AUGUSTO SOARES
PITA - Político, comerciante, orador, defensor
das causas sociais, agricultor, nasceu no dia 13-12-1931,
na cidade de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, filho do Sr. Leôncio
Soares da Silva e de D. Júlia de Melo Pita. Chegou em Itamaraju
ainda jovem, aos 29 anos, em companhia de sua esposa
a Sra. Ernestina da Silva Pita que o recebeu em matrimônio no dia
17 de dezembro de 1959, onde desse enlace matrimônial
tiveram 2 filhos que receberam os nomes de
César Augusto da Silva Pita e Sérgio Luis da
Silva Pita, tempos após quando a mãe não pensava em
ter filhos, surgiu uma criança que deram-lhe o nome
de Késia da Silva Pita. Durante sua vida como
cidadão de Itamaraju, o "pequeno Augusto", título
usado pelos que o conheciam, pois o
mesmo era de baixa estatura, porém homem de pulso forte, empreendedor,
carismático, dono de si, caráter ímpar de uma lisura
inconfundível, amigo fiel, extremamente sincero, nunca
temeu o inimigo e nunca virou as costas para um
"amigo". Muito jovem entrou no cenário político de onde
só saiu quando morreu. Deu sua vida, seus sonhos, suas expectativas,
sua esperança de algo melhor, seu trabalho e seu patrimônio,
construído honestamente para a política. A política
sempre esteve em seu sangue, e pela política ele enfrentou
as piores adversidades e infidelidades, porém não sucumbiram
nenhum mal. Sempre firme, parecia uma rocha. Não era chegado à
mesuras com quem se portava de forma escusa.
Homem de sensibilidade aguçada, sentia a presença do adversário
a milhas de distância e assumia sempre
posição segura quanto a suas decisões em relação
a eles. Em sua trajetória política e comercial,
ele esteve junto ao "Grupo Barros" e
em 1968 mudou de atividade, passando a ser
comprador de cacau no ano de 1980 e inaugurava
sua primeira loja de móveis em Itamaraju,
com o nome de Italar Móveis. Com esse
pequeno patrimônio, começou a se deslanchar de verdade
no mundo dos negócios. Porém, o coração
bom demais não o deixava enriquecer, pois tudo que fazia, colocava
ao dispor dos menos favorecidos. Era dinâmico e trabalhador, amante
das boas causas, foi um dos fundadores da "Loja Maçônica
Deus Caridade e Justiça". Em 1982, depois de 6 anos, deixava a Câmara
de Vereadores, como Legislador. Dez anos após, em 1992,
entra numa briga cirrada e ajuda ao amigo Orlandino Lopes
da Paixão a se eleger prefeito
da cidade de Itamaraju. Já em 1993, numa
campanha exuberante, de alto nível, eleito vereador mais
uma vez, chegou a presidência da Câmara de
Vereadores, onde exerceu seu papel com dignidade.
No ano de 1995, recebeu o mérito outorgado pelo Tribunal de
Contas do Estado como o Presidente
da Câmara mais correto de todos os
tempos no município. Esse fato, poderia deixá-lo
envaidecido, mas Augusto sempre dizia que "honestidade
é um dever". No final de 1996, com o
término do mandato, entrega o cargo
de vereador, dizendo estar entregando a sua
carreira política. No ano seguinte, o pequeno
guerreiro enfrenta o pior dos inimigos, a morte, e diante dela
capitulou. Lutou até o final, mas o coração já
não lhe obedecia. Sentiu-se mal, foi internado em Teixeira
de Freitas, onde o médico pediu a família que o transferisse
para São Paulo. Ficou na UTI por mais ou menos
15 dias, e no dia 15-03-97, às 19:20 horas, o coração
pregara-lhe uma peça, fatalizava a tão brilhante vida, parou
seu funcionamento, causa mortis: Infarto do Miocárdio, doença
essa que dizimou alguns de seus familiares. Ao morrer,
Augusto deixou esposa, filhos, netos, noras, amigos e correligionários
muito tristes, inconformados, mas antes de
tudo, deixou uma lição de vida, o dever cumprido
como cidadão, amigo, pai, esposo e político. Esse último
papel, no teatro da vida, era o que ele mais gostava
de representar. A política perdeu
um ícone de grande valor em seu cenário municipal. Itamaraju
perdeu um cidadão de grande expressão em sua história.