O TEJO E AS OSTRAS

 

Sendo o rio Tejo um rio vivo, onde dezenas de espécies diferentes de peixes, predominam, muito se tem perdido ao longo dos tempos, devido à alteração de habitat provocado pelo Homem.

Foi no estuário do Tejo, em 1147, durante a conquista de Lisboa que um cruzado, ao ver a abundância de peixe, teria comentado.« dois terços da corrente do rio são água, o outro terço é peixe» .

No Seixal, o rio e o sapal, as árvores e as flores, as aves e os peixes, são bens que no nosso Concelho preserva e o que proponho é a descoberta de toda a natureza existente, rica na variedade e deslumbrante em espécies raras.

De todas as espécies que existiram, foi a ostra que mais, longe levou o nome do Concelho. Já em 1866 uma casa francesa aqui mandava apanhar grandes quantidades de ostra para exportação. Fundada em 1961 , a Sociedade de Exploração de Ostras Portuguesa, com sede e estabelecimento no Seixal, exportou anualmente uma média de 400 toneladas de ostras para os vários  ponto do Globo.

Na Semana Santa, sobretudo, faziam-se grandes festas nas praias do Seixal, onde o Povo comia ostras ao natural, abertas em chapas colocadas sobre fogueiras acesas para esse fim. A abundância de mariscos, amêijoa, berbigão, longueirão, mexilhão e ostra, fazia referência em 1620, Frei Nicolau de Oliveira e em 1707, Frei Agostinho de Santa Maria.

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