NAIARA, A VINGANÇA - novelinha erótica


VAMOS COMEÇAR? - dia 16/07

Naiara, a vingança

Beijos, Beatriz

Eu acho que a novelinha devia continuar assim...


Votos e comentários

[Comentário de um cavalheiro] Com certeza a alternativa A

[Comentário de um cavalheiro]Eu misturaria a alternativa A com a C

[Comentário de um cavalheiro]Humm Não lembro bem agora quem foi que deu uma sugestão onde a Raeka faz com que a Naiara se sinta trocada. Porém a Raeka envolve Naiara, fazendo com que ela se sinta dominada por uma mulher bem mais nova que ela (a Raeka) e continuando dominando os desejos de um menino por ela incitados (Danilo), só que este agora não demonstrando tanto interesse assim deixando a tia maluca. Essa é melhor vingança para Naiara. Já a opção de Raeka roubar os dois objetos de prazer da Naiara é algo a se pensar, mas temos que ver que ela pertence a comunidade da luluzinha... Dois não seria muito??? Mesmo assim, essa opção é uma fantasia de muitos leitores que ainda num vi aqui na comunidade, Ana, se num rolar agora é uma coisa a se pensar para as próximas historinhas.

[Comentário de uma cama]Haha... Concordo com o Ricardo.


PRIMEIRO CAPÍTULO - dia 17/07

A Comunidade era para ter e tinha o nome de uma grande ídola de mulheres-que-gostam-de-outras do passado, mas ninguém lembrava. Era conhecida mesmo como Comunidade Luluzinha, o nome da gíria. Amália do alto de seus quarenta era ideóloga. Dizia: “Guerras, fome, aquecimento global, poluição das águas, destruição. Causa de tudo isso? Respostas foram colocadas: luta entre classes, civilizações, religiões, ignorância, fúria da natureza. Todos errados: resposta uma só. A existência de um ser inútil, arbitrário, destruidor e selvagem chamado Homem!”

E deixara claro, a Comunidade não era de transa geral. Era um protótipo do Mundo do Futuro, no qual as mulheres viverão só elas, em paz e sem guerras. Mas ninguém estranhava quando alguém via com rabo do olho lá pela meia-noite a sua companheira de quarto receber a vista de outra de baby-doll rosinha que se enfiava debaixo do cobertor. Nem quando uns gritinhos finos como agulha e ritmados como as ondas da prainha rompiam o silêncio das seis da manhã, logo depois seguidos de outros gritinhos, menos finos mas igualmente saídos de garganta de mulher, e os dois faziam duetinho até a apoteose final.

Raeka era a mais nova, e não obstante era uns cindo dedos mais comprida que a segunda mais alta, que não era baixa. Era diferente. Não gostava de jogar buraco, e menos ainda de dizer a brincadeira que as outras repetiam 6748 vezes por mês, ou por dia, “Aqui só se joga buraco rá-rá-rá”. Não era um anjinho. Tivera exatos dois amassos com outra menina. Ficaram só de bermudinha, encostaram bico-no-bico, riram por uma semana de riso. Mas na hora do ver-vamos, vestiram blusas, deram por encerrado.

A segunda foi mais séria. As duas à meia-noite, beira do mar, lua-cheia-romântica prateando um terço da praia. A outra era uma charmosíssima arquiteta solteiríssima de trinta-e-nove que visitava a Comunidade. Conheceram-se, ela conheceu aquela gatinha de dezoitíssimo, pensou, Era dia de sorte. Raeka com o rabo do olho viu a outra acumular a blusa lembrança-de-turista, o sutiã e o resto numa pilhinha organizadíssima para pegar o mínimo de areia, a arquiteta com sorriso do tipo a mulher-mais-feliz-da-Via-Láctea e mais um par de outras constelações. Criou coragem, respirou três vezes e olhou. Os joelhos da outra já estavam a uns quatro palmos um dos outro. E no meio entre eles um negror parecido com o das águas fora de lua.

Era a vez de Raeka. Levou quatro décadas e meia para acertar o fecho do sutiã, o dobro para achar o zíper da bermuda, a outra a respirar tipo elefante. Manteve a calcinha, vermelha-choque. Três unhas igualmente vermelho-choque escorregaram macios entre o elástico e a barriguinha pouco existente, brincaram de se perder entre os pelos amaciados a shampoo. O dedo do meio, mais atrevido que os outros dois, procurou novos caminhos. E achou um caminho, úmido, aquecido, que leva para o interior de Raeka. E escorregou por ele. Meia unha chegou a desaparecer, antes da mão sua dona ser amassada pala mão de Raeka. Agarrou o pulso da outra, gentil mas firme a tirou de baixo da calcinha.

Raeka teve de usar todo seu talento diplomático para responder aos porquês magoados da arquiteta enquanto se vestiam, voltavam ao chalé, tomavam café no dia seguinte. E só conseguiu uma resposta: Não sonhara em perder a virgindade assim, assim como, perguntava a outra ,e Raeka não tinha resposta.

[Amigas e amigos, grata pela participação e leitura. Vimos um pouco do passado de Raeka. E seu futuro?

a) Raeka no fundo deseja Naiara;
b) Raeka na verdade sempre quis rapazes, para decepção da Comunidade;
c) Naiara no fundo deseja Raeka;
d) Uma das acima com o seguinte molho;

Beijos, Beatriz]


Votos e comentários

[Comentário de um cavalheiro]Bem vou fazer uma misturinha... Como o primeiro capítulo traz o passado da Raeka naum há nada melhor q dar a ela uma coisa q ela tinha sonhado, passou admirar e desejar mais ainda, DANILO. Continuando da última novelinha, eles naum precisavam ter transado logo no primeiro encontro, mas rolado simples bjus e amassos, deixando o Danilo mais ainda q fissurado nessa mocinha q estava a decidir nakele momento o q realmente ker em suas primeiras realizações sexuais. Um amorzinho surgido meio q repentinamente por Danilo seria uma ótima desenvoltura, daria um novo ar a história, sem contar q vez ou outra estórias sensuais combinados com paixões inesperadas são sempre mais saborosas, até prq o sentimento de revolta surgido no íntimo de Raeka ao ver o modo que a tia Naiara mantinha com seu sobrinho, naum era só uma revolta de vê-lo ser pisado, mas uma admiração com certo ar de cumplidade. Akela noite no cinema poderia muito bem retratar isso q estaria acontecendo, só q nenhum dos dois esperava q pudesse acontecer. E uma ovelha negrinha em meio a comunidade Luluzinha... Humm q daria um bom enrredo, ahhh sim, daria e muito, imagina a revolta q seria, um namrico q naum seria aceito pela grande maioria na comunidade e muito menos por Naiara, nenhum dos dois lados kerendo perder um de seus integrantes, só q a atração é tamanha q eles naum se deixam de estarem juntos, ilegais, escondidos, fazendo tudo muito mais gostoso... Deu até quase q água na boca.

Eu acho que a novelinha devia continuar assim...


SEGUNDO CAPÍTULO - dia 18/07


Naiara sempre no topo do mundo percebeu que alguém escapulia quando ela chegava ao jogo de buraco, costas rápidas desaparecendo detrás do corrimão da escada. Era Raeka, a menina mais nova. Nunca tinha reparado muito nela, já notara o cabelão-de-comercial, a cinturinha, os quadris largos, fantasia-de-homem. Já reparara que vivia numa comunidade Safo, mas farejara que não era muito convicta. Havia algumas ali que babavam por mulher, mas não era o caso dela. Enfim deixou de lado.

Mas não por muito. Dias seguintes já esperava a menina dar-lhe as costas, ou bocejar e dar-lhe as costas. Num desses bocejos os olhos se cruzaram, metade de milionésimo. Sentiu a raiva da outra. Perguntou-se porquê. “Inveja” – disse o diabinho da vaidade, que se lhe instalara aos treze e não saíra mais. Lembrou da última conversa com o ex-marido, de óculos quadrado e paletó quadrado e jeito idem. Ele disse como quem faz declarações à posteridade: “Você não é má pessoa, Naiara. Apenas ainda não tem muita certeza de que as outras pessoas do mundo são reais. Pra você, só você existe” – e teria pego o boné se usasse boné.

Naiara pensou sobre o que o ex-marido lhe dissera. Pensou no seu estilo: por exatos trinta segundos. Depois deixou para lá e pendurou-se no telefone para combinar chope com a tchiurma. De vez em quando lembrava: as outras pessoas não são reais...

Mas Raeka parecia bem real, cada vez mais. Ela lhe parecia um dia bonita, noutro muito, no terceiro uma gata mesmo. Não só corpo, mas o jeito, o jogar o cabelo,a cruzada de pernas, o shortinho mais curto que o de Naiara, mostrando os pelinhos clareados das pernas que Naiara se viu um dia a contemplar com o rabo do olho com vontade de checar se eram tão macios como pareciam. E noutro se flagrou a pensar na condição de Raeka de moça-que-gosta-de-moças, e concluindo, “Que desperdício!” E um pensamento cruzou a cabeça: “Não só para os rapazes!” e afogou esse pensamento na rodada de baralho, que jogava por moedas. Raspou as outras naquela noite, embolsou dois reais e trinta.

E saiu tarde, noite de lua nova. Passava pelo varal da Comunidade. Como sempre, fieiras e eiras de saias, vestidos, sutiãs e calcinhas e inhas e inhas, muitas. Não costumava prestar um chumaço de atenção para aquilo mas uma ponta de corda lhe chamou a atenção. As calcinhas da comunidade não eram do tipo Mamãe. As Mamãe eram avançadas demais, eram do tipo Bisavó mesmo. Mas aquela fieirinha era um mostruário de tentaçõezinhas: pretinho-mulher-fatal, vermelho-quero-dar, azul-me-coma, todas com transparências que deixavam contar os pelinhos que haveria por trás, e florzinhas e rendinhas e outras inhas que só serviam para uma mão de homem querer tira-las em instantes. Aproximou-se, já sabia o que ia encontrar, de alguma forma. Estava bordado no cantinho de cada: rk, Raeka. Ela sabia. Todas novinhas, estalando das caixas da loja de lingerie ou sex-shop.

Passou a mão no macio de cada uma delas. Parou na última. Não era calcinha, era tanga de praia. Antiquada, lateral alta, faixas horizontais. Imaginou as coxas grossas da menina Raeka entrando em cada um daqueles grandes buracos. Imaginou a parte de trás, um fiozinho de nada, se amoldando a suas curvas. E sem pensar e antes de pensar beijou a tanguinha, uma vez, duas, e a pendurou rápido quando um quadrado de luz surgiu no segundo andar do sobradinho.

Não demorou a dormir. E a sonhar.

[Amigas e amigos, qual o sonho de Naiara?

a) ela está numa cama macia. De quatro. Algemada. Chega o ex-marido, vestindo só uma gravata, com um chicote de SM. Ele a chicoteia no bumbum. Diz: esse é por ser egoísta! Esse, é por usar o corpo dos homens! Esse, é por usar o corpo das mulheres!;
b) ela está de volta ao São Calisto. Catorze anos, Tancredo no hospital, oitava série. Pega na mão de Felipe, amorzinho de escola. A mão dele macia, demais. Puxa-o ao banheiro, tranca a porta da casinha, dá-lhe amasso. Ao se afastar, um choque: ele se transformou em Maria Clara, a lourinha sua rival de beleza, que ela detestava. Ela diz: “Ajoelha!” Naiara obedece. Nesse momento a porta se abre, aparece a diretora e todo o colégio atrás. Clara diz: “Estou comendo essa falsa santa!” A diretora põe todo mundo para trás gritando, Tudo bem, é só a Clara comendo uma falsa santa!;
c) Ela está numa sociedade onde quem manda são as mulheres. Os homens devem manter sua virgindade, e se a perdem antes de casar, são vagabundos e perdidos e ninguém quer casar com eles. Mas as mulheres, sempre podem dar uma escapada para casas de má fama onde tem caras que perderam a virgindade e chance de um bom casamento, e que agora têm de viver a vida fácil. E ela é uma mulher viciada em amor. Toda noite vai a essas casas. Mas uma noite, todas as portas da rua de má fama estão fechadas. Ninguém na calçada. De repente tem medo. Escolhe uma porta. Esmurra: Abram! Abram! Eu preciso de um homem! Acorda a suar gelado.
d) Um dos acima com o seguinte molho;

Grata a Ricardo e a todos os que têm lido. Beijos, Beatriz]


Votos e comentários

[Comentário de um cavalheiro]Adorei os sonhos!!! Naum mais q o estilo das calcinhas, e principalmente o nomes delas... hahaha Aninha, tu como sempre arrebentado!!!!! Olha, a respeito dos sonos, o q tenho a diz é q são prospostas excelentes, a do ex-marido ela bem q merecia, já a da invresão da sociedade maxista ficou excelente, mas sonhos são akeles estímulos q nos perseguem, tanto devido a algo q fazemos como a algo q vimos, portanto a da transformação do coleguinha em uma de suas principais rivais a qual a domina e a usa revelando akilo para todos, naum xega nem ser um castigo, mas sim uma revelação do seu desejo, mas naum desejo por akela sua rival, afinal akela ficou no passado, mas uma novinha q acabou de surgir perante seus olhos e xeiros em calcinhas e inhas de tentação. Até mesmo prq akele xeirinho naum saiu mais de sua mente, naum só o aroma sentido, mas tbm o q a levou a fazer akilo, nunca desejou uma mulher, era contra seus preceitos... Tanto pensamento assim só faria com q a nossa amiguinha Naiara sonhasse com o q poderia acontecer, começando com o q sempre fazia com os coleguinhas desde os tempos de escola. Hauhaa

Eu acho que a novelinha devia continuar assim...


TERCEIRO CAPÍTULO - dia 19/07


Naiara acordou com o sonho do colégio na cabeça. Acordou com choque. Dois séculos e meio havia que não pensava em Clara, nas pernas de Clara, nos cabelos de Clara. Sua rival, sua secreta ídola.

Pensou nos cabelos da coleguinha Clara, pensou nos cabelos de Raeka. Ultimamente pensava em Raeka a cada cinco passos, a cada seis riscos na prancheta. Descobriu: de forma ou outra, sempre admirada fora. Desde escola, passando por faculdade, trabalho e baladas. Em qualquer ambiente ficava sempre no grupo da frente no quesito beleza, e disparava no quesito presença. No final era raro não ser a primeira.

E ficou chocada ao ver que com Raeka não era assim. Para a outra, Naiara tinha a importância de um ratinho branco. Um dia sentiu que escolhia demais a roupa para ir à Comunidade. E o coração batia a dois decibéis a mais. E a mão tremeu um par de vezes. No jogo de baralho, Naiara perdeu moeda após moeda porque não se concentrou, ficou olhando Raeka num canto folheando uma Caras a meio interesse.

À noite, trocando a camisola, vomitou a verdade e a verdade aliviou como vômito: estava interessada noutra mulher. Ela, Naiara Maria, cabelos claros, olhos azul-escuro, nascida no município de São Paulo, criada e vivida no Morro dos Ingleses, estava interessada numa mulher. Primeira vez. Riu para si: como seria? Amassos de peito-contra-peito, cheiros na nuca com perfume suavinho, explorações de dedos etc e etc. Um novo mundo.

Mas nesse novo mundo ela não estava sendo um sucesso. Os olhos castanho-escuros e os cabelões pretos até-a-cintura de Raeka continuavam raivosos a ela, pior que raivosos, indiferentes. A outra respondia a seus boas-noites como se o vácuo absoluto tivesse falado. E Naiara percebia cada vez mais de Raeka. Já decorara os lábios grossos, as sobrancelhas idem, os cabelos, o perfume, a altura, quase um palmo maior. Imaginava-se abraçando Raeka e pousando a cabeça nos ombros dela.

Reconheceu: estava apaixonada pela adolescente. Um amor mulher-mulher.

Outra coisa perturbava Naiara. Danilo continuava a ser seu brinquedo. Mas um brinquedo que agora vinha indiferente. Da última vez quase que achou que ele ia dizer hoje-não-estou-com-dor-de-cabeça. Ele vinha, é certo, cumpria a função. Mas a cumpria. Não era mais escravo fascinado, era só escravo.

[Amigas e amigos, dou as boas vindas aos recém chegados, e vamos ver como nossa heroína ( ou anti ) vão desatar esse nó. O que acontecerá:

a) Naiara vai se declarar a Raeka;
b) Raeka e Danilo vão transar e Naiara verá;
c) O casalzinho inverterá o jogo; Naiara é que será escrava deles;
d) Ou....

Beijos, Beatriz]


Votos e comentários

[Comentário de um cavalheiro]AOlá; Andei meio afastado. Tô querendo voltar. É claro que é a letra c.

[Comentário de um cavalheiro]Opsssss!!!! Antes de tudo dando as boas vindas ao retornos do kzalJF, olha só como está essa Naiara!!! Tô adorando!!!! Tá ficando legal!!!! Mas o idela mesmo é q naum se escolha apenas uma alternativa dessas, e sim todas. Imaginem, Naiara se declarando a Raeka, q sabendo disso bja Naiara dando-lhe esperança, mas faz por onde transar com Danilo para que Naiara veja, onde posterior mente com todo o domínio da moçinha sobre a nossa loba, faça com q os papéis se invertão, e Naiara passe a ser dominada pelos dois, mas Danilo só tendo domínio sobre a tia em presença de sua namoradinha, Raeka... Uma combinação bem excêntrica. bjus gentem.

Eu acho que a novelinha devia continuar assim...


QUARTO CAPÍTULO - dia 20/07


Uma adolescente franzia os olhos castanhos e estirava os aai, aaai, aaaai, como se a cada gemido quisesse dizer um “a” a mais. 1968, naquele dezembro, uma barraca a cinco palmos de uma cachoeira. Os seios-ondas balançavam, livres de qualquer trambolho, sutiã ou blusa. Olhos transformados em câmeras, o rapaz decorava com detalhe de joalheiro o tamanho king size dos seios, o cor de rosa dos bicos. Não estava sobre ela, estava a dois palmos, sonhando e vendo. Sobre ela estava outro, um amigo, sorriso partindo o rosto, olhos fechados ao desvendar a menina. O outro, o que assistia, casou-se com ela.

2007, naquele julho, Raeka tinha dezoito anos, a mesma idade que sua mãe tinha quando seu pai se apaixonou por ela ao ver um colega de colegial deitar-se duro e nu de bruços sobre ela. Herdara os seios da mãe. Mas não havia coleguinhas de colégio bolando acampamentos, ou sessões de perda-de-virgindade. Havia uma balzaquiana loura, que grudara os olhos e alma nela.

Naiara um dia lhe trouxe flores. Disse que achara no caminho, por acaso, como-é-sabe, pensou nela. A Comunidade toda riu, ningúem acreditou nessa. Exceto, Raeka, que muito séria foi colocar as flores no água, correta e sem simpatia.

Naiara criava assuntos, falava de esportes a desastres e o desastre que seria Caetano posar nu, mas Raeka pensava na lua. Não era hostil, era indiferente. Naiara pensou um par de vezes que preferia levar um tapa. Foi mais direta. Pôr-do-sol, varanda da Comunidade, disse que ela era bonita. Raeka disparou um Obrigada corretíssimo, sem sorrisos. As outras é claro davam risinhos. Não eram contra um namorico brinco-com-brinco, apenas a secura de Naiara já dava na vista.

Naiara viu Raeka na Vila da Praia. Ia chamar, a outra entrou numa farmácia. Apaixonada estilo-adolescente, Naiara queria saber até quantas pastilhas cebion a amada comprava. Levou um choque. Raeka não levou nenhuma vitamina C, e sim uma cartela de pílulas e dúzia de camisinhas.

Naiara se sentiu deixada de lado. Pela primeira vez na vida desejou ter nascido do outro lado. Assim poderia ter Raeka para ela, podia ter r entrando em farmácias por causa dela.

[Amigas e amigos, grata a Ksal e Ricardo pelas opiniões, a Ricardo e a Belo pelos parabéns pelos seis meses da Comunidade (a nossa, não a lésbica da novelinha!) e a Gabi e a K pelas mensagens simpáticas, a Dênis pela presteza e a todos por aqui se encontram e lêem as novelinhas. Situação difícil a da nossa amiga Naiara, e vamos ver como isso se desnrola na próxima semana. Beijos a todas e todas, e até segunda.

Beatriz]

Eu acho que a novelinha devia ter terminado assim...





Volta ao alto

Volta à página principal





Volta ao alto

Volta à página principal