VAMOS COMEÇAR? - dia 25/06 |
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Olá amigas e amigos, baixou um clima trash por aqui e se esse fosse um filme de quinta categoria, podia ter o nome O POLÊMICO TABU PROIBIDO DO QUAL NÃO SE PODE FALAR (Credo!). Enfim, este tabu é ooooooooooooo iiiiiiiiiiiiiiinnn... Incesto, ou quase. Alguns gostam, outros não, e a Página e Comunidade Segredos... se propõe a ser uma comunidade ousada. Cedo ou tarde teríamos de enfrentar este aspas problemas aspas. Ousemos, então. Conto com a ajuda de quem é louco pelo tema. Também com a ajuda de quem sente arrepios só de pensar. Naiara é nossa heroína. Tive crise de esquecimento. Qual é mesmo o ponto central da história de Naiara? a) o sobrinho vem passar férias na casa de praia dela. Ela pega o garoto a fazer amor com uma namoradinha. Mas como ele nunca teve namoradinha, a própria mão dele está fazendo o papel da namoradinha; b) quase-incesto. Naiara hospeda dois garotos amigos da família. E os recebe de blusa e calcinha, na maior, e os meninos confirmam que a saúde vascular deles é 100% (se fosse 99%, teriam enfartado); [obs: inspirado em fato real: conheci recentemente dois irmãos de bom poder aquisitivo, colégio de aristocratas, disputando primeiros lugares em vestibular, vindos de colégio só de homens, que são um desastre climático global ao lidar com moças; mal conseguem falar comigo]; c) [enfiando o pé no acelerador]: Naiara é filha adotiva, papel passado e tudo; Danilo é filho adotivo, idem, idem. São irmãos adotivos. Pela lei brasileira o fato de não ser irmão de sangue importa tanto quanto se torcem pelo mesmo time: irmão não transa com irmão, e ponto. Mas Naiara e Danilo viviam tão soltos num sítio no interior que só pararam de brincar nuzinhos quando começaram a criar pelinhos; d) Volta à opção A, mas uma pitadinha diferente. Naiara recebe alguém da família na casa de praia. Mas não é um sobrinho. É uma sobrinha. A prima de Naiara está preocupada com os namoros da menina e quer que ela vá para longe esquecer os rapazes.Beijos a vocês, minhas irmãs e irmãos, sobrinhas e tios (olha o tema da semana!) Beatriz Eu acho que a novelinha devia continuar assim... |
Votos e comentários [Comentário de um cavalheiro] Estive meio afastado esses dias. Trabalho, trabalho, trabalho.... Plagiando a C. Lispector que diz: "eu escrevo pra ficar livre de mim mesma". Eu digo: eu trabalho pra ficar livre de mim mesmo. rssssssssssss Eu acho que vc deveria usar as tres opções. A estória comporta. Além disso a moça da comu lulu poderia ser iniciada pelo negão. Quem sabe ela não é virgem ... Bjs [Comentário de um cavalheiro]Concordo. Envolver todos esses personagens e personalidas sempre foi meu desejo, eles todos têm um certo 'Q' q vem me enfeitiçando, sei lá uma coisa nova, o Danilo saindo no meio da noite e indo a comunidade lésbica, espionando a primeira transa da tia com uma das meninas, nas rodadas de buraco, sendo q ela o vê lá fazendo akilo. Xegando em casa e naum cansada ainda pois o q ela gosta mesmo é de algo penetrando fundo nela e resolve seu principal problema com a inexperiência do sobrinho com todo seu conhecimento e desejo... Isso seria envolvente, sendo q depois as meninas da vila ficam sabendo disso através dela e fazem depois uma brincadeira legal para punirem a invasão do moleke eu seus domínios, com um enovlvimento e consentimento da Naiara, só para ver até onde os instintoas hormanais do adolescente tem a capacidade de ir... Eu todo emplogado aki falando d+++ outra vez. |
PRIMEIRO CAPÍTULO - dia 26/06 |
Naiara se separou trinta e dois dias depois de completar trinta e três anos, e trinta e quatro dias antes sua psicóloga lhe dissera que a mulher geralmente dá sua virada de vida ao completar os trinta e cinco. Não acreditava em numerologia mas tantos trintas a convenceram que devia dar uma sacudida na vida para ver se caía abacate dela. Primeiro deu um chega-pra-lá no marido. Quando pensava no marido agora ex, pensava nas transas com ele. E ao transar com ele, pensava em aranhas. - A-ra-nhas? – disse a psicóloga tirando os óculos enquanto Naiara estirava os pernões mal ocultos por uma mini-bermuda pelo divã. A psicóloga era uma branca jovem de cabelo preto-graúna sempre fortemente puxado para trás e mega-óculos tipo asa-de-borboleta, que vinte vezes dizia que era “sem preconceitos” e tinha a “cabeça aberta”. Naiara a decepcionou. Não era metáfora de nada. Eram aranhas mesmo, as aranhas cujas teias ela olhava no teto enquanto o maridinho uf-ufava em cima dela. Pensava: na última transa tinham duas teias. Limpei as duas e agora tem três! Naiara lembrou. Pra seu trabalho precisava só da própria cabeça, uma prancheta e meia dúzia de pessoas que acreditassem nela e comprassem seu trabalho. Isso ela tinha. Fora isso, era livre. Pensou no Havaí ou na ilha de Bali, e desistiu da primeira porque não gostava de ser revistada como terrorista por policiais tarados, e da segunda pelo mesmo motivo. Acabou decidindo por uma ilha não muito longe, que tinha sido prisão muito tempo e afugentado os moradores. Agora que os presos tinham ido embora havia uma série de enseadazinhas, do tamanho de um bolso, cada uma com uma casinha para alugar, com micropraias em forma de ferradura. Escolheu uma com casa de madeira, trouxe a prancheta, a cabeça e os telefones dos escritórios em Sampa. E começou a viver. Uma comunidade lésbica noutra micropraia pertinho e três chalés do outro lado onde moravam casais idosos com os quais jogava biriba satisfaziam suas necessidades de sociabilidade. A Vila da Praia a seis quilômetros satisfazia suas necessidades de compras e transporte ao continente, e passava lá aos domingos para conversar com os turistas. Um marinheiro negro de vinte anos e voz de veludo passava mensalmente para recolher as tarrafas de mariscos cultivados. Ele lhe dava aulas de sotaque da zona norte carioca e satisfazia outras necessidades. Ela dizia Pare, ele parava; Continue, ele idem. Bom menino, voz de obediente, jeito de obediente. Dois pares de horas depois ele dava a partida no motor de popa, o barco cheio de mexilhões prontos a virar conserva, a dona-da-praia a lhe dizer tchau lá e ele já começando a contagem para a próxima mexilhada. Esse micromundo mudou a partir de que sua irmã berrando no interurbano lhe pronunciou o nome de Danilo. Naiara já vivendo noutro planeta precisou de um par de segundos para lembrar: da-da... Danilo, o Danilinho, aquele sujador de fraldas em escala seni-industrial que deixara a pobre irmã nas porteira do Pinel. [Amigas e amigos, fica a vocês me ajudarem a decidir se esta novelinha termina esta semana ou fica para duas partes de uma semana cada. Em uma das alternativas termina esta semana. Nas três outras, dificilmente terminará. Agradeço as manifestações de Ricardo, Ksal e Fada quanto à novela anterior. Ksal, obrigada por mencionar a possibilidade de publicação. Há a possibilidade de três coadjuvantes nessa novelinha atual. Pergunto: eles devem entrar? a) gostaria de ver a Psicóloga atuar na novelinha; aquele cabelo preto, hummmm...; Beijos e beijos, Beatriz |
Votos e comentários Eu acho que a novelinha devia continuar assim... [Comentário de uma dama] Concordo... Como sempre, com Ksal, e por isso, ... hj não vou enrolar muito,ok, rsrsrs... escolho a alternativa B. Beijos... Até amanhã. [Comentário de um cavalheiro]Só Naiara e o Danilo vai frustar as fantasiosas e ávidas mentes dos participantes. Como uma droga, contos devem sempre extrapolar o imaginário do leitor. Penso que talvez o marujo, negro e pauzudo, que usa da pseudo obediencia para conquistar a mulheres, vá induzir Naiara e o sobrinho a fazer sexo com a mãe de Danilo. Meio pesado? Na comunidade les, vc daria uma pincelada. Quem sabe não seria melhor ouvir os demais participantes? Como fazer os participantes participarem eu já não sei, rsssss A psicóloga participar só depois que encerras os trabalhos com a paciente. Temos que ter cuidado com o código de ética, rsssssssssssssss |
SEGUNDO CAPÍTULO - dia 27/06 |
Nos filmes a chegada de um adolescente na casa de uma mulher sozinha é um raio de sol num dia de chumbo. Na prática não foi assim. Danilo era esquisitão, parecia que as palavras doíam ou eram muito caras, pois falava em conta-gotas. Estava diferente, era certo: inchara vinte centímetros de altura em pouquinho tempo. O problema era que os braços no mesmo período cresceram vinte quilômetros, e as pernas, vinte mil. Naiara quase riu ao vê-lo chegar, tropeçando em si mesmo mais que na mala. Mala era ele. Não muito pesada, era verdade. Ficava pelos cantos sem abrir a boca, invisível e inaudível. Ou quase. Naiara com cabeça no travesseiro à noite passou a ouvir uns ruídos. Pareciam as marolas lá fora, mas não eram as marolas. Começavam, ritmados, e paravam. Numa manhã percebeu. As paredes do chalé eram fininhas. O quarto de Danilo era pegado ao seu. E ela sem perceber arrumara as camas de forma que sua cabeça ficava a vinte centímetros da cabeça do garoto, se tanto. Uma noite já eram nove horas quando Naiara se despediu de Simone, Doralice e Amália e das outras garotas da comunidade da Luluzinha, menino-não-entra, a duzentos passos de distância. Gostava delas, eram bem-humoradas, jogavam buraco. Naiara sugeria uma rodada de biriba, elas diziam, aqui-só-se-joga-BU-RA-CO-rárárá e sacudiam a ilha de gargalhada. Costumavam jogar baralho sentadas umas nos colos das outras e uma sempre se oferecia para fazer peso nas coxas de Naiara e esta dizia: Na-na-ni-na, presunto, gema e principalmente salsichão podem fazer mal mas eu gosto dos três, xô, e elas lhes aplicavam vaia em uníssono e tentavam convertê-la à ideologia da poetisa Safo, sem nunca conseguir. Voltava leve. Viu um movimento na linha d´água, pensou num peixe encalhado, mas a lua surgindo logo atrás lhe fez distinguir a figura esguia do sobrinho, sentado na areia fria, calçãozão a dar nos joelhos. Baixou espírito de tia e ela esteve a gritar Já-pra-cama quando Danilo se levantou e ela resolveu conter o grito por um segundo. Ele se baixou, ou não se baixou, engachou as mãos na barra do calção e o puxou para baixo. O calção aterrissou murcho a dois palmos de distância. Danilo se sentou na areia enquanto Naiara decidia não dar grito nenhum. Pensava em como chegar ao chalé sem ser percebida quando viu que Danilo agora era movimento: o antebraço se movia, o braço também, a mão bem perto do começo das coxas. Sentado, concentrado ao infinito em si mesmo, não percebia a beleza da lua na água, as bóias azuis indicando onde estavam as cordas de mariscos cultivados a cem metros adentro no mar. Não demorou muito e ele soltava o ar aos pedaços, em suspiros que Naiara percebeu, eram os mesmos que ela ouvia ao travesseiro. Relaxou meio minuto, vestiu o calção sujo de areia. Passou a ser diversão para Naiara, ou despertador. Davam-se boa noite, e ela ia folhear revistas antes de dormir. E em poucos minutos ela ouvia os suspiros do outro lado da parede, e um minuto depois o barulho da pia. Então punha a revista de lado e apagava a luz. Às vezes, luz apagada, ouvia o barulho do fim de um segundo round. Pensava, Ele está excitado hoje. Numa manhã, esse pensamento lhe deu a idéia. Desencavou no fundo do armário um velho biquíni dos tempos de dezessete aninhos, dos tempos em que hormônios femininos faziam festa em seu corpo e ela só queria dizer Olhem-como-eu-sou-gostosa-Sou-mais-bonita-que-qualquer-uma-suas-barangas e o mini-micro-biquíni fiozíssimo dental dizia isso por ela. Só encontrou a parte de baixo, mas não fazia mal. O ego subiu além do topo da serra da ilha quando viu que cabia. Precisava usar um pouquinho mais do fio lateral pra fazer o nó, mas cabia, e não ficava mal. Vestiu mini-blusa com ele. Ego na alturas, escancarou a porta diante de um Danilo a procurar o queixo pelo assoalho e encheu a ilha de palavras: precisava comprar isso, aquilo, viu como o clima está bom hoje, amanhã é aniversário do seu tio precisamos ligar, e tinha certeza que Danilo não saberia repetir uma só das palavras. Sentou-se à varanda. Danilo ficou por cinco minutos de cronômetro, sumiu. Ela esperou mais um minuto, deu um pulo e foi ao seu próprio quarto. Encostou ouvido na parede, alguém fazia exercício do outro lado, suspirava. Mal deu para contar os segundos e ouviu gemidos leves e com ritmo, e logo depois a água na pia. Fez sorriso cafajeste, sentiu-se feliz e cafajeste. Ela fizera isso, ela obrigara o garoto a isso. Pouco depois ouviu o fim da segunda sessão. Contou quatro rounds ao todo. Ficou feliz. Passou a ser jogo para ela, quase passatempo. Ela esquecia o sutiã e usava blusa decotada e frouxa, ou usava micro-bermudinha desbotada e esfiapada e o garoto multiplicava as batidas à noite, três, cinco, quatro. Ela dormia pluma. [Grata a Ksal e Fada.Amigas e amigos, como terminará essa novelinha de sedução? a) Naiara compra umas revistinhas da garotas nuas para ele;b) Ela “esquece” que o garoto está em casa e vai tomar banho de topless; c) Ela resolve explicar a ele os “fatos da vida”; d) Eu no lugar dela faria o seguinte: e) Eu no lugar dele faria o seguinte!: Beijos, Beatriz |
Votos e comentários Eu acho que a novelinha devia continuar assim... [Comentário de um cavalheiro] Um ótimo envolvimento Mas as revistas jamais, ela já está segura de si para agora entrar com concorrências, não precisa disso. Já tem o marujo que a faz mulher condutora, só quer ter o prazer de ser degustada com os olhares gulosos do sobrinho e com o prazer excessivo de ser apreciada durante várias vezes ao dia. Só que como se trata muito idêntico a um vício, só isso não vai ser mais o bastante para manter toda a libido do boyzinho, ela tem que aumentar, dá mais umas doses de mais calor. E o topless não cai nada de ruim, melhor até impossível. Já me colocando não no local de Naiara, mas sim no do Danilo, eu desejaria mais que tudo me tornar homem com essa minha tia, que já não é mais só uma tia, é um objetinho do meu consumo hormonal, deixaria o garotinho agir também, pois se ele está ali a mando de sua mãe é porque ele não deve ter sido nenhum santinho... E sim, após a não vinda por umas semanas do marujo dos mariscos ela recorre à lubricidade de seu sobrinho a quem tanto provocou!!! Empolgação como sempre. Beijos gente!!! Ou seja... Todas as opções menos a letra 'A' [Comentário de um cavalheiro]humm concordo com o Ricardo... todas exceto a letra "A" |
TERCEIRO CAPÍTULO - dia 28/06 |
Brincadeira para ela. Inventou outra. Noites mornas, ela muito praiana, sempre. Voltou uma moda antiga, dos seus inícios na ilha. Vestia micro-tanguinha azul-marinho e visitava a água até os joelhos, chutava a espuma. Só que antes apenas os mexilhões e filhotes de badejo viam o esplendor dos seios muito brancos, de bicos pequenos. Agora havia duas venezianas abertas num dos quartos, sem luz, para ela não perceber. Mas percebia. Voltava em cinco minutos, tomava um banho, o sono embalado pelos sucessivos gozos do garoto. Dormia sorrindo. Uma noite, luzes por um instante apagadas, ao sair da cozinha tomou susto: viu-se a si mesma, mesmos olhos castanho-claro, o nariz xerocópia do seu, tudo igual. Acenderam a luz, Danilo pediu desculpas por quase trombar nela, foi ao quarto. Naiara se estendeu na varanda, abriu um cabernet, um contratorpedeiro da Marinha de guerra atracava numa bóia, no meio do estreito. Faziam isso sempre, e geralmente à noite. Pensou nos olhos, lembrou do sangue. Pela primeira vê na vida pensou: o seu sangue era o mesmo, ou parecido, ao sangue que corria dentro do Danilo. Incrível, isso. E virou a segunda taça do cabernet. Virara quatro taças, a garrafa quase vazia, os pobres marinheiros lá no meio do mar desligando as luzes depois da faina da atracação, e ela fechou a porta da frente. Bocejou duas vezes, em frente à porta do quarto do garoto ouviu o barulho de sempre, com ritmo. Sorriu. Teve idéia. Nunca entrara no quarto dele, não sabia se trancava a porta. Com os dois dedos empurrou a porta. Ela cedeu dois centímetros. Pensou se a porta não estaria só na tranca interna. Empurrou, ela cedeu mais quatro. Empurrou mais e viu, ou melhor não viu na luz a meio. Viu ou mais adivinhou ver um jovem estendido ao comprido numa cama, deitado de costas. Parecia dormir, exceto por um detalhe. Algo se movia: sua mão transformada em punho de boxeador se movia dez dedos abaixo do umbigo, com calma e ritmo. O corpo muito branco se destacava no escuro, exceto por um abismo no centro de seu corpo, negro como as águas a essa hora da noite. Naiara sentindo o gosto do vinho a bater nos seus dentes sorriu. Pareceu-lhe infinitamente inocente aquilo, um quase-menino a fazer uma quase-brincadeira consigo mesmo. E menina de novo teve vontade de participar. Deu três passos e Danilo quase bate a cabeça no teto quando viu, mas ela sacou primeiro: - Posso ajudar? E disse como quem se propõe a dividir a lavação dos pratos. Danilo surpreendido por um segundo pensou que ela não tivesse percebido nada e queria ajudar na arrumação das prateleiras, que estavam bem necessitadas disso. Mas antes que percebesse o que era e o que não era, sua cama já afundou de leve com o peso da tia, e uma mão lhe envolvera a maior fonte de satisfação que ele tinha, e que em nenhum momento deixara de apontar o céu. E a mão envolvente começou movimento suave nas direções do céu e da terra e não parou mais. Danilo pensou mil respostas, desde O que é isso até Tia por favor. Pensou dois milhões e a surpresa não o deixou dizer nenhuma. Naiara o sentiu perder um pouquinho da rigidez por um par de segundos, mas meia dúzia de vaivens foi suficiente para fazê-lo retornar ao antigo esplendor. Agora já não era a surpresa que lacrava a garganta de Danilinho, ele é que não queria dizer nada. Os dois estavam na expectativa de grande acontecimento. E este acontecimento aconteceu: Danilo suspirou. Naiara não conseguiu reconhecer se foi “Que gostoso!” ou “Como é bom!” Mas a partir daí o garoto relaxou inteiro, exceto o pedaço dele apertado pela mão direita da tia. Colocou um braço atrás da cabeça, abria a boca. Com o garoto entregue, o falo ficou um pouco mais duro, a mão da tia um pouco mais rápida. E o próprio Danilo ficou triplamente ousado. Quando pensou já dissera: - Abre a blusa? E disse como bebê que pede colo, e Naiara quase riu. Só precisou de uma mão para deslocar os botõezões da blusinha cáqui. Em muito pouco tempo o jovem Danilo obteve o que queria, os seios da tia muito visíveis naquele escuro balançando leves a cada movimento para cima e para baixo da sua mão. Essa visão apressou o que estava próximo e sentiu aquelas pulsações que sentia várias vezes por dia, mas autoprovocadas, sendo dessa vez provocadas por uma mulher de osso e carne. Em pouco uma Naiara divertida olhava a própria mão, muito visível pelo branco que agora a invadia. Danilo mal percebeu quando ela deu boa noite, e chegou a duvidar se aquilo teria sido sonho. [Grata a Ricardo e RP. O que acontecerá? a) outras sessões parecidas;b) a transa, direto; c) envolvimento de outros cioadjuvantes; d) nada disso. É... Beijos, Beatriz] |
Votos e comentários Eu acho que a novelinha devia continuar assim... [Comentário de uma dama] Olá... d) nada disso. É...Que tal rolar a alternativa "a) outras sessões parecidas;" em seguida a " b) a transa, direto;" que depois vem a "c) envolvimento de outros cioadjuvantes;" e assim por diante.... hein, rsrs...beijos.
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QUARTO E ÚLTIMO CAPÍTULO - dia 29/06 |
Virou costume. Não se falavam, ou falavam muito animados de futebol ou naves espaciais, nada que sugerisse o mínimo. E se davam boa noite, ou ela ia às sessões de biriba nas prainhas vizinhas para jogar e o boa noite era adiado um par de horas, mas sempre acontecia. Danilo já prevenido abria o chuveiro a toda para um banho em regra, e cinco minutos depois estava na cama cheirando a Palmolive de rosas. Às vezes com uma bermuda leve, às vezes sem nada. E a tia dona da casa aparecia para um boa noite reforçado. Falavam de bobagens do dia, o peixe grande que deu meia dúzia de pulos na entrada da praia, do navio da Marinha que desatracou, das piadas que ela ouviu, e a mão dela como anêmona abria e fechava puxando leve os pelos alouradinhos das coxas dele. E nem parecia que ele se erguia, leve como o pensamento, inicialmente oca de índio, e em segundos se transformava em torre inclinada e Pisa para logo depois esquecer a inclinação e se metamorfosear em Torre Eiffel, orgulhosa como a original. - Bem grande: vai ser sucesso entre as meninas – disse Naiara, e disse como quem diz Vou beber um copo d´água. Ele criou coragem. Perguntou: Você acha, tia? Ela riu: Tenho mais-que-certeza. Ele reuniu outros fiapos de coragem, procurou mais pelos cantos, pediu emprestado: - T-t-t-t-t-t-t-t-tiiia. Vvvvvvvvvvvvocê chupa? E mordeu a língua e quis se jogar nas ondas lá perto. Ela fez cara de professora para aluno levado-e-querido:- Menino! E puxou a pele que envolvia o menino mais para baixo, quase a machucar. A cabeça do jovem Danilo parecia maior naquele meio-escuro, mais brilhante. Para o jovem Danilo pareceram um par de milênios em que os lábios batom gloss-rubi de sua tia ficaram a três centímetros de sua cabeça-de-homem, que pulsava, pedia. E os lábios se afastaram, as costas da mulher se empertigaram. Danilo de novo com três aninhos teve vontade de chorar. Mas não teve tempo: mal viu o movimento do corpo da tia e quase pulou deitado como estava ao sentir a cabeça envolvida pela língua quente de Naiara. Suspirou, agarrando os lençóis quase a arrancar. Para Naiara era quase brincadeira de menina, tocar em algo e vê-lo crescer. Deu cinco selinhos no garoto, baixo a alto, mediu mais ou menos com os dedos o tamanho, sorriu com o tamanho. Divertia-se a ver o sobrinho se retorcer quando a delicada cabeça dele cabia inteira em sua bochecha. Cabeça não usada, menino-virgem, pensou. Com a mão esquerda afagava as duas raízes do prazer, como dizia. Achava engraçado que naquele par de coisinhas leves estivesse a raiz de todo amor de homem par mulher, e de mulher para homem. Só não gostava de olhar direto nos olhos dele, naqueles momentos. Os olhos azuis dele, os mesmos dela, lembravam como relógio de pêndulo em filme de terror: Sangue-do-mesmo-sangue. [Situação complexa, não é mesmo, amigas e amigos? Que tal nos ajudarmos a desenrolá-la? Mas só na próxima semana, pois agora é THE END.... por enquanto Grata a Fada e a todos os que colaboraram e aos que leram. Até segunda. Beijos e beijos, Beatriz] |