Moysés dos Santos Almeida




                   Moysés dos Santos Almeida é natural da cidade do Prado, estado da Bahia, nascido em 23 de setembro de 1897, filho  legitimo  do  Major   Moysés   Alves  de   Almeida, artista  e  comerciante  nesta  cidade,  natural do povoado denominado Marimbondo, município do Estado de Recife, vindo para o município do Prado com a idade de 18 anos, onde exerceu o cargo de Intendente Municipal  no  quatriênio  de 1810 a 1814, falecido no dia 3 de janeiro de 1916, e da  professora vitalícia desta cidade, Maria Cândida dos Santos, nomeada por Portaria da Secretaria da Educação no governo do Dr. Luiz Viana e título de 1918, faleceu  nesta  cidade com a idade de 27 anos no dia 23 de setembro de 1897. Natural da cidade S. Amaro, estado da Bahia.
 Nascendo e não tendo o maior prazer em toda   sua   vida de conhecer a sua mãe, por ter falecido horas após o seu nascimento, fora   o   mesmo   por   consentimento   do   seu   progenitor, levado para o lar da família do agrimensor Domingos  Soriano   de   Alcântara, criado   com   toda dedicação e estima pela sua esposa de saudosa memória, D. Maria Alexandrina de Alcântara, ambos natural da cidade de Maracás neste estado. Com a idade de 8 anos, voltou a   casa   paterna, a   fim   de ser levado para a cidade de Alcobaça para fins de educação, onde teve a felicidade de encontrar   a   grande    educadora   Professora   Cândida   Porto, que   lhe ensinou as primeiras letras, vindo depois para   esta   cidade, onde continuou os seus estudos primários com o professor José da Cruz Moreira no período de 1906  a   1908, seguindo   depois   para Salvador neste Estado a fim de ingressar no Ginásio Carneiro Ribeiro, onde estudou até o ano de 1910, fazendo o segundo ano ginasial, deixou estes estudos e ingressou no seminário de Santa Teresa  em  Salvador, para  seguir  a  carreira  eclesiástica  até  1912, onde  deixou  estes estudos, seguindo para a cidade de Canavieiras, ingressando no comércio local, como auxiliar de comércio na firma  Alcântara Almeida, casa de tecidos e confecções, armarinho, denominado  Aliança  de  propriedade  de  Pedro Soares de Alcântara e seu pai Moysés  Alves  de  Almeida, até  o  ano de 1914, na época da conflagração européia, onde voltou para o Prado indo trabalhar no comércio junto ao seu pai até o ano de 1916, ano do seu falecimento.
                    Com` o  falecimento   do   seu   pai, assumiu   a   gerência   da   sua   casa  comercial e dos demais bens pertencentes   ao   espólio, entre  eles  as  fazendas Bonfim e Boa Esperança, situadas no Rio do Norte afluente do Picuruçú, fazenda Sumidouro e Porto Alegre, situada no afluente Sul do mesmo rio e mais oito casas para morada e comércio localizada na sede do município.
                    O  seu  pai  antes  e  depois  de  consoreias e primeiras núpcias com sua esposa, viveu ilegalmente com uma  0 senhora de nome Francisca Ferreira Costa Santos, onde tivera nove filhos de nomes Maria, Joaquim, Alice, Hugo, João, Floriano, Osvaldo, Waldemar e Dinah, sendo  que   os   três   primeiros   os   legitimou  e  os   demais a legitimar, o  que   assim  procedi para os  não prejudicar na herança que lhes cabia por inventário, assim procedido, terminando o inventário   todos apossaram os seus bens, sob a guarda de quem de direito como lutar dos menores e os demais, foram entregue diretamente, tudo na completa paz e harmonia.
                    Assim  o  compromisso   de   zelar   com   carinho   e   respeito as minhas avós paternas de nome Maria Francisca de Almeida de noventa anos de idade, falecida avó materna de nome Faustina Clelia Barbosa dos Santos, de 75 anos de idade (faleceu em dezembro de 1917) na nossa residência na praça da Matriz.
 Ficando só, pois não queria morar com a mãe dos seus irmãos, sempre os procurou respeitar e dar o sustentáculo merecido, contribuindo para a educação do seu irmão mais velho, Joaquim, que se formou pela faculdade de medicina da Bahia em Farmácia.
                    Em 1917, enamorou de moça natural de Jandahyra ex. Cachoeira de Obadia, residindo em Itabuna, cuja pertencia a família Fontes naquela cidade e chamava-se Maria Fontes de Faria, tendo pedido a casamento com a resposta favorável, casando-se em 12 de janeiro de 1918, deste casal tiveram três filhos, José, nascido a 10 de setembro de 1919, Jessé a 30 de junho de 1921 e Mária, a 22 de outubro de 1923 onde se registrou o desenlace ocasionado por um colapso uma hora após o nascimento de Mário, enviuvei-me até setembro de 1924.
                    Em data de 12 de setembro de 1924, contratei casamento com uma prima em segundo grau de nome Nair Gomes de Almeida, filha legítima do casal Lindolfo Alves de Almeida e Theonilia Gomes de Almeida, natural de Esplanada neste Estado e ele da cidade de Estância no Estado de Sergipe, ambos falecido nesta cidade.
                    Deste casamento onde tens vivido felizes, cujo carinho sempre dispensou aos meus filhos menores do primeiro casal, onde o Mário, depois de desenvolvido com a idade de 3 anos, veio a falecer de um mau contagioso, angina, em 1925, ficando os dois mais velhos que até esta data a consideram como mãe em tributo ao tratamento obtido.
                  Deste casal, tivemos os seguintes filhos, Maria Cândida, nascida a 11 de julho de 1925, casando em 1950 com o cidadão Silfrédio Medeiros Porcino, residentes em Medeiros Neto. Bernardo, nascido a 20 de agosto de 1926, casado com Iracilda Moreau, residente desta cidade. Maria Theonilia, nascida a 30 de dezembro de 1928, falecida nesta cidade. Raimundo, nascido a 1º de maio de 1931. Lindolfo, nascido a 20 de janeiro de 1933. Maria Clelia, nascida a 5 de fevereiro de 1936. Arnaldo, nascido a 16 de fevereiro de 1937, falecido. Antonio Geraldo, nascido a 20 de outubro de 1939, falecido, Moyseir nascido a 29 de outubro de 1941. Manuel Pedro, nascido em 13 de novembro de 1942, falecido. Natanael, nascido a 24 de dezembro de 1943. Maria da Purificação, nascida em 22 de junho de 1945.
                 Também casaram-se Lindolfo com Eliza em 23 de junho de 1956 no estado da Guanabara.
                 Maria Clelia com Bento Ramos em 25 de setembro de 1962 em Itamaraju.
                 Maria da Purificação com Lourival Nascimento em 8 de outubro de 1967.
                 Do primeiro casal, casaram-se José com Maria José Junqueira em 7 de agosto de 1946.
                 Jessé com Maria José Costa “liu”.
                 Dos filhos casados, registrou-se os seguintes netos:
                 Do casal José Fontes com Maria José, os filhos, Maria do Socorro, Maria Helena e Eduardo.
                 Do casal Jessé Fontes com Maria José “Liu”, os filhos Moysés Antonio e Francisco, do mesmo  Jessé com uma companheira de bom predicados Benedita Marinho, os filhos Jessenita, Jessenito, Jesseir, Jessé Hilton.
 Maria Cândida com Silfrédio, os filhos Edson, Maria D’Ajuda, Eduardo, Marta (falecida), Moysés, Maria Silma (falecida) e José Augusto.
                 Do casal Bernardo com Iracilda, as filhas Nair, Antonio, Benedita, Inês e Theonilia.
                 Do casal Lindolfo e Eliza os filhos Roberto e Elizabeth.
                 Do casal Maria Clelia com Bento Ramos, os filhos Paulo (falecido), Rita, Paulo Moysés.
                 De Moyseir com a companheira Cacilda, os filhos Miro e Geraldo Moysés.
                 Do casal Natanael com Maria, os filhos Marcos, Marcia, Maristela e Marcelo.
                 Do casal Maria da Purificação com Lourivaldo Nascimento as filhas Ana Maria, Lourimeyre, Cassiana.
 


Vida Jurídica do Autor



                    Relacionado a vida em família, passo a relatar a vida jurídica em todos setores da idade de 18 anos até a idade de 72 anos.
                    Com o falecimento de seu progenitor em 3 de janeiro de 1916, assumiu os seguintes encargos:
 Em 1916 a 1919, gerenciou a casa comercial do extinto pai, também o movimento de 12 homens no serviços de desdobramento de madeira serrada a braço nesta cidade. Em 1920, transferiu o seu comércio para o arraial do Escondido onde permaneceu 2 anos, voltando para o Prado. Em 1921 foi nomeado agente Recussamento, zona Ayris ao Perigoso, Campo Alegre, centro e margem do rio Picururu, zona sul e norte onde soube cumprir a missão designada pelo governo. Ainda em 1919, foi voluntário especial para servir a Pátria quando o Brasil em guerra Conflagação Européia na guerra com a Tríplice entente Alemanha, Áustria e Turquia contra os aliados na guerra de 1914 seguia a Salvador, voltando com o término da guerra. Em 1921 no mês de setembro foi gerenciar a filial de Artur Alves Mascarenhas com Comércio de Tecidos e etc.., também compra do produto de exportação.
                    Em 1918 a 1922 foi nomeado conselheiro municipal do Prado. Em 1922, foi nomeado Adjunto da Promotoria Adoedo do Fórum do Prado. Em 21 de novembro de 1921 foi nomeado coletor estadual desta cidade, tomando posse em 8 de maio de 1922, servindo 27 anos na coletoria sede até 1946 no mês de agosto deste ano foi promovido e removido para a coletoria de Ituberá kx Santarém onde funcionou 10 meses, sendo daí designado para servir coletoria de Caravelas, no empreendimento do seu titular efetivo, sendo que, em 1951 foi designado a servir como Fiscal de Rendas nos serviços de inspetoria nas aberturas de inquérito nas coletorias de Helvecia, Joeirana e Caravelas e serviço de inspetoria” fiscalização em toda região da 12º zona de fiscalização. Em 1955, foi aposentado como exato de segunda classe hoje primeira como extensão de Itubera.
                    Aposentado, fixou a sua residência em Prado, dai passou a residir em Itamaraju, ex. Escondido, cujo nome foi de sua criação em 1964 aceito pela Câmara Municipal, Estadual, I.B.G.E. do governo da União, Estado e Município, cujo nome tem a seguinte significação: ITA - pedra, MARA - galhos de árvores estendidas para o rio e JU - sílaba inicial da palavra Jucuruçu, nome do rio que margeia os dois municípios de  Prado e Itamaraju cuja sílaba foi colocada no final do nome criado para o novo município, que tem o seguinte significado, Pedra das árvores do Jucuruçu, foi formulado também outro significado, ITA - pedra, MARAJU - tupiguarani - pescoço, seja PEDRA DO PESCOÇO - nascido de uma serra em frente da cidade do município margeando o rio, em direção norte pra o município de Porto Seguro.

Fundação do Ginásio de Prado

                    Na fundação do Ginásio São José em Prado, pela gestão do prefeito de saudosa memória José Có, foi nomeado pelo Sr. Diretor Benedito Ralile, pais de alunos até a organização da nova diretoria.
                     Foi convidado por um grupo de políticos de Itamaraju a candidato único do mesmo município, sendo derrotado pelo seu competidor JoséBonifácio Dantas, pela maioria de 33 votos, onde os saudou pela sua vitória, em educação e respeito.
                    Permanecendo em Prado, foi eleito vereador municipal no governo do prefeito Jaime Mascarenhas substituído no caráter de vice presidente da Câmara, substituindo o presidente Aloysio Simite de Oliveira, por estar servindo no Instituto de Cacau da Bahia; que voltando ao Prado, passei o exercício assumido no período de 20 dias, por competir as funções no caráter de presidente da Câmara.
                    Terminado todas as funções públicas, manteram a sua vida pacifica, amigos de família e todas as pessoas que consideram e respeitam até o momento.
 

      Prado, 05 de abril de 1.976
 

      Moysés dos Santos Almeida

                    Em 27 de março de 1988, faleceu a sua esposa NAIR GOMES DE ALMEIDA, ficando ele abatido com a perda de sua esposa, veio a falecer no dia 08 de dezembro de 1988. Sepultado na cidade de Prado no dia 09 de dezembro de 1988. Na presença de filhos, netos e bisnetos.