PROVÉRBIOS 31 : 4, 5

" 4 Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho (yayin), nem dos príncipes desejar bebida forte (shekar).     5 para que não bebam, e se esqueçam do estatuto, e pervertam o juízo de todos os aflitos."

Análise:

Quem afirmou não ser próprio o vinho e a bebida forte? O versículo 1 revela que era um ensinamento da mãe de Lemuel, não de Deus. Segundo o cabeçalho do capítulo 31, eram “conselhos que a mãe do rei Lemuel deu a seu filho”.

É válido notar que tais palavras não foram dirigidas ao povo em geral e sim aos reis e príncipes. A mãe de Lemuel certamente não estava a estabelecer/recapitular uma lei divina a favor da abstenção total de bebidas alcoólicas. Tratava-se apenas de uma boa recomendação. 

Mas, quando “não seria próprio” que reis e príncipes bebessem? A mãe de Lemuel não generaliza dizendo para não beber em todas as ocasiões da vida, durante todos os dias do ano — como querem os defensores da abstinência alcoólica. Ela relaciona o não beber à ocasião tão importante de julgar com justiça os fracos e aflitos, incapazes de fazer algo por si mesmos, ou devido à torção da justiça ou devido a circunstâncias adversas. Visto que a ingestão destas bebidas pode prejudicar o senso de justiça, "não seria próprio" que reis e príncipes bebessem quando estivessem no exercício do cargo de juízes.

O que aprendemos disso? Que bem que pode haver ocasiões em que é apropriado abster-se de bebidas alcoólicas, especialmente quando nos empenhamos em atividades que tenham diretamente que ver com a vida de outros. Portanto, o conselho de Provérbios 31:4,5 não condena o consumo de tais bebidas mas alerta para a ocasião imprópria de ingeri-las. — Veja Romanos 14:21; Ezequiel 44:21.

Objeção corriqueira: "Um rei nunca bebia. Os cristãos são reis (Apocalipse 1:6). Logo, nunca podemos beber nada alcoólico."

Já estudamos que realmente há uma recomendação para que "um rei nunca beba", porém, em certa situação. Na verdade, não há nenhuma afirmação bíblica - como querem alguns - para que um rei nunca beba em todas as situações.

Com a sabedoria que o SENHOR lhe deu, o rei Salomão compreendeu corretamente que estas palavras não impediam que, em momentos de folga, um rei bebesse de modo responsável, num “coração de sabedoria” (Eclesiastes 2:3). De certo, quão “bem-aventurado” é o país “cujo rei... e cujos príncipes comem a tempo, para refazerem as forças e não para bebedice”! — Eclesiastes 10:17.

Você sabia?

Baseadas nas exortações no livro dos Provérbios 31:6, onde se lê: “Dai bebida forte aos que perecem, e o vinho, aos amargorosos de espírito; para que bebam, e se esqueçam da sua pobreza, e do seu trabalho não se lembrem mais”, note o que diz o Dicionário da Bíblia, Jonh D. Davis, 1990, página 75: ”... o caridoso coração das mulheres de Jerusalém, preparava drogas inebriantes para aliviar as angústias dos criminosos condenados a morte.”

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