"Filosofismo I"

Por Haken

Acostumado como está o homem, em adquirir conhecimento por uma interpretação puramente racional das informações que nos são transmitidas, muitas vezes o estudante de misticismo sente certa dificuldade na concepção de idéias na forma filosófica. Longe de ser uma questão de aptidão, na verdade trata-se de apenas mais uma porta estreita que se nos apresenta em dois momentos distintos:Primeiro, quando evitamos a leitura de determinados textos qualificando-os de difícil compreensão e, segundo, quando deixamos nossas próprias concepções desprovidas uma forma tal que possam ser transmitidas.Como a linguagem comum é limitada e incapaz de expressar o pensamento em sua totalidade, a partir de um certo ponto torna-se necessário que utilizemos uma linguagem incomum; que as idéias tomem uma forma, digamos, poética; que abracemos as analogias e correspondências para que junto à sensibilidade de nosso coração e ao desprendimento de nossa mente, as idéias filosóficas tomem forma ou possam ser interpretadas.O Verdadeiro Martinista lança-se destemido à leitura de Obras Tradicionais de seus Veneráveis Mestres e Filósofos e, aos poucos, vai se integrando às novas formas de expressão do conhecimento. Suas preces assumem a beleza da intimidade de seus pensamentos e suas poucas palavras podem irrardiar ainda mais luz.

Irmão, que já medita sob as Luminárias Martinistas, clama pela poética que ela vem, como mais um instrumento, mais um brilho na tua espada.

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