gol do ex-jogador do Náutico, que ontem abusou de prender bola.

Na segunda etapa, o Santa caiu de produção. A Desportiva melhorou um pouco a marcação, mas o que pesou mesmo foi a falta de criatividade do time coral. Os tricolores tiveram apenas duas chances. Em ambas, Milar finalizou mal, quando poderia ter servido um companheiro. Já a Desportiva, teve um bom momento com Jéfferson Feijão carimbando a trave. Adalto e Marco Aurélio Oliveira foram expulsos.

 

 

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