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Apresentação do projeto do Atlas Lingüístico Guarani-Românico (ALGR):
A parte brasileira

 
Wolf Dietrich
(Münster, Alemanha)

1.1. A dialetologia e a geografia lingüística são as duas disciplinas tradicionais nas quais se estudava a variação lingüística. Nos últimos decênios, ambas as disciplinas se modernizaram pela inclusão de aspectos sociolingüísticos e pragmalingüísticos. No caso da geografia lingüística e da confecção de atlas lingüísticos modernos, se extendeu a coleção de datos às grandes cidades, se admitiu a diferenciação entre a fala das pessoas idosas e a dos jovens e a consideração dos diferentes graus de instrução escolar dos informantes. Muitos destes aspectos metodológicos já foram aplicados na elaboração dos atlas lingüísticos hispanoamericanos mais recentes, como aquele do México, e dos atlas regionais brasileiros, como da Paraíba, por Maria do Socorro Aragão, do Paraná, por Vanderci de Andrade Aguilera, e do Rio Grande do Sul, por Walter Koch. Com estas distinções me refiro à geolingüística moderna e à geografia lingüística pluridimensional aperfeiçoada em grande parte por meu colega romanista Harald Thun, da Universidade de Kiel, Alemanha, quem está acabando a confecção o Atlas lingüístico diatópico e diastrático do Uruguái (ADDU). Neste atlas se visualiza sistematicamente a diferenciação diatópica, campo e cidade; diastrática, classe alta e classe baixa em dependência do grau de instrução escolar; diasexual, distinguindo entre a fala de mulheres e homens, e, finalmente, inclúi a diferenciação segundo o estilo da fala (fala espontânea, seleção múltiple, visualização com a apresentação de lâminas, leitura de textos escritos etc.). Outra particularidade do Atlas do Uruguái, que está no prelo, é o material abundante e exato que apresentará com respeito ao contato lingüístico entre espanhol e português no Norte do Uruguái.

1.2. O Atlas lingüístico Guarani-Românico segue o modelo do Atlas mencionado do Uruguái. Distingue-se de todos os projetos anteriores pelo fato de incluir, pela primeira vez, o estudo de uma língua indígena sul-americana, o guarani. Trata-se efetivamente do contato entre o guarani e o espanhol tal como se apresenta no Paraguái e em partes limítrofes da Argentina assim como entre o guarani e o português em partes limítrofes do Brasil. Vou dar mais detalhes no que segue. Depois de uma fase preparatória, o trabalho de campo, com a coleção de datos, se está realizando sistematicamente a partir de 1996. Os diretores do projeto comum entre duas universidades alemãs, Münster e Kiel, são romanistas, hispanistas e lusitanistas além de terem largas experiências na metodologia e confecção prática dos atlas lingüísticos, sobre todo no caso do colega e amigo Harald Thun, e no estudo das línguas tupi-guaranis ao que eu venho dedicando-me desde há trinta anos. A partir deste ano temos o financiamento assegurado por parte da Deutsche Forschungsgemeinschaft, instituição comparável ao Conselho Nacional da Pesquisa do Brasil, para tres anos, com vários colaboradores, alemãos e paraguaios. Depois da campanha de trabalho de campo que se vai efetuar nestes meses de agosto e setembro, a coleção de datos estará acabada num 60% dos pontos previstos para o Atlas.

1.3. O território que vai abranger o Atlas corresponde à antiga Zona guaranítica, quer dizer à zona de influência das missões jesuíticas dos séculos XVII e XVIII. Na geografia política de hoje esse território compreende a inteira República Paraguaia, as províncias argentinas de Corrientes, Missiones, e partes de Formosa, Chaco, Santa Fe e Entre Ríos; além disto, abarca aquela parte do Estado brasileiro do Mato Grosso do Sul que se extende entre Campo Grande, Dourados, e a fronteira paraguaia, zona já parcialmente explorada por um de nossos equipos; uma faixa de fronteira no Estado do Paraná, já explorada, e as faixas de fronteira com a Argentina de Santa Catarina e do Norte do Rio Grande de Sul, zonas ainda não exploradas. O termo Românico, que figura na denominação do Atlas Guaraní-Românico, se refere precisamente ao contato do guarani com duas línguas românicas, o espanhol e o português. Vamos falar mais adiante do papel do tupi e da missão jesuítica da costa brasileira com a sua tradição lingüística que acabou na língua geral brasílica.

2.1. No território da Colônia espanhola, a Província do Paraguái, no século XVII, era uma parte do vice-reinado do Peru, muito afastada do centro administrativo e, por falta de colonos espa-nhóis, uma zona mal hispanizada, de caráter sobre tudo indígena. Os padres jesuitas, por várias razões, escolheram o guarani como única língua de uso nas reduções estabelecidas no Sul do Paraguái, nas quais protegiam os índios da escravização tanto por parte dos Espanhóis como dos Bandeirantes paulistas. O guarani paraguaio e o tupinambá da costa brasileira eram línguas indígenas do grande tronco tupi do que sobrevivem umas cinqüenta línguas na atualidade. As línguas usadas nas missões jesuíticas, influenciadas pelos conceitos lexicais e gramaticais das línguas européias, se foram diferenciando das línguas tribais, mas também o português e o espanhol começaram cedo a adotar termos da fauna, flora, cozinha e das tradições populares das línguas gerais com que estavam em contato. Discute-se até hoje o problema de saber se, além do léxico, houve também influências na pronúncia e na sintaxe. Alguns destes problemas entram no material que colecionamos para nosso atlas.

2.2. Um ano depois da abolição da ordem em 1767, os jesuitas tiveram que abandonar o país e retirar-se a Roma. Os índios guaranis, deixando as reduções, em minoria fugiram para as selvas, onde se juntaram com os que não entraram nunca sob o jugo da semi-aculturação ao mundo branco e mestiço e se retransformaram em índios selvícolas; mas a maioria já estava tão acostumada à vida sedentária e agrícola que preferiu juntar-se com os mestiços do Paraguái e dos pântanos do Iberá, situados hoje na Província argentina de Corrientes. Nas guerras de independência contra os Espanhóis e, depois, os Argentinos e Brasileiros, se formou assim a nação paraguaia, caraterizada pela mistura do elemento índio com o mestiço e muito pouco branco e pelo uso da língua guarani desenvolvida sobre a base da língua geral jesuítica e do guarani dos mestiços livres. Hoje, o guarani é a língua materna de 90% dos Paraguaios e, a partir de 1991, a segunda língua oficial do país, que também se ensina nas escolas primárias e, em parte, secundárias, ao lado do castelhano. Na Argentina, tal o resultado de nossas pesquisas, o guarani da Província de Corrientes tem um caráter e uma evolução independente do Paraguái e carece de todo apoio por parte das instituções oficiais. Nas Províncias de Formosa e de Missiones a existência de falantes do guarani se deve à imigração de Paraguaios.

2.3. Com respeito ao Brasil, até o ano passado, antes da primeira exploração em território brasileiro, não tínhamos conhecimentos precisos, nem sobre a extensão, nem sobre a natureza da língua. A literatura sobre o assunto não é rica. Os testemunhos existentes sobre o uso da língua geral da época colonial (Buarque de Hollanda 1969, Rodrigues 1986, 1995) dizem que havia duas formas da língua geral no Brasil, uma que se falava entre Salvador e o Rio e outra que era a lingua geral paulista. Ambas eram de uso geral entre o gentio humilde, mas também entre a classe dirigente das zonas rurais até mediados do século XVIII, parcialmente também até os inícios do séc. XIX. Depois, as iniciativas do Marquês de Pombal, na segunda metade do séc. XVIII, e a imigração de grandes massas de colonos europeus, no séc. XIX, fizeram que o português se arraigasse definitivamente no Brasil. Os que hoje são bilingües de guarani e português nas zonas indicadas do sueste do Brasil não falam uma forma moderna do tupi da costa, mas uma forma do guarani paraguaio introduzido por imigrantes paraguaios desde finais do século passado. Os bandeirantes de São Paulo, que devastaram as cidades espanholas e as missões jesuíticas ao leste do Rio Paraná, não colonizaram estes territórios, mas, depois de assegurarem-nos para a Coroa portuguesa no sentido de que essas terras, para dois séculos e meio, ficavam inabitadas por colonos europeus e mestiços, retiraram-se à costa.

2.4. Começando nosso trabalho de campo no Estado do Paraná, notamos que a existência de falantes do guarani se limita a uma influência direta em cidades de fronteira como Foz do Iguaçu e Guaíra, mas que no interior, em lugares como Guaraniaçu, Laranjeiras do Sul, Cascavel, Palotina, Umuarama, não há grupos de falantes do guarani. O volume quarto da História do Paraná, intitulado Municípios do Paraná, nos ensina que antes de 1960 não havia municípios nas partes centrais e occidentais do Estado. Até finais do séc. XVIII a faixa da colonização não excedia uma distância de mais de 150 kms da costa. Na realidade econômica e lingüística, ambos os lados do Rio Paraná eram influenciados pelo mundo hispánico. A partir de 1882, o brasileiro Thomaz Laranjeiras obteve uma concessão para o cultivo do mate numa área que abrangia uma grande parte dos atuais Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul no lado oriental do Rio Paraná. Pelo centro da Companhia Mate-Laranajeira, Guaíra, centro que se fundou sobre as ruinas da cidade espanhola do séc. XVII, entraram mãos-de-obra do interior do Paraguái. Muitos informantes de Guaíra nos confirmaram que naquela cidade a língua de todos os dias era o espanhol, ao lado do guarani, até os anos cinqüenta e segundo a história do município (Argüello 1997, Zeballos 1992), as autoridades brasileiras e com elas o uso do português se fixaram na cidade só a partir da época de Getúlio Vargas.

O uso do guarani em Guaíra hoje é bastante limitado. Em cada ponto de enquête interrogamos pelo menos quatro informantes distintos segundo a idade e o grau de instrução (parámetros diageracionais e diastráticos). Por razões de tempo e de economia, opomos duas classes extremas de idade, os jovens (entre 18 e 36 anos) e os velhos (com mais de cinqüenta anos), e duas classes socio-culturais, os de pouca instrução escolar (a classe baixa com até 4 anos de primária e a classe alta com escolaridade maior (da secundária até uma formação profissional ou universitária). Preferimos uma pluralidade simultânea de informantes, mas sempre do mesmo nível geracional ou socio-cultural. Então, em Guaíra encontrámos informantes da geração velha, mas não da geração nova com que pudéssemos fazer um interrogatório completo em guarani. O questionário é de uma 400 perguntas e se faz em guarani e a partir do guarani para então examinarmos o domínio do português. Um elemento de sorpresa foi vermos que todos os falantes da geração velha que tinham bons conhecimentos do guarani falavam também castelhano ao lado do português. A correlação entre o guarani e o castelhano é forte entre os mais idosos, fraca ou inexistente entre os jovens. Mas como o guarani já não se fala sempre nas famílias, os conhecimentos da língua já não passam dos pais aos filhos. O guarani, em muitos casos, é uma língua que se fala imperfeitamente com os avôs.

2.5. Com respeito ao Mato Grosso do Sul, a situação é mais estável que no Paraná e a extensão da zona da fala guarani muito mais grande.1 Até agora, acabamos a coleção de datos no município de Amambái e a começámos em Ponta Porã. Se extenderá, no futuro, a lugares como Bela Vista, Porto Murtinho, Dourados e Naviraí, pelo menos. Em Amambái, porém, os falantes também não abundam. Muitos sabem um pouco do guarani, mas não têm conhecimentos suficientes para o interrogatório completo. Outra vez os jovens falantes do guarani são mais raros que os velhos. Em Ponta Porã, município brasileiro que faz união com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, a influência paraguaia é bastante sensível e os falantes do guarani não são raros.

3.1. Agora, quais são os traços lingüísticos concretos que resultam do contato lingüístico descrito e quais os resultados da nossa pesquisa com respeito à língua portuguesa da região mencionada? Em primeiro lugar, posso dizer que o futuro atlas não será interessante somente para o guarani ou para os que querem estudar o contato lingüístico particular. Podemos dar informações novas também sobre a fonética de uma região brasileira pouco estudada até agora. Na Alemanha vai publicar-se dentro de pouco tempo um impressionante manual sobre o português do Brasil de hoje e sua história. No manual do jovem lusitanista Volker Noll se encontram mapas sobre a distribuição e extensão de fenômenos tão típicos como, por exemplo, a pronúncia arcaizante da -/s/ final e da /s/ implosiva como fricativa dental [s] e não como fricativa alveolar [ ], como em Portugal, no Rio, em Belém, Manaus e outras zonas menores do Brasil. Sobre o oeste do Paraná e sueste do Mato Grosso do Sul, zonas que não figuram no Noll, podemos dizer agora que se comportam como todo o Sul brasileira, isto é que observamos a realização [s]. Com respeito à palatalização do nexo /t/ e /d/ mais vocal palatal, observamos outra atitude conservador, análoga à da capital paranaense, Curitiba, quer dizer que a maioria dos nossos informantes e da gente com que falámos, mantém as oclusivas /t/ e /d/ em noite, doente, pedir, dirigente etc. e só algumas mulheres jovens realizam [nojt, [pe ir] etc., tal vez pela influência da televisão de São Paulo. Nestas jovens observámos até ipercorretismos como [ ojt, que testemunham da inseguridade lingüística destas falantes. É sumamente significante, neste contexto, que a conservação da pronúncia [nojt] etc. coincide com a redução da vogal -/e/ a um schwa, como em Portugal (noite, doente, distante, praticamente); não se observa o fechamento em -[i]: [nojt, [, senão na fala de algumas mulheres jovens.

3.2. Com respeito à influência do guarani na fala dos que têm o guarani seja como língua materna, seja como segunda língua ao lado do português e, como já o vimos, em muitos casos ao lado do castelhano, não é sempre fácil decidir quais são os traços da língua popular e quais os da interferência do guarani. Nosso questionário, depois de uma grande parte introdutória que se refere a datos socio-lingüísticos e da parte fonológica, contém duas partes centrais que se referem ao léxico, em particular ao léxico do corpo humano e defeitos corporais e do parentesco, partes que não vou tocar aqui. Outras partes se referem às designações de cores e à orientação no espácio, sempre na procura da maior habilidade do falante nesta ou naquela língua. Na parte dedicada à sintaxe observamos comportamentos interessantíssimos que se devem parcialmente às estructuras sintáticas do guarani, parcialmente aos costumes da fala popular em geral.

3.3. Em primeiro lugar notamos certa inseguridade com respeito ao gênero e número do sustantivo, categorias que não existem no guarani. Exemplos disto são as banana é bom, as banana é boa, uma bala prateado, uma cabeça enterrado, seu cachorro já cresceu todos, e um uso errado da forma neutra tudo: Seu cachorro já cresceu tudo/já está tudo grande. Nestes últimos casos sugerimos também a forma gramaticalmente correta preguntando se o informante conhece esta construção como corrente no seu uso. Com respeito a uma sintaxe idiomática do português, a sugerência Seu cachorro acaba de crescer não a aceitaram muitos informantes, também da classe alta.

3.4. Em muitos verbos, o guarani apresenta um conceito local diferente do português, por exemplo um conceito separativo com verbos como soltar, largar ou perder. Pode suceder que os falantes do guarani mantenham essa idéia quando lhes pedimos a tradução de uma expressão para o português, por exemplo em soltou/largou do seu cachorro, se perdeu/sumiu dele um documento. Só alguns informantes, sobre tudo da classe alta, traduzeram por ele largou seu cachorro, perdeu um documento, muitos até recusaram estas construções como estranhas. Afirmações como um cachorro doente me mordeu na perna ou até mordeu na minha perna correspondem à sintaxe guarani e à sintaxe das interferências dos falantes bilingües, tanto que denunciam orações da língua correta, por exemplo o cachorro mordeu minha perna, como não comuns. Em lugar de vou comprar-me um vestido preferem o aspeto destinativo do guarani, que se usa em sustantivos que se referem a objetos que ainda não estão ao alcance da vista ou da mão. É assim que se explicam construções do tipo Vou comprar roupa para mim ou até Vou comprar para minha roupa. O último exemplo se refere ao uso das preposições do português: Não existe em guarani a distinção entre Estou em Brasília, mas vou a Brasília, popularmente para Brasília. A maioria de nossos informantes disse espontâneamente Fomos em Brasília e Fomos na casa do amigo e não aceitou categoricamente Fomos à casa do amigo, fomos a Brasília.

O tempo limitado e as pesquisas apenas iniciadas me impossibilitam a apresentação de mais detalhes. Os mapas do futuro atlas ainda não estam à disposição, por isto não posso demostrar a visualização dos resultados da que falei no princípio com referência à metodologia de outros atlas lingüísticos já existentes. Esperemos o próximo Congresso dos lusitanistas!


Bibliografia

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Anexo:

Tronco Tupi

1.) Tupi-Guarani - Mawé - Aweti (Guaiana Francesa, Brasil, Amazônia peruana, Oriente boliviano, Paraguái, Nordeste argentino):

1.1.) Grupo guarani:

1.1.1.) Grupo meridional: *Cario/Carijó; *língua geral paulista; Chiripá/Nhandeva, Kaiwá/Kaiová/Pa Tavyterã; Mbyá; Guaraní/Avañe' (5 milhões de falantes);

1.1.1.1.) Língua marginal: *Xetá

1.1.1.2.) Sem classificar: Aché/Guayakí;

1.1.2.) Guarani boliviano: Chiriguano (65.000 falantes, dialetos ava, chané; izoceño; tapiete); Guarayo; *Guarasug'wä/Pauserna

1.1.2.1.) Muito divergente: Siriono.

1.2.) Grupo brasileiro setentrional:

1.2.1.) Tupi da costa: *Tupinambá, Tupiniquim, Potiguara; Nheengatú/língua geral amazônica;

1.2.2.) Grupo maranhense: Tembé, Guajajara; Suruí mudjetire; Urubu kaapor

1.2.3.) Grupo amazônico setentrional: Wayãpi, Émerillon; Amanayé; Anambé

1.2.4.) Grupo do Tocantins: Assurini do Tocantins; Tapirapé; Ava-Canoeiro

1.2.5.) Grupo do Alto Xingu: Kamayurá

1.2.6.) Grupo amazônico central: Parintintin, Juma; Tupi-Kawahyb

1.2.7.) Grupo do Juruena e Baixo Xingu: Kayabí; Assurini do Xingu; Arawete?

1.2.8.) Grupo amazônico ocidental: Cocama, Omágua;

1.3.) Línguas geneológicamente mais distantes: a) (Sateré-)Mawé; b) Aweti.


Outras famílias do tronco tupi (Brasil: Rondônia e Amazonas)

2.) Arikém: Karitiâna, *Arikém, *Kabixiana

3.) Juruna: Juruna, Xipaya/Shipaya

4.) Mundurucu: Kuruáya, Mundurukú

5.) Ramarama: Karo/Arára, Itogapúk/Ramarama, Urumí, *Urukú

6.) Tupari: Ayurú, Makuráp, Mekém/Mequéns, Tuparí

7.) Mondé: Cinta-Larga, Gavião/Digüt, Suruí-Paiter, Mondé/Sanamaikã.


Nota

1. O fato mesmo é conhecido na literatura: AA influência cultural dos paraguaios (fugidos das inseguranças políticas do seu país depois da Guerra da Triple Aliança até o aventimento do Stroessner) nas áreas de fronteiras de Porto Murtinho até Guaíra, é bastante acentuada em nossa cultura com os seus costumes, crenças, língua e música, hoje tão bem conhecidas entre nós. (Estado de Mato Grosso, 1990, pág. 113)