Um milhão, quinhentas e cinqüenta mil desculpas a todas as minhas amigas e amigos naturistas. O que fizemos não é dentro das regras, mas o que seria da vida sem uma quebradinha no estabelecido, tirando as leis do país e as regras da boa educação? A praia de N... fica no litoral da Bahia, não muito longe da capital, mas acesso difícil. Ludwig quando viaja gosta de ter o que chama de contato com a população local. Pegamos um ônibus na rodoviária de Salvador que à medida que os quilômetros se acumulavam ele se tornava menos ônibus e mais lata de sardinha com o ajuntamento de pescadores, meninas com uniforme de colégio estadual, mecânicos de automóvel e turistas holandeses. Conseguimos nos arrancar da lata no que chamavam de entrada da praia, na verdade um posto de gasolina a muitos quilômetros dela. De lá pegamos um táxi que me deu vontade de ficar com uma pazinha e vassoura recolhendo os pedaços de peça e vidro que dele pareciam prestes a cair, e chegamos a uma pousada, a melhor da praia, mesmo por que também era a única.
Manhã seguinte, pegamos o mesmo táxi pois a praia ainda ficava longe, saltamos ao lado de um riacho, subimos e descemos a faixa de dunas e na nossa frente se abriu a linha d´água, quase não curva, muito azul.
Dobramos à direita como nos tinham sido dito que era para fazer. Uma dupla de pescadores sobre umas pedras, um grupo do lado oposto, longe que mal dava para contar. Mais que uma praia de nudismo era uma praia deserta, apesar de ser sábado, fora de estação é verdade. Ludwig se decepcionou. Queria me expor nua ou de topless para homens e mulheres, e eu, aham, queria a mesma coisa. Vaidade, vaidade, minha tão grande vaidade feminina. Mas, ninguém gasta quatrocentas mil horas em sessões de spinning e quinhentos mil reais de produtos diet para guardadinho em casa, não é?
Uma placa de madeira anunciava: Praia de N... Aqui toda nudez é bem-vinda. Eu usava uma tanga azul de cortininha, bem meio-dos-anos-oitenta, de alças altas, e dois triângulos verdes de pano em cima de superfície exata para cobrir meus bicos, que não são pequenos. A parte de trás era radicalmente fio-dental. Puxei os fios e o pequenino tecido que cobria minha feminilidade pegou um pouquinho de areia ao se encontrar com o chão. Senti a delícia do vento da Bahia eriçando todos os pelos do meu corpo e continuei andando, esquecida de tirar a parte de cima. Esquecimento proposital. Sabia que Ludwig meio-enlouquecia com a expectativa de eu tirar o sutiã. Com o rabo do olho percebia seu falo endurecer e servir de guia para o resto do corpo que caminhava sob sua liderança, mas malvada nem pensei em aliviá-lo.
Instalamo-nos perto de um tufo de coqueiros. Ninguém, ninguém. A barraca ficara longe, muito do outro lado alguém transportava algo num cavalo ou jumento, mas logo sumiu. Tirei a parte de cima afinal. Ludwig não procurava penetrar-me e assim aliviar-se de sua tensão pois é um homem muito cumpridor das regras. E sabemos que brincadeiras de menino-mete-em-menina são proibidas em praias de nudismo.
Quem não é muito cumpridora das regras sou eu, que quis brincar de menina-senta-em-menino sob os protestos de Ludwig, que advertia que isso era contra as normas e seríamos expulsos se alguém visse. Certo que seus protestos foram diminuindo de veemência na medida em que meu corpo foi se aproximando do dele, sendo para isso necessário que uma parte do corpo dele se encaixasse no meu, o que aconteceu com crescente facilidade. Fechamos os olhos, esquecemos das regras e do tempo e ritmamos os movimentos de entra-e-sai.
Até hoje não sei por que abri os olhos e com o rabo do olho vi movimento. Um casal estava ali, a uns cinqüenta passos se tanto! Ludwig deu um pulo, saí de sobre ele rápida como gata, ajeitamos a toalha que estava toda enrolada e aterrissamos sobre ela e num segundo tentamos fazer cara de turista-admirando-o-mar-alheio. Ludwig até ensaiou um bocejo fingido, embora o falo louro pulsasse protestando contra a perda do conforto em que se encontrava.
Era um casal de cor bem baiana, meio branco meio negro. Passeavam na praia. Olhamos os genitais deles, eles olharam os nossos. É assim que funciona, apesar das regras de forte moral das praias de nudismo. Afinal, viemos ali para aquilo mesmo. Nessas praias todo mundo é meio cúmplice. Sorriram para nós, o homem acenou. Acenamos para eles, passaram. Não viram, disse Ludwig com alívio e saiu para tomar banho na maré vazante. Eu não estava tão certa. O instrumento do rapaz se caracterizava por sua grossura que pude constatar mesmo a uns três metros de distância. Estava quase tão horizontal como o de Ludwig e sua namoradinha não parecia infeliz. Eu achei que algo tinha causado aquela tensão, mas deixei tudo de lado e ajeitei os óculos escuros e deitei e me preparei para eliminar qualquer marca de sutiã ou tanga em meu corpo.
Não sei quanto tempo fiquei assim quando o vento me trouxe um gritinho. Era Ludwig e a garota morena, que pulavam ondinhas e riam como amigos de infância. Ou como amantes. O homem estava a uns dez passos de mim, de pé e braços cruzados, olhando mais o mar que a sua mulher. Chamei-o para sentar perto de mim e ele veio com falo balançando, sem pudor. Bem baianamente em um par de segundos já se tinha posto à vontade. Perguntou meu nome, chamava-se Juvenal, era proprietário de duas Lan House em Ondina, Amanda era sua noiva, adoravam aquela praia. Ludwig e Amanda chutavam a água, crianças de mãos dadas. Falei que planejava ser vista nua por muitas mulheres e homens e ele disse que era assim mesmo, fora de estação não tinha ninguém. Amanda e Ludwig se abraçavam colando inteiros seus corpos e línguas e eu perguntei se o pessoal cumpria mesmo as regras. Ele disse que cumpriam mas que de fez em quando flagravam alguma mulher montando um homem. Ouvimos gritinhos e Ludwig de pé jogava a cabeça para o céu e Amanda de joelhos na frente dele gritava Ju, vê ó o que estou fazendo e metade do falo de meu marido desapareceu estufando a bochecha da garota. As pernas da garota abertas na nossa direção permitiam ver sua tira de pelos negros refrescados pelo vento da Bahia.
Perguntei a Juvenal se ele não se incomodava e ele disse não, conhecia bem a praia e sabia que aquele trecho em que eles estavam era de areia fininha, Amanda nunca iria machucar os joelhos. Perguntou se eu já tinha ido para a água e eu disse já, surpresa com a pergunta.
- Deixa ver se está com gosto de sal – disse o garoto. E rápido como um ratinho baixou seu rosto, roçando o queixo e fazendo dobras na toalha multicor. Seu rosto procurou caminho entre minhas coxas, sua língua se destacou e a ponta de sua língua se encontrou com minha fenda delicada, que já pulsava entre os pelos negros, carente, muito mulher. Eu quase deu um pulo ao sentir o centro de minha feminilidade tocado pela umidade e calor do rapaz. Mas não foi só a ponta, logo todo o restante da língua se engajava na luta com os meus pelos enquanto eu dava gritinhos de virgem oh continua uuh que língua gostosa. Os lábios do garoto apanhavam um dos lados da minha fenda, puxavam-no de leve, depois o soltavam e faziam o mesmo trabalho no outro lado enquanto um turbilhão se movia a minha cabeça e eu jogava a cabeça para trás com toda a força.
Disposta a levar a coisa para o lado sério peguei Juvenal pela mão e nos juntamos aos dois. Fui apresentada oficialmente a Amanda e como mulheres educadas dissemos coisas delicadas uma com a outra, ela me disse seus seios são lindos, eu disse adoro o corte dos seus cabelos do amor. Rimos, e os meninos estavam lá, as cabeças erguidas como a procurar ar, ansiosos pelo fim de fofocas femininas. O clitóris de Amanda era visível entre a tira negra entre suas coxas. Fiquei de quatro e Amanda entendeu logo, ficou bem na minha frente de forma que uma pudesse olhar no rosto da outra. Eu queria ver outra mulher possuída pelo meu macho.
Os dois meninos entenderam tudo rápido e se ajoelharam atrás de nós duas, casais trocados. Os agudos bicos escuros dos peitos de Amanda pendiam entre seus braços e me deram vontade de agarrá-los, mas não podia pois eu também tinha de me apoiar. Eu olhava bem na cara de Amanda, ela na minha, e seu rosto de sorridente se vincou de dois sulcos na testa e seu rosto se contraiu, fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, enquanto ao sul do corpo dela o falo avantajado de Ludwig abria caminho entre na carne delicada e úmida do caminho de prazer da garota. Enquanto o homem atrás dela elogiava o calor e a firmeza que a gruta do amor proporcionavam a ele, utilizando frase em que expressões populares como boceta gostosa e xota incrível nunca estavam muito distantes.
A menina podia ter como dizia meu marido, uma boceta ou xota incrível, mas na minha frente a carinha expressava quase dor. Depois Juvenal me disse que ela fora virgem até um par de meses antes, até que ele, Juvenal, lhe furara o hímen num motel no caminho de Lauro de Freitas. A testa engelhava e vincava testemunhando o esforço em conter o macho que alojava cada vez mais de si dentro dela. Esforço que não era sem seu quinhão de prazer, pois expressões como ai que gostoso e enfia esse cacete nunca estiveram longe de seus lindos lábios de mel como Iracema. Mais não pude ver pois Juvenal também queria o seu prazer e resolveu procurá-lo entre o vão das minhas pernas e eu logo sentia os movimentos do macho dentro das minhas entranhas, suas bolas batendo na minhas coxas. Eu também fora de mim dizia minha cota de palavras populares, elogiando o prazer que o instrumento do meu novo amigo me estava proporcionando, usando frases pela metade nas quais as expressões vara gostosa ou rola maravilhosa tão eram estranhas.
Não gosto de contar orgasmos mas minhas entranhas já se tinham derretido por duas vezes quando o rostinho distorcido de prazer e dor de Amanda falou ele está gozando. Ludwig segurou firme na cintura da nossa amiga e seu leite se alojou inteiro no corpinho ela, ao contrário do que aconteceu com Juvenal, que me fez sentir sua semente cálida em minhas espáduas, chegando até os meus ombros.
Desabamos previsivelmente os quatro, porém os olhos de Ludwig primeiro e depois os do resto de nós se arregalaram. Tinha gente nua ali, a uns duzentos metros, se tanto. Íamos ser expulsos da praia. E Juvenal e Amanda eram membros da associação de Naturismo. Eles podiam ser punidos. Ludwig disse que fôssemos para a água, todos, para disfarçar. Juvenal disse que o melhor era fazer alguma atividade juntos, mas inocente, de forma que os outros achassem que era aquilo que estavam vendo ao longe, aquele bolo de gente. Amanda começou a fazer casinhas na areia molhada, todos nós a imitamos. Eu fazia como nos tempos de menina na praia Barra, pegava areia fina molhada e gotejava na forma de um castelo de Cinderela, com entradinha e tudo. O grupo passou a cinco passos, homens e mulheres, testa franzida, preocupados com a estrita obediência às regras.
Falaram conosco, nós anjinhos, crianças de novo. Nunca fizemos nada. O melhor castelinho de areia que já fiz.