Este estudo tem por finalidade a edificação de vidas que desejam estar mais pertos de Deus e usufruir uma maior comunhão com o Senhor. Seja abençoado.
O casamento e o lar são as mais básicas de todas as instituições humanas. Muitos cientistas sociais, bem como líderes religiosos, concordam que a estabilidade de uma sociedade pode ser medida pela estabilidade dos lares desta sociedade.
O desejo de escolher um companheiro e estabelecer um lar permanente parece estar construído dentro do espírito humano. Todas as culturas conhecidas entre os homens, primitivas ou desenvolvidas, têm algum tipo de relacionamento de casamento e vida no lar estabelecidos.
É um tanto surpreso, portanto, não achar uma discussão formal de casamento e lar nas Sagradas Escrituras. Há suficiente informações dadas por divinos princípios e ilustrações práticas, mas não há uma formal apresentação de uma doutrina bíblica de casamento e lar em uma simples passagem. Os capítulos 1 e 2 de Gênesis descrevem a instituição do casamento e do lar na sociedade humana. Apocalipse, Cap 19, prevê o casamento do Cordeiro quando Cristo receber Sua Noiva, a Igreja. Entre estas duas passagens há ensino suficiente para conhecermos tudo o que precisamos saber para discutir a mente de Deus sobre esse assunto.
Uma coisa destaca-se distintamente nas passagens bíblicas: O CASAMENTO É ORDENADO POR DEUS. O Velho e o Novo Testamento são unânimes em concordar neste ponto.
Gênesis 2: 21,22 atribui a origem do casamento e do lar em um ato pessoal de Deus. A passagem diz: "E o Senhor Deus disse, não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma ajudadora... E o Senhor Deus causou um profundo sono cair sobre Adão, e ele dormiu. O Senhor tirou uma de suas costelas e fechou o lugar com carne. E da costela que o Senhor Deus tirou do homem fez uma mulher, e a colocou junto do homem. Portanto, o homem deixará o seu pai e sua mãe e viverá junto com sua mulher: e serão uma só carne."
Considere o que Jesus ensinou sobre o desígnio e propósito do homem e mulher.
O propósito de Deus em fazer o ser humano macho e fêmea era social: o homem precisava de uma companheira para compartilhar com ele e completá-lo.
O homem e a mulher foram feitos para se combinar psicologicamente um com o outro. A
sabedoria de Deus designou seus corpos diferentemente para que eles pudessem achar um
homólogo um no outro. A sabedoria de Deus designou suas necessidades sociais diferentes para
que pudessem se complementar. A mulher precisa da força e a persistência do homem. O homem
precisa da ternura e da emoção da mulher.
Observe algumas crianças brincando. Os meninos pretendem ser homens e brincam que estão a
proteger o lar. As meninas pretendem ser mulheres e brincam que estão cuidando de crianças.
Estas expressões da vontade de Deus estão incutidas no ser humano desde o
nascimento.
Gênesis Cap 2 diz que o homem foi feito primeiro. Deus fez o homem de tal maneira que não era "bom que estivesse só". Portanto, Deus acionou a segunda parte de Seu plano. Ele anunciou: "Eu farei uma ajudadora para ele". Deus criou a mulher não porque Ele viu que o primeiro homem estava incompleto, mas porque Ele já tinha proposto fazer assim todo o tempo. Qual o significado da declaração de que Eva foi uma "ajudadora" para Adão? O termo usado neste verso, em hebraico, poderia ser traduzido por "aquela que responde de volta" ou "aquela que replica". O correto sentido é alguém para complementá-lo, satisfazê-lo, alguém para ser sua "outra metade". Deus fez todos os homens com a necessidade dessa "ajudadora", em uma amorosa esposa.
Ele introduziu o primeiro casal ao casamento (Gn 2:22). Ele impôs Sua sanção na permanência e na intimidade do casamento e estabeleceu o casamento como uma instituição permanente na sociedade (Gn 2:24).
Um pastor norte-americano contou-me que há alguns anos atrás ele foi com sua família à uma exposição anual indígena, no estado de Oklahoma. Representantes de muitas tribos indígenas se reuniram em várias cerimônias. Após o espetáculo, ele comprou uma pequena boneca indígena para a sua filha. A boneca estava vestida com roupinhas de pele, sapatos mocassins e etc... Pensou que tivesse comprado uma verdadeira peça de artesanato indígena. Na longa viagem de volta, sua filha brincava com a boneca no banco de trás do carro. Ela tirou as roupas da boneca e para a surpresa de todos, descobriram que estava impresso nas costas da boneca a expressão "Made in Japan"...
O que você responderia se lhe fosse perguntado: "qual é a essência do casamento?" Você
poderia responder, "lar", "amor", "segurança", mas estas respostas seriam insuficientes. A
Bíblia diz que a principal essência do casamento é UNIÃO. Surpreso não é?
Que a união é a essência do casamento está indicado na passagem bíblica do primeiro
casamento da história humana. Gênesis 2 fala a respeito disso. Deus fez a mulher para ser a
companheira do homem (versos 18, 21, 22). O homem respondeu, "esta é agora osso dos meus
ossos e carne da minha carne, e será chamada varoa, pois do varão foi tomada" (verso 33).
Deus determinou, "portanto, o homem deixará seu pai e sua mãe e apegar-se-á à sua mulher e
serão ambos uma só carne (verso 24). Note os termos "deixar", "apegar-se" e "uma carne". Eles
indicam a intenção original de Deus de que o casamento envolveria uma união entre o marido e
a mulher. Sobre a união no casamento é dado mais ênfase na discussão de Jesus a respeito do
casamento. Ele citou Gênesis 2 e aplicou então o significado das Escrituras nestas palavras:
"não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse, portanto,
deixará o homem o seu pai e mãe e apegar-se-á à sua mulher e serão os dois uma só carne?
Assim, não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o
homem. (Mt 19: 4-6). Note como as palavras "deixar", "apegar-se" são repetidas com ênfase.
Ouça Jesus dizer: "serão dois numa só carne". Como isso não fosse ainda o bastante, Ele
repetiu, "não são mais dois, mas uma só carne". Ele acrescentou uma terceira afirmação de
ênfase no casamento, da união de dois em um, dizendo: "Deus ajuntou" Jesus ensinou a união
como a essência do casamento.
Pergunte a muitos conselheiros matrimoniais qual é o centro de todos os problemas maritais.
Eles dirão: "o começo de todos os problemas é a perda do sentido de permanecerem unidos
como um". Por isso neste segundo estudo do Desígnio Divino do Casamento, será enfatizado o
elemento união.
Agradeço a Deus por aquela devoção do casal que numa admirável e sem fôlego exclamação
diz "você é minha e eu sou seu para sempre". Isto é do jeito que deve ser. Cada um pertence ao
outro como uma parte que realmente pertence ao outro. Por esta razão é que o homem pode amar
sua mulher como seu próprio corpo e a mulher pode reverenciar seu marido (Ef 5: 28,33). Cada
um é parte do outro e está incompleto sem o outro. Este é o tipo de união tencionada e
estabelecida no casamento por Deus.
Mas a união não é apenas inclusiva, também é exclusiva. Há três tipos de pessoas que estão
excluídas de intromissão no casamento, de acordo com a Bíblia.
Os pais estão excluídos de interferir no casamento de seus filhos. A Bíblia declara esta verdade 3 vezes. O homem deixará o seu pai e sua mãe quando se casar, e estará permanentemente ligado à sua mulher. Deus deu este princípio na instituição do casamento (Gn 2: 24). Jesus repetiu este princípio na discussão do divórcio (Mt 19:5) e o apóstolo Paulo citou este princípio quando mostrou a relação de Cristo e a Igreja, como marido e mulher (Ef 5: 31). Tanta repetição de princípios por tamanhas autoridades deveria esclarecer a questão de uma vez por todas. Os pais não devem interferir na vida casada de seus filhos.
A Bíblia indica a natureza divina do casamento ao dizer "Deus ajuntou" (Mt 19:6).
A divina aprovação da união abrange todos os verdadeiros casamentos. O casamento não é uma
ordenança cristã. É uma instituição ordenada por Deus. Deus tanto reconhece o casamento de
não-crentes como o casamento de crentes. Claro, que é muito melhor que ambos sejam crentes,
mas eles não precisam ser crentes para terem um casamento válido diante de Deus. Ele declarou
que um homem e uma mulher devem casar com o compromisso de um santo matrimônio. A união
é mais segura e abençoada se for uma união em fé, e mesmo não sendo, será reconhecida como
válida. O casamento é uma relação divinamente ordenada para todo mundo.
Muitas pessoas se casam porque Deus coloca em sua natureza interior o desejo de buscar um
companheiro/a e começar a se preparar para casar um dia. Deus planejou o casamento para
responder a uma necessidade que Ele construiu no espírito humano.
Há apenas um pequeno número de pessoas que não deve se casar. Jesus reconheceu que
algumas pessoas são incapazes de casar por causa de circunstâncias e conseqüências ocorridas
em suas formações de nascimento; alguns são impedidos de casar devido à interferência dos
homens; alguns abstém-se de casar por amor à obra de Deus (Mt 19: 10-13). Contudo, Jesus
esclareceu que estes casos são exceções e não a regra. Se alguém não se casar não deveria ser
motivo de crítica ou nem deveria ser constrangido. A grande maioria das pessoas deve se casar,
porque este é o caminho que Deus fez para o homem e a mulher.
A união física do marido e sua mulher no casamento está de acordo com os desígnios de Deus.
A repetição das palavras "eles serão uma só carne", em vez de "eles serão um só espírito",
indica o aspecto físico de que o casamento é ordenado por Deus. Portanto, não há nada baixo,
vil ou vulgar ou ainda não-espiritual no relacionamento íntimo de um marido e mulher dentre os
compromissos de casamento.
O apóstolo Paulo ensinou que era tão própria a união física do casamento que nem o marido
nem a mulher deveriam considerar que os seus corpos pertenciam a si próprios, mas ao seu
companheiro. A abstinência da união física no casamento deve acontecer por consenso comum,
para exercícios espirituais, por limitados períodos de tempo e com a intenção de renovar a
união física após algum tempo. Leia I Cor 7: 2-5 bem cuidadosamente e observe estes
ensinamentos.
Os cristãos devem casar-se, mas não devem casar-se sem cuidado. Deus está envolvido em
suas vidas, até mesmo nas suas vidas de casados. Portanto, eles devem ser "casados no Senhor"
(I Cor 7: 39). O crente deve casar-se com um crente com o propósito de estabelecer um lar
cristão para a glória de Deus.
O casamento não é um sacramento cristão. É uma ordenança divina colocada na sociedade
humana. Quando o casamento é iniciado, experimentado e consumado de acordo com os
princípios estabelecidos por Deus nas Escrituras, ele traz bençãos para as pessoas e para a
glória de Deus.
Olhe para o seu casamento como tendo sido ordenado por Deus. Olhe para os seus filhos como
presentes dados por Ele. Olhe para o seu/sua companheiro/a como parte de você mesmo/a, sob
o jugo de Deus. Deixe todas as relações de seu casamento estarem sob esta benção: "Deus
ajuntou".
A expressão "até que a morte os separe", é comum nos tradicionais votos de matrimônio.
Indicam a intenção da noiva e do noivo de entrarem em uma permanente relação no seu
casamento. Tais votos não são ordenados nas Escrituras, mas a intenção de Deus de que o
casamento fosse para sempre também está evidente ali.
Leiamos novamente as palavras de Jesus em Mt 19: 4-6, nas quais Ele indica a intenção de
Deus de que o casamento começaria em uma permanente relação entre o homem e a sua mulher.
Jesus disse: "não tendes lido... portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e
serão dois uma só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus
ajuntou não o separe o homem". Agora examinemos estas palavras para encontrarmos princípios
que indiquem a continuidade do casamento.
A continuidade do casamento está indicada na natureza da união desse modo estabelecida. Um
homem, uma mulher, embora duas pessoas à parte, tornam-se uma única no casamento. A Bíblia
declara repetidamente "eles serão uma só carne" (veja Gn 2: 29, Ml 2: 15, Ef 5: 31).
O marido e a mulher tornam-se realmente um diante de Deus. A natureza desta união indica que
ela é permanente. Um homem poderia tão bem cortar fora sua cabeça para divorciar-se de sua
esposa. Uma mulher que divorcia-se de seu marido amputa uma parte de seu corpo neste ato. A
união é real e permanente.
Deus olha para o marido e mulher como um só. Por isto é que a mulher crente santifica o
marido descrente, ou o marido crente santifica a mulher descrente. A fé de um faz o casamento
santo, porque os dois são um. (Isto não quer dizer que a fé de um salva ambos, porque cada
pessoa deve confiar em Cristo por si própria). Assim, Deus abençoa um relacionamento em que
um dos seus queridos filhos está vivendo em devoção a Ele). O casamento retira as atitudes
contrárias de "você" contra "eu" e coloca um espírito de "nosso" e "nós". Deus disse, "eles não
serão mais dois, mas uma só carne".
A continuidade do casamento é indicada pela proibição das razões comumente aceitas de
divórcio. A prática do divórcio nos dias de Jesus era escandalosa. O problema era baseado na
má aplicação dos princípios apresentados em Deuteronômio 24: 1-4 "Quando um homem tomar
uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar
coisa a feia, ele lhe fará carta de repúdio, e lho dará na mão, e a despedirá da sua casa" (verso
1). Tornou-se necessário para alguns dizer que tipo de "falta de graça ou impropriedade" seria
razão para o divórcio. Alguns estudiosos tentaram explicar o auge que esse tipo de problema
deve ter atingido. Alguns dizem que se uma mulher queimasse a comida do marido era motivo
bastante para se divorciar. Outros dizem que se uma mulher falasse alto o suficiente que seu
vizinho a pudesse ouvir, seria motivo para o divórcio. As ridículas interpretações abundaram,
até que os questionadores disseram a Jesus que os homens estavam mandando suas mulheres
embora "por qualquer motivo" (Mt 19: 3). Jesus rejeitou tais práticas.
As condições de divórcio foram feitas por Moisés por causa da dureza dos corações dos
homens, disse Jesus. Mas Deus nunca pretendeu que houvesse tal abuso no casamento. A
instituição do divórcio no decreto mosaico era para proteger uma mulher inocente que poderia
ser mandada embora de sua casa por ter um marido de coração duro. Não era a intenção de ser
uma escapatória legal pela qual alguém pudesse mudar de companheira.
Deus destinou o casamento para ser permanente. Aquele que obedece a Deus deve buscar
preservar seu casamento íntegro com estes princípios invioláveis, perpetuamente.
A continuidade do casamento é indicada pela proibição de rompê-lo. Deus escreve para cada
união de casamento "não o separe o homem". Ele proíbe o divórcio, a não ser em extremas
circunstâncias.
O apóstolo Paulo expressou o princípio nestas palavras dadas pelo Espírito Santo: "estás
ligado a mulher? não busques separar-te..." (I Cor 7: 27). Isto quer dizer que os cristãos devem
permanecer no estado marital em que vivem agora.
Mas o que dizer a respeito das leis do divórcio? Nossas leis terrestres permitem o divórcio por
quase todos os motivos. Sim elas permitem. Porém elas vão além da vontade expressa de Deus
ao serem tão liberais. Muitas das leis do divórcio foram escritas por homens que estavam
pensando em termos sociais em vez dos propósitos bíblicos. As leis refletem as reinvidicações
da sociedade mais do que os decretos de Deus. Os cristãos não devem ir além das leis de Deus,
como bons cristãos. Uma coisa pode ser legal mas não ser espiritual (I Cor 6: 12). Os cristãos
devem viver pelas leis do Deus trino e santo, e não pelas leis de uma sociedade degenerada.
A continuidade do casamento é indicada pela seriedade da ofensa que justifica o seu fim. Que
ofensa Jesus disse ser justa e ter motivo próprio para o divórcio? Aqui estão Suas palavras
exatas, escritas em Mt 19: 9 "Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não
sendo por causa de prostituição e casar com outra comete adultério, e o que casar com a
repudiada também comete adultério". A ofensa que é seria o suficiente para permitir o término
do casamento é o adultério.
Alguém pode perguntar: "o adultério é realmente tão sério? Nós ouvimos regularmente sobre
pessoas tendo casos extraconjugais. Por que é tão sério?"
Adultério é sério porque viola a ordem nítida de Deus. Êxodo 20: 14 diz "Não adulterarás".
Não deveria ser dito mais claramente do que isto. Imoralidade de todo o tipo, incluindo "casos"
com e por pessoas casadas é uma tremenda rebelião contra a ordem expressa de Deus.
Deus olhou para o adultério como sendo tão sério como o assassinato. Ele pronunciou a pena
de morte para ambos os casos na lei do Antigo Testamento. Aquele que comete adultério contra
o/a companheiro/a casado/a (porque o adultério não é cometido só com alguém, mas também é
cometido contra alguém) perdeu o direito de viver como membro de uma relação de
matrimônio.
Esta é uma séria ofensa, suficiente para justificar o fim do casamento, e quaisquer outras
desculpas são insuficientes. Isto indica que a intenção de Deus é que o casamento seja uma
relação permanente entre o marido e a mulher.
A continuidade do matrimônio é indicada pela intenção original de Deus ao estabelecer a
instituição do casamento e do lar. Esta intenção original de Deus era que um marido e uma
mulher estivessem comprometidos um com o outro perpetuamente. A intenção é reconhecida
hoje quando o casal jura viver em honra, como marido e mulher, "até que a morte os separe".
Que visão bonita do lar, é a do lar como Deus planejou que fosse! Aqui um marido e mulher
amando-se mutuamente, complementando-se um ao outro, compartilhando a vida juntos. Aqui
estão os pais amando seus filhos, criando-os na doutrina e admoestação do Senhor. Não se
admira que o Espírito Santo tenha usado este quadro para mostrar a relação de Cristo e a Igreja
(Ef 5: 22-23). É o mais bonito quadro para ser visto no mundo dos homens.
Seria interessante aconselhar os casais, antes de se casarem, sobre esta continuidade do
casamento. O divórcio é tão comum que e difundido hoje em dia que há sempre o perigo dois
noivos se casarem sem perceberem isto. Deveriam pensar, sob Deus, um compromisso eterno
"para melhor ou para pior" Alguns noivos e noivas dizem: "nós decidimos tentar, se não der
certo nós podemos nos divorciar e ninguém sairá machucado". Isto não é verdade. Alguém
sempre sai machucado em todo divórcio. Deus conhecia as necessidades do homem e mulher
antes mesmo dEle instituir o casamento. Ele designou o casamento para preencher aquelas
necessidades. Abençoado é o casal que está comprometido em permanecer em seu casamento
por toda a vida. Deus honrará tal compromisso com sua benção especial.
Há uma praga séria e generalizada sobre as nações hoje. Ela está atacando milhares de lares e
causando grande sofrimento. Homens, mulheres e até mesmo inocentes crianças estão sofrendo
por causa disso.
O divórcio tem alcançado proporções epidêmicas. Algumas estatísticas nos EUA dizem que de
cada 3 casamentos, pelo menos 1 acaba em divórcio e estes números continuam aumentando
todos os anos. Não é difícil achar períodos em que o número de divórcios, em uma determinada
área, é igual ou superior ao número de casamentos ocorridos no mesmo período.
O que pode ser feito a respeito disso? A única solução é voltar-se aos princípios bíblicos
sobre o casamento. Uma busca dos ensinos bíblicos, acerca da instituição, natureza,
continuidade, preservação e término de um casamento ajudarão a construir uma imunidade
contra essa terrível doença social chamada divórcio.
A Bíblia é tão específica que não há margem de dúvidas. Deus planejou que um homem deveria
estar casado com uma mulher enquanto vivesse. Ele não planejou qualquer outra maneira de
terminá-lo, a não ser pela morte. A Palavra de Deus diz "Porque a mulher está sujeita ao
marido, enquanto ele viver está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do
marido" (Rm 7: 2). Não há nenhum outro método bíblico reconhecido para dissolver o contrato
de casamento.
"Um homem e uma mulher por toda a vida", é o ideal. Isto não funciona perfeitamente na
sociedade humana. O homem está depravado e não vive de acordo com os desígnios que Deus
tem para ele. Esta falha do homem (não falha no propósito de Deus) trouxe o problema de
dissolver os compromissos de casamento. O divórcio veio por causa do pecado humano e não
por causa do plano de Deus.
O divórcio foi instituído para proteger o inocente, não para dar às pessoas uma maneira fácil de
sair de um relacionamento marital desagradável. Você vai encontrar esta providência em
Deuteronômio 14: 1-4. Mas foi incluída nas Sagradas Escrituras como um ato de
misericórdia.
Um homem que estava descontente com sua mulher simplesmente deveria mandá-la embora de
sua casa. Ela se tornava indigente quando isto acontecia. Naquela época, dificilmente uma
mulher poderia viver por ela mesma, naquele tipo de cultura, através do trabalho comum . Se ela
não tivesse pai ao qual pudesse retornar estaria em uma terrível desgraça. Ela não poderia casar
novamente pois ainda era mulher de seu primeiro marido e um segundo casamento era punido
com pena de morte. Como uma mulher inocente estaria protegida sob tais circunstâncias?
Moisés instituiu a "Carta de Divórcio", um procedimento formal para dissolver o casamento.
Significava que a mulher não era mais esposa de seu marido. Ela poderia então casar-se com
outra pessoa sem invocar sobre ela a ira da lei. O divórcio foi instituído para permitir um novo
casamento, visando proteger o inocente. Era um compromisso do ideal, embora não era o ideal
por si próprio. Jesus disse que Deus não planejou que fosse dessa maneira desde o princípio. O
pecado do homem e não os desígnios de Deus fez o divórcio uma instituição entre os
homens.
Lembre-se que anteriormente nós falamos que o divórcio é o reconhecimento da falha humana.
Isto traz um estigma sobre ele. Não é o desejo de Deus nem foi planejado por Ele. O contrato de
casamento pode ser dissolvido, em honra, somente pela morte. O divórcio é o resultado do
pecado humano.
Os ensinos de Jesus esclarecem estes pontos:
Por qualquer coisa que realmente vale a pena, vale a pena trabalhar por isso e o defendê-lo. É
necessário um diligente esforço para construir e manter um bom negócio. É uma busca contínua
para manter-se lado a lado nos constantes avanços na medicina. É necessária constante
vigilância para preservar-se a liberdade. E também é necessário um investimento diário para
manter um casamento vivo e significativo.
Este é a quinta parte do estudo sobre o tema o Desígnio Divino do Casamento. Nós
investigamos o Autor do Casamento e vimos Deus como o Criador e o Sustentador da instituição
do casamento. Buscamos entender a natureza do casamento e descobrimos o que é a união de um
homem e uma mulher para sempre. Procuramos informações nas Escrituras sobre a continuidade
e a permanência de um casamento e aprendemos que Deus o planejou como um compromisso
para enquanto houver vida entre as partes. Os princípios acerca do término do casamento que
encontramos estão baseados na depravação do homem e não no desejo de Deus. Agora,
passemos a examinar os caminhos que um homem e uma mulher possuem para preservar seu
casamento. O correto entendimento destes princípios ajudarão seu casamento a seguir o divino
desígnio que Deus tem para ele.
Ninguém é perfeito. O casamento não melhora uma pessoa nesta área. Pelo contrário, muitas
imperfeições notadas em uma pessoa antes do casamento parecem que aumentam após ele.
Vivendo-se o dia a dia com uma pessoa percebemos o seu caráter revelado. As virtudes
aparecem mais claramente, mas os defeitos aparecem também muito mais vívidos. Quantas
pessoas lembram-se com remorsos as inocentes declarações de: "eu o/a mudarei assim que
estivermos casados", somente este exemplo para lembrar que tal mudança é praticamente
impossível.
Reconheça as forças e fraquezas de seu/sua companheiro/a. Se você descobrir que não pode
viver com aquelas fraquezas, então não se case.
Mas, e sobre aqueles problemas que aparecem após o casamento? você poderia perguntar. Há
duas sugestões:
Lembre-se que Deus estabeleceu o casamento e somente com Ele pode-se dar certo e com
alegria. Ele estabeleceu a instituição e deu um livro de princípios e regras pelo qual se deveria
viver. Exatamente como você leria cuidadosamente o manual do proprietário de um carro novo,
deve buscar saber o pensamento de Deus na Bíblia, para aprender como viver no
casamento.
O lugar da Bíblia no lar é indicado por duas passagens importantes das Escrituras,
Deuteronômio 6: 6-9 diz, "e estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração, e as
intimará a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e
deitando-te e levantando-te... e as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas". Josué
1: 8 repete a ordem acrescentando esta promessa: "porque então farás prosperar o teu caminho e
então prudentemente te conduzirás". A Bíblia diz como deve ser o relacionamento entre o
marido e mulher, pais e filhos, a família e Deus, a família e o mundo e todas as outras relações
humanas. Sim para ter um lar feliz você deve manter Deus no seu centro.
É surpreso como podem duas pessoas viverem separadas, mesmo quando vivem na mesma
casa, comem na mesma mesa, dormem na mesma cama e criam os mesmos filhos. É surpreso,
mas é possível para pessoas estarem separadas enquanto vivem juntas.
Já reparou o número de pessoas que vivem juntas até a meia idade e então repentinamente se
separam? Há uma razão para isso. Eles se separaram durante os anos de seu casamento. Quando
os filhos já estão crescidos e saem de casa, os pais ficam como se estivessem em um "ninho
vazio" e não têm nada mais em comum.
Os pais não deveriam "viver para os seus filhos", como alguns fazem. Marido e mulher devem
viver um para o outro, sob Deus. Devem manter e desenvolver interesses mútuos, ao lado de
seus filhos, mantendo a alegria de estarem juntos, enquanto os filhos estiverem sendo criados e
produzirão filhos felizes e um casamento que permanecerá, mesmo quando os filhos já tiverem
ido viver suas próprias vidas.
A respeito das cerimônias de casamento, conheço um Pastor que diz: "Não irei efetuar o
casamento de um casal, ao menos que eu tenha tido a oportunidade de aconselhá-los
exaustivamente, sobre suas vidas em conjunto. De vez em quando eu não efetuo o casamento de
um casal quando descubro que eles buscam o matrimônio com o espírito errado."
Esse Pastor disse: "Certa vez, um casal estava discutindo a aproximação de seu casamento e eu
compartilhava com eles alguns dos problemas que ví existirem, e tentei prepará-los para que
pudessem resolver a situação da melhor maneira possível. A pretendente a noiva disse
despreocupadamente: "isso não nos importa. Nós já combinamos que tentaremos a vida de
casados e se não der certo, nós nos separaremos e ninguém ficará machucado".
Tencione permanecer em seu casamento. Destrua todas as "pontes" que existam (ou possam
existir) atrás de você. Não deixe oportunidade para o divórcio, mesmo nos seus mais secretos
pensamentos. Assim, seu casamento terá uma melhor chance de sobreviver.
A nossa geração perdeu largamente o verdadeiro significado do amor. O amor está comparado
a sexo, brilho sensual, ou à concepção de uma romântica emoção. O amor é emoção, é claro,
mas é muito mais do que emoção. Amar é dar-se a si próprio por amor ao seu amado. Este é o
tipo de amor que Deus tem para com o homem e o amor que deve existir entre o marido e a
mulher para se ter um casamento feliz.
O casamento não é uma proporção de 50 por 50 % . É um relacionamento em que cada parte dá
100 % de si própria para a felicidade da outra parte. Um arranjo de 50 por 50 % levará à
acusações, auto-piedade e problemas. Um arranjo de 100 % conduzirá à felicidade, no qual ele
ou ela verão no outro a possibilidade de completa alegria no seu casamento.
Um marido e uma mulher que dedicam-se a fazer a vida de seu companheiro/a no mais
completo florescimento, terão um casamento que terá reflexos no céu e na terra.
Esta série de mensagens são destinadas a ajudá-lo/a a ter o tipo de casamento que agrada a
Deus e abençoa você. Os ensinos foram baseados nos princípios bíblicos. Deus instituiu o
casamento e a Bíblia é o "Manual de Instruções", de como fazê-lo funcionar.
Aconselho você a dedicar sua vida pessoal a Deus. Comprometa-se pessoalmente ao seu/sua
companheiro/a em devoção a Deus. Viva a sua vida pública e particular como um servo
voluntário de Deus, e a verdadeira felicidade será a sua recompensa.