MARCELO BERNARDES
Especial para o Estado
NOVA YORK - Filhas de um mesmo pai, o produtor David E. Kelley, as séries Ally McBeal - Minha Vida de Solteira (Fox e Band) e O Desafio (Fox) cresceram de forma inesperada. A primeira, divertida e inteligente, tornou-se tão popular a ponto de ser assunto de intelectuais; a segunda, a queridinha do seu criador, transformou-se no patinho feio: perdeu audiência por duas temporadas e foi ameaçada de extinção. No domingo, Kelley, ao lado da mulher, Michelle Pfeiffer, comemorava a virada.
A série O Desafio foi a grande vencedora do prêmio Emmy deste ano. Saiu vitoriosa com três estatuetas, entre elas, a de melhor série dramática. "Um Emmy para Ally McBeal não faria diferença, pois o seriado é um dos queridinhos da imprensa", disse Kelley ao jornal Los Angeles Times. "Mas para O Desafio é uma forma de atrair o público."
O Desafio tem como protagonista o ator Dylan McDermott, do filme Johnny Destino. Ele também contracenou com Sônia Braga num episódio da série Contos da Crypta. Faz, em O Desafio, o papel de Bobby, chefe de um pequeno escritório de advocacia em Boston às voltas com casos dramáticos. Na terceira temporada da série, que estréia dia 27, o ator Charles Durning (Oscar de coadjuvante por Ser ou Não Ser?, de Mel Brooks) entra na trama, como o pai de Bobby. Rebecca (Lisa Gay Hamilton) finalmente torna-se advogada e uma nova secretária (Marla Sokoloff) assume seu lugar.
Já em Ally McBeal, Kelley quer dar um descanso para sua estrela, a atriz Calista Flockhart, que perdeu o Emmy para Helen Hunt, de Mad About You. Ally, que continua fazendo barulho gutural toda vez que vê um homem interessante, ganha uma rival: a sexy Nell Porter (Portia de Rossi, de Pânico 2) que se vem juntar à firma de advocacia onde trabalha.
Kelley diminui também a obsessão da personagem
pelo ex-namorado, o advogado e colega de trabalho Billy (Gil Bellows).
Na abertura do segundo ano da série, que foi ao ar segunda-feira,
Ally teve uma recaída por um pós-adolescente.