Poesias Aleato Fortuito
Aos Brasis
(também à pátria Lusitana)
Quando fostes América, fostes não tão somente latina
Mas, uma dose de Tupi, porém Saxônica infeliz
E eis aqui a Pátria Brasis
Valei-me Brasis! Terra de caras felizes e corações tristes
"Felizes" fizeram-me vocês Portugueses
Que pensamos nós que burros são
Não vos dou o mérito da nossa "boa ventura"
Mas não vos entrego mais nada pois nada aqui deixastes
Perdoem-me Tupis e povos D'África,
Mesmo sendo a vossa ventura, caracterísca feita pelos lusitanos
Ainda chamam nossa "A terra dos prazeres mundanos"
E assim celebro com muita honra, fronteiras mil:
Quinhentos anos de Brasil
E eternidade de infelizes Brasis.
Desconforto Mental
... se bem que eu esqueci de ler 
da literatura brasileira.
Lembro de quando eu lia muito:
o céu, o mar, em qualquer lugar.
Lembro dos momentos que parava para pensar:
debaixo do sol...
Lembro de sonhar...
esqueci como é amar...(suspiro)
lembro da mulher no altar, com
rosas de espinhos a me furar.
Um monstro onírico ataca-me
assim que durmo... um embalo em sono
profundo.(suspiro)
ah.., acordo com medo , receio da morte, 
receio de má sorte.
bem afortunados são aqueles que o sono
não deixou viciados
amanhã acordo e está tudo bem
Se eu pelo menos lembrasse de ler  
da literatura brasileira...
 
Ah! Lembrei do amor
O mundo anda tão complicado para o amor...
De um lado a boçalidade feminina,
a falta de sinceridade dos homens.
Se o amor entendesse minha inércia.
Eu só quero uma mulher bonita
para afagar meu rosto em seu seio.
E perdoem-me o clichê:
...o amor é a arte de não falar quando se deseja,
e lembrar que o mais vil lagarto irá
se tornar uma bela borboleta.
Natal
Ano vai ano vem 
e no natal esperando os presentes que advém
Mesmo cético sinto o espírito natalino.
Antes fosse Papai Noel uma mulher bonita 
Do que aquela abundante adiposidade flatal 
que vem tomar meu leite.
Preconceito?
Sou feio mesmo.
Vou me empanturrar de comida, 
afogar em vinho como uma esponja
e logo após ouvir sons explosivos
de fogos de artifício.
Reveillon tem cheiro de enxofre?
Bom, ano vai ano vem
E no final do ano as más lembranças 
e as dívidas que advém.
 
Ode à música
Oh, que paixão infinda traz-me o violão
suites, minhas preferidas, oh... o quão Bach tentou me agradar
Poxa quantos afazeres...
Criar uma anti-melodia e irritar todo mundo...
...já irritado
 Se eu ao menos pudesse ouvir aquela voz doce
 como um almante jazz clássico
 Me irrita saber a dor que deixarei aos ouvidos mundanos, 
proferindo minha música desequilibrada,
 sem métrica e sem 'rima'... 
como poetas dadaístas
(Sem título)
Seu perfume faz enlouquecer
Seus espinhos, árdua aproximação
Sua cor tal como diz o nome
Sua terna silhueta...
Com um mimetismo fantástico
Se o dia é de sol...
Ela é de lua?
Seu nome é rosa!
Ou não?
Poesias: Adriano Almeida Oliveira