Com o intuíto de vos transmitir o entendimento que o Prof. Agostinho da Silva tinha acerca da instituição do Prémio D. Dinis, transcrevo um texto que escreveu aquando decorriam as reuniões preparatórias no Ministério da Educação em Lisboa.
Dom Dinis - Um Começo de Marcha
Aprovado pelo Conselho de Ministros, Maio 2, houve no Ministério de Educação uma primeira conversa, o
melhor recebimento em que eu poderia pensar, em que ficou estabelecido o que parece essencial.
A pensão vitalícia que me vai ser concedida passará a pertencer à Nação com depósito provável, e a ter
a organização jurídica que se vir ser mais adequada às circunstâncias do tempo e da fortuna.
Modestamente, previu-se que seja em 93 o primeiro "Prémio Dom Dinis" à entidade pessoal ou colectiva
que tenha dedicado ao assunto a sua atenção, qualquer que seja o sector - Metafísica, Educação, Economia
e Criminologia, - tudo naturalmente respeitante ao Culto Popular do Espírito Santo que como que incendiou
Portugal no Reinado de Dom Dinis e Santa Isabel, Século XIII, e ainda hoje é tão vivo nas Ilhas e no Brasil
e, pelo contacto das emigrações, se fixou na Califórnia e na Nova Inglaterra.
Trata-se agora de transferir o ideal do passado para a concreta vivência no futuro, o que se espera dê todo certo se houver a necessária calma, a imaginação e a vontade e, além de tudo, a idéia de que Portugal não é apenas um pequeno Estado da CEE, alargada ou não, mas a original Província de uma Plural Nação de todos os continentes, muito sonho e muita dedicação ao real.
Portugal é apenas a parte dessa Nação Universal que na Europa reside.
Certo é ser grande o objectivo e reduzidos os meios.
Mas tudo parte da fé em que haverá triunfo, desde que ele não seja a derrota de ninguém, mas a vitória de todos sobre as carências que ainda afligem o mundo.
A fé e a objectiva administração.
Quanto a este ponto, não me creio muito adequado e já se assentou em que não estarei nisso em cargo algum.
Digamos assim: Tudo será doutros para que seja de todos, e, naturalmente enquanto tal fôr possível e útil,
irão as Folhinhas contando a seus leitores o que se fôr passando.
Vamos a ver se já em Agosto haverá novidades, já que se espera a publicação do Decreto-Lei se faça por este
Junho ou Julho e que o resto do jurídico e burocrático não demore muito tempo.
E, se há sugestões vossas ou de vossos amigos ou conhecidos, venham elas depressa.
George Agostinho
Irmão-Servidor de
O Comum das Folhinhas
A título de informação, as inscrições devem ser dirigidas ao Departamento do Ensino Superior na Av. Duque d'Ávila, em Lisboa.
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© 1996 José Eduardo Moura Neves
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Última actualização, Sexta-Feira, 26 de Abril de 1996