| O novo disco de Marina, Pierrot do Brasil, marca a volta da cantora à gravadora Polygram, pela qual lançou alguns de seus melhores trabalhos - como Fullgás, de 1984, e Virgem, de 1988.
Concebido pela própria artista e pelo produtor iugoslavo Mitar Subotic (ou Suba), o álbum ganhou roupagem moderna, com farto uso de samples e um tímido namoro com a eletrônica. Além disso, Pierrot apresenta belas melodias, letras pessoais e músicos de competência reconhecida (o pianista Antonio Adolfo, o baterista Cláudio Infante, os guitarristas Paulinho Guitarra e Fernando Vidal), enfim, as qualidades que fazem de Marina uma das grandes artistas do cenário pop brasileiro. Ou melhor, quase todas.
Ao longo das dez faixas da obra, sente-se falta do "ronrom" harmonioso de Marina, o registro cool que abrilhantou sucessos como "Criança" e "Uma Noite e 1/2". A primeira faixa "Pierrot", parece cantada por outra pessoa.

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