Nove: unidos venceremos

Nota da autora: um pequeno detalhe deste capitulo foi tirado da história “O pântano de sangue” de Pedro Bandeira”

 

-Rony, lembra quando começamos a namorar e você ficou nos esperando voltar de Hogsmeade? – perguntou Harry com um tom um tanto sarcástico.

-Lembro – Rony se sentou na poltrona ao lado do sofá onde Hermione tinha a cabeça apoiada no ombro de Harry.

-Você exigiu explicações – continuou Harry – está é a nossa vez.

-Com quem, onde e fazendo o quê, você estava? – Hermione perguntou tudo de uma vez.

Rony sabia que não enganaria os amigos, principalmente porque amanhã se encontraria com Cho novamente. Resolveu contar a verdade.

-Eu estava com a Cho; em uma sala de aula; namorando.

-De novo?

-Como é?

-É isso que vocês ouviram. A Cho me pediu desculpas e eu... eu... bem, eu aceitei.

-Rony! – Hermione exclamou como uma mãe faria com um filho – essa garota já te fez sofrer demais!

-Eu não quero ser o portador de más noticias novamente – falou Harry.

-Dessa vez eu me responsabilizo pelos meus atos – falou Rony seriamnte.

-Você tem certeza de que é isso o que você quer?

-Tenho.

-Se você se responsabiliza – falou Harry – eu não posso fazer nada.

-Espero que você esteja certo – falou Hermione carinhosamente.

A sala comunal estava vazia e o único barulho agora era das chamas que ardiam na lareira. Os três amigos ficaram encarando-se por alguns minutos até i buraco do retrato abrir-se e por ele entrarem Collin e Gina.

-Gina?! – Rony exclamou furioso – o que você estava fazendo fora há essa hora?

-Não é da sua conta! – respondeu a menina subindo a escada para o dormitório. Rony levantou-se e correu. Segurou a irmã pelo braço com firmeza.

-Gina, você tem que me ouvir! – Rony agora quase arrastava a irmã até o sofá onde Harry e Hermione estavam – você tem que largar aquele idiota! – Rony agora apontava para Colin que continuava parado na frente do buraco, muito calmo.

-Preciso subir – disse calmamente indo em direção a escada do dormitório masculino – tenho que mandar uma carta.

Rony olhou com raiva para Colin, mas não fez nada para impedi-lo de subir.

-O que você tem Rony? – gritou Gina, tentando se desvencilhar do irmão quando Colin saiu.

-Você não vê? – perguntou Rony como se aquilo fosse obvio.

-Gina, foi o Colin quem seqüestrou a Miranda! – explicou Harry.

-Basta! – gritou a menina tirando o braço do irmão – primeiro a Hermione me dá o Harry, depois ela me tira! Agora vocês querem me tirar a única pessoa que me dá carinho?!

Hermione abriu a boca, mas não tinha palavras. Só que Harry tinha, e explodiu naquele minuto:

-GINA VOCÊ FALA COMO SE EU FOSSE UM OBJETO QUE UMA DÁ PRA OUTRA! – gritou com raiva – e os meus sentimentos? Não importam?

-Você também brincou comigo Harry Potter – ela falou seriamente – lembra daquele beijo?

-Eu não sou burro de esquecer um beijo como aquele!

-CHEGA! – gritou Rony - Isso não vem ao caso. Nosso problema é o Colin.

-O COLIN NÃO TEM NADA A VER COM ISSO! – gritou Gina.

-Nós vamos acabar acordando a escola inteira! – falou Harry, baixando um pouco a voz.

-O que faz vocês pensarem isso? – perguntou Gina, um pouco mais calma.

Harry, Rony e Hermione explicaram todos os fatos.

-Vocês estão malucos! – disse Gina – eu vou dormir.

Gina subiu as escadas e sumiu.

-Temos que tirar a Gina das mãos daquele idiota.

Os 3 foram dormir.

 

-Você ainda está ai, Harry? – Rony já tinha tomado café e a primeira aula já tinha começado, mas Harry ainda estava no salão comunal.

-Encontrei isso na minha cama – falou estendendo um pedaço de pergaminho para Rony.

 

Estou com sua namorada.

Não venha atrás de mim se não ela morre.

Obs: diga ao seu amiguinho metido sobre a irmã dele.

Mas essa não tem salvação...

 

-Gina! – gritou Rony assustado. Ele subiu e entrou no dormitório feminino do 6º ano. Saiu e entrou correndo no do 7º ano – Mione!

Harry deixava que pequenas lágrimas escorressem pelo rosto.

-Temos que fazer algo! – gritou Rony, arfante.

-Não! Ele vai matar a Mione se fizermos algo!

-E vai matar Mione, Gina e Miranda se não fizermos nada! – rebateu Rony.

Harry nunca havia sentido aquilo antes, se sentia um incompetente, seu dever era segurar-se de que a namorada estava a salvo, e ao contrário, ele a deixou em mais perigo, a fez saber mais do que devia... Se sentia um fraco, sem poderes para continuar.

-Mas nós não temos nenhuma pista! – Rony nunca tinha visto Harry tão desanimado. Levantou-se mais uma vez e foi até os dormitórios atrás de pistas.

-OLHE, HARRY! – ele gritou voltando a sala com um pedaço de pergaminho – Mione deixou um bilhete!

 

Harry e Rony. SOCORRO!

Colin

Sigam pequeno polegar!

 

-Aquele ordi...

-Xingá-lo não vai trazer as meninas de volta – cortou Harry – acho que sei o que ela quer dizer!

Harry virou o bilhete e viu que a folha fora arrancada de um livro. Correu até o dormitório de Hermione e achou um livro na cabeceira, “Literatura Trouxa”. Folheou o livro e achou a página arrancada bem no meio da história trouxa “o pequeno polegar”.

Harry levou o livro para baixo e mostrou a Rony.

Quando os dois terminaram de ler a história desceram correndo até os gramados.

-Harry, veja! – gritou Rony apontando um pedaço de veste preta preso em um arbusto – mas pode ser de qualquer aluno...

-Não – disse Harry. Ele arrancou o tecido dos galhos e cheirou-o – é de Hermione. Rony sorriu e os dois continuaram procurando, acharam mais um pedaço de veste e um cadarço, que os dois reconheceram como de Hermione.

Essa última pista foi encontrada na orla da floresta proibida. E devido a um mal-humorado Hagrid não puderam continuar.

-Vamos de noite – falou Rony.

-Vamos precisar de ajuda, Rony – falou Harry pensando.

-Vou chamar o Draco – disse Rony diante da observação do amigo, e acrescentou hesitante - ...e a Cho.

Harry pensou bem quanto a chamar Cho, mas aceitou.

Harry e Rony escreveram cartas para Draco e Cho contando tudo e marcando um encontro. Edwigs e Pichi ficaram encarregadas de entregar as cartas no almoço.

Preferiram não assistir ao resto das aulas. Ficaram na sala comunal discutindo táticas para ajudar as meninas.

Desceram para o almoço completamente sem fome, mas queriam ver Draco e Cho receberem as cartas.

Ninguém havia percebido que as duas foram seqüestradas, para todos os alunos a única sumida era Miranda.

Viram Draco e Cho receberam as cartas e olharem espantados para eles. Harry e Rony saíram desanimados do salão quando uma mão agarrou Rony pelas vestes e o jogou na parede ao lado da porta dando-lhe um forte beijo.

-Desculpe, não agüentei – riu Cho – oi harry.

Harry olhava pasmo para a ferocidade da menina.

-Aquilo era verdade? –ela perguntou.

-EI POTTER! – a voz desdenhosa de draco ecoou – não ouse aparecer novamente naquela sala!

Harry e Rony se entreolharam sorrindo. Enquanto Draco ia para a sala onde se encontraram da outra vez, eles explicaram sobre a mesma para Cho. Foram até a sala.

-Então sua namorada e sua irmã foram seqüestradas? – perguntou Draco.

Harry e Rony contaram mais detalhadamente todos os fatos e pistas e pediram ajuda.

Lógico que todos aceitaram na mesma hora.

 

Harry e Rony assistiram dois horários de transformação antes da hora combinada.

-Onde está  srta. Granger? – perguntou a prof. McGonagall.

-nós... nós...

-Nós não sabemos! – respondeu Harry prontamente – acho que ela não estava se sentindo bem.

A profª. Pareceu preocupada mas voltou a dar sua aula normal (incrivelmente chata!).

 

-Está tudo ai? – perguntou draco quando se encontraram 2 horas depois.

Harry e Rony olharam o mapa do maroto antes de saírem e viram que nenhuma das meninas estava no seu campo de visão, por isso não seria útil mostrar o mapa a Cho e Draco.

-Eu trouxe varinha e, caso necessário, capa da invisibilidade – respondeu Harry. Cho abriu a boca, Draco apenas deu uma espiada desdenhosa.

-Eu trouxe minha varinha e um sapo de chocolate pra cada um – falou Rony jogando os sapos à seus respectivos donos.

-Eu trouxe minha varinha e um ónioculo – mostrou Draco – e você, Cho?

-Vocês podem achar estranho, mas eu trouxe uma coisa trouxa – todos se espantaram – são dois lampiões. Eles iluminam muito mais do que o feitiço “Lumus”, arranquei das paredes das masmorras mais baixas.

Os garotos riram e Harry foi até a porta, seguiu silencioso. Draco foi logo atrás e Cho segurou Rony, deu-lhe um beijo rápido e sorrindo disse:

-Pra dar sorte!

 

Os quatro foram até onde Harry e Rony acharam a última pista do “pequeno polegar”. Entraram na floresta e resolveram só aceder os lampiões depois de já terem adentrado bastante a floresta para não chamarem atenção.

Harry parou.

-Lumus! – disse abaixando-se, lá, no chão estava jogado o cordão que Hermione usava desde o primeiro ano em Hogwarts, um fino colar de oura com um anjo tocando corneta e um pequeno diamante no lugar do coração e pôs no bolso.

-Estamos no caminho certo – falou – acendam os lampiões.

Draco e Cho usaram “incêndio” para acender o artefato trouxa.

-Rony – Draco chamou, eles eram os últimos e draco vazia tom de quem não quer ser ouvido pelos outros – o que você diria se eu te dissesse que voltei a namorar a Cho?

Rony parou abruptamente, seria verdade? Ela realmente mentiria mais uma vez?

Draco começou a rir abertamente.

-Você precisava ver a sua cara!

Agora Harry e Cho estavam olhando também.

-Foi uma brincadeira – explicou Draco – a Cho me chamou hoje de manhã e contou toa a verdade.

Rony sorriu um pouco zangado. Cho foi até ele e o abraçou.

Assim o grupo seguiu.

Acharam mais vestes de Hermione e até um pé de sapato sem cadarço

-Parem!