Mais um mito no Reino da Informática



Quando surgiu o Sistema Operacional Windows, um sigla "mágica" pipocou no mundo da computação. Ela se chama DLL (Dynamic Link Library) e foi alardeada com veemência pelo mundo, graças ao marketing da Microsoft.

O principal argumento a favor dos arquivos DLL seria a suposta diminuição no tamanho dos programas feitos para o Windows, já que desde meados dos anos 80 até hoje os aplicativos aumentaram exponencialmente de tamanho (devido às interfaces gráficas, extensos arquivos de help, etc...) e até bem pouco tempo atrás espaço em disco era muito precioso e caro para ser gasto com programas com centenas de megabytes.

Os arquivos DLL conseguiriam a citada façanha já que a idéia era jogar neles códigos que pudessem ser aproveitados por vários aplicativos. Ou seja, uma boa parte dos códigos dos softwares migraria para as DLL's e seriam usados em tempo de execução, quando os aplicativos ao rodar iriam em busca dos códigos que lhes faltassem nos arquivos DLL's. Deste modo os programas teriam seu tamanho reduzido à custo de compartilhamento de código de máquina em tempo de execução.

Mas na prática a coisa foi bem diferente. O que se viu, foi cada softhouse ou desenvolvedor projetando e usando suas próprias DLL's sem na verdade ocorrer um compartilhamento de código entre aplicativos. Na verdade, houve compartilhamentos de DLL's sob alguns aspectos como por exemplo no uso das API's (Aplication Program Interface) do Windows entre diversos aplicativos. Só que isso é muito pouco pelo que se esperava, pois as API's e as DLL's que as contém são do Sistema Operacional e não feitas e compartilhadas por desenvolvedores de aplicativos para Windows.

Com isso, os programas em vez de diminuírem só fizeram foi aumentar de tamanho já que cada um tinha suas próprias DLL's que não eram usadas por mais ninguém. É difícil compartilhar código num mercado tão proprietário e pouco colaborativo quanto o da informática comercial.

Outra coisa também a se considerar a respeito das DLL's é que ao se desinstalar os softwares muitas DLL's ainda ficam no computador, já que aquela DLL pode ser usada (quase nunca é ...) por outros programas. Assim, após algumas instalações e desinstalações a máquina já estará irremediavelmente cheia de lixo no disco rígido, com códigos que nunca serão usados ocupando espaço. Mas quem se importa? Estamos na época da fartura de hardwares cada mais poderosos. Chip's de meio a um Gigahertz; Hd's de 6, 8 ou mais Gigabytes...

E assim mais um mito se perpetua no "maravilhoso" Reino da Informática...