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PHYTOERVAS FASHION AWARDS
Começou às 22h desta terça-feira, 18 de Fevereiro, a 7ª edição do Phytoervas Fashion, abrindo a temporada de lançamentos para outono-inverno em São Paulo.
"O Phytoervas é uma homenagem a todos aqueles que vivem e respiram o mundo da moda brasileiro", afirmou a empresária Cristiana Arcangeli, criadora e diretora do Phytoervas Fashion, na abertura do evento. O mestre-de-cerimônias foi o ator Patrício Bisso.
Depois do personalíssimo desfile de Mario Queiroz, com destaque para a segura apresentação da cantora Marina Lima na passarela, muito aplaudida, foi a vez de subir ao palco Matinas Suzuki Jr. e Glória Kalil para a entrega do prêmio ao Melhor Estilista, que foi para... GLÓRIA COELHO, que dedicou o prêmio ao marido, o estilista Reinaldo Lourenço.
MARIO QUEIROZ é o estilista que abriu a primeira noite de desfiles do Phytoervas Fashion. Com o título de "Touch Me - A Vontade e o Medo de Amar", sua coleção inverno 97 procura questionar as relações humanas.
"Tem tudo a ver com este momento em que a Aids faz as pessoas terem medo de amar", explica Mario Queiroz.
Esta é a segunda participação do estilista no Phytoervas Fashion, na edição anterior, ele esteve entre os estilistas do Mercado Mundo Mix. Na ocasião, evidenciando seu existencialismo estético, mostrou coleção elaborada a partir de "constrastes e sensações dúbias".
WHO'S THAT?
Mario Queiroz, 34, é carioca radicado em São Paulo e assina o estilo da marca Vision Street Wear. Ele também ensina "Desenvolvimento de Coleção" na Faculdade de Moda Anhembi-Morumbi. Há 14 anos trabalha com moda e há um ano mantém marca de roupas com seu nome, que vende no Mercado Mundo Mix e na loja Mad Mix.
A COLEÇÃO OUTONO/INVERNO
TOUCH ME - A VONTADE E O MEDO DE AMAR
No primeiro momento, há um clima "noir" e as figuras são inspiradas nos anos 70.
Queiroz se inspira no trabalho do estilista americano Rudi Genreich que, nos anos 70, fotografou seus modelos com máscaras sem definir o sexo de quem usava as roupas.
O ritmo é pulsante como a aceleração da grande cidade em final de milênio. A vida é perigosa.
Mistura tecidos ásperos como o náilon, emborrachado, lona e couro falso...
...com tecidos macios como o chenile, veludo e malha escovada.
A coleção é dividida em temas com cores específicas.
Para "Medo de Amar", preto e chumbo.
Para "Vontade de Amar", tons de marrom.
Para "Plenitude", a cor violeta.
Os formatos são, casacos 7/8, casados, longos, calças retas e tops.
A roupa esconde, protege, intriga e convida a ser tocada mas a imagem cria distanciamento.
Sentimentos comuns a homens e mulheres inspiram o estilista a criar imagens andróginas.
As matérias instigam a memória e a curiosidade. Toques frios e secos convivem com tecidos aconchegantes e peludos nos mesmos casacos e calças.
Os casacos evoluem dos ombros no lugar e volumes secos aos ombros caídos e estruturas alongadas, recebendo uma linguagem mais de streetwear do que de alfaiataria.
Abotoamentos em velcro confirmam a ligação com tal estilo.
As calças são retas, ganchos grandes e caimento confortável permitem aplicação de diversas matérias.
As camisas são substituídas por polos e golas altas em modelagens inusitadas.
Malha circular e retilínea aparecem em toques acamurçados e aveludados.
Os acessórios são gorros e tocas em tricô, luvas e malhas que enfaixam as mãos e cordões de diversas religiões.
Os sapatos de couro tem saltos altos e acompanham as cores dos looks.
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