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Vinhos Gaúchos Contém Substância que Beneficia a Saúde


A quantidade de resveratrol encontrada nesse tipo de bebida alcoólica produzida no Rio Grande do Sul é maior do que os valores divulgados na literatura para os vinhos portugueses, gregos, japoneses, norte-americanos e sul-americanos.

“No futuro, com o avanço das pesquisas, essas moléculas poderão ser sintetizadas e utilizadas como medicamentos preventivos de doenças degenerativas”, acredita André Souto, professor da Faculdade de Química da PUCRS e coordenador do estudo. Atualmente inúmeras pesquisas relacionam o consumo moderado de vinho (dois cálices por dia) com benefícios à saúde humana, especificamente ligados às doenças cardiovasculares, prevenção de vários tipos de câncer, de doenças hepáticas e de senilidade.

O resveratrol é uma substância natural, presente em uvas de diversas variedades, na amora, no amendoim e em outras 70 espécies de plantas. A continuidade da pesquisa só foi possível porque a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da PUCRS e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul complementaram a verba para a compra do aparelho de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência.

O aparelho permitiu a medição da quantidade de resveratrol em 36 amostras de diferentes vinhos varietais tintos gaúchos – correspondente a 90% do vinho consumido no país. Os químicos verificaram que o vinho Merlot apresenta valores superiores da substância em relação ao mesmo varietal em vinhos espanhóis e canadenses.

Na segunda etapa do projeto, os pesquisadores pretendem analisar os vinhos produzidos na cidade de Veranópolis, considerada modelo de longevidade pela Organização Mundial de Saúde. O passo seguinte será realizar o cruzamento dos dados obtidos com as informações levantadas na região pelo Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS.