LINE UP: Alvaro
Fuentes - guitar
Elias Martinez - keys
Mauricio Aburito - bass
Brian Ávila - drum
Aléxis Martinez - vocal Lançamento: 2004
Selo: Hellion Records Site Oficial
FUERA
DE ESTE MUNDO - ETHERNIA (01/07/04)
POR: THIAGO RAHAL NOTA: 1
2 3 4 5 6 7 7,5
8 9 10
A
cena sul-americana não se difere da Europa
quando falamos sobre o boom da criação
de sucessivas bandas de metal melódico. A
mais nova banda chilena, Ethernia, acaba de lançar
seu primeiro EP de estúdio, intitulado “Fuera
de este Mundo”. A princípio, o vocal
cantado em espanhol soa estranho já que a
língua não se encaixa muito bem no
heavy metal, porém muitas bandas hoje em
dia (como o já conhecido Avalanche da Espanha)
o fazem muito bem.
São muito evidentes as influências
de Stratovarius, Helloween e Angra, incluindo solos
rápidos, bateria com bumbo duplo e vocal
em tons altíssimos, caracterizando a banda
como mais uma de metal melódico. A gravação
deste primeiro trabalho soa limpa como o estilo
pede, dando mais atenção ao teclado.
Os destaques do álbum são a faixa-titulo
e “Angel de Luz”, onde são mostradas
as suas influências com maior clareza. Para
quem gosta do estilo, é mais uma banda a
prestigiar.
LINE UP: Hank
Shermann - guitar
Michael Denner - guitar
Hal Patino - bass
Bjarne T. Holm - drum
Martin Steene - vocal Lançamento: 2003
Selo: Hellion Records Site
Oficial
FORCE
OF EVIL - FORCE OF EVIL (23/06/04)
POR: ANDRÉ LUIZ NOTA: 1
2 3 4 5 6 7 8 9 9,5
10
A frase foi repetida por muitos veículos
de comunicação, mas após ouvir
este álbum percebi que estes estavam corretos
na afirmação: Force Of Evil é
Mercyful Fate sem King Diamond. A banda formada
em 2002 conta com ex-membros de Mercyful e King
Diamond, além do vocalista da banda dinamarquesa
Iron Fire, Martin Steene.
A sonoridade da banda é prazerosa a todo
fan do legítimo heavy metal. É inegável
o entrosamento entre Shermann e Denner, uma das
melhores duplas de guitarristas que ouvi. Os riffs
poderosos ao melhor estilo oitentista unidos aos
solos mesclando técnica e velocidade são
a essência deste trabalho, porém a
cozinha formada por Patino e Holm ressaltam ainda
mais a qualidade final das músicas, Steene
encaixou seu timbre de voz de uma forma pessoal
e correta, dando a nítida impressão
de que não integra a banda para substituir
King Diamond ou quem quer que seja, apenas quer
fazer seu trabalho.
As letras são em sua maioria compostas pela
parceria Shermann-Steene, excetuando as faixas "Demonized"
em que Holm se une aos principais letristas e "Fountain
Of Grace" assinada por Denner e Harrits.
Estruturalmente falando, cinco faixas iniciam-se
por solos sendo quatro de Denner (apenas "Hell
On Earth" por Shemann), seis músicas
possuem dois solos seguidos da dupla Shermann-Denner
e excetuando a última faixa, "Eternity",
todas outras possuem refrões curtos e repetitivos
que ficam facilmente na mente de quem as ouve.
O trabalho no geral mantém um patamar elevado
no que diz respeito a qualidade das músicas,
o que dificulta apontar uma faixa em destaque. Um
dos melhores lançamentos do ano, mais um
ponto positivo para Hellion Records.
LINE UP: Sebastian
Carrasco - piano
Gabriel Hidalgo - guitar
Erik Ávila - guitar
Maurício Nadar - bass
Pablo Stagnaro - drum
Sérgio Hernandes - vocal Lançamento: 2004
Selo: Hellion Records Site
Oficial
THE
SECRETS OF AN ISLAND - SIX MAGICS (16/06/04)
POR: THIAGO RAHAL NOTA: 1
2 3 4 5 6 7 8
9 10
Não
é só o Brasil que revela ótimas
bandas de heavy metal. O Chile também tem
suas respectivas glórias, como é o
caso do Six Magics que já abriu shows para
bandas de renome internacional como o Nightwish
e o Rhapsody. A Hellion Records aposta mais uma
vez em bandas novas e lança o álbum
em território brasileiro e chileno.
O Six Magics equivale no Chile a um Angra ou Sepultura
no Brasil. Não sou muito favorável
a rotular bandas, mas neste caso é inegável
a influência de metal melódico e de
power metal alemão e italiano. Portanto para
quem gosta do estilo é uma boa pedida.
O álbum intitulado “The Secrets of
na Island” demorou quase um ano para ser concluído,
pois houve uma tarefa muito árdua na busca
de informações e histórias
do povo chileno e dos Andes, para compor o álbum.
Mesclar cultura e metal foi muito bem pensado pelo
grupo já que o estilo já está
meio saturado. Em seu line up atual a banda conta
com Sergio Hernandes (Vocals), Gabriel Hidalgo (Guitars),
Erik Ávila (Eletric Guitars and Acoustic
Guitars), Maurício Nadar (Bass), Sebastian
Carrasco (Piano) e Pablo Stagnaro (Drums).
Como não poderia deixar de ser, o álbum
tem suas levadas de bumbo duplo e vocais com tons
altíssimos, porém a mistura com instrumentos
típicos causou uma diferença muito
grande no som. Várias introduções
compõem o disco, o qual contém muitas
faixas em destaque como “Chaos And Fury”,
“Brutal Sacrifice” e “Trauco”.
“Frozen Lips and Light” mostra a influência
da música chilena. É claro que não
poderia passar batido a épica faixa titulo
com seus longos onze minutos e quinze, transmitindo
e competência a técnica da banda.
Aos que gostam do estilo e procuram por novidades,
o Six Magics é uma excelente pedida.
LINE
UP: Vários
artistas Lançamento: 2004
Selo: Hellion Records
DAYS
OF RISING DOOM - AINA (08/06/04)
POR: THIAGO RAHAL NOTA: 1
2 3 4 5 6 7 8 9 9,5
10
Após
o lançamento de várias Opera Metal
como o Avantasia, esperava-se que o estilo daria
uma parada para não cair na mesmice, mas
Sascha Paeth (guitarrista e produtor – Heavens
Gate, Virgo, Shaman, Kamelot), Robert Hunecke-Rizzo
(guitarra, baixo e bateria – Heavens Gate
e Virgo), Amanda Somerville (vocal e temática)
e Miro (teclado e orquestrações –
Heavens Gate e Virgo) receberam o convite da gravadora
holandesa Transmission Records para que fosse feita
uma nova Opera Metal.
Os convidados especiais para o projeto são
do quilate de Michael Kiske (ex-Helloween e ex-Supared),
Damian Wilson (Ayreon, Star One e Threshold), Tobias
Sammet (Edguy), Glen Hughes (ex-Deep Purple, Black
Sabbath e muitos outros), Olaf Hayer (Luca Turilli),
Candice Night (Blackmore´s Night), André
Matos (Shaman, ex-Angra e Viper, Virgo), Marko Hietala
(Nightwish, ex-Sinergy), tratando-se apenas de vocalistas.
Na parte instrumental temos nas guitarras Emmpu
Vuorinen (Nightwish) e Thomas YoungBlood (Kamelot),
no baixo T.M Stevens (Steve Vai e Tina Turner) e
nos teclados Jens Johansson (Stratovarius, ex-Yngwie
Malmsteen´s), Derek Sherinian (Planet X, ex-Dream
Theater) e Erik Norlander (Lana Lane).
Como disse anteriormente, o Aina não poderia
ser mais uma Ópera Metal igual as anteriores
e com tantos convidados deste nível, só
poderia resultar em músicas de alta qualidade.
O álbum traz influências de Hard Rock,
Progressivo, Metal Tradicional e música clássica.
A Hellion Records foi à encarregada de lançar
o álbum no Brasil e na versão nacional
alem de dois cds, o trabalho conta com um DVD bônus
contendo o vídeo clipe da faixa “The
Beast Within”, totalmente digitalizado e muito
criativo, além de um Making Off do projeto
e a história do mesmo.
As músicas são ligadas uma a outra
criando um clima muito bom. Algumas faixas merecem
destaque, como “Silver Maiden” interpretada
de maneira magnífica por Michael Kiske, “Flight
Of Torek” tendo como principal astro Tobias
Sammet, cantando diferente do que normalmente faz
no Edguy e o destaque “The Beast Within”,
único single do projeto.
Para
quem curte o estilo, Aina – Days Of Rising
Doom é uma ótima pedida, além
de tudo, a versão nacional do álbum
é de excelente qualidade.
LINE
UP: Lando
Van Gils - keys
Samder Gommans - guitar
Eduardo Gioielli - bass
Fábio Elsas - drum
Floor jansen - vocal Lançamento: 2004
Selo: Hellion Records
EP
EXORDIUM - AFTER FOREVER (08/06/04)
POR: THIAGO RAHAL NOTA: 1
2 3 4 5 6 7 8 9
10
Após
seus dois primeiros álbuns, o After Forever
conseguiu muitos elogios da imprensa especializada
e fãs de metal, principalmente na América
do Sul, onde eles ainda não excursionaram.
Lançado o último álbum, Decipher
(2002), a banda sofreu uma baixa em seu line-up,
com a saída de Mark Jansen, um dos principais
compositores da banda e que deixava o som da banda
para o lado mais Gótico, com muitas orquestrações
e coisas do tipo, sendo criada depois a banda Épica
que segue mais essa linha.
Para mostrar aos fãs que a banda continuava
na ativa e com muito gás, eles resolveram
lançar um EP com DVD bônus, servindo
como aquecimento para o novo álbum. A banda
resolveu seguir um lado mais pesado, com riffs marcantes
e menos Góticos não deixando de lado
as características que sempre marcaram o
After Forever.
O EP começa com a Introdução
"Line of Thoughts" que é ligada
á bela “Beneath”. Logo nessas
duas músicas se percebe a mudança
na postura do After Forever, levando o som um pouco
mais pesado. Floor Jansen apesar de estar cantando
de forma mais clássica e com influências
diferentes, continua sendo um grande destaque. Segundo
a cantora ela está fazendo aulas de canto
clássico para se aprimorar cada vez mais.
A seguir, a possível música de trabalho
da banda “My Choice”, a qual seu respectivo
vídeo-clipe esta inclusa no DVD bônus.
Uma típica balada de heavy metal, transmitindo
muita emoção e sentimento. "Glorifying
Means" contém a essência do After
Forever: rápida, pesada e com muita técnica,
sem dúvida um dos destaques do mini-álbum.
Porém, o maior destaque é o cover
do Iron Maiden, “The Evil That Man Do”.
Está bem diferente com vocal feminino, teclados
e orquestras de fundo, a banda conseguiu tocar a
música com os elementos típicos do
After Forever sem mudar a essência da mesma.
Também consta um cover do Randy Crawford,
“One Day I’ll Fly Away”, que apesar
de não ser música do meio rock ficou
bem legal com a banda.
Agora é só esperar pelo novo álbum
da banda e que o After Forever continue a fazer
o som que sempre fez.
LINE UP: Marcos
Nazareth - guitar
João Luiz Racy - guitar
Eduardo Gioielli - bass
Fábio Elsas - drum
Rogério Matua - vocal Lançamento: 2004
Selo: Hellion Records
Para
quem não sabe, o Skyscraper é uma
das primeiras bandas de Metal Melódico do
Brasil. Ela começou junto com o Viper e outras
bandas, mas por diversos fatores não tinha
lançado seu álbum de estréia.
T.V Lization começou a ser gravado em 1997
e somente agora em 2004 foi terminado, com o apoio
total da Hellion Records. Os fãs de melódico
finalmente irão escutar algo novo e não
aquela mesmice que assombra o estilo. É claro
que a banda e o álbum têm influencias
de Helloween e Queensryche, como mesmo disse o vocalista
Rogério Matua, mas tudo isso está
no ponto certo sem exageros.
Após muitas mudanças no decorrer da
carreira, a banda se estabilizou com a seguinte
formação: Marcos Nazareth (guitarra
e vocal), João Luiz Racy (guitarra e vocal),
Eduardo Gioielli (baixo), Fabio Elsas (bateria)
e Rogério Matua (vocal). Para a gravação
dos teclados Charles Dalla (ex-Wizards) foi convidado
a entrar na banda e o mesmo aceitou.
Os destaques do álbum consistem em “Awaken
Night”, faixa de abertura e que com certeza
deverá abrir os shows da turnê; “Good
Old News”, com um riff pesado e muito bem
executado; “Anguish” com uma veia mais
prog metal mostra mais uma vez a técnica
da banda; “Forever Under Lies” e “Great
Dead Singer” mostram o quão diferente
é o álbum e nunca fica na mesma coisa;
a belíssima balada “So Far” acalma
um pouco, mas a rápida “Insane”
e a épica faixa-título terminam o
álbum com maestria.
Esperamos que o Skyscraper continue sempre assim,
com novos elementos e com muita garra e profissionalismo.
LINE UP: Henning
Pauty - guitar
Nick Guadagnoli - bass
Eddie Marvin - drum
James Labrie - vocal Lançamento: 2004
Selo: Hellion Records
Quando
se pensa em James Labrie, é lembrado o nome
da banda Dream Theater a qual ele faz parte há
muitos anos. Como todos os outros integrantes da
banda, o vocalista mantém projetos solo.
Fazendo parte da cena Prog, Labrie não poderia
fazer outra coisa a não ser o Frameshift.
Em conjunto com o multi-instrumentista alemão
Henning Pauty, radicado nos Estados Unidos e graduado
na Berklee College of Music de Boston, criaram um
álbum bem progressivo e com elementos bastante
diferentes.
Com a entrada de Eddie Marvin (bateria) e Nick Guadagnoli
(baixo), Unweaving the Rainbow é uma obra
técnica e bem exigente aos padrões
do Rock progressivo e do Prog-Metal. Em certos momentos,
o ouvinte parece estar numa verdadeira viagem musical,
o que acontece muito no estilo. Labrie toma conta
do álbum com sua voz e técnica inconfundíveis,
dando corpo ao trabalho e grande importância
ao fator do público sentir a emoção
das musicas. As letras são baseadas no estudo
do conceito de Darwin, elaborado pelo escritor e
professor consagrado da Universidade de Oxford,
Richard Dawnkins. Algumas faixas merecem grande
destaque como “The Gene Machine” (faixa
de abertura e de muito bom gosto), “Spiders”,
“Arms Races” (musica que lembra muito
o Dream Theater, na minha opinião a melhor
do cd) e “Off The Ground” (lembrando
bem bandas antigas de rock progressivo).